« março 2004 | Entrada | maio 2004 »

abril 30, 2004

[0908/2004] Imagens chocantes

As imagens que a CBS, via 60 Minutes, nos mostrou ontem, são a demonstração de que a barbárie atinge todos os povos por igual, independentemente de se considerarem mais ou menos desenvolvidos.
Estas bestas do exército americano não são em nada melhores que as bestas iraquianas que há dias mataram e torturaram alguns civis americanos em Fallujah.
Esperemos que a diferença de "civismo" se venha a demonstrar, na punição exemplar dos elementos do exército envolvidos neste desrespeito pelos Direitos Humanos...

Publicado por Nuno Peralta às 08:32 PM | Comentários (1)

[0907/2004] A boa notícia portuguesa

Investigadora portuguesa abre caminho na luta contra o cancro
A cientista portuguesa, Ana Teixeira, deu mais um passo na luta contra o cancro ao descobrir que a estrutura dos cromossomas regula uma enzima que é activada anormalmente em caso desta doença.

É sempre bom lembrar as pessoas que neste país vão fazendo algo pelo progresso da sociedade, que há muita gente interessante para lá dos políticos corruptos e gestores aldrabões...

O estudo, publicado na revista norte-americana «Cell», revela que a telomerase, uma enzima que permite manter a integridade do material genético, reage apenas com alguns cromossomas, os que têm extremidades (telómeros) mais curtas.
A cientista portuguesa concluiu que a telomerase é necessária para manutenção do tamanho dos telómetros, de tal forma que quando eles encurtam, mudando de estrutura, a enzima reage.
«Em células sãs, os telómeros encurtam a cada geração levando ao envelhecimento natural, mas nas células cancerosas a telomerase é reactivada, mantendo o tamanho dos telómeros e permitindo a proliferação indefinida e caótica destas células, ou seja, iniciando um processo de cancro», afirmou Teresa Teixeira.

(in TSF)

Publicado por Nuno Peralta às 05:12 PM | Comentários (0)

[0906/2004] Medo...

"Hoje temos cinco jogadores na selecção e, se calhar, para o ano teremos oito ou nove."
(Luís Filipe Vieira in O Jogo 30/4/2004)

Eu até tremo quando começo a ouvir este tipo de asneiras saídas da boca de presidentes do Benfica, porque normalmente são prenúncio de mais uma época sem resultados palpáveis.
Quem não se lembra da "espinha dorsal" de Vale e Azevedo e da "equipa maravilha" deste mesmo LFV?
Meus senhores, menos paleio e mais trabalho, que nós benfiquistas já estamos cada vez mais parecidos com S.Tomé, ver para crer. Eu pelo menos.
Formem uma equipa que efectivamente ganhe títulos e depois eu até posso aceitar estas balelas. Até lá, trabalhem mais e falem menos...

Publicado por Nuno Peralta às 04:46 PM | Comentários (0)

[0905/2004] Piadinha do dia

Este fim de semana, terá lugar o maior Derby de Portugal: o Sporting - Benfica.
Infelizmente, o máximo a que qualquer deles pode aspirar é ao 3º lugar.
Não, não é engano, é mesmo o 3º lugar, pois, segundo as notícias desta semana, atrás do F. C. do Porto está ... a Polícia Judiciária!!!

Publicado por Nuno Peralta às 12:43 PM | Comentários (1)

[0904/2004] Ironias...

Com tanta coisa interessante que eu julgo que escrevi aqui sobre os mais diversos temas, aparentemente é um post irónico sobre a Última Ceia e um boato mal divulgado (Aranha Camelo) que mais chamam a atenção. O mais caricato é que sobre o tema da Aranha Camelo eu até coloquei um post a explicar melhor do que se tratava, mas esse ninguém comenta...
Enfim, desde os tempos das fotos da Carla Matadinho e da Jordana Jardel que o blogue não recebia tantas visitas.
Em termos weblog, nos últimos 2 dias ultrapassaram-se as 1.000 visitas, o que muito me apraz, ainda que tenha noção que o Google e afins são os grandes responsáveis por boa parte desse número.

Publicado por Nuno Peralta às 11:11 AM | Comentários (0)

[0903/2004] Quizz da Janela 1

Ora cá estamos nós com o verdadeiro quizz, para testar os vossos conhecimentos. 10 perguntinhas apenas.
Já sabem, têm até 4ª feira (5 de Maio) às 23h59 para responder ao desafio. Ganha o primeiro a responder certo ao maior número de perguntas:

#1 – Que país usa o código CH nas sua matrículas automóveis e o que significa esse CH?

#2 – Qual o mais pequeno país da União Europeia em população residente?

#3 – Que álbum de estreia de que banda europeia, lançado em 1994 contém, entre outros, a música “Roads” e foi considerado um dos melhores álbuns desse ano e dessa década?

#4 – Quem substituiu António de Oliveira Salazar no cargo de Ministro das Finanças quando foi nomeado pela primeira vez?

#5 – Quantos aeroportos existem em Portugal?

#6 – Quem mandou construir a Ermida da Memória e porquê?

#7 – Antes de se chamar Accenture, qual era o nome desta multinacional? E qual é a nacionalidade desta empresa?

#8 – Na B.D. da Disney, a Avó Donalda tem um criado que é grande e preguiçoso. Como se chama ele?

#9 – Quem é o autor deste quadro e qual o seu título?


(clicar na imagem para ver em tamanho maior)

#10 – Qual a origem do nome Somague, da empresa de construção portuguesa?

Publicado por Nuno Peralta às 10:51 AM | Comentários (9)

[0902/2004] ACP

O maior clube português foi hoje (ontem) a votos.
Carlos Barbosa é o novo presidente do ACP Automóvel Clube de Portugal (ACP) para o triénio 2004-2007, eleito com 40,4% dos votos, derrotando os candidatos Miguel Paes do Amaral (31,5%) e Jorge Mira Amaral (27,6%), tendo votado 30.317 sócios do ACP, num universo de 183 mil.

Publicado por Nuno Peralta às 08:47 AM | Comentários (2)

[0901/2004] Mais uma dia alegre

Passam hoje 59 anos que se viveu um dos dias mais felizes da Humanidade no século XX, quando o facínora Adolph Hitler e a sua amada Eva Braun fizeram um favor ao mundo e enfiaram um balázio na cabeça de cada um, poupando trabalho aos russos que se preparavam para o capturar em Berlim...
Neste mesmo dia, mas em 1993 começava o fim da carreira da tenista Monica Seles, ao ser esfaqueada em pleno court em Hamburgo, por um adepto fanático...
Há muito mais tempo, em 1789, George Washington assumia funções como primeiro presidente dos EUA. Mal sabia ele que uns séculos mais tarde seria possível alguém tão burro e insensível estar a ocupar o seu lugar...

Publicado por Nuno Peralta às 04:07 AM | Comentários (0)

[0900/2004] Pobre futebol

A empresa de auditoria «Deloitte & Touche» efectuou uma análise às contas dos clubes de futebol portugueses e chegou a resultados pouco animadores...

O estudo incidiu sobre as finanças dos clubes da Super Liga e da Liga de Honra, na época 2002/2003.
Dos 18 clubes da Super Liga, o FC Porto é o campeão das receitas, sendo que 70 por cento destas são garantidas pelo Sporting, Benfica, Boavista e FC Porto.
O Sporting é a equipa com o sobreendividamento mais grave, com um passivo a ultrapassar os capitais próprios, mas também é o único clube que não aumentou os capitais próprios, desde a constituição da SAD.
As receitas geradas pelas equipas da Super Liga diminuíram para os 198,4 milhões de euros, menos 20,2 milhões de euros que na época anterior. A assistência média de cada jogo da Super Liga foi de 6137 espectadores.
Na Liga de Honra, o número médio de espectadores por jogo continua significativamente abaixo dos mil espectadores portadores de bilhete.

Hélder Varandas aconselha os clubes a uma «contenção muito grande nos salários dos jogadores, na contenção da aquisição de jogadores por valores elevados, venda de jogadores e aposta na formação».
O responsável pelo estudo sublinha que «a redução de clubes na Super Liga resolvia o problema imediatamente, para a época seguinte». Esta proposta já está em estudo no Conselho Superior do Desporto.

Publicado por Nuno Peralta às 02:52 AM | Comentários (1)

[0899/2004] Pelos caminhos da blogoesfera

O Leonel, numa das suas colecções temáticas de posts, anda a fazer um levantamento sobre o "vício" da blogoesfera.
Eu pessoalmente tenho achado os posts interessantíssimos e reconfortantes, pois assim fico com a sensação que não sou o único viciado nisto.
É que é disso que se trata, muito mais que um prazer (que o é também), é um vício que se apoderou de mim, partilhar descobertas, opiniões sobre as notícias do dia a dia, "espevitar" as célulazinhas cinzentas de quem por aqui passa. E admito que me motiva não só o comunicar como o saber que há aí gente que está interessada em ler o que eu escrevo, pessoas que aqui vêm diariamente ou apenas pontualmente, pessoas que deixam os seus comentários, que geram debate de ideias ou apenas uma nota humorística.
A blogoesfera e mais especificamente este blogue representam uma vida paralela em relação à vida real, um local onde consigo discutir muito mais assuntos do que o que consigo com as pessoas reais que me rodeiam, onde para lá do trabalho, da bola e da má governação dificilmente se consegue discutir mais algo.
E todos os dias lamento que não haja mais pessoas reais a rodearem-me tão interessantes como a maioria das que diariamente aqui encontro...

Publicado por Nuno Peralta às 12:32 AM | Comentários (4)

abril 29, 2004

[0898/2004] Buscas

PJ fez buscas na casa de Nuno Cardoso
A busca estará relacionada com um relatório da Inspecção-Geral das Finanças que indicia a existência de irregularidades no processo de aquisição, ao FC Porto, da «Quinta do Salgueiros», no âmbito do Plano de Pormenor das Antas.

Depois dos rumores do Processo Apito Dourado, agora isto. Parece que o cerco ao "Pintinho" se começa apertar...
Esperemos apenas que, tal como aconteceu com Vale e Azevedo, as autoridades não estejam à espera que este saia do clube para actuarem, porque senão estão tramados...

Publicado por Nuno Peralta às 11:16 PM | Comentários (0)

[0897/2004] Eficiência

O ano passado demasiado trabalho, sem aumento de salário nem progressão da carreira, levaram-me a decidir mudar de emprego, mesmo numa conjuntura desfavorável.
Antes de receber o convite da minha actual entidade patronal, enviei o meu CV a várias empresas que me interessavam. Isto aconteceu em Março de 2003.
Qual não é o meu espanto quando hoje abro o correio electrónico e reparo que um dos CV's que enviei no dia 17 de Março de 2003 foi lido hoje, 29 de Abril de 2004!!!
1 ano, 1 mês e 12 dias para abrirem a caixa do correio e verem a mensagem!
Parece-me uma boa média, tendo em conta que a empresa em causa é uma consultora portuguesa na área dos sistemas de informação...

Publicado por Nuno Peralta às 06:19 PM | Comentários (4)

[0896/2004] Défice

Défice de 2003 chegou aos 5,3 por cento sem receitas extraordinárias
É para isto que andamos todos a apertar o cinto há 2 anos???
Ou seja, substituímos um Governo de irresponsáveis (isto é, que ignoravam o problema) por um Governo de incompetentes (que reconhecem o problema, mas não têm a mínima capacidade para o resolver)...

Publicado por Nuno Peralta às 04:49 PM | Comentários (2)

[0895/2004] Julgamentos na Praça Pública

O autarca de Gondomar, Valentim Loureiro (na foto), devia demitir-se dos cargos públicos que ocupa, pelo que dizem 61 por cento dos entrevistados desta sondagem.
Pessoalmente, dar-me-ia algum gozo ver os dinossauros do nosso futebol e da política caciqueira atrás das grades e longe do poder, mas o respeito pelas regras da democracia e do Estado de Direito leva-me a ser obrigado a relembrar a estes 61% de portugueses que até ao momento Valentim Loureiro é tão culpado como eu ou eles dos crimes que lhe são imputados, dado que não foi julgado nem condenado pelos ditos.
Sendo assim e dado que não é conhecido nenhum acordo que este tenha feito, em que se fosse acusado de algum crime se obrigava a pedir a demissão dos cargos públicos que ocupe, não há razões para a demissão.
No entanto, isto não é incompatível com achar que Valentim Loureiro deveria auto-suspender-se de todos os seus cargos públicos até que o caso ficasse esclarecido, para evitar maiores suspeições e não prejudicar o regular funcionamento desses órgãos. Exactamente o mesmo que Paulo Pedroso deveria ter feito enquanto arguido do Processo Casa Pia...

Publicado por Nuno Peralta às 03:34 PM | Comentários (1)

[0894/2004] Rui Costa

A minha afirmação anterior sobre não querer Rui Costa no Benfica pode ser estranha, mas eu explico.
Rui Costa é um ídolo para todos os benfiquistas, muito por causa de ter sido o último grande jogador a sair da “cantera”. É o típico jogador que transmitia a mística do Benfica e pertencia à equipa que conquistou o último campeonato. Depois de uma boa época, foi vendido para Itália, onde nunca escondeu o seu benfiquismo.
É, portanto, um jogador querido entre sócios e simpatizantes.
Acontece que isso pouco interessa dentro de campo e fazer regressar Rui Costa como jogador, aos 32 anos é um somatório de desvantagens:
- Rui Costa não aguenta 90 minutos de jogo, pelo que seria sempre necessário uma alternativa;
- Rui Costa tem graves lacunas a defender, pelo que pouco ou nada ganharia a equipa face a Zahovic, excepto no carinho dos adeptos;
- Seria um jogador a desequilibrar financeiramente as contas da SAD e a desestabilizar o balneário, dado que ganharia muito mais que os outros, jogando menos...;
- Quando começassem os primeiros maus resultados e os adeptos percebessem que o que foi contratado não foi o “sonho” Rui Costa, mas sim o verdadeiro Rui Costa, começariam os assobios;
Não creio que Rui Costa, um jogador que considero bastante inteligente, não tenha consciência das suas limitações, assim como não acredito que esteja disposto a destruir a imagem que tem na Luz.
Assim sendo, espero bem que não seja contratado agora. A não ser que esteja disposto a terminar a carreira e queira assumir já o papel de Director Desportivo, o verdadeiro papel que lhe está destinado na Luz, mas creio que ainda é cedo para que o Rui queira finalizar a sua carreira “activa”.

Publicado por Nuno Peralta às 12:41 PM | Comentários (2)

[0893/2004] Boas notícias

Os responsáveis benfiquistas acertaram ontem a aquisição de Rossato, o defesa-esquerdo do Nacional da Madeira, desembolsando dois milhões de euros. O acordo com o jogador ainda não está assinado, mas a Rossato será apresentado um contrato válido por tês temporadas
Finalmente uma boa notícia para a próxima época, depois das incógnitas Paulo Almeida e Alcides (jogadores que podem até ser muito bons, mas já estou suficientemente escaldado com as "estrelas" que chegam a Portugal provenientes do Continente Sul-Americano). Um excelente jogador com provas dadas no campeonato nacional, com a vantagem de tanto poder ser alternativa a Fyssas (defesa esquerdo) como a Simão (médio/avançado esquerdo).
A concretizar-se o acordo com o jogador, tenho que dar os parabéns à SAD do Benfica.
Agora é bom que sejam rápidos e arranjem uma boa alternativa para o lado direito. Miguelito (Rio Ave) seria uma excelente opção.
Continua a faltar é um "número 10", que espero não seja Rui Costa...

Publicado por Nuno Peralta às 12:19 PM | Comentários (4)

[0892/2004] Respostas do Quizz da Janela 0

Conforme prometido, cá estão as respostas ao Quizz da Janela nº 0, o qual foi ganho pelo Leonel Vicente, pela velocidade de resposta, já que o PA MT também acertou em todas. Parabéns aos 2:

1. Quantos anos durou a Guerra dos Cem Anos?
R: Durou 116 anos (de 1337 a 1453)

2. Qual é o país que fabrica os chapéus Panamá?
R: O Equador

3.De que animal se obtém o catgut (Fibra de tripa de gato usada em cirurgias)?
R: Das ovelhas e cavalos

4.A partir do quê são feitos os pincéis de pêlo de camelo?
R: De pêlo de esquilos do bosque

5.Qual a cor do chamado pintassilgo púrpura?
R: Carmim

6.Os russos celebram a Revolução de Outubro em que mês?
R: Em Novembro (o calendário tem 13 dias de atraso relativamente ao nosso)

7.Quanto tempo durou a última Guerra dos Trinta Anos?
R: Durou 30 anos (de 1618 a 1648)

8.De que país vêm as groselhas chinesas?
R: Da Nova Zelândia

9. Qual era o verdadeiro nome do rei Jorge VI?
R: Alberto (ao subir ao trono em 1936, respeitou o pedido da Rainha Vitória, para que mais nenhum rei usasse o nome de Alberto)

10. A que animal é atribuída a origem do nome das Ilhas Canárias?
R: Ao cão/cachorro - Em latim, "Insularia Canaria" (Terra dos Cães)

O verdadeiro desafio aproxima-se, já amanhã...

Publicado por Nuno Peralta às 09:47 AM | Comentários (1)

abril 28, 2004

[0891/2004] Selecção 2

Mais um jogo, mais um resultado semi-decepcionante (2-2 frente à Suécia), numa exibição globalmente boa, mas em que continuamos a ter o killer instinct invertido (é mesmo um suicide instinct...), tal é a capacidade de gerarmos dificuldades a nós próprios e em cometer erros infantis: um frango, um penalty falhado, um autogolo... Só faltou mesmo uma expulsão para ter o poker completo!
Enfim, esperemos que todas as azelhices e asneiras continuem a ser cometidas nestes jogos e se chegue ao Euro concentrados a 100%, mas pelo menos a selecção tem conseguido a proeza de ajustar as expectativas dos portugueses. Hoje em dia, ninguém no seu perfeito juízo acredita na vitória portuguesa na competição, pelo que se começa a reduzir a pressão sobre a equipa. Dado que os portugueses se dão mal com a pressão, pode ser que esta descompressão jogue a favor da equipa de todos nós e, contra as expectativas, obtenha um bom resultado...

Publicado por Nuno Peralta às 11:46 PM | Comentários (3)

[0890/2004] Esclarecimentos sobre a Aranha Camelo

A Aranha Camelo (Eremobates gladiolus), para começo de conversa, não é uma aranha. Apesar de também pertencer à classe Arachnida, ela não é da classe Araneae, e sim Solifugae.
Porquê este nome? Porque elas 'fogem do sol'.
Assim, pelo menos é certo dizer que elas são nocturnas.
E outra coisa, elas têm este nome não porque comem os intestinos de camelos, como reza a lenda original em inglês na internet, mas porque cortam pêlos deles para fazerem os seus ninhos.
E mais uma: não são venenosas, e a maior coisa que elas costumam comer são escorpiões ou, no máááááááximo, uns ratinhos bem pequenos.
E elas realmente são rápidas, chegando a velocidades de até 16 km/h.

Portanto, é melhor que os soldados se preocupem mesmo é com os terroristas à solta, que não será pelas aranhas que vão ter problemas graves...

Publicado por Nuno Peralta às 10:53 PM | Comentários (6)

[0889/2004] Operação Doação

Um grupo de sócios e adeptos do Benfica vai abrir uma conta numa entidade bancária com o objectivo de angariar dinheiro para a aquisição de Rossato, defesa/médio do Nacional da Madeira. Os dirigentes encarnados vão ser informados desta curiosa iniciativa

No Benfica já nada mesmo se surpreende. Aliás, ainda vou ver o dinheiro ser angariado e a Direcção dizer que não está interessada no jogador...

Publicado por Nuno Peralta às 06:33 PM | Comentários (0)

[0888/2004] Bloguices

A cada dia que passa, mais me surpreende as capacidades que um blogue traz para a comunicação entre os Homens.
Por alturas dos 100 anos do Benfica, coloquei um post sobre o jogador Vata, aquele que ficou conhecido pela célebre mão frente ao Marselha que possibilitou a última final da Taça dos Campeões Europeus ao Benfica.
Então não é que hoje tive o privilégio de ver esse mesmo post comentado pelo próprio Vata himself?
E não é a primeira vez que isto acontece, há uns tempos também tinha criticado Inês Serra Lopes, Directora do Independente, por uma intervenção absurda na SIC, que a dita senhora se dignou a comentar, num tom ao nível da dita intervenção.
Não haja dúvidas que a blogoesfera aproxima as pessoas!

PS: Impressionante igualmente é o afluxo de visitas que tem causado o meu post sobre a Aranha Camelo, o novo "mito urbano"...

Publicado por Nuno Peralta às 05:25 PM | Comentários (0)

[0887/2004] Défice

Primeiro-ministro congratula-se com fim de défice excessivo
E eu espero sinceramente que em breve ele (e nós todos!) nos possamos congratular com a retoma económica, agora que o défice está “aceitável”...

Publicado por Nuno Peralta às 04:03 PM | Comentários (1)

[0886/2004] Selecção

Em dia do último grande teste da Selecção antes do Euro’2004, quando falta cerca de mês e meio para se iniciar o torneio, a nossa selecção começa a mostrar a sua enorme capacidade para representar devidamente o futebol português e começar a dar tiros nos pés:
- durante a semana passada, Scolari criticou publicamente Jorge Andrade pela expulsão nas Antas, ao serviço do Corunha;
- ontem criticou publicamente Cristiano Ronaldo, por pouco empenho;
- Figo critica abertamente a dispensa dos jogadores do Porto.
Só falta mesmo começar a discussão pública dos prémios de jogo...

Publicado por Nuno Peralta às 12:39 PM | Comentários (1)

[0885/2004] Factos

O dia 28 de Abril é um dia dual: se por um lado festejamos o desaparecimento do ditador Mussolini, executado em 1945 pelos comunistas, por outro lado há quem celebre o nascimento de outro facínora, Saddam Hussein, que hoje completa 67 anos... Em alusão ao cartoon, neste mesmo dia, mas em 1967, o boxeur Muhammad Ali/Cassius Clay recusava-se a aceitar a incorporação no exército. Finalmente, em 2001 o multimilionário californiano Dennis Tito tornava-se no primeiro "turista do espaço", a bordo de uma nave russa.

Publicado por Nuno Peralta às 08:58 AM | Comentários (1)

[0884/2004] Derby

Eu sei que elogiei a arbitragem neste fim de semana e que desejei que estas duas últimas jornadas mantivessem esse nível.
Espero sinceramente que isso aconteça, mas sou obrigado a levantar as máximas reservas face ao árbitro escolhido para arbitrar o derby, o setubalense Lucílio Batista. Nem é tanto por Lucílio ser um confesso adepto do Sporting, é mais por qualquer pessoa do seu relacionamento mais próximo saber que ele é um anti-benfiquista primário, conforme o tem provado nas várias vezes que arbitra jogos do meu clube...
E se eu sei isto, não acredito que quem nomeia os árbitros o ignore e que, portanto, seja suficientemente inconsciente para o colocar a arbitrar o jogo do próximo fim de semana...
Enfim, esperemos que o efeito "Apito Dourado" ainda continue e que Lucílio consiga demonstrar a isenção necessária para que tenhamos um excelente jogo, preferencialmente sem casos, mas acima de tudo sem vitórias ou derrotas por causa da 3ª equipa!

Publicado por Nuno Peralta às 06:35 AM | Comentários (6)

[0883/2004] Google

Acabei de fazer uma pesquisa no Google à procura da próxima oportunidade de investimento excessivamente valorizada para pequenos investidores perderem dinheiro e o resultado foi... Google!

Publicado por Nuno Peralta às 03:05 AM | Comentários (0)

[0882/2004] Mário Soares

Há precisamente 30 anos, desembarcava em Santa Apolónia Mário Soares, regressado do seu exílio em Paris. Em boa hora o fazia, pois viria a ser a alma e o rosto da luta anti-comunista que pretendeu derrubar uma ditadura de direita para impor uma ditadura de inspiração estalinista. Mário Soares foi um Kerensky necessário e vitorioso para derrubar essa ideia e a ele devemos a liberdade que gozamos hoje, liberdade essa que lhe permite a ele próprio ir dizendo os dislates que têm marcado as suas mais recentes intervenções. Mas se alguém tem direito a dizer todas as asneiras é ele, sem o qual hoje provavelmente não teríamos esta blogoesfera e seríamos governados por Cunhal, Otelo, Carvalhas, Saramagos e quejandos...

Publicado por Nuno Peralta às 01:47 AM | Comentários (2)

[0881/2004] Europeias

Entre os suplentes (da lista do PSD) estão os nomes da actriz Eunice Muñoz...
Tenho muito respeito por Eunice Muñoz enquanto actriz, a quem admiro, mas o nome dela, mesmo que como suplente, na lista de candidatos a eurodeputados, só pode mesmo ser mais uma brincadeira de mau gosto dos nossos políticos e uma manobra de descredibilização das eleições...
Pior, só mesmo o Saramago candidato da CDU a fazer campanha pelo voto em branco...
Dado que ainda faltam os nomes do CDS/PP, ainda corremos o risco de ver os nomes de Manuela Moura Guedes ou Dina virem à baila...

Publicado por Nuno Peralta às 01:09 AM | Comentários (2)

[0880/2004] Défice

Metade dos GNR não faz serviço de patrulha
Ora aqui está uma boa medida para se reduzir o défice estrutural: ou se manda embora 3/4 deste pessoal administrativo, ou se reconverte esse mesmo pessoal no pessoal de campo que é necessário...

Publicado por Nuno Peralta às 12:35 AM | Comentários (1)

abril 27, 2004

[0879/2004] Diplomacia

O Paulo já tinha alertado para isto anteontem, mas não levei muito a sério, até ver as imagens há pouco na televisão: na tomada de posse de Thabo Mbeki enquanto Presidente da República da África do Sul, Portugal esteve representado por... Martins da Cruz!!!
Exactamente, o demissionário Ministro, que actualmente (que eu saiba) não tem função oficial nenhuma na diplomacia portuguesa, foi o representante português. Todos os dias os nossos responsáveis governativos me conseguem surpreender...

PS: De notar que esta tomada de posse coincide com a comemoração dos 10 anos da primeira eleição pós-Apartheid.

Publicado por Nuno Peralta às 04:15 PM | Comentários (5)

[0878/2004] Sigilo

Cavaco aconselha empresários a defenderem levantamento do sigilo bancário
Ora aí está um conselho que devia ser ouvido e seguido...
Quanto à "fusão" da AIP com a AEP, criando a CEP, parece-me uma boa notícia para o patronato e um alerta para os sindicatos...

Publicado por Nuno Peralta às 03:38 PM | Comentários (1)

[0877/2004] Onze do Campeonato

No final da primeira volta este tinha sido o onze por mim escolhido como o ideal:
Moreira (Benfica);
Paulo Ferreira (F.C.Porto), Ricardo Carvalho (F.C.Porto), Anderson Polga (Sporting) e Rossato (Nacional);
Costinha (F.C.Porto);
Rochemback (Sporting) e Maniche (F.C.Porto);
Juninho Petrolina (Beira-Mar);
Derlei (Porto) e Liedson (Sporting).

Para a 2ª volta, ainda que faltem 2 jornadas, a minha escolha sofre ligeiras alterações:
Moreira (Benfica);
Paulo Ferreira (F.C.Porto), Ricardo Carvalho (F.C.Porto), Beto (Sporting) e Rossato (Nacional);
Petit (Benfica); Maniche (F.C.Porto); Pedro Barbosa (Sporting); Ricardo Sousa (Boavista) e Simão (Benfica);
Evandro (Rio Ave).

No cômputo geral, este é o meu onze:
Moreira (Benfica);
Paulo Ferreira (F.C.Porto), Ricardo Carvalho (F.C.Porto), Beto (Sporting) e Rossato (Nacional);
Costinha (Porto); Maniche (F.C.Porto); Pedro Barbosa (Sporting) e Ricardo Sousa (Boavista);
Derlei (Porto) e Liedson (Sporting).

O onze alternativo seria:
Baía (Porto);
Miguel (Benfica), Polga (Sporting), Van Der Gaag (Marítimo) e Patacas (Nacional);
Petit (Benfica), Rochemback (Sporting), Juninho Petrolina (Beira-Mar) e Simão (Benfica);
Adriano (Nacional) e Evandro (Benfica).

Ainda tenho que destacar as revelações/confirmações da época:
Mora (Rio Ave)
Miguelito (Rio Ave); Pepe (Marítimo); Ricardo Costa (Porto);
Custódio (Sporting), Manuel Fernandes (Benfica); Paulo Sérgio (Braga); José Manuel (Paços de Ferreira) e Carlos Alberto (Porto);
Sokota (Benfica) e Manoel (Moreirense).

Publicado por Nuno Peralta às 12:45 PM | Comentários (8)

[0876/2004] Análise do Campeonato

A 2 jornadas do fim, está assim a classificação da SuperLiga, onde já se sabe que o Porto é campeão, que Sporting, Benfica e Nacional vão estar na Europa (falta saber das 2 primeiras quem vai à Liga dos Campeões) e que Estrela e Paços já têm bilhete para a Liga de Honra (de onde já se sabe que vem o Estoril e, quase de certeza, Setúbal e Penafiel).

Para as duas últimas jornadas, os jogos a seguir são os que dão lugar:
- à definição do 2º lugar (que deve ser decidido Domingo em Alvalade, no escaldante Sporting-Benfica);
- à definição das 2 vagas na UEFA, das quais uma deve ser para o Braga, a outra para uma equipa do quarteto Rio Ave, Marítimo, Boavista e Moreirense, sendo que, neste momento, dado o calendário e a forma dos últimos jogos, o Boavista se apresenta como principal candidato ao lugar;
- à definição da 3ª equipa a descer que, dado o calendário, se afigura como sendo a equipa do Alverca.

Esperemos apenas que estas duas jornadas se pautem pela normalidade que marcou a jornada que agora terminou, sem que as equipas de arbitragem se tornem nos principais protagonistas e adulterem ainda mais a verdade desportiva, tantas vezes espezinhada este ano (assim como em quase todos os campeonatos anteriores de que tenho memória).

Classificação Actual:
1.º FC Porto, 79 pontos (C)
2.º Sporting, 70 (E)
3.º Benfica, 70 (E)
4.º Nacional, 53 (E)
5.º Sp. Braga, 48
6.º Rio Ave, 45
7.º Marítimo, 45
8.º Boavista, 44
9.º Moreirense, 43
10.º União de Leiria, 41
11.º Beira-Mar, 38
12.º Gil Vicente, 37
13.º Académica, 35
14.º Belenenses, 34
15.º V. Guimarães, 34
16.º Alverca, 32
17.º Paços de Ferreira, 27 (H)
18.º Estrela da Amadora, 17 (H)

Próximas Jornadas:
33ª Jornada
U. Leiria - Boavista
Sporting - Benfica
Est. Amadora - V. Guimarães
Sp. Braga - Académica
P. Ferreira - Belenenses
Rio Ave - F. C. Porto
Alverca - Nacional
Beira-Mar - Moreirense
Marítimo - Gil Vicente

34ª Jornada
Benfica - U. Leiria
V. Guimarães - Sporting
Académica - Est. Amadora
Belenenses - Sp. Braga
F. C. Porto - P. Ferreira
Nacional - Rio Ave
Moreirense - Alverca
Gil Vicente - Beira-Mar
Boavista - Marítimo

Publicado por Nuno Peralta às 12:04 PM | Comentários (4)

[0875/2004] Samuel Morse


. . - ... - . .. .- - . . . -- .. .. . . -.. - .. . .. -. - .. .- - -- - . . - - . . ..- .. . . .- - -. - . - -- - -. - .. . ... - . - . -

Feliz Aniversário, Senhor Morse!

Publicado por Nuno Peralta às 09:31 AM | Comentários (0)

abril 26, 2004

[0874/2004] Pat Tillman

Também é de leitura obrigatória o editorial de hoje do Diário Digital, de Hermínio Loureiro, sobre a morte do soldado conhecido...

Pat Tillman, por Hermínio Santos

O nome e a história de Pat Tillman não são conhecidos em Portugal. A notícia da sua morte foi ignorada ou remetida para uma simples breve. Segundo critérios jornalísticos, aquela morte, em Portugal, não merece de facto mais do que uma breve. Para os que não são norte-americanos, Tillman é apenas mais um soldado morto em combate, embora tenha falecido no Afeganistão e não no Iraque, onde todos os dias os norte-americanos perdem homens em combate. Mas porque é que vale a pena recordar Pat Tillman? Porque é um caso raro num Ocidente com horror à morte e onde o dinheiro fala primeiro e as convicções surgem a seguir.
Tillman era uma estrela do futebol norte-americano, defesa dos Arizona Cardinals, e tinha deixado toda a gente de boca aberta quando, em 2002, recusou um contrato de 3,6 milhões de dólares para se alistar nas forças especiais do exército dos EUA. Foi enviado para combater no Afeganistão, no âmbito da guerra contra o terrorismo decretada por George W. Bush após o 11 de Setembro de 2001. Morreu precisamente em combate na quinta-feira, com 27 anos. Deixou de lado uma excelente qualidade de vida para se pôr aos tiros no Afeganistão, convencido de que aquela era a melhor forma de responder aos ataques de 11 de Setembro.

Ingenuidade, dirão alguns. Princípios e convicções, dirão outros. Um herói à americana, dirão ainda os mais cínicos. Mas a decisão de Tillman – que tem outro irmão, também ex-atleta embora tenha jogado baseball profissional, a combater no Afeganistão – foi um acto de coragem. Segundo o seu ex-agente a opção da estrela do futebol norte-americano foi consistente com a sua «natureza contemplativa e não materialista». Na altura em que tomou a decisão de trocar o calor dos estádios pelas lutas com os homens da Al Qaeda, Tillman não a tornou pública. Só o viria a fazer mais tarde e recusou sempre dar entrevistas sobre o assunto.

Décadas de conforto e prosperidade fizeram o Ocidente ter horror à guerra, embora elas acontecessem um pouco por todo o lado, desde o Vietname a África. Por isso é que se inventaram expressões como bombardeamentos cirúrgicos ou danos colaterais e se evitam mostrar imagens dos caixões com os mortos. Mas as guerras – a face negra da Humanidade – existem e, infelizmente, continuarão a existir. É triste e trágico recordar histórias como a de Tillman, mas é bom saber que nos tempos negros que vivemos ainda há heróis.

Publicado por Nuno Peralta às 11:56 PM | Comentários (0)

[0873/2004] Curioso...

... Que tenha sido necessário o "Apito Dourado" para que finalmente houvesse uma jornada completa do campeonato sem casos de arbitragem, sem penalties fantasma e com a disciplina adequada...

Publicado por Nuno Peralta às 11:15 PM | Comentários (4)

[0872/2004] VPV - Imitar a Revolução

Com a devida vénia ao Paulo, deixo aqui o link para o artigo que Vasco Pulido Valente ontem publicou no DN, a propósito do 25 de Abril. Sem dúvida um documento de leitura obrigatória e que estimula as celulazinhas cinzentas, a tentar perceber o que foi efectivamente o 25 de Abril e que o que hoje é dado como adquirido como sendo as conquistas de Abril, são em muito boa parte conquistas de Novembro. E lembra-nos que em tempos, Mário Soares foi um elemento preponderante na criação de um regime democrático em Portugal.

Publicado por Nuno Peralta às 09:16 PM | Comentários (2)

[0871/2004] Não tenho nada a ver com isso

Da próxima vez que um colega de trabalho vos responder a uma solicitação com algo do género "E o que é que eu tenho a ver com isso?" ou "Problema teu!" ou "Tenho mais que fazer do que preocupar-me com isso", contem-lhes esta história, uma daquelas fábulas com lição de moral no final:


"Um rato, espreitando por um buraco na parede, vê o fazendeiro e a sua esposa abrirem um embrulho. Ficou imediatamente curioso sobre que comida estaria lá dentro, até que se apercebeu que não era comida, mas sim uma ratoeira! Como seria de esperar, ficou aterrorizado com a cena.
Correu para o pátio da fazenda, para advertir todos os outros animais:
- Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira na casa!!!
A isso, a galinha, respondeu:
- Desculpa-me Rato, eu entendo que isso seja um grande problema para ti, mas não me prejudica em nada nem me incomoda.
O rato foi então ter com o porco, que lhe respondeu:
- Desculpa-me Rato, mas não há nada que eu possa fazer, a não ser rezar. Fica tranquilo que serás lembrado nas minhas preces.
O rato dirigiu-se então à vaca. Esta disse-lhe:
- O quê? Uma ratoeira? Por acaso estou em perigo? Acho que não!
Então o rato voltou para casa, cabisbaixo e abatido, para encarar a ratoeira do fazendeiro.
Naquela noite ouviu-se um barulho, como o de uma ratoeira apanhando a vítima. A mulher do fazendeiro correu para ver o que a ratoeira havia capturado. No escuro, ela não percebeu que a ratoeira havia prendido a cauda de uma cobra venenosa. E a cobra picou a mulher...
O fazendeiro a levou imediatamente ao hospital. Ela voltou com febre.
Todo o mundo sabe que para alimentar alguém com febre, nada melhor que uma canja de galinha. O fazendeiro pegou no cutelo e foi providenciar o ingrediente principal.
Como a doença da mulher continuava, os amigos e vizinhos vieram visitá-la. Para alimentá-los o fazendeiro matou o porco.
A mulher não melhorou e acabou morrendo. Muita gente veio para o funeral. O fazendeiro então sacrificou a vaca, para alimentar todo aquele povo.

Moral da História: Da próxima vez que ouvir dizer que alguém está diante de um problema e acreditar que o problema não lhe diz respeito, lembre-se que, quando há uma ratoeira na casa, toda a fazenda corre risco. O problema de um é o problema de todos."

Publicado por Nuno Peralta às 07:06 PM | Comentários (1)

[0870/2004] 'Tá tudo doido!

Itália - Iraquianos exigem manifestações em troca de reféns
Um grupo de raptores exige manifestações contra a presença italiana no Iraque, dentro de cinco dias, na Itália, em troca da vida de cinco cidadãos italianos.

Sem comentários, de tão absurda é a situação. Apenas um voto de esperança pela vida dos raptados...

Publicado por Nuno Peralta às 05:30 PM | Comentários (0)

[0869/2004] Estée Lauder

"Não há mulheres feias. Apenas mulheres que não se cuidam ou não acreditam que são atraentes."
(Josephine Esther Mentzer, a.k.a. Estée Lauder, 01/07/1908-26/04/2004)

Publicado por Nuno Peralta às 05:11 PM | Comentários (1)

[0868/2004] Benefícios do exercício físico

Isto aqui anda tudo muito sério, portanto vamos lá ao contributo bem disposto da caixa de correio:

"Está provado que por cada minuto de exercício, aumenta-se o nosso tempo de vida em um minuto. Isso permite-nos que aos 85 anos possamos ficar mais 5 meses num lar de terceira idade a pagar 1.000 euros/mês!"

"A minha avó começou a andar cinco quilómetros por dia quando tinha 60 anos. Agora tem 97 anos e não fazemos a menor ideia onde é que ela está!"

"Inscrevi-me num ginásio o ano passado, gastei cerca de 40 contos. Não perdi nem um quilo. Parece que é preciso ir lá!"

"Gosto de longos passeios, especialmente quando são dados por pessoas que me chateiam."

"Podia ir a correr entregar isto aos amigos, mas é mais cómodo colocar aqui no blogue!"

Publicado por Nuno Peralta às 04:35 PM | Comentários (0)

[0867/2004] Começa a (esperada) confusão

Câmara de Lisboa tem de parar obras do Túnel do Marquês no prazo de dez dias
E para não variar, no meio de esquemas chico-espertos e de burocracias administrativas, quem se lixam são os habitantes e utilizadores da cidade de Lisboa, que ficam ali com mais um "mono" no meio de Lisboa e menos um canal de circulação...
Nada que não fosse já de esperar...

Publicado por Nuno Peralta às 04:11 PM | Comentários (3)

[0866/2004] História Contemporânea de Portugal - IX

Cronologia do PREC: do 25 de Abril ao 25 de Novembro.

1974
26 de Abril
A PIDE/DGS rende-se após conversa telefónica entre o General Spínola e Silva Pais (director daquela corporação).
Apresentação da Junta de Salvação Nacional ao país, perante as câmaras da RTP.
Por ordem do MFA, Marcelo Caetano, Américo Tomás, César Moreira Baptista e outros elementos afectos ao antigo regime, são enviados para a Madeira.
O General Spínola é designado Presidente da República.
Libertação dos presos políticos de Caxias e Peniche.

27 de Abril
Apresentação do Programa do Movimento das Forças Armadas.

29 a 30 de Abril
Regresso dos líderes do Partido Socialista (Mário Soares) e do Partido Comunista Português(Álvaro Cunhal).

1 de Maio
Manifestação do 1º de Maio, em Lisboa, congrega cerca de 500.000 pessoas. Outras grandes manifestações decorreram nas principais cidades do país.

4 de Maio
O MRPP organiza a primeira manifestação de boicote ao embarque de soldados para as colónias. A Junta de Salvação Nacional previra a necessidade de envio de alguns batalhões de militares para substituirem a tropa portuguesa ainda em território africano e cujo período de mobilização já terminara. Pensava-se também que seria importante manter as Forças Armadas Portuguesas em África até final das negociações com os Movimentos de Libertação Africanos, com vista à independência dos territórios.

16 de Maio
Tomada de posse do Iº Governo Provisório, presidido por Adelino da Palma Carlos.
Do I Governo fazem parte, entre outros, Mário Soares, Álvaro Cunhal e Sá Carneiro.

20 de Maio
Américo Tomás e Marcelo Caetano, com o conhecimento da JSN mas não do Governo, partem para o exílio no Brasil.

25 de Maio
Início das conversações com o PAIGC.

26 de Maio
É fixado o primeiro Salário Mínimo Nacional em 3300$00 (cerca de 16€ em moeda actual).

Maio / Junho
Grandes conflitos laborais e lutas de trabalhadores começam a surgir em algumas das grandes empresas portuguesas LISNAVE, TIMEX, CTT.
Inicia-se um grande movimento popular de ocupações de casas desabitadas que vai prolongar-se por vários meses. A Junta de Salvação Nacional legaliza, em 19 de Maio, as ocupações verificadas e proíbe novas ocupações.

6 de Junho
Conversações preliminares com a FRELIMO, em Lusaka, com vista à independência de Moçambique.

8 de Julho
É criado o COPCON (Comando Operacional do Continente), chefiado por Otelo Saraiva de Carvalho

9 de Julho
O Primeiro Ministro Palma Carlos pede a demissão do cargo por alegadamente não ter condicões políticas para governar numa clara alusão ao peso da influência do MFA. Com ele solidarizam-se alguns ministros do seu Gabinete entre eles Francisco Sá Carneiro

12 de Julho
Vasco Gonçalves é indigitado por Spínola para o cargo de Primeiro Ministro.

18 de Julho
Tomada de posse do IIº Governo Provisório, presidido por um homem do MFA, o General Vasco Gonçalves.

27 de Julho
Spínola reconhece o direito à independência das colónias africanas.

Julho / Agosto
Greves da MABOR, TAP, SOGANTAL e JORNAL DO COMÉRCIO.

8 de Agosto
Motim de ex-agentes da PIDE/DGS presos na Penitenciária de Lisboa.

28 de Agosto
Promulgação da Lei da Greve.

31 de Agosto
Por despacho conjunto do Ministério da Admnistração Interna e do Ministério do Equipamento Social é criado o SAAL vocacionado para intervir na área da habitação social. No processo SAAL colaboraram então alguns dos arquitectos portugueses hoje internacionalmente reconhecidos, como Siza Vieira e Alves Costa. Ficaram célebres as áreas de intervenção do Barredo no Porto, as de Setúbal e de Évora.

6 de Setembro
Acordos de Lusaka entre a FRELIMO e o Governo Português.

7 de Setembro
Tentativa de tomada de poder pelas forças neo-colonialistas em Lourenço Marques.

9 de Setembro
O Governo Português reconhece a Guiné-Bissau como país independente.

10 de Setembro
Apelo de Spínola à chamada Maioria Silenciosa, numa tentativa de procurar o apoio dos sectores mais conservadores da sociedade portuguesa. Em resposta a este apelo surgem na imprensa, dias mais tarde, notícias que anunciam para dia 28 uma manifestação de apoio a Spínola.

26 de Setembro
António de Spínola e Vasco Gonçalves assistem a uma corrida de toiros no Campo Pequeno. Vasco Gonçalves é apupado por manifestantes conotados com a Maioria Silenciosa.

28 de Setembro
Em resposta à anunciada manifestação da Maioria Silenciosa são organizadas barricadas populares junto às saídas de Lisboa e um pouco por todo o país. No final dessa noite, os militares substituem os civis nas barricadas. Mais de uma centena de pessoas, entre figuras gratas ao regime deposto, quadros da Legião Portuguesa e participantes activos da manifestação abortada da Maioria Silenciosa, são detidas por Forças Militares.

30 de Setembro
Apresentação da demissão do Presidente da República General António de Spínola e nomeação do General Costa Gomes.

Tomada de Posse do IIIº Governo Provisório, chefiado por Vasco Gonçalves.

6 de Outubro
"Um dia de trabalho para a Nação" proposto pelo Primeiro Ministro. Um domingo é transformado em dia útil de trabalho oferecido gratuitamente pelos trabalhadores ao país. A adesão é significativa e o resultado financeiro desta campanha será dias mais tarde estimado pelas entidades oficiais competentes em cerca de 13000 contos.

27 de Outubro
O Governo anuncia as Campanhas de Dinamização Cultural, empreendidas pela 5ª Divisão do EMGFA com o objectivo de "cumprir integralmente o programa do MFA e colocar as Forças Armadas ao serviço de um projecto de desenvolvimento do Povo Português".

11 de Novembro
O Ministério da Educação e Cultura institui o Serviço Cívico Estudantil, ano vestibular antes da entrada definitiva no ensino superior e que mobilizou milhares estudantes para brigadas de alfabetização e de educação sanitária junto das populações.

7 de Dezembro
Por decisão do Governo é decidido o pagamento do 13º mês aos pensionistas do Estado.

9 de Dezembro
Tem início o renceamento eleitoral com vista à realização das primeiras eleições em liberdade.

13 de Dezembro
Os Estados Unidos concedem ao governo português um importante empréstimo financeiro no âmbito de um Plano de Ajuda Económica a Portugal.

1975
15 de Janeiro
Acordos de Alvor entre o Governo Português e os Movimentos de Libertação Angolanos. Fixa-se a data da independência: 11/11/75.

28 de Janeiro
Militantes de vários grupos de esquerda cercam o Palácio de Cristal no Porto, local onde decorre o Congresso do MFA proíbe todas as manifestações durante o período em que se desenvolverão as manobras da NATO em Lisboa. O desembarque previsto para o dia 31 não chega a realizar-se.

2 de Fevereiro
Trabalhadores rurais ocupam terras abandonadas na herdade do Picote, em Montemor-o-Novo. Início da Reforma Agrária.

7 de Fevereiro
Grande manifestação operária em Lisboa contra o desemprego e contra a NATO.

21 de Fevereiro
Apresentação doPrograma Económico de Transição, elaborado por uma equipa chefiada pelo Major Ernesto Melo Antunes, com vista à recuperação económica do país.

22 de Fevereiro
O MFA reforça os seus poderes políticos chamando a si um direito de veto relativo a decisões políticas fundamentais.
7 e 8 de Março
Confrontações em Setúbal entre grupos políticos. A intervenção policial provoca dois mortos e obriga à intervenção do COPCON.

11 de Março
Divisões profundas entre oficiais do MFA. A ala spinolista é levada a tentar um golpe de estado. Insurreição na Base Aérea de Tancos e ataque aéreo ao Quartel do RAL1 . Fuga para Espanha do General Spínola e outros oficiais. Reforço da capacidade de intervenção do COPCON chefiado por Otelo Saraiva de Carvalho.

12 de Março
São extintos a Junta de Salvação Nacional e o Conselho de Estado e em sua substituição é criado o Conselho da Revolução. O Governo dá início à execução de um grande plano de nacionalizações (Banca, Seguros, Transportes etc...).

26 de Março
Tomada de Posse do IVº Governo Provisório, chefiado por Vasco Gonçalves.

11 de Abril
Plantaforma de acordo MFA/Partidos assinada por CDS, FSP, MDP, PCP,PPD, PS. O acordo visava o reconhecimento, por parte dos partidos, da necessidade de se manter a influência do MFA na vida política do país por um período de transição de três a cinco anos o qual terminaria por intermédio de uma revisão constitucional.

25 de Abril
Eleições para a Assembleia Constituinte com uma taxa de participação de 91,7%. Resultados dos Partidos com representação parlamentar: PS 37,9%; PPD 26,4%; PCP 12,5%; CDS 7,6%; MDP 4,1%; UDP 0,7%.

19 de Maio
Início do chamado Caso República. Raul Rêgo é afastado da direcção do jornal pelos trabalhadores, acusado de ter tornado o República no órgão oficioso do Partido Socialista.

25 de Maio
Ocupação pelos trabalhadores das instalações da Rádio Renascença, propriedade do Episcopado.

6 de Junho
Em Ponta Delgada realiza-se a primeira manifestação pública da Frente de Libertação dos Açores (FLA). Este movimento sem grande expressão e peso político reivindicava a autodeterminação dos Açores.

25 de Junho
Independência de Moçambique.

Julho
Reagindo ao curso dos acontecimentos e à situação criada no jornal República o Partido Socialista desencadeia manifestações de massas - a maior das quais foi a da Fonte Luminosa, abandonando o Governo em 16 de Julho. O Partido Popular Democrático segue-lhe o exemplo. Iniciam-se as diligências para a formação de novo Governo.

5 de Julho
Independência de Cabo-Verde.

8 de Julho
MFA divulga o Documento "Aliança POVO/MFA. Para a construção da sociedade socialista em Portugal."

12 de Julho
Independência de S. Tomé e Príncipe.

13 de Julho
Assalto à sede do PCP em Rio Maior. Têm aqui início uma série de acções violentas contra as sedes de partidos e organizações políticas de esquerda, registadas por todo o país mas com maior intensidade no Norte e Centro. Esta onda de violência conotada com as forças conservadoras ficou conhecida por Verão Quente.

27 de Julho
Fuga de 88 agentes da ex-PIDE/DGS da prisão de Alcoentre.

30 de Julho
É criado no Conselho da Revolução o Triunvirato que passa a orientá-lo. Constituem-no Vasco Gonçalves, Costa Gomes e Otelo.

7 de Agosto
É divulgado o Documento Melo Antunes, apoiado pelo Grupo dos Nove, um grupo de militares que representava a facção moderada do MFA, e que se opõem às teses políticas do Documento Guia Povo/MFA apresentado em 8 de Julho.

8 de Agosto
Tomada de posse do Vº Governo Provisório, chefiado por Vasco Gonçalves.

10 de Agosto
Melo Antunes e apoiantes são afastados do Conselho da Revolução.

12 de Agosto
Aparecimento do "Documento do COPCON", em contraposição ao "Documento dos Nove", e reforçando a ideia de ser atribuído um papel político relevante às Assembleias Populares (democracia de base).

30 de Agosto
Vasco Gonçalves é demitido do cargo de Primeiro Ministro. Iniciam-se as negociações para a formação do VI Governo Provisório, PS/PPD/PC.

10 de Setembro
Desvio de 1000 espingardas automáticas G3 do DGM 6 em Beirolas.

11 de Setembro
Manifestação dos SUV no Porto, numa tentativa de criar no seio das Forças Armadas uma zona de influência adepta do Poder Popular de Base como advogavam alguns partidos da chamada esquerda revolucionária.

19 de Setembro
Tomada de posse do VIº Governo Provisório, chefiado por Pinheiro de Azevedo.

21 e 22 de Setembro
Agudiza-se a luta política nas ruas: manifestação dos Deficientes das Forças Armadas com ocupação de portagens de acesso a Lisboa e tentativa de sequestro do Governo. Prosseguem as nacionalizações: SETENAVE e Estaleiros de Viana do Castelo.

25 de Setembro
Nova manifestação dos SUV em Lisboa. Na intenção de retirar poderes ao COPCON o Governo cria o AMI - Agrupamento Militar de Intervenção.

26 de Setembro
O Governo decide retirar ao COPCON "os poderes de intervenção para restabelecimento da ordem pública".

27 de Setembro
Manifestantes de partidos de esquerda assaltam e destroem as instalações da Embaixada de Espanha como medida de protesto contra a execução pelo garrote de cinco nacionalistas bascos, decidida pelo governo ditatorial do Generalíssimo Franco.

15 de Outubro
O Governo manda selar as instalações da Rádio Renascença, ocupada desde Maio pelos trabalhadores. Mas a ocupação mantém-se.

7 de Novembro
Por ordem do Governo, o recém criado AMI, faz explodir os emissores da Rádio Renascença.
Confrontos violentos na região de Rio Maior entre representantes das UCP's e Cooperativas Agrícolas da Zona de Intervenção da Reforma Agrária (ligadas ao sector do trabalhadores rurais) e representantes da CAP - Confederação de Agricultores Portugueses, instituição ligada aos interesses dos proprietários agrícolas.

11 de Novembro
Independência de Angola.

12 de Novembro
Manifestação de trabalhadores da construção civil cerca o Palácio de S.Bento sequestrando os deputados.

15 de Novembro
Juramento de bandeira no RALIS - os soldados quebram as normas militares que regulamentam os juramentos de bandeira e fazem-no de punho fechado.

20 de Novembro
O Conselho da Revolução decide substituir Otelo Saraiva de Carvalho por Vasco Lourenço no comando da Região Militar de Lisboa.
O Governo anuncia a suspensão das suas actividades alegando "falta de condições de segurança para exercício do governo do país".

Manhã de 25 de Novembro
Na sequência de uma decisão do General Morais da Silva, CEMFA, que dias antes tinha mandado passar à disponibilidade cerca de 1.000 camaradas de armas de Tancos, paraquedistas da Base Escola de Tancos ocupam o Comando da Região Aérea de Monsanto e seis bases aéreas. Detêm o general Pinho Freire e exigem a demissão de Morais da Silva. Este acto é considerado pelos militares ligados ao Grupo dos Nove como o indício de que poderia estar em preparação um golpe de estado vindo de sectores mais radicais, da esquerda. Esses militares apoiados pelos partidos políticos moderados PS e PPD, depois do Presidente da República, General Francisco da Costa Gomes ter obtido por parte do PCP a confirmação de que não convocaria os seus militantes e apoiantes para qualquer acção de rua, decidem então intervir militarmente para controlar inequivocamente o destino político do país. Assim:

Tarde de 25 de Novembro
Elementos do Regimento de Comandos da Amadora cercam o Comando da Região Aérea de Monsanto.

Noite de 25 de Novembro
O Presidente da República decreta o Estado de Sítio na Região de Lisboa. Militares afectos ao governo, da linha do Grupo dos Nove, controlam a situação.
Prisão dos militares revoltosos que tinham ocupado a Base de Monsanto.

26 de Novembro
Comandos da Amadora atacam o Regimento da Polícia Militar, unidade militar tida como próxima das forças políticas de esquerda revolucionária. Após a rendição da PM, há vítimas mortais de ambos os lados.
Prisões dos militares revoltosos.

27 de Novembro
Os Generais Carlos Fabião e Otelo Saraiva de Carvalho são destituídos, respectivamente, dos cargos de Chefe de Estado Maior do Exército e de Comandante do COPCON.
O General António Ramalho Eanes é o novo Chefe de Estado Maior do Exército.
Por decisão do Conselho de Ministros a Rádio Renascença é devolvida à Igreja Católica.

28 de Novembro
O VI Governo Provisório retoma funções. O Conselho de Ministros promete o direito de reserva aos donos de terras expropriadas.

7 de Dezembro
A Indonésia invade e ocupa o território de Timor.

Publicado por Nuno Peralta às 04:04 PM | Comentários (0)

[0865/2004] História Contemporânea de Portugal - VIII

O PREC e o Verão Quente de 75...

O denominado «Verão Quente» foi um período agitado assinalado por um certa anarquia no Governo, nas Forças Armadas e na própria sociedade.
Este período teve como prenúncio as comemorações do 1º de Maio desse ano, levadas a cabo pela Intersindical. Tiveram lugar uma série de acções violentas contra as sedes dos partidos e organizações políticas de esquerda. O assalto à sede do PCP em Rio Maior inicia a série dessas acções violentas, registadas por todo o país mas com maior intensidade no Norte e Centro.
Esta onda de violência entre as forças conservadoras e de esquerda ficou conhecida por «Verão Quente» que mais tarde, a 25 de Novembro, acabou por traduzir-se militarmente.
A arbitrariedade foi tal que cresceram rumores de uma possível guerra civil.
O Partido Socialista abandonou o Governo como sinal de protesto contra a ocupação do jornal «República», episódio que ficou conhecido como «Caso República» em que Raul Rego é afastado da direcção do jornal pelos trabalhadores, acusado de o ter convertido no órgão oficioso do PS.
E surge o «Grupo dos Nove», representante da ala moderada do MFA, liderado por Melo Antunes que recusava a sociedade capitalista, defendendo um projecto alternativo baseado numa democracia política pluralista, com liberdades, direitos e garantias fundamentais.

Publicado por Nuno Peralta às 02:37 PM | Comentários (0)

[0864/2004] Sampaio

Já que toda a gente decidiu fazer análise politico-partidária do discurso de Jorge Sampaio nas comemorações dos 30 anos do 25 de Abril, também darei a minha modesta opinião.
Pessoalmente, tenho a dizer que concordo com a larga maioria das críticas feitas ao actual governo, senão mesmo com todas. Apenas lamento que Jorge Sampaio, Presidente da República de Portugal há 8 anos apenas agora tenha ganho esta clarividência de análise politico-económica, depois de vários anos a ignorar todos os sinais que eram transmitidos de que viviamos acima das nossas possibilidades. Havia uma diferença, é certo, nessa altura governava o PS, não o actual governo de coligação...

Publicado por Nuno Peralta às 12:49 PM | Comentários (3)

[0863/2004] Guernica

A 26 de Abril de 1937, um raide aéreo da Luftwaffe (Força Aérea alemã), a pedido do General Franco, bombardeava a localidade basca de Guernica, numa atitude que chocou o mundo.
Milhares de civis inocentes foram assassinados neste raide, que ficou na História como um dos principais acontecimentos da Guerra Civil espanhola de 1936-39 e era uma premonição do que Hitler pretendia fazer ao mundo uns anos depois...
O bombardeamento inspirou Pablo Picasso a criar a sua obra-prima, Guernica.
O quadro tornou-se intemporal e é hoje reconhecido como um ícone internacional pela paz, conforme os acontecimento dos passado 11 de Março o mostraram, ao ter sido uma das imagens mais utilizadas pelos que pediam a paz no mundo.

Publicado por Nuno Peralta às 09:44 AM | Comentários (0)

[0862/2004] Aranha Camelo

Segundo me dizem as mensagens no correio electrónico, não é só com as tropas de Moqtada Al-Sadr e com os aliados desertores que os americanos se têm que preocupar nesta guerra que travam no Iraque. Aparentemente existe um animal típico daquelas bandas, conhecido entre as tropas por Aranha Camelo (Camel Spider), que a foto acima reproduz (na foto acima, tirada por soldados americanos, um exemplar está a comer o outro, literalmente...). Esta "simpática" aranha tem algumas capacidades impressionantes: têm até 15 cm de comprimento, conseguem deslocar-se a uma velocidade de 10 milhas por hora (cerca de 15 km/h), são animais noctívagos, de dia só se deslocam na sombra. De acordo com o que se sabe, ser mordido por uma delas é equivalente a ser injectado com novocaina, fica-se imediatamente paralizado. O pior é que a picada é indolor, pelo que se durante o sono uma destas morder, no dia seguinte, caso acorde, falta "qualquer coisa", pois elas são carnívoras... As tropas americanas têm encontrado espécimes destes diariamente no Iraque!

Publicado por Nuno Peralta às 01:27 AM | Comentários (80)

[0861/2004] Chernobyl

Foi a 26 de Abril de 1986 (há 16 anos, portanto) acontecia aquele que é considerado o mais grave acidente nuclear de todos os tempos, quando a explosão do reactor nº4 da Central Nuclear de Chernobyl, Ucrânia (na altura ainda União Soviética) fez libertar para a atmosfera enormes quantidades de radioactividade, que afectaram toda a zona.
No imediato morreram cerca de 30 pessoas, mas muitos mais milhares foram afectados desde aí.
Este foi um dos episódios que ajudou a antecipar a queda do comunismo na URSS e consequente cisão na União, pois veio ajudar a comunidade internacional a perceber as reais carências que grassavam no país, que não lhe permitia manter em condições de segurança este tipo de unidades.
Pode-se dizer que Chernobyl é hoje uma zona fantasma.
Aqui fica um link útil para compreender a verdadeira dimensão da catástrofe:
Centro Internacional de Investigação e Informação sobre Chernobyl

Publicado por Nuno Peralta às 12:51 AM | Comentários (1)

[0860/2004] Liberdade

Passo pela TVI e vejo aquela coisa asquerosa que dá pelo nome de Fear Factor.
Pergunto-me a mim mesmo se foi para este tipo de liberdade de expressão que se fez o 25 de Abril...

Publicado por Nuno Peralta às 12:21 AM | Comentários (4)

[0859/2004] História Contemporânea de Portugal - VII

O Pós 25 de Abril, ou porque a Revolução permitiu a Evolução...

Muita coisa se alterou com o 25 de Abril de 1974.
Mas, a mudança não se efectuou num dia. Foi preciso tempo, empenho, coragem e sacrifícios de muitas pessoas para construír um país diferente onde Liberdade, Solidariedade e Democracia não fossem apenas palavras.
Para chegarmos aos dias de hoje, foi necessário aprendermos a viver em Democracia e a saber o significado de Tolerância. Passo a passo, dia a dia, como acontece connosco, Portugal foi mudando.
Ao longo deste caminho, construíram-se partidos e associações, foi garantido o direito de expressão e realizaram-se eleições livres. Vivemos em Democracia.
Terminou a guerra colonial, e as antigas colónias portuguesas tornaram-se independentes. Vivemos em paz.
A Constituição garante os direitos económicos, jurídicos e sociais dos cidadãos.
Hoje, podemos falar livremente, dizer aquilo com que concordamos e o que não apoiamos, integrar associações, viver num novo Espaço Europeu e ter acesso directo ao Mundo sem receio de censura ou perseguições.
No seu conjunto, a sociedade portuguesa revelou uma grande flexibilidade e uma capacidade de adaptação que surpreendeu os que viam sobretudo a rigidez das estruturas e dos comportamentos. Esta espécie de plasticidade foi, por exemplo, demonstrada com o acolhimento, rápido e pacífico de umas poucas centenas de milhares de Africanos, Latino-americanos e Asiáticos que estabeleceram residência em Portugal ou adoptaram a nacionalidade. De igual modo, o derrube pela força mas sem violência, do regime autoritário, assim como a ultrapassagem democrática das tentativas anti-revolucionárias, igualmente feitas sem violência, foram sinais da maleabilidade da sociedade. Em contraste com o que se passava na era colonial, há alguns traços multiculturais, facilmente visíveis nas grandes áreas metropolitanas.
Há trinta anos não havia passe social, nem salário mínimo nacional, nem contratos de trabalho com pagamento de 14 meses de salários, ou seja, o reconhecimento ao direito de subsídio de férias e de Natal. Os cônjuges casados segundo ritos da Igreja Católica não podiam requerer o divórcio aos tribunais civis. O casamento e o divórcio passaram a ser livres, dependendo apenas da responsabilidade individual.
São conquistas do 25 de Abril de tal modo inseridas no quotidiano que mal se dá por elas.
Após o 25 de Abril de 1974, houve transformações no papel da mulher na organização da família. Vencida a batalha da igualdade e conquistada a liberdade através do trabalho no exterior, a mulher reinventa o seu papel e impõe novas representações sociais. A mulher "moderna" apesar de rodeada de computadores, livros, papéis, telefones, telemóveis e reuniões, continua a ser uma mãe cuidadosa e atenta. Assumindo o poder político, a mulher ganha os instrumentos para fazer com que a condição de mãe deixe de ser uma limitação, uma especificidade feminina ao serviço dos homens e dos filhos.
As mulheres foram reconhecidas como cidadãs de plenos direitos: têm acesso a todas as profissões, podem votar, ter contas bancárias, possuir passaporte e sair do país sem autorização escrita dos maridos, o que antes da revolução de 1974 era impensável.
Foram abolidas as certidões de bom comportamento moral e cívico e as informações da polícia necessárias a quem deseje obter certos empregos. Desapareceram das escolas os "livros únicos", as matérias e os autores no index. Os jovens têm direito ao ensino.
Já não é necessário uma licença de isqueiro, nem uma carta de conduzir bicicletas. A Coca-Cola interdita durante anos, bebe-se como se sempre tivesse feito parte dos nossos hábitos.
Em pouco mais de uma década, Portugal e os portugueses tiveram de se habituar a viver em democracia para, a seguir, serem confrontados com uma aprendizagem acelerada de convivência e participação num espaço transacional. De facto, a partir de 1986, a adesão às Comunidades Europeias implicou a alteração radical das regras de funcionamento.
Do ponto de vista económico, esta adesão vialbilizou parcialmente um processo de ajustamento modernizante de valores, estruturas, atitudes e comportamentos. Proporcionou também, após uma fase de instabilidade, a entrada num período de crescimento superior à média Europeia, por um elevado dinamismo revelado pelo investimento, uma aceleração da abertura global da economia. Orientou a economia e a sociedade para um continente do qual, mau grado lhe pertencer geograficamente, o país esteve relativamente afastado durante décadas. Esta mesma integração, ao abolir fronteiras comerciais, criou uma inédita vida de competição internacional, num país onde o proteccionismo e o ‘condicionamento’ foram quase sempre a regra.
O facto da mudança social ter sido, como se disse, muito rápida, não deixou de criar problemas de alguma amplitude. Nas actividades económicas, por exemplo, a rapidez das transformações fez com que saíssem da agricultura centenas de milhar de activos e suas famílias, sem que tenha havido tempo, meios ou circunstâncias de reciclagem produtiva. Também nas indústrias se vivia uma necessidade histórica de modernização tecnológica, isto é, de mecanização e diminuição da força de trabalho.
Por outro lado, a idade e as aptidões da população rural, não permitiam considerar a reconversão produtiva, nem a hipótese de emigração. De tal modo que, os novos condicionalismos de uma economia cada vez mais aberta, provocaram uma verdadeira destruição de economias locais, de subsistências rurais, de actividades semi- artesanais, de empresas familiares e de circuitos de troca e comércio rudimentares mas socialmente efectivos. Resultaram daí, sobretudo, duas consequências:
- O alargamento muito significativo da massa de dependentes da Segurança Social.
- O crescimento considerável da população dos subúrbios das áreas metropolitanas, em condições muito precárias.

Enfim, a Revolução do 25 de Abril permitiu de facto a Evolução do País. Esperemos apenas que não seja preciso uma nova revolução para se ter mais evolução...

Publicado por Nuno Peralta às 12:02 AM | Comentários (0)

abril 25, 2004

[0858/2004] Back to reality

Paul Bremer diz que situação em Najaf é explosiva
Pois é, lá por fora há sítios que ainda aguardam o "seu" 25 de Abril, onde exista paz, liberdade e democracia...

Publicado por Nuno Peralta às 11:50 PM | Comentários (0)

[0857/2004] Os Sons da Revolução #2

Às 04h26 o locutor Joaquim Furtado fazia a leitura do primeiro comunicado do MFA, aos microfones do Rádio Clube Português:

«Aqui posto de comando do Movimento das Forças Armadas.

As Forças Armadas portuguesas apelam para todos os habitantes da cidade de Lisboa no sentido de recolherem a suas casas, nas quais se devem conservar com a máxima calma. Esperamos sinceramente que a gravidade da hora que vivemos não seja tristemente assinalada por qualquer acidente pessoal, para o que apelamos para o bom senso dos comandos das forças militarizadas no sentido de serem evitados quaisquer confrontos com as Forças Armadas. Tal confronto, além de desnecessário, só poderia conduzir a sérios prejuízos individuais que enlutariam e criariam divisões entre os portugueses, o que há que evitar a todo o custo.

Não obstante a expressa preocupação de não fazer correr a mínima gota de sangue de qualquer português, apelamos para o espírito cívico e profissional da classe médica, esperando a sua acorrência aos hospitais, a fim de prestar eventual colaboração, que se deseja, sinceramente, desnecessária.»

Ouça aqui o Comunicado do MFA

Publicado por Nuno Peralta às 06:40 PM | Comentários (1)

[0856/2004] Os Sons da Revolução #1

A "senha", constituída pela canção "Grândola, Vila Morena", de José Afonso, foi gravada por Leite de Vasconcelos e posta no ar por Manuel Tomás, no âmbito do programa "Limite" da Rádio Renascença, à meia-noite e vinte, antecedida da leitura da sua primeira quadra.

Grândola, vila morena
Terra da fraternidade,
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade

Seguiu-se a leitura de poemas da autoria de Carlos Albino, jornalista do República e colaborador do referido programa que, por intermédio de Álvaro Guerra e a pedido do comandante Almada Contreiras, fora incumbido de desempenhar essa missão de crucial importância para o arranque sincronizado e irreversível das forças do MFA.

Ouça Aqui a Senha

Publicado por Nuno Peralta às 06:35 PM | Comentários (1)

[0855/2004] Formula 1

Não sei porque ainda me dou ao trabalho de ver a Fórmula 1, quando o domínio de Schumacher é tão claro: 4ª corrida, 4ª vitória! A única coisa que vai mudando é o cenário, desta vez Ímola.
Apenas a destacar 3 pontos:
1º - Finalmente esta época uma pole fora da Ferrari, sendo o inglês Jason Button, da BAR-Honda o autor da proeza. Button viria a terminar em 2º o Grande Prémio de hoje, logo seguido de Montoya.
2º - Montoya que foi responsável pela polémica do dia, ao vir criticar os critérios da FIA, que permite todo o tipo de bloqueios a Schumacher. Pessoalmente, não me parece que haja grandes justificações na corrida de hoje para estas queixas, mas...
3º - A justa e bonita homenagem a Airton Senna, cujo desaparecimento trágico aconteceu há 10 anos, neste mesmo circuito de Ímola. Em homenagem, Gerard Berger conduziu em Ímola, antes do início da prova, o Lotus-Renault com o número 12, ao volante do qual Senna obteve os primeiros triunfos na Fórmula 1, incluindo o GP do Estoril. Passam no próximo Sábado os 10 anos sobre a morte de Senna e aqui a Janela irá concerteza homenagear aquele que é para mim o melhor piloto de sempre.

Classificação do GP de São Marino:
1. Michael Schumacher, Ale (Ferrari), 1:26.19,670 horas
2. Jenson Button, GB (BAR-Honda), a 9,702 segundos
3. Juan Pablo Montoya, Col (Williams-BMW), a 21,617
4. Fernando Alonso, Esp (Renault), a 23,654
5. Jarno Trulli, Ita (Renault), a 36,216
6. Rubens Barrichello, Bra (Ferrari), a 36,683
7. Ralf Schumacher, Ale (Williams-BMW), a 55,730
8. Kimi Raikkonen, Fin (McLAren-Mercedes), a 1 volta
9. Giancarlo Fisichella, Ita (Sauber-Petronas), a 1
10. Felipe Massa, Bra (Sauber-Petronas), a 1
11. Olivier Panis, Fra (Toyota), a 1
12. David Coulthard, Esc (McLaren-Mercedes), a 1
13. Mark Webber, Aus (Jaguar-Cosworth), a 1
14. Christian Klien, Aut (Jaguar-Cosworth), a 2
15. Zsolt Baumgartner, Hun (Minardi-Cosworth), a 4
16. Takuma Sato, Jap (BAR-Honda), a 6

Mundial de Pilotos:
1. Michael Schumacher, Ale 40 pontos
2. Rubens Barrichello, Bra 24
3. Jenson Button, GB 23
4. Juan Pablo Montoya, Col 18
5. Fernando Alonso, Esp 16
6. Jarno Trulli, Ita 15
7. Ralf Schumacher, Ale 9
8. Takuma Sato, Jap 4
9. David Coulthard, GB 4
10. Felipe Massa, Bra 1
11. Mark Webber, Aus 1
12. Kimi Raikkonen, Fin 1

Mundial de Construtores:
1. Ferrari 64 pontos
2. Renault 31
3. Williams-BMW 27
4. BAR-Honda 27
5. McLaren-Mercedes 5
7. Sauber-Petronas 1
6. Jaguar-Cosworth 1

Publicado por Nuno Peralta às 06:17 PM | Comentários (0)

[0854/2004] Cronologia do 25 de Abril #5

Os dias seguintes...

DIA 26 DE ABRIL DE 1974
01h30 - A Junta de Salvação Nacional - de que fazem parte o capitão-de-fragata António Rosa Coutinho, coronel Carlos Galvão de Melo, general Francisco da Costa Gomes, brigadeiro Jaime Silvério Marques, capitão-de-mar-e-guerra José Pinheiro de Azevedo e o general Manuel Diogo Neto, ausente do Continente - apresenta-se à Nação, através da Rádio Televisão Portuguesa, lendo uma proclamação e tendo o general António de Spínola como Presidente.
c. 07h00 - O tenente-coronel Almeida Bruno desloca-se à Rua Almirante Saldanha, ao Restelo, para solicitar ao ex-Presidente da República, Américo Tomás, que o acompanhe ao aeroporto a fim de embarcar no DC-6 que o conduzirá à ilha da Madeira.
- O tenente-coronel Lopes Pires acompanha ao aeroporto o ex-Presidente do Conselho, Marcelo Caetano e os ex-ministros Silva Cunha e Moreira Baptista.
07h30 - O major Vítor Alves lê, perante a Comunicação Social, a versão definitiva do Programa do MFA.
07h40 - O DC-6 levanta voo da pista da Portela e parte rumo ao Funchal.
09h46 - Na Rua António Maria Cardoso, sede da PIDE/DGS, verifica-se a rendição incondicional daquela polícia política, sendo o edifício ocupado por forças do Exército e da Marinha
c. 10h00 - Rendição do Forte de Caxias.
11h00 - Salgueiro Maia e as forças da EPC ocupam o edifício da Secretariado-Geral da Defesa Nacional, na Cova da Moura, onde a Junta de Salvação Nacional e o MFA passarão a funcionar.
13h00 - Inicia-se a libertação dos presos políticos nas cadeias de Caxias e Peniche.
- Divulga-se o Programa do MFA que havia sido apresentado pelo major Vítor Alves, no Quartel da Pontinha, ao princípio da manhã, depois da 1ª conferência de imprensa da Junta de Salvação Nacional.

DIA 28 DE ABRIL DE 1974
- Mário Soares regressa a Portugal.

DIA 30 DE ABRIL DE 1974
- Álvaro Cunhal regressa a Portugal.

DIA 1 DE MAIO DE 1974
– Centenas de milhares de pessoas, em todo o País, festejam nas ruas o Dia do Trabalhador, em democracia e liberdade. "O Povo está com o MFA" será a palavra de ordem mais gritada.

Publicado por Nuno Peralta às 05:46 PM | Comentários (0)

[0853/2004] Cronologia do 25 de Abril #4

As 24 longas horas do dia 25 de Abril de 1974...

00h00 - João Paulo Dinis conclui o programa nos E.A.L. e regressa a casa, seguindo instruções do chefe militar do MFA.
00h20 – Nos estúdios da Rádio Renascença, situados na Rua Capelo, ao Chiado, Paulo Coelho, que ignora os compromissos assumidos pelos seus colegas do programa Limite, lê anúncios publicitários. Apesar dos sinais desesperados de Manuel Tomás, que se encontra na cabina técnica acompanhado de Carlos Albino, para sair do ar, o radialista prossegue paulatinamente a sua tarefa. Após 19 segundos de aguda tensão, Tomás dá uma "sapatada" na mão do técnico José Videira, provocando o arranque da bobine com a gravação que continha a célebre senha: a canção Grândola Vila Morena, de Zeca Afonso.
c. 00h30 - Na EPAM, um grupo de capitães e subalternos armados dá voz de prisão ao oficial de dia, alferes miliciano Pinto Bessa, e ao oficial de prevenção, aspirante miliciano Leão. O capitão Gaspar assume provisoriamente as funções de oficial de serviço.
- No Campo de Instrução Militar de Santa Margarida (CIMSM) começam-se a encher carregadores na arrecadação de material de guerra.
- Na EPA continua-se (iniciada às 23h00) a preparação final do golpe, onde o capitão Santos Silva assumira já o comando, acolitado pelos tenentes Ruaz, Sales Grade e Sousa Brandão.
- Na EPI, os capitães Rui Rodrigues, Aguda e Albuquerque ordenam a formatura da companhia de intervenção, a três bigrupos de cinquenta homens. O capitão Silvério executa o plano de defesa do quartel. Os majores Aurélio Trindade e Cerqueira Rocha convidam o coronel Jasmins de Freitas a aceitar o comando da unidade.
00h40 - Na EPC, em Santarém os oficiais do MFA procuram obter a adesão ao Movimento do tenente coronel Henrique Sanches. Não o conseguindo, procedem à sua detenção.
- No Campo de Tiro da Serra da Carregueira (CTSC) os capitães Oliveira Pimentel e Frederico Morais iniciam a preparação dos homens para levar a bom termo a sua missão - conquistar a Emissora Nacional.
01h00 - No BC 5 o major Fontão ordena ao alferes Frazão que controle e mantenha pessoal de guarda à central telefónica. Manda fechar os portões e neutralizar a central rádio.
- No CIMSM o tenente Luís Pessoa reúne os cabos milicianos e consegue a sua adesão imediata.
- Na EPC o major Rui Costa Ferreira assume o comando.
01h30 - Na EPC Salgueiro Maia manda acordar o pessoal e formar em parada. A adesão é entusiástica. Salgueiro Maia comandará a força tendo o tenente Alfredo Assunção como seu adjunto.
- No CIAAC, em Cascais, um grupo de jovens oficiais vê impedida a sua entrada na unidade que, ao contrário do que se previa, não adere ao Movimento. Contactam o Posto de Comando pedindo nova missão.
- Na EPAM os soldados são armados. No exterior tudo está tranquilo.
- No RI 14 os capitães Gertrudes da Silva, Silveira Costeira, Aprígio Ramalho, Ferreira do Amaral e Augusto convocam os oficiais subalternos e esclarecem a situação. Controlam a central telefónica e os postos de rádio da ordem pública e do Serviço de Telecomunicações Militares (STM).
- No Regimento de Cavalaria 3 (RC 3), em Estremoz, é problemático o cumprimento da missão: marchar sobre Lisboa com uma coluna de autometralhadoras, estacionando na zona da portagem da Ponte Salazar, aguardando ordens do Posto de Comando. O comandante, coronel Caldas Duarte, mostra-se indeciso e pede tempo para reflectir.
02h00 - No RI 14, em Viseu, inicia-se a preparação da companhia que vai seguir para a Figueira da Foz, onde se juntará a outras unidades em acção (RI 10, CICA 2, RAP 3) com vista a constituir o agrupamento «November».
- A companhia de intervenção a três bigrupos comandada pelo capitão Rui Rodrigues abandona a EPI, em Mafra, para seguir por Malveira, Loures, Frielas e Camarate até ao Aeroporto da Portela, que deverá ocupar e defender.
- No BC 5 o major Cardoso Fontão manda distribuir armas, munições e aparelhos de rádio e formar as companhias.
- Do CTSC saem duas viaturas pesadas e um jipe, com um total de 47 homens, e dirigem-se para o seu objectivo.
02h30 – Os capitães Dinis de Almeida e Fausto Almeida Pereira executam vitoriosamente o plano de controlo do Regimento de Artilharia Pesada 3 (RAP 3), na Figueira da Foz, neutralizando os subalternos milicianos em serviço. Almeida Pereira abre o portão da unidade aos oficiais da Escola Central de Sargentos (ECS) de Águeda.
- Forças da EPI iniciam a ocupação dos pontos chave de Mafra, assegurando o domínio da vila e dos respectivos acessos.
02h40 - Forças da Escola Prática de Engenharia (EPE) saem de Tancos para se dirigirem à ponte da Golegã-Chamusca, e aí se juntarem às Companhias de Caçadores 4241/73 e 4246/73 oriundas de Santa Margarida.
02h50 - Uma coluna da EPAM, num total de cerca de cem homens, montados em duas viaturas ligeiras e três pesadas, comandada pelo capitão Teófilo Bento, inicia a curta marcha em direcção ao objectivo.
03h00 - A Rádio Televisão Portuguesa (R.T.P.) - Mónaco na linguagem cifrada dos militares revoltosos - é tomada de assalto pela força da EPAM.
- As 16 viaturas militares, precedidas de um automóvel de exploração civil, que constituíam a força da EPA - composta por uma bateria de artilharia (BTR 8,8) e uma companhia de artilharia motorizada comandadas, respectivamente, pelos capitães Oliveira Patrício e Mira Monteiro - cruzam a porta da unidade e partem de Vendas Novas em direcção a Lisboa.
- Uma bateria de artilharia (BTR 10,5) da EPA, comandada pelo capitão Duarte Mendes, ocupa posições a cavaleiro das estradas de Montemor-o-Novo e Lavre, assegurando a interdição destes eixos viários e garantindo a segurança próxima da unidade.
- Abrem-se os portões do quartel do BC 5 dando saída a duas companhias operacionais.
Maj. C. Moura
Cap. C. Pombinho
- O major Campos Moura e o capitão Correia Pombinho, encarregues de assinalar a saída dos homens do BC 5 e que aguardam na viatura do primeiro, escondida por detrás de sebes fronteiras à Penitenciária, partem de imediato para informar o 10º «Grupo de Comandos» do facto.
- Em Lamego, no Centro de Instrução de Operações Militares (CIOE), o seu comandante, tenente-coronel Sacramento Marques dá ordem de saída a uma companhia de tropas especiais que, após cinco horas de percurso, entrará no Porto.
- Nesta cidade, uma força do CICA 1, comandada pelo tenente-coronel Carlos Azeredo, penetra no Quartel-General da Região Militar do Porto (QG/RMP), transformando-o no posto de comando das forças em operações na Região Norte.
03h07 - Encontro do 10º «grupo de comandos» com a segunda companhia do BC 5, comandada pelo tenente Mascarenhas, na confluência da rua Castilho com a Sampaio Pina. O major Fontão estabelece contacto proferindo a senha Coragem! a que o capitão Mendonça de Carvalho responde com Pela Vitória!
03h12 - Efectuada a junção com êxito, encaminham-se para a entrada do Rádio Clube Português que o porteiro Alcino Leal virá a abrir, dando entrada a oito oficiais, sete dos quais armados com pistolas Walther. Estava conquistado sem incidentes o R.C.P., tendo o capitão Santos Coelho informado, de seguida, o Posto de Comando de que México passara para as mãos do MFA.
03h15 - A coluna do CTSC, comandada pelos capitães Frederico Morais e Oliveira Pimentel, chega à Emissora Nacional (E.N.) e ocupa a estação de rádio oficial. Tóquio viera completar o domínio de três objectivos fundamentais na área da comunicação social.
c. 03h15 - As Companhias de Caçadores (Ccaç) 4241/73 e 4246/73 encontram-se com a EPE. A Ccaç 4241/73 marcha para o centro emissor do R.C.P., em Porto Alto; a Ccaç 4246/73 dirigir-se-á a Vila Franca de Xira para dominar a Ponte Marechal Carmona e a EPE seguirá para Lisboa a fim de ocupar posições de defesa na Casa da Moeda.
03h16 - No posto de comando do MFA é interceptada uma conversa telefónica entre o general Andrade e Silva, ministro do Exército e o Prof. Silva Cunha, ministro da Defesa, trocam impressões sobre a situação geral, revelando que tinham conhecimento de que se preparava um jantar importante de carácter conspirativo, mas que a DGS vigiava os oficiais. O primeiro membro do governo, entre outras considerações, afirma que "A situação está sem alteração e perfeitamente sob controlo...está tudo sossegado e não há qualquer problema em qualquer ponto do País." A chamada é interrompida porque o responsável máximo da DGS se encontrava noutro telefone para falar com o ministro da Defesa.
03h30 - A força da EPC - com 10 viaturas blindadas, 12 viaturas de transporte de tropas, duas ambulâncias e um jipe e precedida por uma viatura civil, com três oficiais milicianos - comandada pelo capitão Salgueiro Maia, cruza a porta da unidade e sai de Santarém em direcção a Lisboa.
- A primeira companhia do BC 5, comandada pelo capitão Bicho Beatriz, toma posições de cerco ao Quartel General da Região Militar de Lisboa (QG/RML). O oficial de serviço, aspirante Silva, informa o chefe do Estado-Maior, coronel Duque, da situação. Inicia-se, a partir de então, de acordo com a cadeia hierárquica, o processo de prevenção dos principais responsáveis das Forças Armadas.
- Carlos Albino e Manuel Tomás retiram-se das instalações da Rádio Renascença.
c. 03h30 - Surge o primeiro alarme oficial das forças governamentais sobre a eclosão do Movimento, na cidade do Porto: o coronel Santos Júnior, comandante da PSP local, informa o Comando da GNR da tomada do QG/RMP pelos revoltosos.
03h31 – Os ministros da Defesa e do Exército retomam o diálogo telefónico, acabando por concluir que o Presidente da República, nesse dia, "pode deslocar-se à vontade, porque, por lá (Tomar), está tudo calmo".
03h40 - A coluna do RI 10 de Aveiro, comandada pelo capitão Pizarro, chega aos portões do RAP 3. O coronel Sílvio Aires de Figueiredo, comandante da última unidade, é detido, nessa altura, pelo capitão Dinis de Almeida. Decorrerá ainda algum tempo até que se constitua o Agrupamento Norte: a coluna do RAP 3 demora a formar, é preciso municiar as tropas chegadas de Aveiro, aguarda-se que cheguem as forças do Centro de Instrução de Condução Auto 2 (CICA 2) da Figueira da Foz e do RI 14 de Viseu.
03h55 - A companhia do RI 14 autotransportada, comandada pelo capitão Silveira Costeira, constituída por 4 viaturas pesadas, 1 ambulância e 1 viatura de exploração civil, sai do quartel passando por Tondela, Santa Comba Dão, Luso, Anadia e Cantanhede.
03h56 - O Posto de Comando toma conhecimento que foi quebrado o factor surpresa. O documento onde são anotadas as escutas telefónicas – intitulado A Fita do Tempo – regista: «Concentração que avança sobre Lisboa. Ele (Min. Ex?) vai já para lá (?)».
03h57 - A ausência de notícias da coluna da EPI, que ainda não conquistara o Aeroporto, conduz ao adiamento da transmissão do primeiro comunicado inicialmente prevista para as 4h00.
04h00 - Um pelotão do BC 5 desloca-se para a residência de António de Spínola, a fim de garantir a sua segurança.
- O programa «A noite é nossa», do R.C.P., deixa de transmitir publicidade, passando a emitir apenas música.
04h15 - O general Eduardo Martins Soares, comandante da RMP, apela aos coronéis Rui Mendonça, comandante do RI 8, e Carneiro de Magalhães, comandante do RI 13, ambos de Braga, para avançarem sobre o Porto e libertarem o QG das mãos dos insurrectos. Nos dois casos, os oficiais das unidades recusam-se a cumprir tais ordens.
04h20 - A coluna da EPI, comandada pelo capitão Rui Rodrigues, assume o controlo do Aeródromo Base nº 1 (Figo Maduro) e do Aeroporto de Lisboa. O capitão Costa Martins emite um comunicado NOTAM, interditando o espaço aéreo português e desviando o tráfego para os aeroportos de Las Palmas e Madrid. Nova Iorque encontra-se sob o controlo do Movimento.
04h22 - Em resposta a um telefonema de Silva Cunha, a mulher do Ministro do Exército informa-o que «O Alberto saiu agora de casa».
04h26 - O Rádio Clube Português transmite o 1º comunicado do Movimento das Forças Armadas, lido por Joaquim Furtado. Seguem-se o Hino Nacional e marchas militares, designadamente uma da autoria de John Philip de Sousa que se viria a transformar no hino do MFA. Os portugueses começam a tomar conhecimento de que algo de muito importante se está a desenrolar no País.
- No Grupo de Artilharia Contra Aeronaves 2 (GACA 2) de Torres Novas os capitães do Quadro Permanente, Pacheco, Dias Costa e Ferreira da Silva, conseguem a adesão dos tenentes milicianos comandantes de companhias mobilizadas para o Ultramar e que aguardam embarque.
04h30 - Rendição do QG/RML. O major Cardoso Fontão comunica ao posto de comando que Canadá fora ocupado sem incidentes.
- Forças do CICA 1 detêm, à saída da sua residência, o chefe do Estado-Maior do Q.G./R.M.N., coronel Ramos de Freitas.
04h45 - O 2º comunicado do MFA é emitido, apelando à desmobilização de eventuais acções contra o Movimento.
- O primeiro grupo do BC 5, comandado pelo major Fontão, penetra no interior do R.C.P.
- O alarme é dado no Quartel-General da Região Militar de Coimbra (QG/RMC). Rapidamente se apercebem de que a maior parte das unidades segue o Movimento.
- O governador da Região Militar de Lisboa reúne-se com o corpo do seu Estado-Maior na residência do respectivo subchefe.
05h00 - Após uma viagem sem problemas, a coluna da EPC passa na portagem da auto-estrada, em Sacavém.
c. 05h00.- No Quartel-General da Região Militar de Évora (QG/RME) é recebida ordem do Ministério do Exército para entrar de prevenção rigorosa.
- Marcelo Caetano recebe um telefonema do director-geral da PIDE/DGS, major Silva Pais, que lhe comunica estar a Revolução na rua, sendo a situação muito grave, pelo que se tornava necessário que o Presidente do Conselho se refugiasse no Quartel do Comando-Geral da GNR no Largo do Carmo.
05h15 - Leitura do 3º comunicado que, entre outros apelos, aconselha a população a permanecer em casa. Grande parte desta, pelo contrário, vai para a rua, passando a manifestar um acolhimento eufórico à iniciativa dos militares, misturando-se com eles, conferindo, assim, ao golpe militar, muitos dos contornos de uma verdadeira revolução.
05h19 - O general Nascimento telefona ao recém nomeado CEMGFA, general Luz Cunha, a informá-lo que "está muita tropa na rua e é preferível seguir para aqui".
c. 5h20 - O general Viotti de Carvalho, vice-chefe do Estado-Maior do Exército (EME) determina ao comandante da EPTm para proceder à escuta das comunicações militares e as relatasse para o Estado-Maior. No entanto, há largas horas que a referida unidade militar desempenhava aquela missão, mas a favor do MFA.
05h27 - O ministro do Exército ordena ao RI 6, do Porto, que liberte o Q.G./R.M.P, determinação que não será cumprida, uma vez que a unidade era afecta ao MFA.
05h30 - No itinerário para o Terreiro do Paço, Salgueiro Maia cruza-se com viaturas da Polícia de Segurança Pública, no Campo Grande e, cerca de 10 minutos depois, com a Polícia de Choque, na Av. Fontes Pereira de Melo, que não se manifestam.
c. 05h30 - O Comando Territorial do Algarve (CTA) ordena a entrada em prevenção rigorosa das suas três unidades.
05h32 – O ministro do Exército determina ao general Carvalhais que se ocupe da protecção dos CTT, Águas e Electricidade.
05h45 - O 4º comunicado sintetiza os anteriores alertando para que a situação não se encontra ainda totalmente controlada.
05h46 - O Ministro do Exército ordena ao comandante do Regimento de Cavalaria 7 (RC 7), coronel António Romeiras Júnior, que, com os carros de combate M47, tome posições em Vale de Cavalos para deter uma coluna da EPC que fora «referenciada no Cartaxo» e que «vem a caminho de Lisboa».
05h50 - Uma força do CICA 1 ocupa o centro emissor de Miramar (Porto) do R.C.P.
c. 05h55 - As forças de Salgueiro Maia instalam-se no Terreiro do Paço, de forma marcadamente intimidatória. Encontram-se cercados os ministérios, a Câmara Municipal, a Marconi, o Banco de Portugal e a 1ª Divisão da P.S.P., estando dirigidas as metralhadoras para as janelas do Ministério do Exército. «Estamos aqui para derrubar o Governo» declara Salgueiro Maia ao jornalista Adelino Gomes.
05h59 - O ministro do Exército telefona ao coronel Romeiras Júnior, e ordena-lhe que "veja se consegue salvar esta coisa, pois estamos todos cercados", recebendo a resposta que as forças daquela unidade iam a caminho e já se encontravam na Av. 24 de Julho.
c. 06h00 - O Quartel-General da Região Militar de Tomar (QG/RMT) ordena às unidades que passem ao estado de prevenção rigorosa. Mas já há algumas horas que forças de Tancos (EPE), de Santa Margarida (Ccaç 4241 e 4246) e de Santarém se movimentam em apoio do MFA.
- A companhia do GACA 2 de Torres Novas, na qual ocorrera uma viragem da situação (de força inimiga passa a apoiante), ocupa o Quartel e resiste a todas as ameaças, apesar de se manter sem contactos com o Posto de Comandos do MFA até às 20h00 do dia 26.
06h05 - O alferes miliciano David e Silva chega ao Terreiro do Paço comandando um pelotão de AML/Chaimites reforçado com Panhards do RC 7, favorável ao Governo, mas adere imediatamente ao Movimento, colocando-se às ordens de Salgueiro Maia. A mesma atitude será tomada por dois pelotões do Regimento de Lanceiros 2 (RL 2) que guardam o Ministério do Exército, à excepção de sete elementos que virão a possibilitar a fuga aos membros do Governo aí refugiados.
06h10 - O ministro do Exército pede ao general da FA Henrique Troni para "mandar dois aviões sobrevoar o Terreiro do Paço".
06h50 - A bateria de obuses do Regimento de Artilharia Pesada 2 de Vila Nova de Gaia toma posição em ambas as entradas da Ponte da Arrábida, no Porto, dando acesso unicamente às «forças amigas» (do MFA).
- Uma força do RL 2, comandada pelo tenente Ravasco, tenta, sem êxito, recuperar o QG/RML.
07h00 - Forças da EPA de Vendas Novas, comandadas pelos capitães Patrício e Mira Monteiro, ocupam a colina do Cristo-Rei, em Almada (com o nome de código Londres).
- Surge no Terreiro do Paço, do lado da Ribeira das Naus, um pelotão de reconhecimento Panhard do RC 7, orientado pelo seu 2º comandante, tenente-coronel Ferrand de Almeida que, perante o dilema de ter de disparar ou de se render, opta por esta última posição, sendo preso.
- Uma coluna do RC 3 de Estremoz, sob o comando do capitão Andrade Moura e Alberto Ferreira, sai do Quartel e dirige-se a Setúbal, a fim de atingir a Ponte Salazar (actual Ponte 25 de Abril). Juntam-se-lhe os capitães Miquelina Simões e Gastão Silva, colocados no Regimento de Lanceiros 1 de Elvas, na sequência do frustrado golpe das Caldas.
- O Agrupamento Norte – envolvendo, nesta altura, forças do RAP 3 e CICA 2 da Figueira da Foz e do RI 10 de Aveiro - sai a porta de armas do Quartel e mete-se à estrada em direcção a Leiria.
07h30 - O RI 14 de Viseu chega à Figueira da Foz e integra as forças do Agrupamento Norte muito antes da sua chegada a Leiria, assumindo o comando o capitão Gertrudes da Silva.
- É lido por Luís Filipe Costa o 5º comunicado do Movimento das Forças Armadas, em que se fornecem elementos acerca dos objectivos do MFA.
- É detido, nas imediações do R.C.P., o tenente-coronel Chorão Vinhas, comandante interino do BC 5.
- Uma segunda coluna da EPC, constituída por cinco carros de combate (2 M47 e 3 M24) e dois pelotões de atiradores (cerca de 60 homens), comandada pelo capitão Correia Bernardo, atinge o perímetro de Santarém, pronta para avançar para Lisboa em apoio da coluna de Salgueiro Maia. A evolução favorável dos acontecimentos acabou por tornar desnecessária tal medida.
07h40 - A Companhia de Caçadores (Ccaç 4241/73) ocupa o centro emissor do R.C.P., em Porto Alto.
07h50 - Os capitães Glória Alves e Ferreira Lopes, à frente de um pelotão do Centro de Instrução de Condução Auto 5 (CICA 5) de Lagos, ocupam o centro retransmissor de Fóia.
08h00 - Verifica-se o corte de energia ao centro emissor do R.C.P., em Porto Alto, que passa a funcionar com o gerador de emergência.
- A Companhia do CIOE, comandada pelo capitão Delgado da Fonseca, chega à cidade do Porto, dirigindo-se ao CICA 1.
08h15 - Uma força da GNR saída do Quartel do Cabeço de Bola, constituída por 12 "Land Rover", toma posição no Campo das Cebolas. Após um breve diálogo com Salgueiro Maia e face à disparidade de meios, o comandante é convencido a abandonar o local.
08h22 – O CEMGFA, general Luz Cunha, informa o chefe do Estado-Maior do Exército (CEME), general Paiva Brandão, que "pretende utilizar meios da Escola Prática do Serviço de Material (EPSM) para tomar posições e libertar o AB 1. Irem pela auto-estrada e tomarem estrada secundária. Terem cuidado com o Cmdt. dessa força porque a entrega do Ferrand o deixou muito em baixo".
08h30 - É lido, pela primeira vez na Emissora Nacional, um comunicado do MFA.
08h50 - Uma coluna de nove viaturas militares da EPE de Tancos estaciona no centro emissor do R.C.P., a fim de reforçar a sua defesa. Mais tarde segue para Lisboa onde ocupa a Casa da Moeda, seu objectivo inicial.
09h00 - A fragata Almirante Gago Coutinho, comandada pelo capitão-de-fragata Seixas Louçã, toma posição no Tejo, em frente ao Terreiro do Paço, intimidando directamente as forças de Salgueiro Maia. Perante esta situação, a artilharia do Movimento, já estacionada no Cristo-Rei, recebe ordens do Posto de Comando para afundar a fragata no caso desta abrir fogo. O vaso de guerra terá recebido ordem do vice-chefe do Estado-Maior da Armada, almirante Jaime Lopes, "para se preparar para abrir fogo". A ordem de disparar nunca chegou.
- O major Cardoso Fontão detém, nas imediações do Q.G./R.M.L., o brigadeiro Serrano que, no 16 de Março, comandara o cerco ao RI 15.
- Chega à residência de Spínola o médico Carlos Vieira da Rocha, amigo do general e proprietário do automóvel Peugeot que os haveria de transportar, no final da tarde, ao Quartel do Carmo.
09h15 - Uma força da EPC, com uma AML e uma ETT/Panhard, comandadas pelo alferes Sequeira Marcelino e pelo aspirante Pedro Ricciardi, vai reforçar a protecção do QG/RML, em São Sebastião da Pedreira.
09h35 - Chega ao Terreiro do Paço uma força comandada pelo brigadeiro Junqueira dos Reis, 2º comandante da RML, constituída por 4 CC/M47, uma companhia de atiradores do Regimento de Infantaria 1 e alguns pelotões da Polícia Militar. Dois dos carros de combate, comandados pelo major Pato Anselmo, tomam posições na Ribeira das Naus, enquanto os outros dois, sob o comando do coronel Romeiras Júnior, penetram na Rua do Arsenal.
09h40 - Protegidos pelos blindados do RC 7, os ministros da Defesa, Silva Cunha, do Interior, César Moreira Baptista, do Exército, Andrade e Silva, da Marinha, Pereira Crespo, o chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, Joaquim Luz Cunha, o governador militar de Lisboa, Edmundo Luz Cunha, o subsecretário de estado do Exército, coronel Viana de Lemos e o almirante Henrique Tenreiro, fogem pelas traseiras do Ministério do Exército, abrindo um buraco na parede que comunica com a biblioteca do Ministério da Marinha. No parque de estacionamento interior tomam lugar numa carrinha que os transporta ao Regimento de Lanceiros 2, onde instalam o Posto de Comando das tropas leais ao Governo.
10h00 - Na Rua do Arsenal, o tenente Alfredo Assunção, da EPC, empreende uma tentativa de negociação com o coronel Romeiras Júnior e o brigadeiro Junqueira dos Reis.
- Este oficial-general agride com três murros o emissário dos revoltosos que responde com continência e uma rígida posição de sentido. O brigadeiro manda, em seguida, abrir fogo sobre ele, não sendo obedecido, por intervenção directa do coronel Romeiras. Assunção regressa, então, para junto das suas tropas.
10h10 - Chega ao Terreiro do Paço o tenente-coronel Correia de Campos, enviado do Posto de Comando da Pontinha, com a missão de coordenar as operações.
10h15 - Um grupo de comandos, que integra Correia de Campos e Jaime Neves, passa revista ao Ministério do Exército, confirmando a fuga dos ministros que tinha por missão prender, procedendo à detenção de diversos oficiais superiores, designadamente o coronel Álvaro Fontoura, chefe de gabinete do ministro do Exército que seriam, pouco depois, transferidos para o RE 1.
10h30 - Depois de algumas tentativas infrutíferas para a rendição do major Pato Anselmo, na Ribeira das Naus, esse intento é alcançado por um civil, o ex-alferes miliciano Fernando Brito e Cunha, que actua às ordens de Correia de Campos. Os dois carros de combate e as tropas que os seguiam passam-se para o lado dos revoltosos, ficando sob o comando de Salgueiro Maia.
- O Agrupamento Norte, comandado pelo capitão Gertrudes da Silva, atinge Peniche, com o objectivo de ocupar essa odiosa prisão política do Regime. Face à resistência da PIDE/DGS, a companhia do CICA 2 e duas secções de obuses do RAP 3 montam cerco àquele objectivo, seguindo o grosso da coluna para Lisboa.
10h45 – Face à perda de metade da sua coluna, o 2º comandante da RML transfere o CC/M47 do alferes miliciano Fernando Sottomayor (RC 7) para a Ribeira das Naus. Seguidamente, o brigadeiro Junqueira dos Reis ordena-lhe que abra fogo sobre Salgueiro Maia, quando este se encontra entre a esquina do Ministério do Exército e o muro para o rio Tejo, numa tentativa para obter a rendição do remanescente das forças fiéis ao governo. O oficial miliciano recusa-se a obedecer, sendo detido e transferido para o RL2.
10h50 - Junqueira dos Reis ordena, sem sucesso, aos soldados que abram fogo. Perante a desobediência generalizada, o oficial-general dá dois tiros para o ar e dirige-se para a Rua do Arsenal, onde se encontra o carro de combate do comandante do RC 7.
11h00 - Incapaz de se fazer obedecer, o 2º governador militar de Lisboa conserva as forças que lhe restavam nas posições que ocupavam, não tomando, naquela altura, mais nenhuma iniciativa.
- O governo consegue cortar a emissão em FM do R.C.P., desligando o comutador de Monsanto.
- É detido, por forças do BC 5, nas instalações do Quartel Mestre General, o seu responsável, general Louro de Sousa.
11h30 - As unidades estacionadas no Terreiro do Paço dividem-se, avançando:
- a Escola Prática de Cavalaria para o Quartel do Carmo, sendo, ao longo de todo o percurso, aclamada entusiasticamente pela população.
- forças dos Regimentos de Cavalaria 7, Lanceiros 2 e Infantaria 1 - que contavam com 16 blindados - comandadas por Jaime Neves e pelos tenentes de Cavalaria Cadete e Baluda Cid, para o Quartel-General da Legião Portuguesa (Marrocos).
11h45 - Difundido novo comunicado do MFA ao País, informando que, de Norte a Sul, a situação se encontra dominada e que "...em breve chegará a hora da libertação."
12h00 - A fragata Almirante Gago Coutinho retira para o Mar da Palha.
- No Rossio, uma companhia do Regimento de Infantaria 1 , da Amadora, comandada pelo capitão Fernandes, tenta barrar o caminho para o Quartel do Carmo, à coluna da EPC. Após curto diálogo com o comandante das tropas, estas passam para o lado de Salgueiro Maia.
12h30 - É montado o cerco ao Quartel da GNR, no Carmo, pela coluna da EPC.
12h45 - Forças hostis da GNR ocupam posições na retaguarda do dispositivo de Salgueiro Maia.
13h00 - Um comunicado do MFA tranquiliza as famílias dos militares envolvidos no movimento revoltoso.
- Face ao cerco do Quartel do Carmo, o brigadeiro Junqueira dos Reis dirige-se, com os dois CC/M47 e os lanceiros e atiradores que lhe restavam, para o Largo de Camões, na esperança de, conjuntamente com forças da GNR, tentar libertar o Presidente do Conselho. Tais intenções rapidamente se verificam inexequíveis. A companhia do RI 1 passa-se para as fileiras do MFA e uma parte da guarnição de um M/47 abandona-o, confinando o brigadeiro a uma posição de crescente fraqueza face ao aumento do poderio dos revoltosos.
13h15 - A coluna do RC 3 de Estremoz atinge o seu objectivo, a Ponte Salazar.
13h30 - Um helicanhão sobrevoa o Largo do Carmo, causando grande ansiedade entre militares e civis.
13h40 - O comandante e o Estado-Maior da Legião Portuguesa apresentam a sua rendição.
14h00 - Corte de energia ao emissor de Miramar (Porto) do R.C.P.
14h30 - É lido por Clarisse Guerra, aos microfones do Rádio Clube Português, um comunicado do MFA, no qual se dá conta dos objectivos e posições controlados e do ultimato para a rendição de Marcelo Caetano.
c. 15h10 - Salgueiro Maia solicita, com megafone, a rendição do Carmo em 10 minutos. Momentos antes recebera do Posto de Comando do MFA uma mensagem escrita pelo major Otelo Saraiva de Carvalho na qual ordena que apresente um aviso-ultimato para a rendição.
15h15 - São libertados da Trafaria os onze militares que aí se encontravam detidos em consequência do falhado golpe das Caldas.
15h30 - Não sendo atendido após 15 minutos, Salgueiro Maia ordena ao tenente Santos Silva para fazer uma rajada da torre da Chaimite sobre as janelas mais altas do Quartel, repetindo o apelo de rendição logo a seguir.
15h45 - Do Quartel do Carmo sai o major Hugo Velasco, membro do MFA, para falar com o capitão Salgueiro Maia.
16h00 - O coronel Abrantes da Silva, a pedido de Salgueiro Maia, entra no Quartel para dialogar com os sitiados.
- Forças do CIOE dirigem-se aos estúdios da R.T.P. (Monte da Virgem) e do R.C.P. (Tenente Valadim), no Porto, para proceder à sua ocupação.
16h15 - O capitão Salgueiro Maia dá ordens ao alferes miliciano Carlos Beato para instalar os seus homens no cimo das varandas do edifício da Companhia de Seguros Império e fazer fogo sobre a frontaria do Carmo, agora com armas automáticas G-3.
16h25 - O comandante da força da EPC, na ausência de resposta por parte dos sitiados no Quartel do Carmo, ordena a colocação de um blindado em posição de tiro e chega a dar "voz" de "um, dois"..., sendo interrompido pelo tenente Alfredo Assunção que conduz dois civis até ele. Trata-se de Pedro Feytor Pinto, director dos Serviços de Informação da Secretaria de Estado da Informação e Turismo, e Nuno Távora, que se dizem portadores de uma mensagem do general Spínola para Marcelo Caetano.
16h30 - Salgueiro Maia autoriza a entrada no Quartel dos dois mensageiros.
c. 16h30 - Spínola comunica ao Posto de Comando do MFA ter recebido um pedido de Marcelo Caetano para ser ele a aceitar a rendição do chefe do governo. Otelo, após recolher a opinião dos presentes, concede-lhe esse mandato.
16h45 - Os dois mensageiros saem do Quartel do Carmo e deslocam-se num jipe, acompanhados por Alfredo Assunção, para casa de Spínola que, entretanto, se dirige já para o Carmo.
17h00 - Salgueiro Maia desloca-se ao interior do Quartel e fala com Marcelo Caetano que, após ter colocado algumas perguntas, lhe solicita que um oficial-general vá efectuar a transmissão de poderes (Spínola, com quem, aliás, falara já ao telefone) para que o poder não caia na rua.
17h00 - Salgueiro Maia pede a Francisco Sousa Tavares e a Pedro Coelho, oposicionistas ligados à CEUD e ao PS, para ajudarem a afastar a população. Sousa Tavares sobe para uma guarita da GNR e, usando o megafone, apela à calma.
17h45 - Chegada ao Largo do Carmo do general António de Spínola, acompanhado pelo tenente-coronel Dias de Lima, major Carlos Alexandre Morais, capitão António Ramos e dr. Carlos Vieira da Rocha. Após longos minutos envolvido pela multidão, o Peugeot que transportava Spínola consegue, finalmente, chegar junto da porta de armas do quartel.
18h00 - António de Spínola, acompanhado por Salgueiro Maia (que o informa sobre o modo como os membros do Governo serão retirados das instalações), entra no Quartel do Carmo para dialogar com Marcelo Caetano.
18h15 - Spínola encontra-se com Marcelo e informa-o dos procedimentos que serão adoptados para a sua saída do local e posterior evacuação para a Madeira. Enquanto isso, Salgueiro Maia pede à população que abandone o Largo do Carmo, a fim de se proceder à retirada do Presidente do Conselho e dos ministros. O apelo é ignorado.
18h20 - Um comunicado do MFA informa o País da entrega de Marcelo Caetano e de membros do seu ex-governo, refugiados no Carmo.
18h25 - Às ordens de Salgueiro Maia, soldados formam um cordão em frente da porta de armas do Quartel, por forma a ser possível retirar Marcelo Caetano em segurança.
18h30 - O Agrupamento Norte chega a Lisboa.
- Numa manobra difícil, a autometralhadora Chaimite penetra, de marcha atrás, no Quartel do Carmo.
19h00 - Marcelo Caetano, Rui Patrício e Moreira Baptista abandonam o Quartel do Carmo, sendo conduzidos na autometralhadora Chaimite "Bula", em direcção ao Quartel da Pontinha.
- A Baixa de Lisboa é invadida por enorme multidão que vitoria as Forças Armadas e a Liberdade.
19h50 - Comunicado do MFA anunciando formalmente a queda do Governo.
20h05 - É lida, através dos emissores do RCP, a Proclamação do Movimento das Forças Armadas.
c. 20h30 - Na Rua António Maria Cardoso, onde se situa a sede da PIDE/DGS, agentes desta polícia política abrem fogo sobre a multidão que se aglomera na referida artéria, causando 4 mortos e dezenas de feridos.
21h00 - A Chaimite "Bula" e a coluna da EPC atingem o Quartel da Pontinha.
c. 21h00 - Forças do RAP 3 e da EPI deslocam-se ao Comando da 1ª Região Aérea, em Monsanto, para proceder à detenção dos ministros da De