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novembro 30, 2003
Descanso
Hoje estou cansado demais para pensar decentemente e escrever aqui seja o que for.
Esperemos por amanhã para mais novidades.
Apenas duas notas futebolísticas:
a) Quanto ao sorteio do Euro'2004, parece-me que foi um bom sorteio para Portugal. Se queremos fazer algo neste Europeu, ganhar à Rússia e à Grécia é o mínimo que se exige, ficando o benefício da dúvida para o jogo com Espanha. O senão vem do adversário seguinte ser, muito provavelmente, caso lá cheguem, França ou Inglaterra, mas isso teremos muito tempo de analisar.
b) Morreu Jesus Correia. Os meus pêsames a todos os apreciadores de bom futebol em geral, aos sportinguistas em particular, à família ainda mais em particular. Depois de hoje, os Cinco Violinos passam a ser uma lembrança do imaginário de muitos, pois o seu último símbolo vivo desapareceu.
Publicado por Nuno Peralta às 08:17 PM | Comentários (0)
Comunicados da Polícia
Lembrei-me agora daqueles comunicados da polícia, por causa de pessoas desaparecidas, que passavam há alguns anos na RTP. Algo semelhante a isto:
- Desapareceu de sua casa no passado dia 2 o senhor João Silva, de 77 anos, olhos castanhos e estatura média. Vestia calça castanha e camisa beje, bem como um casaco igualmente castanho. Padece de uma grave doença do foro neurológico. Agradece-se a quem o encontre o favor de contactar a polícia para os números de telefone 21 3452156 ou 21 43234567.
Como será que agora a polícia divulga esta informação?
Publicado por Nuno Peralta às 08:15 AM | Comentários (1)
Grande Reportagem
Afinal valeu a pena esperar 3 meses e ter alguns blogueiros de serviço menos activo (este, este e este).
Deixou de ter o estatuto que o grafismo e papel da versão individual tinha, mas no que é mesmo importante, o conteúdo, continua a ser a melhor revista portuguesa. Não destaco nenhum artigo em especial porque senão teria que destacar quase toda a revista.
A primeira conclusão é que com uma oferta destas semanalmente, pela qualidade e quantidade, significa um adeus Expresso, adeus Público, see you never more!
A literatura obrigatória de fim de semana passa a ser:
DN+ (6ª), Y (6ª), Grande Reportagem (Sábado) e uma outra revista (conforme a semana, varia entre a Economist, a Prémiere, a Evasões ou a Executive Digest). Pontualmente acrescenta-se o DNA e, se houver no café, a Actual do Expresso.
Publicado por Nuno Peralta às 12:10 AM | Comentários (3)
novembro 29, 2003
5.000
Pois é, o meu jornal de referência publica hoje a sua edição 5.000, com direito a caderno especial e tudo (não está online, toca de ir à banca).
Aqui ficam os parabéns.

Publicado por Nuno Peralta às 05:34 PM | Comentários (0)
Cavaco
Cavaco disse hoje que o PEC está morto. Alguns políticos (ou melhor partidólogos) talvez esperassem que ele se calasse, mas quem o conhece sabe que essa não é a sua maneira de ser, ainda por cima quando estão em causa um pacto que foi negociado por ele e é atacada a sua amiga Manuela Ferreira Leite.
Cavaco criticou o rumo da UE. Só se surpreende que está habituado aos rodriguinhos dos nossos políticos no activo, que falam muito sem se comprometerem. Cavaco não é desses. Tem os seus defeitos, como todos, mas a frontalidade e a clareza de ideias são virtudes nele, não defeitos.
E é por Cavaco ser assim que teria o meu voto nas Presidenciais, mas julgo que isso não passa de teoria, o partido (bem como a Oposição) não estão dispostos a ter um homem tão forte e convicto na Presidência. Espero estar enganado e que ele seja mesmo candidato. Já votei duas vezes nele, votarei igualmente uma terceira.
Publicado por Nuno Peralta às 01:10 PM | Comentários (3)
Compras no Pingo Doce poderão ser feitas com escudos em Dezembro
Isto é o que eu chamo de uma excelente ideia, quase sem custos e com elevado retorno, em termos de aumento de consumidores!
Publicado por Nuno Peralta às 02:47 AM | Comentários (0)
Dia sem Compras
Hoje comemora-se o Dia Sem Compras, no qual se apela a que ninguém compre nada, na luta contra o consumismo desenfreado.
Em teoria a ideia até é engraçada, mas escusado será dizer que está votada ao fracasso, pois fazer esta acção num dos 3 fins de semana anteriores ao Natal, que ainda por cima coincide com o final/início do mês (isto é, salários fresquinhos) só pode ser proposta de gente utópica.
E depois, falando por mim, nem pensem que eu vou deixar de comprar o DN, para voltar a ter contacto com a Grande Reportagem e o Público, num número histórico (este ponto desenvolverei mais à frente).
Publicado por Nuno Peralta às 02:43 AM | Comentários (2)
novembro 28, 2003
Prenda repetida
Como não tive muito tempo de procurar algo especial para dar aos leitores deste blogue neste 5º mensário, vou repetir a do 4º, o Guia Fiscal, até porque os portugueses gostam de deixar tudo para a última...
Vejam aqui a prenda, o Guia Fiscal 2003...
Publicado por Nuno Peralta às 11:20 PM | Comentários (0)
Visitas
Primeiro foram milhares de militares, ontem foi George W. Bush, hoje Hillary Clinton, amanhã concerteza outros políticos se seguirão.
Enquanto os 'tugas se dirigem todos para Sierra Nevada, os americanos estão claramente a escolher o Iraque como destino de férias predilecto.
Empresários que gostam do risco, vamos a apostar no turismo iraquiano!
Publicado por Nuno Peralta às 08:44 PM | Comentários (1)
Acidentes de Trabalho
Segundo o IDICT, citado pelo Público, morrem cerca de 170 trabalhadores por ano em acidentes de trabalho, maioritariamente na Construção (cerca de metade).
E ainda dizem que trabalhar faz bem à saúde...
Publicado por Nuno Peralta às 06:28 PM | Comentários (0)
Plantu
Por cá há quem cague no segredo de justiça, na Europa há quem mije no PEC...

(Cartoon de Plantu, no Le Monde de hoje, via Estrangeirados)
Publicado por Nuno Peralta às 06:11 PM | Comentários (2)
Quotas
"O primeiro-ministro, Durão Barroso, anunciou esta sexta-feira que vão ser criadas quotas obrigatórias de emprego para pessoas com deficiência." (in Diário Digital)
Discordo completamente desta medida, com o Estado a intervir mais uma vez onde não deve. Aceito que haja subsídios específicos para estas pessoas, que tenham apoio especial no sistema educativo e até que sejam dados incentivos fiscais às empresas que voluntariamente os contratem. Agora tornar o seu recrutamento obrigatório, é uma medida retrógada e desincentivadora da criação de emprego.
Enfim, é uma forma de o Governo terminar a semana da mesma forma que a começou: a meter a pata na poça!
Primeiro rebentam com a (já pouca) credibilidade da sua única política, o controlo do défice e agora mostram o quão deslocados da realidade estão...
Note-se que nada tenho contra os deficientes, antes pelo contrário, apenas acho que num País onde o desemprego cresce diariamente, apenas se conseguirá uma maior hostilidade para com estas pessoas. O desempregado passará a olhar para o deficiente como aquele que lhe roubou a oportunidade de emprego e os colegas de trabalho, em vez de lhe reconhecerem o mérito, vão tratá-lo como aquele que está aqui por favor.
Estou ainda curioso de conhecer o conceito de deficiente e a taxa de crescimento do número de deficientes em Portugal...
Já estou a imaginar uma entrevista de recrutamento:
- Olhe, o senhor é exactamente aquilo que estamos à procura, mas...sabe...com a nova lei tenho que o informar que a sua vaga será preenchida por um deficiente. Mas olhe, se estiver disposto a amputar uma perna, o emprego é seu!
Publicado por Nuno Peralta às 05:30 PM | Comentários (2)
Luz de Lisboa
Olho pela janela (a outra, que não dá para o rio) e vejo Lisboa, mas uma Lisboa cinzenta e deprimida em pleno Outono.
Dá-me neura. Pensar que até a luz de Lisboa já aderiu ao clima deprimente deste país...
Publicado por Nuno Peralta às 04:36 PM | Comentários (2)
Euro volta a atingir máximo face ao dólar
Ao contrário das piores expectativas, a decisão do ECOFIN não causou a desvalorização do euro, antes pelo contrário, este, depois de uma ligeira quebra imediatamente após a decisão, apresenta um interessante fortalecimento, quer face ao dólar, quer face ao iene, bem como se mantém estável face à libra.
Iso significa que o mercado reagiu assumindo que a recuperação económica provável com o maior investimento do Estado alemão e francês são mais significativos que algum descontrolo orçamental temporário.
Quanto à minha falha de previsão enquanto economista, já não me admira, pois algo que aprendi na vida prática é que o mercado financeiro não é um mercado muito racional, pois a informação disponível é muito dispar entre agentes. Às vezes penso que um bom analista económico seria alguém formado em psicologia, não em economia.
PS: O euro já vale quase 1,20 dólares, ou seja, cada 4 euros compram 5 dólares.
Penso que já era tempo de os jornalistas quando dão o valor de algo em dólares colocarem à frente que é sensivelmente o mesmo em euros, pois já há muito tempo que isso deixou de ser verdade. Alguém lhes explica isto?
Publicado por Nuno Peralta às 11:43 AM | Comentários (0)
Jorge Sampaio contra revisão constitucional
Que me recorde, penso que é das poucas vezes que Sampaio diz com todas as letras aquilo que pensa sobre algo, neste caso a Revisão Constitucional. Ainda que não concorde com a sua opinião, tenho que lhe dar os parabéns por assumi-la, em vez de ter mais um daqueles seus discursos redondos que ninguém percebe directamente e em que cada um lê nas entrelinhas o que mais lhe convém.
Será que finalmente, ao fim de 7 anos, Sampaio acordou e vai começar a ser um Presidente interventivo? Concordando ou não com as suas decisões, espero bem que sim.
Publicado por Nuno Peralta às 10:47 AM | Comentários (1)
DN
O DN inicia hoje mais uma pequena revolução nos seus conteúdos.
Os habituais suplementos de Sábado DN+ e DNA saem agora à 6ª feira, enquanto o Sábado fica com a Grande Reportagem como o suplemento âncora.
De destacar a promoção de lançamento, que hoje permite a aquisição de 2 excelentes DVD's por apenas 9,90€ (Memento e Disponível para Amar) e amanhã o Jornal por apenas 0,50€, no lançamento da Grande Reportagem.
Quanto ao caderno principal, parece manter-se igual, com uma linha editorial semelhante, que pessoalmente não me apela à compra, eu sou mesmo cliente é do DN+ e agora da Grande Reportagem (pelo menos se esta não defraudar o nome e a história que traz consigo, que é o que eu espero da excelente equipa que está à frente desse projecto).
Publicado por Nuno Peralta às 09:52 AM | Comentários (0)
Taça de Portugal
A 5ª eliminatória (16 avos-de-final) da Taça de Portugal, a disputar a 17 de Dezembro, ditou 3 jogos entre equipas da Superliga, dos quais se destaca a deslocação do Benfica a Coimbra. Porto e Sporting jogam em casa contra equipas da Liga de Honra, respectivamente contra Maia e Vitória de Setúbal.
Eis a lista completa dos jogos:
Académica de Coimbra - Benfica
União de Leiria - Marítimo
Rio Ave - Beira-Mar
FC Porto - Maia (LH)
Sporting - Vitória de Setúbal (LH)
Nacional da Madeira - Salgueiros (LH)
Vitória de Guimarães - Naval 1º de Maio (LH)
Paços de Ferreira - Portimonense (LH)
Belenenses - Penafiel (LH)
Sanjoanense (II B) - Moreirense
Felgueiras (LH) - Vilafranquense (II B)
Estoril-Praia (LH) - Leça (II B)
Marco (LH) - Pedrouços (III)
Stº António (II B) - Cinfães (III)
Ficou isento o Sporting de Braga (SL), que se apurou automaticamente para os oitavos-de-final.
Publicado por Nuno Peralta às 03:02 AM | Comentários (0)
Vitória sóbria
Acabo de ser notificado pela Brigada Anti-Lacoste que ganhei o quizz mais recente do blogue deles.
Apesar do contentamento com a vitória, posso desde já assegurar que as casas de banho cá de casa estão perfeitamente intactas!
Publicado por Nuno Peralta às 01:51 AM | Comentários (1)
Links
Estou a proceder a uma reorganização dos links.
É a prenda de 5 meses que este blogue merece!
Publicado por Nuno Peralta às 12:27 AM | Comentários (0)
novembro 27, 2003
UEFA
Depois da saborosa vitória do Benfica na Noruega por 2-0, mais por fraqueza do Molde do que por grande exibição do Benfica (até deu para a estreia do jovem Hélio Pinto e para tirar Zahovic, Simão e Tiago...), fui jantar descansadamente, pensando que o Sporting, a jogar em casa, concluiria o pleno português, fazendo com pela 1ª vez nos últimos 10 anos os 3 grandes chegassem a Janeiro nas competições europeias.
Liguei a televisão à 15 minutos e o que eu vejo? O Sporting a levar 3 secas dos turcos de nome impronunciável! Aparentemente Fernando Santos não viu a cassete do jogo da eliminatória anterior, em que estes mesmos turcos foram a Blackburn ganhar por 3-1.
Não comento mais porque não vi a maior parte do jogo, mas cheira-me, até pelos apupos dos últimos minutos, que Fernando Santos tem os dias contados em Alvalade...
E assim a primeira derrota do Sporting no Alvalade XXI significou o adeus à Taça UEFA.
Publicado por Nuno Peralta às 10:58 PM | Comentários (0)
Abandonos...
Enquanto uns quantos famosos começam a chegar, alguns valiosos bloggers começam a debandar.
Depois do liberal Rui, hoje dei com o fim do blogue do cinéfilo Nuno e com a ameaça de abandono de um colega generalista...
Não deveria o Inverno e a proximidade das férias do Natal ser propício ao regresso em vez do abandono? Quer dizer, andaram o Verão todo a escrever nos blogues e agora que chega o Inverno e é tempo de ficar em casa é que se lembram de ir embora!
Enfim, felicidades a todos eles. Só espero é que os que deixam de escrever não deixem de ler e comentar.
Publicado por Nuno Peralta às 06:53 PM | Comentários (1)
O outro Rio...
"A Alta Autoridade para a Comunicação Social (AACS) aprovou ontem a nomeação de Manuel Falcão para a direcção do canal A Dois, mas apontou novamente insuficiências ao novo projecto televisivo ligado à sociedade civil e que deverá começar a emitir já no próximo mês." (in Publico)
Vamos a ver se com isto não ficamos igualmente com menos um blogue de qualidade, por falta de tempo a resolver as ditas insuficiências...
De qualquer forma, desejo as maiores sortes ao Manuel Falcão neste novo projecto, a ver se finalmente os nosso impostos servem para pagarmos um canal televisivo de qualidade.
Publicado por Nuno Peralta às 06:05 PM | Comentários (0)
Moderna
Vejo nas notícias grande entusiasmo porque hoje se vai finalmente saber a sentença e, com isso, terminar o processo.
Os jornalistas acreditam mesmo nisto ou é só para vender a notícia?
Acreditam mesmo que, qualquer que seja a sentença, não faltam ainda 2 ou 3 recursos de uma parte ou outra até à decisão final?
Publicado por Nuno Peralta às 11:33 AM | Comentários (1)
Ainda o PEC
A ler o artigo de Pacheco Pereira no Público de hoje, mais importante por ser das poucas vozes críticas do interior do PSD a criticar abertamente a decisão de voto de Portugal no último ECOFIN.
Sublinho um parágrafo específico deste seu artigo:
"Se a comissão não fosse o órgão enfraquecido e anémico que é hoje, e Prodi um fraco presidente, escolhido exactamente porque era fraco, o mínimo que o seu presidente devia fazer era demitir-se, obrigando o conselho a defrontar-se com uma crise reveladora da sua usurpação de poderes."
Eu pessoalmente penso que isto se aplica a Prodi e a todos os conselheiros, especialmente a Pedro Solbes, o mais directamente afectado pela situação, pois não só é sua a responsabilidade pelo controlo do cumprimento do PEC, como é originário de um dos 4 países que ainda têm algum pingo de coerência na sua política económica.
Publicado por Nuno Peralta às 09:23 AM | Comentários (1)
Wacko Jacko 2
O desblogueador caprichou desta vez!

Publicado por Nuno Peralta às 01:02 AM | Comentários (1)
e-redução do défice
Primeira compra electrónica poupa 9600 euros ao Estado.
Será que este cantinho à beira-mar plantado está finalmente a entrar na modernidade?
Será que uma notícia destas chega para que se faça o click na mentalidade de muitos empresários portugueses para, à sua escala, terem este tipo de benefícios?
Pessoal e profissionalmente espero que sim.
Publicado por Nuno Peralta às 12:48 AM | Comentários (0)
novembro 26, 2003
Globalização
Gostei bastante deste post do Manuel Jorge Marmelo, sobre a globalização:
"No Rio de Janeiro, um incêndio num supermercado permitiu matar a fome a centenas de pessoas. Ainda decorria o rescaldo das chamas e já uma massa de corpos revolvia os escombros, em busca de algo que pudesse ser comido. As imagens impressionam pela sua crueza e pela extrema violência que lhes está inerente, mas o pior é saber que, em todo o mundo, segundo dados hoje divulgados, continua a aumentar o número de sub-nutridos a cada dia que passa. Enquanto na Europa os governos se entretêm a estabelecer multas que penalizem a produção excessiva, há homens, mulheres e crianças que não conseguem prover o pão, a água e o leite de cada dia. Debelar este mal seria a melhor forma de começar a globalização. Se o tivessem feito, a coisa não teria adversários ou opositores. Mas não é para isto que ela serve, pois não?"
Publicado por Nuno Peralta às 11:53 PM | Comentários (2)
Um mal nunca vem só...
Este é um daqueles dias...
Primeiro perdemos a America's Cup para os nuestros hermanos, depois o Porto despacha a qualificação logo à 5ª ronda e agora isto!
Catalaxia is over!
Com tanta porcaria de blogue que eu por aí encontro, tinha que ser logo mais um dos bons a fechar a porta...
Enfim, caro Rui, boa sorte para o doutoramento e vê lá se reconsideras.
Publicado por Nuno Peralta às 11:03 PM | Comentários (2)
Telelé
"Um telemóvel que impossibilita a realização de escutas telefónicas por terceiros vai ser lançado. A empresa alemã GSMK anunciou que o «Cryptophone» incluirá um sistema de codificação, que impossibilitará a intercepção das chamadas telefónicas."
(in Diário Digital)
Aposto que de Portugal estão a receber encomendas que nunca mais acabam, mesmo custando 700 contos...
Publicado por Nuno Peralta às 10:51 PM | Comentários (0)
Sem comentários
Luís Afonso no seu melhor estilo, corrosivo como só ele...

Publicado por Nuno Peralta às 10:41 PM | Comentários (2)
Espero bem que sim
Arnaut garante reconversão da zona ribeirinha entre Lisboa e Oeiras, independentemente de já não haver America's Cup.
Publicado por Nuno Peralta às 05:11 PM | Comentários (1)
Triste sina a nossa...
Taça América: trabalhadores da Docapesca satisfeitos com vitória de Valência
É esta mesquinhez tão típica do portuguesinho que faz de nós, um povo outrora grande, cada vez mais pequenino e subalterno...
Publicado por Nuno Peralta às 04:24 PM | Comentários (3)
O Belo e o Feio
Da janela do 12º andar onde estou a luz resplandecente de 2ª feira deu lugar a uma neblina quase sebastiânica. Onde se via Lisboa agora vêem-se figuras disformes. É o Inverno a querer anunciar-se em definitivo, não haja dúvida.
Publicado por Nuno Peralta às 04:12 PM | Comentários (2)
Buraco em Campolide: situação vai repetir-se
É bom que sejam levadas em considerações estas palavras do Arquitecto Ribeiro Teles, antes que um destes dias acordemos todos a chorar por familiares ou amigos atingidos...
"(...) continua-se a seguir um modelo de encanamento de águas pluviais que é perigosíssimo. Vai haver mais casos destes. Em Alvalade há uma zona idêntica à de Campolide. Em Chelas, no Vale da Montanha, e no Vale de Santo António (onde a EPUL vai construir) está-se a cometer o mesmo erro, sem qualquer cuidado com a circulação das águas pluviais. E o resultado vai ser este (...)".
"O que aconteceu hoje é gravíssimo. Não pelo acidente do autocarro, em que não morreu ninguém, mas porque se continua a seguir um modelo de encanamento de águas pluviais que é perigosíssimo. Vai haver mais casos destes. Em Alvalade há uma zona idêntica à de Campolide. Em Chelas, no Vale da Montanha, e no Vale de Santo António (onde a EPUL vai construir) está-se a cometer o mesmo erro, sem qualquer cuidado com a circulação das águas pluviais. E o resultado vai ser este".
O aviso vem de uma das pessoas que melhor conhece o sistema de águas subterrâneas da cidade, que coordenou a elaboração do Plano Verde de Lisboa, no âmbito da revisão do PDM, o arquitecto Gonçalo Ribeiro Teles.
O acidente de ontem, explicou, resulta do encanamento da ribeira de Alcântara (o caneiro de Alcântara), que até aos anos 40 do século passado corria entre muros de pedra seca com cerca de um século que foram cobertos por betão. "Não se pode pensar que toda a água pluvial, que vem de longe, da Amadora, acerte no caneiro, alguma vai sempre para fora, forma lençóis de água na estrada, infiltra-se no solo, procura outros escoamentos", explica. Ao fazê-lo, criam-se zonas mais frágeis ou ocas no terreno. Que cede facilmente.
Em Novembro de 2000, a equipa de Ribeiro Teles propôs à Câmara Municipal de Lisboa (CML) o "regresso" da ribeira de Alcântara ao vale onde está encanada, mas esta operação de "renaturalização" não foi acolhida.
"O problema é que o projecto para a circulação de águas pluviais para Lisboa não foi realizado, apesar de estar feito. A água não pode estar toda canalizada, tem, antes disso, de correr ao ar livre passando por bacias de retenção que permitam, entre outras coisas, controlar os caudais. Hoje já ninguém se lembra de meter a água da chuva em canos. Essa água aproveita-se. Já no tempo de João Soares os técnicos não quiseram fazer isto. O que se quer é canalizar para depois se poder construir à balda. É o modelo que se está a seguir em Chelas. E, no entanto, a câmara de Lisboa tem toda a zona frágil da cidade - a chamada zona húmida - em plantas. E a actual equipa que revê o PDM continua a apostar nas canalizações", critica o arquitecto paisagista.
Por isso, Ribeiro Teles não se espanta com o sucedido e não tem dúvidas que se estão a criar as condições para que novos casos se sucedam.
O caneiro de Alcântara causou outros dois aluimentos graves: a 25 de Outubro de 1999 uma cratera com 20 metros de profundidade - "capaz de engolir uma camioneta", como se disse na altura - surgiu na estrada de acesso à Av. Calouste Gulbenkian, à saída da ponte 25 de Abril; a 10 de Dezembro desse ano, novo aluimento obrigava ao fecho da ligação da Av. de Ceuta à Praça de Espanha. A meio do ano seguinte, a CML lançava um concurso para a consolidação do caneiro.
Publicado por Nuno Peralta às 12:56 PM | Comentários (5)
Snif...
O sindicato suíço Alinghi escolheu a candidatura de Valência para organizar a 32ª Taça América em vela, a realizar em 2007.
Publicado por Nuno Peralta às 11:03 AM | Comentários (0)
Igualdade
Depois das prostitutas, também os padres vão pagar IRS.
A amiga Manela faz tudo para agradar a Deus e ao Diabo e, pelo caminho, (tentar) controlar o tamanho do buraco do défice...
Publicado por Nuno Peralta às 10:53 AM | Comentários (1)
???
Já falta menos de meia-hora para sabermos se a America's Cup passa por aqui...

Esperemos sinceramente que sim, pois é uma prova que nos trará um prestígio internacional extraordinário, para além de ser muito mais rentável que o Euro'2004 (os custos, no limite, não chegam a 1/3 do que se gastou no Euro e as receitas são, no mínimo, o dobro...).
Publicado por Nuno Peralta às 10:49 AM | Comentários (0)
Afinal foi por isto!
Estava a achar estranho o voto português na questão do défice, até que me deparei com esta notícia:
Ministro francês (das finanças) admite que a UE exigiu demais a Portugal
Afinal está tudo explicado, os franceses e alemães perdoam Portugal pelo passado, que nós perdoa-mos-lhes o passado, o presente e, se necessário for, o futuro!
Publicado por Nuno Peralta às 08:12 AM | Comentários (0)
HIV
Há 40 milhões de pessoas infectadas com HIV em todo o mundo.
4 vezes a população de Portugal!
Numeros preocupantes estes que nos chegam diariamente sobre doenças, maus tratos e falta de direitos humanos.
É nestes momentos que ganho a real consciência do "rico" que sou, que estou provavelmente nos 5% a 10% da população mundial com melhores condições de vida...
Publicado por Nuno Peralta às 07:04 AM | Comentários (0)
Ecofin
Ao adoptar por maioria qualificada a proposta dos Ministros da Economia dos 12 sobre as medidas especiais para França e Alemanha, o Conselho Europeu dos Ministros da Economia e Finanças (ECOFIN) estabeleceu igualmente uma nova nomenclatura, pelo menos no que toca à credibilidade internacional do Euro, o ECOFIM!
Publicado por Nuno Peralta às 02:37 AM | Comentários (0)
Gostei!
Tenho que agradecer à Inês a publicidade, a mais original que tive até hoje. Mas também não devia ser de admirar, visto que vem de um dos mais originais blogues portugueses...
Portanto, toca a adivinhar o que isto é:
+ 
Publicado por Nuno Peralta às 02:20 AM | Comentários (0)
Cavaco
Concordo com o Paulo, a única pessoa que eu gostava de ouvir pronunciar-se sobre a posição portuguesa face ao défice francês e alemão era a do Professor Cavaco Silva.
O quão não deverão estar neste momento a arder as orelhas dos seus discípulos queridos, Manuela Ferreira Leite e Durão Barroso...
Publicado por Nuno Peralta às 02:01 AM | Comentários (0)
novembro 25, 2003
Papel de embrulho
Para quem como eu já não suporta esta histeria consumista de Natal (e ainda estamos em Novembro), eis a forma de tirar igualmente algum proveito da situação, quanto mais não seja umas boas gargalhadas com a cara de quem receber as nossas prendas embrulhadas com um dos modelos da colecção de Papel de Embrulho Natal'03, que em seguida se apresenta (fresquinha, fresquinha, acabada de sair do mail...):
Publicado por Nuno Peralta às 11:01 PM | Comentários (1)
Foi em Portugal, sim senhor!

Um autocarro, vazio, foi «engolido», hoje, por um buraco junto à Avenida Calouste Gulbenkian, em Lisboa, devido a um aluimento de terras, avançou à agência Lusa fonte da Divisão de Trânsito da PSP.
Segundo o oficial de dia da PSP, o autocarro estava estacionado no terminal sem o condutor, que tinha ido fazer um telefonema, quando o chão cedeu.
O buraco está situado junto à encosta do Bairro da Liberdade, onde, de acordo com os residentes locais, «há muitos anos, passava o leito de um rio».
O autocarro, que estava, ainda, fora de serviço, não transportando por isso qualquer passageiro, pertence a uma empresa privada contratada para integrar o sistema de alternativos à Carris, que hoje está em greve.
Publicado por Nuno Peralta às 04:54 PM | Comentários (1)
Uma boa notícia para variar um pouco...
Índia e Paquistão acordam cessar-fogo em Caxemira, depois de 14 anos de conflito aberto. O cessar-fogo tem início à meia-noite de hoje.
Publicado por Nuno Peralta às 12:38 PM | Comentários (2)
Pacto de Estabilidade 2
"Quando um pequeno país tem um grande problema, é um grande problema para esse país, mas quando um grande país tem um grande problema, é sobretudo um grande problema para a Europa".
Henri Grethen, Ministro Luxemburguês da Economia
(citado pelo Público)
Com esta frase fico esclarecido sobre os níveis de solidariedade entre os Estados da UE. E gosto deste novo conceito de coesão: se os pequenos tiverem problemas, amanhem-se. Se os grandes tiverem problemas, estamos cá todos para ajudar...
Faz lembrar aquela máxima da Banca:
"Se um cliente deve 1.000 contos ao Banco e não paga, o cliente tem um problema. Se deve um milhão, o Banco tem um problema..."
Publicado por Nuno Peralta às 12:08 PM | Comentários (2)
Suspensão do Pacto de Estabilidade
A decisão tomada esta madrugada pelos Ministros das Finanças da zona euro, ao "suspenderem" o Pacto de Estabilidade para que França e Alemanha possam recuperar as suas economias sem serem atingidos pelas pesadas multas previstas veio mostrar bem como funcionam as coisas na Europa e que, de facto, como diria Orwell, todos os países são iguais, mas a França e a Alemanha são mais iguais que os outros.
Mais lamentável ainda é que uma Ministra que obriga o seu povo a fazer os necessários esforços de contenção para controlar o défice no seu país não vote contra esta medida de concorrência desleal, como o fizeram os seus colegas da Áustria, Espanha, Holanda e Finlândia, assim como o comissário europeu Pedro Solbes. Como é que Manuela Ferreira Leite vai justificar o seu voto, sem que os portugueses se sintam (mais uma vez) enganados?
Este facto pode abrir mais uma grave crise institucional na U.E., não sendo de excluir algumas demissões na Comissão Europeia e a oposição feroz do Banco Europeu.
Por outro lado, antevejo dias negros para o Euro no mercado bolsista, pois esta decisão pode bem ter sido uma machadada bem forte na credibilidade do euro nos mercados internacionais.
Não acredito que o efeito moralizador sobre as economias francesa e alemã, mais capazes de investir sem as amarras impostas pelo P.E., seja suficiente para cobrir este impacto negativo da credibilidade.
Irónico é que seja o país que mais se bateu pela existência deste P.E. que agora venha ser o principal responsável pela sua suspensão (que na prática quer dizer o seu fim, pois depois desta violação, qual a moral para no futuro punir outros?).
Aguardemos pois as reacções dos mercados e das instituições, nomeadamente qual a posição dos 3 estados da UE que não estão no Euro, Inglaterra, Suécia e Dinamarca...
(em anexo a notícia da Lusa, que agora não permite fazer links directos a notícias)
PS: Se virmos a notícia do Público de hoje, antes de terminar a reunião, a sensibilidade era que Portugal era contra. O que é que nos terá feito mudar de opinião?
Ministros das Finanças da zona euro contornam regras do Pacto de Estabilidade
Os ministros das Finanças da zona euro chegaram terça- feira de madrugada a um acordo que exige um compromisso de diminuição dos défices por parte da Franca e Alemanha, mas não o cumprimento imediato do Pacto Estabilidade.
A França comprometeu-se a reduzir em 2004 o seu défice estrutural em 0,77% do Produto Interno Bruto (PIB) e em 0,6% em 2005, contra a previsão de que as reduções fossem de 0,7% em 2004 e de 0,5% em 2005.
Por seu lado, também no final da reunião, o ministro alemão das Finanças, Hans Eichel, considerou que o acordo conseguido se "situa no âmbito do pacto de estabilidade".
O acordo, conseguido por maioria qualificada, mereceu o desacordo de Áustria, Finlândia, Holanda e Espanha e da Comissão Europeia.
O comissário europeu Pedro Solbes considerou que o acordo sobre os défices francês e alemão desrespeita as regras e o espírito do Pacto de Estabilidade, que regula a disciplina orçamental entre os países membros da zona euro e impõe um limite de 3% nos respectivos défices.
O documento será submetido ainda esta terça-feira à aprovação dos ministros das Finanças dos Quinze.
Lusa/fim
Publicado por Nuno Peralta às 09:39 AM | Comentários (0)
Esclarecimentos
"Todo o contexto em que regressei ao Parlamento está cabalmente esclarecido e não carece de novas intervenções."
(Paulo Pedroso)
Só hoje li estas declarações de 6ª feira passada, do deputado do PS.
Ora dado que na A.R. não o ouvi falar sobre o assunto, suponho que os esclarecimentos cabais de que fala são as mil e uma entrevistas dadas às rádios, jornais, televisões e revistas cor-de-rosa (sem conotação política...).
É apenas impressão minha, ou foi o facto de Paulo Portas ter escolhido a televisão para falar sobre o Caso Moderna em vez de ir ao Parlamento prestar esclarecimentos sobre o processo que fez com que o PS exigisse a sua demissão do Governo?
A coerência na política é extraordinária...
Publicado por Nuno Peralta às 02:31 AM | Comentários (4)
Tricas
Até nos blogues as mulheres se pegam umas com as outras pelos motivos mais fúteis. Estas duas senhoras aparentemente não se conhecem, não defendem posições extremadas sobre nada, mas conseguem ofender-se mais do que um benfiquista e um portista depois de um polémico Benfica - Porto com 4 penalties e 3 expulsões!
Enfim, também a peixeirada já chegou à blogoesfera, só que numa versão (ainda) sem palavrões à moda do Bolhão...
Publicado por Nuno Peralta às 02:25 AM | Comentários (11)
Nem mais um minuto

A ler igualmente esta notícia do Público, sobre os custos sociais e económicos da violência contra as mulheres.
Publicado por Nuno Peralta às 02:13 AM | Comentários (0)
25 de Novembro
Portugal tem hoje, felizmente, uma democracia consolidada, independentemente das vicissitudes inerentes à sua juventude.
A democracia e a sua efectiva consolidação são fruto de um processo que teve a sua origem no 25 de Abril de 1974, com o derrube do regime autoritário, e que se afirmou no 25 de Novembro de 1975, com a vitória da liberdade e da democracia.
Na realidade, o 25 de Novembro nunca teria existido sem o 25 de Abril, mas o 25 de Abril sem o 25 de Novembro teria conduzido o país por caminhos não democráticos.
Por isto mesmo, o 25 de Abril e o 25 de Novembro foram dois momentos de grande importância na nossa história, que deveriam ser recordados e comemorados, ambos com a devida dignidade.
Não fora a intervenção decidida do MFA e a uma ditadura de direita opressora teria sucedido um regime marxista-leninista não menos opressor. Felizmente houve o 25 de Novembro, em que os militares e os partidos moderados conseguiram tomar as rédeas do poder e colocar Portugal na rota de democracia.

Os factos que nos levam ao 25 de Novembro
11 de Março de 1975
Divisões profundas entre oficiais do MFA. A ala spinolista é levada a tentar um golpe de estado. Insurreição na Base Aérea de Tancos e ataque aéreo ao Quartel do RAL1. Fuga para Espanha do General Spínola e outros oficiais. Reforço da capacidade de intervenção do COPCON chefiado por Otelo Saraiva de Carvalho.
12 de Março de 1975
São extintos a Junta de Salvação Nacional e o Conselho de Estado e em sua substituição é criado o Conselho de Revolução. O Governo dá início à execução de um grande plano de nacionalizações (Banca, Seguros, Transportes etc...).
26 de Março de 1975
Tomada de Posse do IV Governo Provisório, chefiado por Vasco Gonçalves.
11 de Abril de 1975
Plantaforma de acordo MFA/Partidos assinada por CDS, FSP, MDP, PCP, PPD, PS. O acordo visava o reconhecimento, por parte dos partidos, da necessidade de se manter a influência do MFA na vida política do país por um período de transição de três a cinco anos o qual terminaria por intermédio de uma revisão constitucional.
25 de Abril de 1975
Eleições para a Assembleia Constituinte com uma taxa de participação de 91,7%. Resultados dos Partidos com representação parlamentar: PS 37,9%; PPD 26,4%; PCP 12,5%; CDS 7,6%; MDP 4,1%; UDP 0,7%.
19 de Maio de 1975
Início do chamado Caso República . Raul Rêgo é afastado da direcção do jornal pelos trabalhadores, acusado de ter tornado o República no órgão oficioso do Partido Socialista.
25 de Maio de 1975
Ocupação pelos trabalhadores das instalações da Rádio Renascença, propriedade do Episcopado.
6 de Junho de 1975
Em Ponta Delgada realiza-se a primeira manifestação pública da Frente de Libertação dos Açores (FLA). Este movimento sem grande expressão e peso político reivindicava a autodeterminação dos Açores.
25 de Junho de 1975
Independência de Moçambique.
Julho de 1975
Reagindo ao curso dos acontecimentos e à situação criada no jornal República o Partido Socialista desencadeia manifestações de massas - a maior das quais foi a da Fonte Luminosa, abandonando o Governo em 16 de Julho. O Partido Popular Democrático segue-lhe o exemplo. Iniciam-se as diligências para a formação de novo Governo.
5 de Julho de 1975
Independência de Cabo-Verde.
8 de Julho de 1975
MFA divulga o Documento "Aliança POVO/MFA. Para a construção da sociedade socialista em Portugal."
12 de Julho de 1975
Independência de S. Tomé e Príncipe.
13 de Julho de 1975
Assalto à sede do PCP em Rio Maior. Têm aqui início uma série de acções violentas contra as sedes de partidos e organizações políticas de esquerda, registadas por todo o país mas com maior intensidade no Norte e Centro. Esta onda de violência conotada com as forças conservadoras ficou conhecida por Verão Quente.
27 de Julho de 1975
Fuga de 88 agentes da ex-PIDE/DGS da prisão de Alcoentre.
30 de Julho de 1975
É criado no Conselho da Revolução o Triunvirato que passa a orientá-lo. Constituem-no Vasco Gonçalves, Costa Gomes e Otelo.
7 de Agosto de 1975
É divulgado o Documento Melo Antunes, apoiado pelo Grupo dos Nove, um grupo de militares que representava a facção moderada do MFA, e que se opõem às teses políticas do Documento Guia Povo/MFA apresentado em 8 de Julho.
8 de Agosto de 1975
Tomada de posse do V Governo Provisório, chefiado por Vasco Gonçalves.
10 de Agosto de 1975
Melo Antunes e apoiantes são afastados do Conselho da Revolução.
12 de Agosto de 1975
Aparecimento do "Documento do COPCON", em contraposição ao "Documento dos Nove", e reforçando a ideia de ser atribuído um papel político relevante às Assembleias Populares (democracia de base).
30 de Agosto de 1975
Vasco Gonçalves é demitido do cargo de Primeiro Ministro. Iniciam-se as negociações para a formação do VI Governo Provisório, PS/PPD/PC.
10 de Setembro de 1975
Desvio de 1000 espingardas automáticas G3 do DGM 6 em Beirolas.
11 de Setembro de 1975
Manifestação dos SUV no Porto, numa tentativa de criar no seio das Forças Armadas uma zona de influência adepta do Poder Popular de Base como advogavam alguns partidos da chamada esquerda revolucionária.
19 de Setembro de 1975
Tomada de posse do VI Governo Provisório, chefiado por Pinheiro de Azevedo.
21 e 22 de Setembro de 1975
Agudiza-se a luta política nas ruas: manifestação dos Deficientes das Forças Armadas com ocupação de portagens de acesso a Lisboa e tentativa de sequestro do Governo. Prosseguem as nacionalizações: SETENAVE e Estaleiros de Viana do Castelo.
25 de Setembro de 1975
Nova manifestação dos SUV em Lisboa. Na intenção de retirar poderes ao COPCON o Governo cria o AMI - Agrupamento Militar de Intervenção.
26 de Setembro de 1975
O Governo decide retirar ao COPCON "os poderes de intervenção para restabelecimento da ordem pública".
27 de Setembro de 1975
Manifestantes de partidos de esquerda assaltam e destroem as instalações da Embaixada de Espanha como medida de protesto contra a execução pelo garrote de cinco nacionalistas bascos, decidida pelo governo ditatorial do Generalíssimo Franco.
15 de Outubro de 1975
O Governo manda selar as instalações da Rádio Renascença, ocupada desde Maio pelos trabalhadores. Mas a ocupação mantém-se.
7 de Novembro de 1975
Por ordem do Governo, o recém criado AMI, faz explodir os emissores da Rádio Renascença.
Confrontos violentos na região de Rio Maior entre representantes das UCP's e Cooperativas Agrícolas da Zona de Intervenção da Reforma Agrária (ligadas ao sector do trabalhadores rurais) e representantes da CAP - Confederação de Agricultores Portugueses, instituição ligada aos interesses dos proprietários agrícolas.
11 de Novembro de 1975
Independência de Angola.
12 de Novembro de 1975
Manifestação de trabalhadores da construção civil cerca o Palácio de S.Bento sequestrando os deputados.
15 de Novembro de 1975
Juramento de bandeira no RALIS - os soldados quebram as normas militares que regulamentam os juramentos de bandeira e fazem-no de punho fechado.
20 de Novembro de 1975
O Conselho da Revolução decide substituir Otelo Saraiva de Carvalho por Vasco Lourenço no comando da Região Militar de Lisboa.
O Governo anuncia a suspensão das suas actividades alegando "falta de condições de segurança para exercício do governo do país".
Manhã de 25 de Novembro de 1975
Na sequência de uma decisão do General Morais da Silva, CEMFA, que dias antes tinha mandado passar à disponibilidade cerca de 1000 camaradas de armas de Tancos, paraquedistas da Base Escola de Tancos ocupam o Comando da Região Aérea de Monsanto e seis bases aéreas. Detêm o general Pinho Freire e exigem a demissão de Morais da Silva. Este acto é considerado pelos militares ligados ao Grupo dos Nove como o indício de que poderia estar em preparação um golpe de estado vindo de sectores mais radicais, da esquerda. Esses militares apoiados pelos partidos políticos moderados PS e PPD, depois do Presidente da República, General Francisco da Costa Gomes ter obtido por parte do PCP a confirmação de que não convocaria os seus militantes e apoiantes para qualquer acção de rua, decidem então intervir militarmente para controlar inequivocamente o destino político do país. Assim:
Tarde de 25 de Novembro de 1975
Elementos do Regimento de Comandos da Amadora cercam o Comando da Região Aérea de Monsanto.
Noite de 25 de Novembro de 1975
O Presidente da República decreta o Estado de Sítio na Região de Lisboa. Militares afectos ao governo, da linha do Grupo dos Nove, controlam a situação.
Prisão dos militares revoltosos que tinham ocupado a Base de Monsanto.
26 de Novembro de 1975
Comandos da Amadora atacam o Regimento da Polícia Militar, unidade militar tida como próxima das forças políticas de esquerda revolucionária. Após a rendição da PM, há vítimas mortais de ambos os lados.
Prisões dos militares revoltosos..
27 de Novembro de 1975
Os Generais Carlos Fabião e Otelo Saraiva de Carvalho são destituídos, respectivamente, dos cargos de Chefe de Estado Maior do Exército e de Comandante do COPCON.
O General António Ramalho Eanes é o novo Chefe de Estado Maior do Exército.
Por decisão do Conselho de Ministros a Rádio Renascença é devolvida à Igreja Católica.
28 de Novembro de 1975
O VI Governo Provisório retoma funções. O Conselho de Ministros promete o direito de reserva aos donos de terras expropriadas.
Publicado por Nuno Peralta às 01:28 AM | Comentários (6)
novembro 24, 2003
Irão
Arrepiante o depoimento sobre o que é ser preso político no Irão, via Fumaças.
Publicado por Nuno Peralta às 11:52 PM | Comentários (1)
Deco
O mágico não conseguiu iludir o Conselho de Disciplina e apanhou 3 jogos de suspensão pela "bota voadora".
É justo, castiga o acto, de alguém com algum historial de mau comportamento disciplinar, mas não é exagerado, tendo em conta que o acto não teve consequências físicas.
De realçar a relativa rapidez da decisão, evitando polémicas de favorecimento a clubes terceiros.
Publicado por Nuno Peralta às 08:17 PM | Comentários (0)
Mais 21...
21 pessoas morreram e outras 635 ficaram feridas, 57 delas com gravidade, nos 2.068 acidentes ocorridos na última semana nas estradas portuguesas, de acordo com a BT da GNR.
Apenas para comparação de dimensão, os atentados terroristas levados a cabo na manhã de 20 de Novembro em Istambul fizeram 26 mortos e cerca de 450 feridos.
Os atentados de Istambul foram uma catástrofe, mas basta olhar para os números para termos a verdadeira dimensão da catástrofe que todas as semanas se abate sobre as nossas estradas.
Desde o início do ano a BT já contabilizou 1.058 mortes nas estradas portuguesas.
Publicado por Nuno Peralta às 04:54 PM | Comentários (1)
Adopte uma atitude!
Publicado por Nuno Peralta às 03:43 PM | Comentários (2)
Curiosidade
O programa Ídolos, da SIC, também tem um blogue.
Publicado por Nuno Peralta às 03:27 PM | Comentários (2)
Fumar Mata!
Publicado por Nuno Peralta às 03:00 PM | Comentários (0)
Aplaudo de pé!
Porque muito mal se tem falado dos estudantes do ensino superior nos últimos tempos, é preciso louvar a acção tomada pelo Órgão Máximo da Praxe do Instituto Superior Politécnico de Viseu, que incluiu no seu programa de recepção aos caloiros uma campanha de "Inscrição na Base de Dados Internacional de Dadores de Medula Óssea".
Aplaudo de pé e peço bis pela atitude!
(notícia descoberta através do nóveis Radicais pela Ética).
Publicado por Nuno Peralta às 02:47 PM | Comentários (0)
A ler
Eduardo Cintra Torres é daquelas pessoas com quem tenho uma inexplicável antipatia, não gosto da sua figura. No entanto, é talvez o mais lúcido cronista a falar sobre televisão em Portugal, todas as 2ªs feiras no Público.
Hoje é impiedoso com a cobertura dos ataques aos jornalistas portugueses no Iraque.
Publicado por Nuno Peralta às 01:06 PM | Comentários (0)
Prémios
Obrigado ao Mata-Mouros pela distinção, ainda por cima na categoria de Melhor Posta da Semana!
Este obrigado é especial porque o post em causa é para mim o mais sentido de todos os que aqui foram escritos até hoje...
Publicado por Nuno Peralta às 11:16 AM | Comentários (1)
Os Melhores Fundos para Fugir ao IRS
Porque é que os nossos jornalistas insistem em chamar de fuga algo que é pura e simplesmente gestão fiscal?
Fuga é não pagar impostos que são devidos, é, por exemplo, não passar factura quando se presta um serviço.
Investir em contas poupança-habitação ou num PPR/E não é fuga aos impostos, é aproveitar um benefício que está consagrado na Lei, sem subterfúgios!
O que mais chateia nesta notícia do suplemento de Economia do Público é que no texto usam as designações correctas. A isto chama-se vender a notícia de uma forma pouco ética...
Publicado por Nuno Peralta às 11:11 AM | Comentários (1)
Uma questão de perspectiva
Finanças traçam cenário negro do investimento estrangeiro (Diário Económico)
A economia portuguesa encontra-se «cercada» na captação de investimento directo estrangeiro (IDE), estando ameaçada por algumas províncias espanholas, com maiores vantagens competitivas, como é o caso da Catalunha e da Andaluzia, e pelos países da Europa Central e de Leste. Este diagnóstico é feito pelo Departamento de Prospectiva e Planeamento do Ministério das Finanças num estudo recente.
Portugal está menos difícil de vender (Público)
Reformas estruturais, baixa de IRC e sinais de retoma, são alguns dos novos argumentos que a API está a utilizar para captar investidores. Até ao fim de Outubro, tinham sido assinados 21 contratos de investimento, no valor de 450 milhões de euros de investimento, e havia 102 em negociação, no montante de dois mil milhões de euros.
Ainda que compatíveis, eis duas maneiras diferentes de vender o mesmo peixe: o pessimismo do Ministério das Finanças e o optimismo da Agência Portuguesa de Inovação.
Publicado por Nuno Peralta às 11:00 AM | Comentários (0)
Cartas abertas
As cartas abertas viraram moda, só hoje o Público trás duas (aqui e aqui).
A continuarmos a este ritmo, em breve os jornais diários têm o tamanho do Expresso e os CTT estarão na falência...
Publicado por Nuno Peralta às 10:42 AM | Comentários (0)
A ler...
A entrevista ao Público de Leal Martins, ex-Presidente do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil.
Esta entrevista tem demasiado conteúdo criminal para passar despercebida ao Ministério Público e ao Ministério da Administração Interna: corrupção, tráfico de influências, ameaças de morte, utilização indevida de fundos públicos e eventual gestão fraudulenta são alguns dos tópicos abordados.
As expressões ali utilizadas exijem a devida investigação e eu fico a aguardar desenvolvimentos sobre essas investigações. Nem que seja para concluir que o homem é paranóico e/ou irresponsável e que o seu afastamento foi um benção para todos.
Infelizmente, sou levado a crer que a maior parte das acusações devem ser verdadeiras, os lobbies ligados ao fornecimento de material de combate aos incêndios são bastante fortes e existe um elevado grau de promiscuidade entre estes fornecedores e as direcções das corporações de bombeiros.
Publicado por Nuno Peralta às 10:34 AM | Comentários (1)
Durão e Ferro reúnem-se hoje depois de um intervalo de sete meses
Penso que esta é uma boa notícia para o País.
Espero que não seja uma operação de charme de ambos, mas que signifique que Governo e Oposição finalmente compreenderam que, apesar das divergências que os separam, os portugueses esperam que haja pontos de contacto nas áreas primordiais, que haja uma estratégia nacional que, independentemente de sermos governados pelo partido A ou B, seja seguida. Na minha humulde opinião, precisamos claramente de uma estratégia para a educação, outra para a economia e ainda uma para a segurança, não sendo de excluir que haja outros tipos de acordos estratégicos.
Infelizmente, não acredito que os nossos partidos estejam preparados para este tipo de entendimento, que tem permitido a países como a Irlanda e Espanha um desenvolvimento sustentado, descolando claramente de Portugal.
Publicado por Nuno Peralta às 10:01 AM | Comentários (1)
Aborto
Vasco Rato escreveu um interessante artigo sobre a despenalização do aborto este fim de semana no Independente.
Interessante porque deve ser das primeiras pessoas assumidamente de direita que eu vejo a defenderem publicamente esta opção, mesmo sabendo que isso poderá gerar alguns anti-corpos junto dos que o rodeiam.
Deixo aqui o último parágrafo do seu artigo, que mais que polémico, deixa a porta aberta a uma solução de entendimento entre defensores e opositores, mostrando que para além do branco e do negro existem vários tons de cinzento...
"Em Portugal, devemos descriminalizar o aborto, mas não devemos ignorar que muitos portugueses se opõem a essa medida. De facto, julgo que seria uma afronta a estes cidadãos se o aborto fosse pago pelos seus impostos. A solução política é, portanto, permitir o funcionamento de clínicas privadas, mas o custo do aborto seria sempre suportado por quem opta por esse caminho. Tal como o Estado não deve criminalizar uma decisão individual, não há razão para que o Estado pague as despesas dessa decisão através do Serviço Nacional de Saúde. Numa sociedade pluralista, julgo que esta solução é a única que poderá respeitar as sensibilidades de todos os cidadãos. Não terá a «coerência» dos absolutistas, mas poderá humanizar uma lei hipócrita que é sistematicamente violada com toda a impunidade."
Publicado por Nuno Peralta às 02:06 AM | Comentários (2)
Rómulo Gedeão

Lágrima de preta
Encontrei uma preta
que estava a chorar
pedi-lhe uma lágrima
para a analisar.
Recolhi a lágrima
com todo o cuidado
num tubo de ensaio
bem esterilizado.
Olhai-a de um lado,
do outro e de frente:
tinha um ar de gota
muito transparente.
Mandei vir os ácidos,
as bases e os sais,
as drogas usadas
em casos que tais.
Ensaiei a frio,
experimentei ao lume,
de todas as vezes
deu-me o que é costume:
nem sinais de negro,
nem vestígios de ódio.
Água (quase tudo)
e cloreto de sódio.
Publicado por Nuno Peralta às 01:09 AM | Comentários (0)
Pontualidade
Ainda a propósito da celeuma que levantou a recente visita do actor brasileiro António Fagundes a Portugal com a sua peça "7 minutos", apenas posso dizer que concordo plenamente com a sua atitude.
Para quem não sabe, o que o actor fez foi fechar as portas da sala à hora marcada para o início da peça (segundo sei, às 21h30), tal como mencionava o cartaz da peça.
Escusado será dizer que o bom do povinho ignorou o aviso e cerca de 200 espectadores com bilhete bateram com o nariz na porta e ficaram do lado de fora. Indignados, lançaram impropérios contra a o actor, alguns deles de cariz bem xenófobo, dignos de quem está habituado a fazer da falta de pontualidade um hábito de vida, numa sociedade em que se considera chique chegar atrasado, seja no trabalho ou na vida social.
Conforme discutia à pouco com o Rui, tenho para mim que os atrasos típicos da nossa sociedade, mais do que uma tremenda falta de respeito pelos nossos interlocutores (sejam eles os colegas de trabalho, os actores de uma companhia de teatro e os outros espectadores ou os nossos amigos) são uma das principais causas da falta de produtividade dos portugueses.
Mudar a mentalidade portuguesa, incutindo a cultura da pontualidade, faria mais pela nossa produtividade e, consequentemente, pela nossa economia, que uma reforma radical do código de trabalho.
Publicado por Nuno Peralta às 12:06 AM | Comentários (0)
Ainda Bush em Londres
Por sugestão do Cidadão Livre, li o discurso de Bush em Londres.
Acho que é um documento que merece ser lido, quanto mais não seja para perceber um pouco melhor a política externa norte-americana desta Administração.
Deixo aqui um excerto seleccionado para abrir o apetite:
"(...) The peace and security of free nations now rests on three pillars:
First, international organizations must be equal to the challenges facing our world, from lifting up failing states to opposing proliferation. (...)
The second pillar of peace and security in our world is the willingness of free nations, when the last resort arrives, to restrain aggression and evil by force. There are principled objections to the use of force in every generation, and I credit the good motives behind these views.(...)
The third pillar of security is our commitment to the global expansion of democracy, and the hope and progress it brings, as the alternative to instability and to hatred and terror. We cannot rely exclusively on military power to assure our long-term security. Lasting peace is gained as justice and democracy advance.(...)"
Publicado por Nuno Peralta às 12:01 AM | Comentários (0)
novembro 23, 2003
Saudades de ti
Passam hoje 64 anos sobre o teu nascimento.
Infelizmente, ao contrário dos outros 63, já não estás entre nós, pelo que não te posso dar pessoalmente os parabéns.
Onde quer que estejas, espero que possas ver que hoje é um dia que recordamos com alegria e que vejas igualmente o sorriso lindo que o neto que não chegaste a conhecer tem!
Irónico, não é? Tu partiste, ele chegou. A mim dizem-me que sou igual a ti, a ele dizem que é igual a mim, ou seja, igual a ti...
O teu dia de anos sempre foi o teu dia preferido, o único que te via festejar com prazer, pelo que espero o possas continuar a fazer nessa terra para além da vida, onde com toda a certeza o teu verdadeiro espírito já deve ter feito imensas amizades e onde reencontraste muitos dos teus bons amigos.
Se eu te conheço, hoje é dia de fados por aí, na companhia dos teus amigos. Espero que sim, que seja um dia perfeito.
Parabéns Pai!
Publicado por Nuno Peralta às 10:20 AM | Comentários (6)
Casa Pia
E já passou um ano desde que foi dado a conhecer à sociedade o caso Casa Pia...
Publicado por Nuno Peralta às 09:13 AM | Comentários (2)
Roger
Os predestinados da bola são assim, capazes de se arrastar pelo campo de futebol durante um jogo inteiro (ou mesmo vários jogos), mas num repente de fantasia e improviso fazerem algo que nos fica na retina para a vida.
Roger é um desses jogadores, que marcou hoje mais um magnífico golo, daqueles que não marca quem quer, marca quem pode, com o talento que a Natureza lhe deu.
Publicado por Nuno Peralta às 03:23 AM | Comentários (0)
novembro 22, 2003
Já sei para que serve a Taça...
Finalmente percebi qual a grande vantagem da Taça de Portugal. Dado que a FPF acha que deve pedir balúrdios pelos jogos e ninguém os compra (salvo raros jogos, como o Porto-Boavista), aproveitamos para relembrar velhos tempos, em que o jogo apenas nos entrava pela casa a dentro através das ondas da rádio.
Não fui ver o jogo ao estádio, pois quero ver primeiro os relatos de como são as condições daquele estádio em dia de chuva...
E foi mesmo recordar os bons tempos da bola na rádio, pois tal como nesses tempos, o Benfica ganhou!
Publicado por Nuno Peralta às 09:25 PM | Comentários (0)
Milhares de turcos manifestaram-se hoje contra o terrorismo
Porque será que nos blogues de referência à esquerda isto não é destacado, da mesma forma que regozijaram com a manifestação anti-Bush em Londres?
Publicado por Nuno Peralta às 08:42 PM | Comentários (1)
Vícios
Basta olhar para qualquer indicador estatístico sobre a blogoesfera para percebermos que ao fim de semana os posts/visitas têm sempre uma quebra significativa...
O que é que isto quer dizer?
a) O pessoal bloga no trabalho, porque a internet é à borla e o patrão não se apercebe que não estão a trabalhar?
b) A esposa/mulher/filhos/amigos enchem-vos a agenda e não vos deixam tempo para a blogada, ao contrário da semana?
c) Continuam a comprar o Expresso, cuja leitura integral impede qualquer um de ter tempo para blogar, ainda que saibamos que chegado ao fim nos arrependemos sempre do tempo dispendido...
d) Outra razão.
Eu pessoalmente, dado o nível de vício já instalado, tenho o mesmo nível de intervenção ao longo de toda a semana. Aliás, com o novo trabalho e dadas as tarifas da internet, a tendência para escrever mais ao fim de semana do que durante a semana terá tendência a aumentar...
E vocês, o que é que acham?
(posta simultânea com a Bloga?!)
Publicado por Nuno Peralta às 07:19 PM | Comentários (4)
Desemprego?
Há situações que eu enquanto economista tenho dificuldade em compreender.
Fui à pouco à engomaderia onde mando passar as minhas camisas, onde tive que estar uma hora à espera, pois o trabalho (para 6ª feira passada) ainda não estava concluído.
Durante essa espera a dona esteve a desabafar comigo, que está a ter muitos problemas com o negócio, pois tem um anúncio publicado há três meses, ao qual apenas teve uma resposta. Há um mês foi ao IEFP, de onde ainda não lhe enviaram ninguém.
As empregadas que tem, por motivos pessoais, têm faltado 1 a 2 dias por semana.
E ela disse-me igualmente que até paga um pouco acima do mercado, pois sabe que esta é uma profissão ingrata, pelo que quer garantir que retém as boas empregadas.
Mas a realidade é que, das 3 empregadas que deve ter, 1 está de baixa há 3 semanas, na 2ª feira não teve empregadas e no resto da semana só tem tido uma. E não tem candidatas a fazer o trabalho disponível.
Ora se as estatísticas nos dizem que o desemprego tem subido em flecha (22% entre Outubro de 2002 e Outubro de 2003), não deveria haver imensa gente a responder a esta vaga? Ou só temos desempregados licenciados, que não se dispõem a trabalhar a passar a ferro um dia inteiro? Ou ainda, o subsídio de desemprego é muito melhor do que passar o dia a fazer este tipo de trabalhos?
Ah, é verdade, a única pessoa que respondeu ao anúncio foi uma romena, que ainda começou a trabalhar, mas que acabou por se ir embora, segundo percebi por uma falcatrua qualquer...
Publicado por Nuno Peralta às 06:56 PM | Comentários (10)
Just a litlle bit crazy...
Clique aqui quem estiver farto desta versão deste blogue e quiser uma versão mais animada...
Publicado por Nuno Peralta às 09:57 AM | Comentários (0)
J.F.K. (Revisto)

Aos interessados, deixo em anexo o discurso da tomada de posse de J.F.K., que lido hoje, continua a ser de uma actualidade impressionante (e ao lê-lo não se esqueçam que ele era democrata, não republicano).
John Fitzgerald Kennedy's Inaugural Address
Given on Friday, January 20, 1961.
Vice President Johnson, Mr. Speaker, Mr. Chief Justice, President Eisenhower, Vice President Nixon, President Truman, reverend clergy, fellow citizens,
we observe today not a victory of party, but a celebration of freedom--symbolizing an end, as well as a beginning--signifying renewal, as well as change. For I have sworn before you and Almighty God the same solemn oath our forebears prescribed nearly a century and three quarters ago.
The world is very different now. For man holds in his mortal hands the power to abolish all forms of human poverty and all forms of human life. And yet the same revolutionary beliefs for which our forebears fought are still at issue around the globe--the belief that the rights of man come not from the generosity of the state, but from the hand of God.
We dare not forget today that we are the heirs of that first revolution. Let the word go forth from this time and place, to friend and foe alike, that the torch has been passed to a new generation of Americans--born in this century, tempered by war, disciplined by a hard and bitter peace, proud of our ancient heritage--and unwilling to witness or permit the slow undoing of those human rights to which this Nation has always been committed, and to which we are committed today at home and around the world.
Let every nation know, whether it wishes us well or ill, that we shall pay any price, bear any burden, meet any hardship, support any friend, oppose any foe, in order to assure the survival and the success of liberty.
This much we pledge--and more.
To those old allies whose cultural and spiritual origins we share, we pledge the loyalty of faithful friends. United, there is little we cannot do in a host of cooperative ventures. Divided, there is little we can do--for we dare not meet a powerful challenge at odds and split asunder.
To those new States whom we welcome to the ranks of the free, we pledge our word that one form of colonial control shall not have passed away merely to be replaced by a far more iron tyranny. We shall not always expect to find them supporting our view. But we shall always hope to find them strongly supporting their own freedom--and to remember that, in the past, those who foolishly sought power by riding the back of the tiger ended up inside.
To those peoples in the huts and villages across the globe struggling to break the bonds of mass misery, we pledge our best efforts to help them help themselves, for whatever period is required--not because the Communists may be doing it, not because we seek their votes, but because it is right. If a free society cannot help the many who are poor, it cannot save the few who are rich.
To our sister republics south of our border, we offer a special pledge--to convert our good words into good deeds--in a new alliance for progress--to assist free men and free governments in casting off the chains of poverty. But this peaceful revolution of hope cannot become the prey of hostile powers. Let all our neighbors know that we shall join with them to oppose aggression or subversion anywhere in the Americas. And let every other power know that this Hemisphere intends to remain the master of its own house.
To that world assembly of sovereign states, the United Nations, our last best hope in an age where the instruments of war have far outpaced the instruments of peace, we renew our pledge of support--to prevent it from becoming merely a forum for invective--to strengthen its shield of the new and the weak--and to enlarge the area in which its writ may run.
Finally, to those nations who would make themselves our adversary, we offer not a pledge but a request: that both sides begin anew the quest for peace, before the dark powers of destruction unleashed by science engulf all humanity in planned or accidental self-destruction.
We dare not tempt them with weakness. For only when our arms are sufficient beyond doubt can we be certain beyond doubt that they will never be employed.
But neither can two great and powerful groups of nations take comfort from our present course--both sides overburdened by the cost of modern weapons, both rightly alarmed by the steady spread of the deadly atom, yet both racing to alter that uncertain balance of terror that stays the hand of mankind's final war.
So let us begin anew--remembering on both sides that civility is not a sign of weakness, and sincerity is always subject to proof. Let us never negotiate out of fear. But let us never fear to negotiate.
Let both sides explore what problems unite us instead of belaboring those problems which divide us.
Let both sides, for the first time, formulate serious and precise proposals for the inspection and control of arms--and bring the absolute power to destroy other nations under the absolute control of all nations.
Let both sides seek to invoke the wonders of science instead of its terrors. Together let us explore the stars, conquer the deserts, eradicate disease, tap the ocean depths, and encourage the arts and commerce.
Let both sides unite to heed in all corners of the earth the command of Isaiah--to "undo the heavy burdens ... and to let the oppressed go free."
And if a beachhead of cooperation may push back the jungle of suspicion, let both sides join in creating a new endeavor, not a new balance of power, but a new world of law, where the strong are just and the weak secure and the peace preserved.
All this will not be finished in the first 100 days. Nor will it be finished in the first 1,000 days, nor in the life of this Administration, nor even perhaps in our lifetime on this planet. But let us begin.
In your hands, my fellow citizens, more than in mine, will rest the final success or failure of our course. Since this country was founded, each generation of Americans has been summoned to give testimony to its national loyalty. The graves of young Americans who answered the call to service surround the globe.
Now the trumpet summons us again--not as a call to bear arms, though arms we need; not as a call to battle, though embattled we are--but a call to bear the burden of a long twilight struggle, year in and year out, "rejoicing in hope, patient in tribulation"--a struggle against the common enemies of man: tyranny, poverty, disease, and war itself.
Can we forge against these enemies a grand and global alliance, North and South, East and West, that can assure a more fruitful life for all mankind? Will you join in that historic effort?
In the long history of the world, only a few generations have been granted the role of defending freedom in its hour of maximum danger. I do not shank from this responsibility--I welcome it. I do not believe that any of us would exchange places with any other people or any other generation. The energy, the faith, the devotion which we bring to this endeavor will light our country and all who serve it--and the glow from that fire can truly light the world.
And so, my fellow Americans: ask not what your country can do for you--ask what you can do for your country.
My fellow citizens of the world: ask not what America will do for you, but what together we can do for the freedom of man.
Finally, whether you are citizens of America or citizens of the world, ask of us the same high standards of strength and sacrifice which we ask of you. With a good conscience our only sure reward, with history the final judge of our deeds, let us go forth to lead the land we love, asking His blessing and His help, but knowing that here on earth God's work must truly be our own.
Publicado por Nuno Peralta às 08:49 AM | Comentários (1)
Votações na A.R.
Para que é nós contribuintes pagámos um sistema de votação electrónica para a Assembleia da República se eles continuam todos a votar à moda antiga, levantando-se?
Publicado por Nuno Peralta às 06:49 AM | Comentários (0)
Wacko Jacko
Vi há pouco imagens da detenção de Michael Jackson, antes de ser libertado sob fiança.
Acho que de tudo o que se está a passar, o que lhe deve custar mais é continuar a ver este tipo de atrocidades escritas sobre ele:
"Race: Black"
Publicado por Nuno Peralta às 01:43 AM | Comentários (0)
Yes, Minister
Já está à venda em DVD aquela que foi provavelmente a melhor série de humor político alguma vez produzida. Sim, Senhor Ministro é um divertimento a não perder, aconselhável como prenda de Natal a muitos dos politico-blogólicos que por aqui andam...

Publicado por Nuno Peralta às 01:30 AM | Comentários (4)
Terrorismo 3
"(...)Culpar Bush [pela actual situação do terrorismo] é esquecer um ataque feito na década de 80 contra os Marines no Líbano e que matou 200 soldados dos EUA, é ignorar que o primeiro atentado contra o World Trade Center ocorreu em 1993 e que no Quénia uma embaixada dos EUA foi pelos ares, matando mais quenianos que americanos. Tudo aconteceu quando W. Bush nem sequer sonhava ser presidente norte-americano.(...)"
(Hermínio Santos, in Diário Digital)
Publicado por Nuno Peralta às 12:27 AM | Comentários (1)
O futebol é viável em Portugal?
Vem esta questão a propósito desta notícia, que nos informa que a empresa ligada ao clube que mais títulos ganha em Portugal, que é cliente regular da Champions League (ou quando não o é, ganha a Taça UEFA), que vende alguns dos seus melhores jogadores sem comprar estrelas a preços equivalentes, está à beira da falência técnica!
É isso mesmo, a F.C.Porto SAD, se não vir reforçado o seu capital com novos accionistas até Junho de 2004 ou o mesmo reduzido com os actuais accionistas, corre o sério risco de ser dissolvida.
Se isto acontece com a F.C.Porto SAD, como não andarão as contas dos outros clubes?
Penso que depois do Euro'2004 se verá a verdadeira dimensão do descalabro...
Publicado por Nuno Peralta às 12:23 AM | Comentários (2)
novembro 21, 2003
Israel poderá desmantelar alguns colonatos no próximo ano
Uma réstia de esperança ou apenas mais um passo à frente antes que os falcões israelitas ou alguns homens-bomba decidam dar mais dois passos atrás na relação israelo-palestiniana?
Publicado por Nuno Peralta às 11:51 PM | Comentários (0)
Evolução
Não resisto a colocar aqui esta animação criada pelo Desblogueador de Conversa, baseada naquela ideia da família argentina que se fotografa todos os anos:

(notável a evolução no partido mais à direita do banner...)
Publicado por Nuno Peralta às 04:51 PM | Comentários (3)
'A' pergunta
Quem nos Ameaça: a América Ou Os Terroristas?
É o título do texto de opinião de José Manuel Fernandes, no Público de hoje.
Apenas tenho duas certezas nisto tudo:
1) Os terroristas, nomeadamente os fundamentalistas (neste casom islâmicos, mas regra geral, todos os fundamentalistas religiosos) são uma grave ameaça à paz mundial.
2) É preciso combatê-los, desarmá-los, demonstrar-lhes que o mundo não os aceita nem tolera. Os aliados, depois do 11 de Setembro, decidiram que isso implicava um contra-ataque militar, persegui-los na terra deles e dos regimes que lhes dão suporte.
Agora as dúvidas:
Será esta a melhor forma de os combater? Não sei, talvez até não seja, pois o resultado tem sido uma guerra sem quartel, que causa a morte a milhares de inocentes um pouco por todo o mundo. Mas qual é a alternativa? Ficar quietos à espera de novos ataques? Claro que não, já se percebeu que estes seres não se vai lá com diálogo e negociações. Penso que o que falta é algum esforço entre todo o mundo democrático de conciliar posições e de combater unido este grande flagelo do início do século XXI. Enquanto o Ocidente se apresentar dividido como hoje acontece, a margem de manobra para a actuação de organizações como a Al-Qaeda vai ser grande.
Há um ponto em que concordo totalmente com JMF: não é compreensível que cerca de 100.000 se manifestem contra Bush e Blair (têm todo o direito a isso), mas não se veja a menor manifestação pública contra os ataques da Al-Qaeda, como o que aconteceu ontem em Istambul, ou mesmo quando foi atacada a ONU e a Cruz Vermelha.
Onde está a coerência destes manifestantes?
Quem nos Ameaça: a América Ou Os Terroristas?
Por JOSÉ MANUEL FERNANDES
Sexta-feira, 21 de Novembro de 2003
Há uns dias, aquando da primeira vaga de atentados em Istambul, então dirigidos contra a comunidade judia (os de ontem visaram os britânicos), Pacheco Pereira interrogava-se no seu "blog": "Quantos dos milhares, dezenas de milhares, centenas de milhares, que vão chamar a Bush assassino, sairiam para a rua contra a Al-Qaeda? Não é uma pergunta retórica, é uma provocação pela verdade. Um em dez mil?"
Talvez nem isso, como ontem se percebeu: apesar dos atentados da manhã, à tarde dezenas de milhar de britânicos não saíram à rua para protestar contra os que pela manhã tinham morto compatriotas inocentes, e pelo caminho um número indeterminado de turcos muçulmanos, mas contra os dois líderes mundiais que de forma mais determinada decidiram dar combate a esses terroristas. Razão tinha Pacheco Pereira: "Como estão confundidas as nossas prioridades!" E baralhadas as nossas referências.
No entanto, as nossas referências e as nossas prioridades deviam ser o ponto de partida, o que permitia identificar ameaças e escolher objectivos.
E onde está a ameaça? Naqueles que, por fanatismo religioso, por obediência a uma leitura distorcida e falsa do Islão, se atiram com explosivos contra gente pacífica e inocente - como fizeram em Nairobi, no Iémen, em Nova Iorque, em Bali, em Riade, em Bagdad, em Nassiryah, agora em Istambul -, ou nos que procuram combatê-los derrubando regimes tão opressores como o dos taliban e o de Saddam Hussein? Infelizmente para muitos europeus, a acreditar nos resultados de uma recente sondagem encomendada pela União Europeia, a ameaça reside nas nações democráticas.
É o mundo de pernas para o ar. É não entender que, se até se deveriam discutir os riscos ou a legitimidade de desencadear uma guerra contra os taliban e o Iraque, isso teria de ser feito sabendo sempre quem são os amigos e os inimigos e de que lado estamos. Mas não foi assim que sucedeu. Nem é assim que continua a suceder, quando ontem se ouviu culpar Bush, e não os terroristas, pelos atentados de Istambul.
Identificar correctamente a ameaça implica identificar aqueles que, pelo terror, procuram minar a nossa civilização humanista: os que fizeram o 11 de Setembro. Identificar correctamente os objectivos implica perceber que essa ameaça só se vence a prazo e disseminando a liberdade e a democracia, e com elas a prosperidade.
Melhor ou pior foi isso que George W. Bush e Tony Blair fizeram desde a primeira hora. E foi isso que não fizeram todos os que, por todos os meios, se lhes opuseram.
Melhor ou pior, Bush e Blair convergiram no essencial apesar do muito que possam ter divergido no acessório. Essa convergência permitiu que se complementassem, permitiu que fossem levadas às Nações Unidas discussões que, sem tal aliança, porventura nunca lá teriam chegado. Em contrapartida, os que optaram por seguir outra via, com destaque para a França, não entenderam o essencial de ser-se aliado. Não entenderam que, se tivessem colaborado, poderiam ter ajudado a evitar erros e divisões. Que teriam tornado tudo mais fácil - ou menos difícil - no Afeganistão, no Iraque e no Médio Oriente.
A América não pode ir sozinha, mas isso não depende apenas dela e do seu Presidente. Se o unilateralismo não serve o Mundo, o multilateralismo só é eficaz se se apoiar numa liderança forte e com real capacidade de intervenção - ou seja, se tiver os Estados Unidos no seu centro. Os aliados, aqueles que, sobretudo na Europa, devem em boa parte a sua liberdade aos soldados americanos que combateram duas guerras mundiais neste continente e aqui ficaram de guarda à "cortina de ferro", têm de entender que, se essa liderança é inevitável, foi porque eles mesmos dela desistiram há muito.
É fácil, quando nada se pode fazer, criticar os que têm capacidade de agir. É fácil, por exemplo, dizer que os Estados Unidos não fazem o suficiente para pressionar o governo israelita (e, para além de fácil, até é justo) - só que é hipócrita fazê-lo quando, do nosso lado, não só a impotência é absoluta como tudo se faz para dar força a quem, do lado palestiniano, merecia ser contrariado (na circunstância, Arafat, hoje por hoje um obstáculo tão grande à paz como Ariel Sharon).
É também muito cómodo dizer o que fazer no Iraque ou lembrar como Washington preparou o mal o pós-guerra, mas é ridículo pedir num dia para os Estados Unidos "iraquizarem" a administração e apressarem a retirada das suas forças para, logo a seguir, sugerir que uma aceleração do calendário de transição decorre exclusivamente das urgências eleitorais do Presidente americano.
O que é difícil é dizer, com clareza, se se está ou não de acordo com o programa de promoção da democracia no Médio Oriente; se se está disposto a secundar as críticas dos Estados Unidos a países como a Arábia Saudita e o Egipto; no fundo, se se é capaz de assumir que se está pronto a deixar cair as oligarquias "amigas". E se se está disposto a ir até ao fim, mesmo que isso tenha custos políticos pesados no curto prazo.
Em Londres, George W. Bush afirmou que, no Iraque, "apenas temos duas opções: manter a nossa palavra ou quebrar a nossa palavra". Tony Blair secundou-o. E isso significa que, transferindo mais ou menos depressa a soberania para autoridades iraquianas representativas, os Estados Unidos e o Reino Unido - e esperemos que todos os seus aliados - não cederão à chantagem terrorista. A qual, naturalmente, não tem fim próximo à vista.
Logo a seguir ao 11 de Setembro disse-se que esta era uma guerra de anos, muitos anos. Pode ser uma tarefa para mais de uma geração, como foi para derrotar as ameaças totalitárias que germinaram na Europa do século passado, o fascismo e o comunismo. É uma tarefa que irá para além do mandato deste Presidente americano, seja ele reeleito ou não. E deste primeiro-ministro britânico. Ela devia ser travada em conjunto, até porque será muito difícil vencê-la se entre os aliados triunfarem as tendências para valorizar a rivalidade em lugar de promover a cooperação construtiva, mesmo que crítica.
No momento em que a Al-Qaeda ataca indiscriminadamente americanos e italianos, britânicos e turcos, sauditas e judeus, quando mata friamente tanto soldados como funcionários da ONU ou médicos da Cruz Vermelha, quando nem sequer poupa os companheiros da mesma fé, temos de entender aquilo que ontem disse Tony Blair: "O que causou o ataque terrorista na Turquia não é o Presidente dos Estados Unidos, não é a aliança entre a América e a Grã-Bretanha. O que este último ultraje terrorista nos mostrou é que isto é uma guerra e o seu principal campo de batalha é o Iraque". E agir em conformidade.
Publicado por Nuno Peralta às 03:09 PM | Comentários (5)
Terrorismo 2
Hoje os terroristas voltaram a atacar, desta vez em Bagdad, ainda que com menos impactos que ontem em Istambul. A semana passada já tinham atacado em Nassíria e em Istambul.
Parece clara a estratégia de guerrilha que a Al-Qaeda está a seguir, preferindo pequenos golpes diários com um número mais reduzido de vítimas, preferencialmente aliadas, em vez de preparar novos 11 de Setembro. Mais que criar datas marcantes, o que a Al-Qaeda está a fazer é tornar o terrorismo e, consequentemente, o medo parte do nosso dia a dia.
A forma como a guerra ao terrorismo está a ser conduzida está a transformar o mundo num global Médio Oriente, em que culturas e religiões parecem não conseguir conviver, ainda por cima com ambos os lados liderados pelos mais extremistas.
Os ataques já estão na fronteira da Europa, na Turquia, o país que tenta fazer a ponte entre o islamismo e o ocidentalismo. Mas será que vão demorar muito a atingir directamente a Europa? Poderá ser amanhã?
Publicado por Nuno Peralta às 12:00 PM | Comentários (1)
Preparativos para o sorteio do Euro'2004

Pote A: PORTUGAL, França, Suécia e República Checa.
Pote B: Itália, Espanha, Inglaterra e Alemanha.
Pote C: Holanda, Croácia, Rússia e Dinamarca.
Pote D: Bulgária, Suíça, Grécia e Letónia.
Portanto, Portugal apanhará com pelo menos um "tubarão" no seu grupo (a sair do pote B) e um osso duro de roer (a sair do pote C). Veremos que surpresas sairão do pote D, as equipas teoricamente menos fortes em prova.
Num cenário pessimista podemos calhar num grupo assim:
Portugal, Itália, Holanda e Grécia
Num cenário teoricamente mais positivo pode ser assim:
Portugal, Alemanha, Rússia e Letónia
Veremos dia 30 o que o sorteio dita...
Publicado por Nuno Peralta às 11:21 AM | Comentários (2)
Também nós...
PSD está baralhado sobre a revisão constitucional.
Já não bastava um partido líder da Oposição em total desnorte, agora o partido líder do Governo também não sabe a quantas anda!
'Tá bonito, sim senhor...
Publicado por Nuno Peralta às 11:10 AM | Comentários (0)
A descobrir
A página do Carrilho...
Publicado por Nuno Peralta às 01:31 AM | Comentários (1)
Quem diria ao que isto chegaria...
Maioria e Bloco de Esquerda aprovam cruzamento de dados fiscais, com os votos contra do PS e do PCP.
Ou seja, aparentemente o PS já consegue estar mais à esquerda que o BE...
Publicado por Nuno Peralta às 01:22 AM | Comentários (1)
novembro 20, 2003
Dúvidas
Alguém me explica o que é um plenipotenciário?
Um decano eu ainda sei...
Publicado por Nuno Peralta às 11:59 PM | Comentários (1)
Terrorismo
Eu bem tento, mas o meu intelecto não me deixa alcançar o que ganham os terroristas que perpetram estes ataques contra civis indefesos.
Para aumentar o meu grau de incompreensão, agora o alvo preferidos ão civis de países com crenças religiosas semelhantes.
É em momentos como estes, em que me explicam que os homens que causam estas tragédias são movidos pelas suas imperturbáveis crenças religiosas, as quais lhes são ensinadas desde petizes, que eu compreendo o motivo de nos chamarem infiéis. É verdade, eu sou incapaz de uma fé que me leve a fazer algo de semelhante...

(imagens dos ataques de hoje em Istambul, que causaram pelo menos 27 mortos)
Publicado por Nuno Peralta às 07:11 PM | Comentários (3)
Economia 2
Ainda sobre o tema anterior, aconselho a leitura de um interessante texto da Joana sobre os (des)equilíbrios entre o Dólar e o Euro e os seus impactos.
Afinal descobri que sempre há um indicador positivo na política deste Governo, que é uma melhoria da Balança de Transacções com o Exterior, em virtude da diminuição das importações (pela contracção) e ligeira melhoria das exportações. No entanto, esta ainda continua de sinal negativo (importações > exportações).
Publicado por Nuno Peralta às 05:05 PM | Comentários (1)
Economia
O défice que se quer controlar, para ser de perto de 0% em 2006, anda perto dos 5%.
O PIB continua com crescimentos negativos.
O desemprego continua a aumentar de forma galopante.
Os impostos continuam a subir, chamem-se eles taxas ou o raio que os parta.
Afinal de contas, haverá algum indicador positivo a retirar desta política de contenção total?
É que lá fora os outros países começam a mostrar sinais de retoma, enquanto aqui o barco se afunda cada vez mais...
Publicado por Nuno Peralta às 03:53 PM | Comentários (2)
Código da Estrada
O Governo tem em estudo e apresentará brevemente à Assembleia uma Proposta de Lei que revê alguns artigos do Código da Estrada, nomeadamente com o intuito de agravar multas e aumentar os instrumentos de segurança.
De acordo com o que o Público noticia hoje, serão estas as medidas a propor:
- Aumentar as coimas para valores entre 500 e 2500 euros para punir a condução com mais de 0,8 g/l de álcool;
- Passar a contra-ordenação grave (com possibilidade de inibição de conduzir de um mês a um ano) o estacionamento no passeio e nas passadeiras;
- Considerar contra-ordenação grave excesso de velocidade em 20 quilómetros/hora e muito grave em 40;
- Passar a contra-ordenação grave o uso de telemóvel quando se conduz, sem sistema de mãos livres;
- Agravar coimas por desrespeito à prioridade dos peões;
- Tornar obrigatório o uso de material retroreflector (coletes) em caso de paragem e utilização do triângulo;
- Exigir saber ler e escrever para tirar a carta de condução;
- Aumentar de dois para três anos o período probatório dos recém-encartados;
- Criação de lei especial para acelerar prazos de recursos das decisões judiciais;
- Punir os condutores ou passageiros que atirem objectos acesos e incandescentes (beatas, por exemplo) da janela do carro.
Concordo com todas (acho impressionante como é que saber ler e escrever não é já obrigatório), mas penso que a concretização da sua maioria implica um grande esforço de fiscalização, caso contrário fica tudo na mesma.
Noto que se aumenta o período probatório dos recém-encartados, mas que se continua a não exigir acções periódicas de reciclagem aos condutores até fazerem 65 anos.
Percebo as objecções que a ACA-M faz a esta proposta, por considerar que são medidas avulsas, mas discordo completamente da ideia de escalonar as multas em função dos rendimentos. Essa é função dos impostos. Perante a Lei, todos os cidadãos têm que ser tratados de forma igual. O escalonamento das multas deve existir sim, mas para punir comportamentos incorrectos reiterados.
Já agora, aqui fica uma dúvida que sempre tive: quais são os mecanismos que existem para garantir que quem tem carta de condução toma conhecimento das alterações ao Código da Estrada, as compreende e interpreta correctamente?
Publicado por Nuno Peralta às 11:10 AM | Comentários (6)
Ainda os cadeados
No seu artigo de opinião de hoje no Público, Pacheco Pereira diz tudo aquilo que deve ser dito sobre esta atitude dos estudantes de Coimbra e os princípios que lhe estão inerentes, bem como a crítica à não actuação das entidades competentes para garantir o regular funcionamento das instituições.
E eu subscrevo as suas palavras.
O Cadeado de Coimbra
Por JOSÉ PACHECO PEREIRA
Quinta-feira, 20 de Novembro de 2003
À data em que escrevo, alguns estudantes de Coimbra vão fechar de novo a Universidade a cadeado e a "barricar" as faculdades. Mais uma vez, o Estado de direito em Portugal acaba às portas da Universidade de Coimbra. Responsáveis universitários manifestam-se incomodados com os eventos, mas não tomam qualquer iniciativa para repor a legalidade. Prestam assim o pior dos serviços à Universidade. Por seu lado, o governador civil, representante do Governo, também permanece indiferente a uma violação da ordem pública, anunciada publicamente, com "escândalo" público e reiterada. Dificilmente pode invocar o facto de as autoridades universitárias não lhe pedirem para actuar, porque as violações flagrantes da ordem pública atingem a cidade e milhares de pessoas, estudantes, professores, funcionários, fornecedores, empresas com contratos, etc., e o direito de liberdade de circulação garantida na lei.
Cá por fora, no mundo real, os operários desempregados das fábricas da Marinha Grande ou de Vale de Ave ou os vizinhos e fregueses que não querem um aterro sanitário na sua terra sabem bem que se colocassem cadeados, pedras, árvores, quaisquer obstáculos à liberdade de circulação, ninguém teria com eles qualquer complacência. Chamavam logo a polícia. Para eles, o governo do PS fez legislação repressiva especial que está em vigor em todo o país, menos na Universidade de Coimbra. Não me venham com o argumento do horror de "chamar a polícia". Como se, numa democracia, a intervenção legítima das autoridades seja alguma coisa de vergonhoso. O que é vergonhoso é não as chamar quando pela força se quer impor interesses particulares, em prejuízo de todos.
Fui dirigente estudantil, participei e tive responsabilidade directa por greves e confrontos com a polícia, e tive a minha dose de desacatos e "ilegalidades", só que num Portugal em que não havia legalidade, nem liberdade, antes de 25 de Abril. Nessas lutas, conquistou-se aquilo que os cadeados de Coimbra estão a pôr em causa: direitos, direito de greve, direito de manifestação, direito de cada um pensar e actuar pela sua própria cabeça, incluindo o direito de decidir se faz greve ou não, direito à liberdade. A liberdade emana da legalidade democrática e a lei permite aos estudantes de Coimbra uma vasta panóplia de meios de protesto: permite manifestarem-se, permite-lhes fazer greve. Qualquer destes actos exprime uma liberdade essencial e não oprime ninguém: quem quer ir à manifestação vai, quem não quer ir às aulas não vai. Talvez porque neste caso só houve liberdade na manifestação é que esta teve um papel a favor dos estudantes na opinião pública. A greve, obtida a cadeado, ou seja, sem verdadeira liberdade de escolha, com violência, coloca em dúvida se os estudantes estão ou não com os seus dirigentes associativos. Coloca em dúvida a legitimidade da greve imposta, porque esta não vem da vontade individual de cada estudante, mas sim da força bruta de alguns.
Por último, nada há de socialmente mais injusto do que a reivindicação do "não pagamos". A reivindicação de um ensino superior público gratuito, numa universidade pública, em que a maioria dos estudantes que fazem a escolaridade obrigatória não entram, em que as distinções sociais favorecem os estudantes filhos de famílias com posses e que podem pagar as propinas, é um insulto a todos aqueles que não têm condições para a frequentar e têm de pôr os seus filhos a trabalhar mais cedo.
Uma luta por mais bolsas, por critérios mais rigorosos na sua concessão, pelo aumento do seu valor quando justificado, tem todo o sentido. Lutar para que os que não podem entrar para a universidade por razões económicas o pudessem fazer teria mérito. Lutar para subsidiar os custos do curso a uma maioria que o pode pagar é socialmente injusto, e é a defesa da institucionalização da desigualdade. Admito que muitos pais apoiem os seus filhos nesta luta, porque há hoje uma desresponsabilização social das famílias em relação aos custos do ensino. Nos planos económicos familiares, mais uma semana no Algarve, ou um electrodoméstico caro, tem mais sentido do que colocar uma parcela de parte para pagar os estudos aos filhos. Só que o estado não pode prescindir de repor esta injustiça, por muito impopular que seja.
É uma questão de prioridades e vontades e o governo não pode ceder nesta matéria. Não pode admitir que, pela força, se tenha chegado na principal Universidade do país, ao fim de Novembro, sem aulas dadas. Não pode permitir o primado da força. Tem que chamar a polícia, quebrar os cadeados e manter as portas abertas, só isso. Não precisa de usar qualquer força desproporcionada, só garantir as portas abertas e a liberdade de circulação das pessoas.
Se os dirigentes associativos que as fecham à força estão convictos do apoio que têm, os estudantes não irão às aulas, mesmo sem os cadeados. A luta terá então mais peso, porque é livremente assumida. Mas duvido que isso aconteça - a maioria dos estudantes, a começar pelos que têm mais dificuldades económicas, sabem que é injusto o ensino gratuito. Eles sabem quem são a maioria dos seus colegas e como eles vivem. Melhor que nós.
Publicado por Nuno Peralta às 10:56 AM | Comentários (0)
Salas de Chuto
Em teoria as salas de chuto são algo que eu rejeito, pois a minha lógica levou-me a pensar que seria uma forma mais de aceitar e incentivar ao consumo de drogas.
No entanto, depois de analisar os dados concretos apresentados no editorial de hoje do Público, a confirmarem-se estes dados, sou obrigado a rever a minha posição e a aceitar esta solução como uma boa solução, visto que:
"As salas de injecção assistida são uma realidade em vários países da Europa. Suíça, Itália, Bélgica, Áustria, Grécia, Espanha e Alemanha adoptaram-nas com bons resultados. As estatísticas oficiais alemãs são esclarecedoras: o número de óbitos devido ao consumo de drogas injectáveis baixou 10 por cento no ano passado."
Por outro lado, os números apresentados sobre as doenças infecciosas nas nossas prisões são assustadores:
"em 13.168 reclusos, 1884 estão infectados com o vírus da sida, 3950 com hepatite B e C e 326 com tuberculose."
Contas rápidas dizem então que em 13.168 reclusos, cerca de 47% (6.160 reclusos) estão infectados por uma destas doenças, qualquer uma delas com elevadas taxas de mortalidade.
Era bom que os Ministros da Saúde e da Justiça olhassem bem para estes números e tivessem a consciência das vidas que podem ser salvas com estas medidas, consciência que eu pessoalmente não tinha até hoje.
Claro que em paralelo é preciso tomar algumas medidas dissuasoras, pois também não é benéfico para ninguém transmitir a imagem que o consumo de drogas deixa de ser tão perigoso, pois isso poderia levar ao aumento do consumo...
Publicado por Nuno Peralta às 10:32 AM | Comentários (1)
Estreia
Coloquei hoje a minha primeira posta na Bloga?!, a qual vos convido a visitar para discutir um tema mais pessoal sobre vocês enquanto blogueiros:
1) Quantos de vós divulgam junto dos vossos amigos/familiares/colegas de trabalho do mundo real que têm um blogue?
2) Quem é a última pessoa que vocês querem que descubra que vocês têm um blogue e porquê?
As minhas respostas estão lá, espero que coloquem lá as vossas (comentem lá, em vez de aqui, para permitir uma análise conjunta).
Publicado por Nuno Peralta às 10:11 AM | Comentários (0)
A ler e reter!
De acordo com o Público, "o professor universitário Augusto Mateus defendeu hoje que as tecnologias de informação e comunicação são cruciais para um país pequeno e periférico como Portugal para vencer os desafios num contexto de globalização.
O mesmo responsável considerou que tudo aconselhava a que Portugal estivesse a investir fortemente nesta área, porque não há muito tempo para fazer as mudanças necessárias.
Para Augusto Mateus, Portugal tem no máximo 15 anos para mudar radicalmente e ter empresas modernizadas e mais eficientes, capazes de competir na economia global.(...)"
É importante que estas palavras façam eco sobre os nossos decisores políticos e económicos, pois são a mais absoluta das verdades. Visto que foram ditas por alguém que como poucos estuda e conhece a economia portuguesa, é bom que sejam levadas em consideração, sob pena de a esperada convergência com a Europa acontecer "dia de são nunca à tarde"...
Publicado por Nuno Peralta às 08:42 AM | Comentários (1)
Agora muito a sério...
De acordo com os dados da APAV (Associação Portuguesa de Apoio à Vítima), divulgados pelo Público, cerca de 60 (sessenta!) mulheres morrem por ano em Portugal em consequência de maus tratos e violência doméstica e mais de 300 são vítimas de crimes contra a vida!
Só em 2002 foram registados mais de 17 mil crimes de violência doméstica, 60 por cento dos quais relativos a maus tratos físicos, perpetrados, na sua grande maioria, pelo cônjuge ou companheiro (e estes são os números conhecidos...).
A situação em Portugal não difere grandemente da registada em Espanha, Itália, Grécia ou França, embora não exista em nenhum destes países uma recolha nacional de dados, que reúna os registos das polícias e das associações não-governamentais.
Na Europa em geral, uma em cada cinco mulheres é vítima, pelo menos uma vez na vida, de agressões no espaço doméstico. A violência doméstica é uma das primeiras causas de morte nos países do Conselho da Europa, onde cinco mulheres são agredidas por mês.
Sinceramente, não tinha a noção da dimensão da situação, pensei que hoje em dia já eram bastante esporádicas estas situações, mas afinal não, ainda continuamos a viver num mundo muito retrógado...
E fica aqui o número telefónico da linha verde da APAV, que nunca se sabe quando pode ser necessário: 707 200 077
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