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novembro 30, 2003
Descanso
Hoje estou cansado demais para pensar decentemente e escrever aqui seja o que for.
Esperemos por amanhã para mais novidades.
Apenas duas notas futebolísticas:
a) Quanto ao sorteio do Euro'2004, parece-me que foi um bom sorteio para Portugal. Se queremos fazer algo neste Europeu, ganhar à Rússia e à Grécia é o mínimo que se exige, ficando o benefício da dúvida para o jogo com Espanha. O senão vem do adversário seguinte ser, muito provavelmente, caso lá cheguem, França ou Inglaterra, mas isso teremos muito tempo de analisar.
b) Morreu Jesus Correia. Os meus pêsames a todos os apreciadores de bom futebol em geral, aos sportinguistas em particular, à família ainda mais em particular. Depois de hoje, os Cinco Violinos passam a ser uma lembrança do imaginário de muitos, pois o seu último símbolo vivo desapareceu.
Publicado por Nuno Peralta às 08:17 PM | Comentários (0)
Comunicados da Polícia
Lembrei-me agora daqueles comunicados da polícia, por causa de pessoas desaparecidas, que passavam há alguns anos na RTP. Algo semelhante a isto:
- Desapareceu de sua casa no passado dia 2 o senhor João Silva, de 77 anos, olhos castanhos e estatura média. Vestia calça castanha e camisa beje, bem como um casaco igualmente castanho. Padece de uma grave doença do foro neurológico. Agradece-se a quem o encontre o favor de contactar a polícia para os números de telefone 21 3452156 ou 21 43234567.
Como será que agora a polícia divulga esta informação?
Publicado por Nuno Peralta às 08:15 AM | Comentários (1)
Grande Reportagem
Afinal valeu a pena esperar 3 meses e ter alguns blogueiros de serviço menos activo (este, este e este).
Deixou de ter o estatuto que o grafismo e papel da versão individual tinha, mas no que é mesmo importante, o conteúdo, continua a ser a melhor revista portuguesa. Não destaco nenhum artigo em especial porque senão teria que destacar quase toda a revista.
A primeira conclusão é que com uma oferta destas semanalmente, pela qualidade e quantidade, significa um adeus Expresso, adeus Público, see you never more!
A literatura obrigatória de fim de semana passa a ser:
DN+ (6ª), Y (6ª), Grande Reportagem (Sábado) e uma outra revista (conforme a semana, varia entre a Economist, a Prémiere, a Evasões ou a Executive Digest). Pontualmente acrescenta-se o DNA e, se houver no café, a Actual do Expresso.
Publicado por Nuno Peralta às 12:10 AM | Comentários (3)
novembro 29, 2003
5.000
Pois é, o meu jornal de referência publica hoje a sua edição 5.000, com direito a caderno especial e tudo (não está online, toca de ir à banca).
Aqui ficam os parabéns.

Publicado por Nuno Peralta às 05:34 PM | Comentários (0)
Cavaco
Cavaco disse hoje que o PEC está morto. Alguns políticos (ou melhor partidólogos) talvez esperassem que ele se calasse, mas quem o conhece sabe que essa não é a sua maneira de ser, ainda por cima quando estão em causa um pacto que foi negociado por ele e é atacada a sua amiga Manuela Ferreira Leite.
Cavaco criticou o rumo da UE. Só se surpreende que está habituado aos rodriguinhos dos nossos políticos no activo, que falam muito sem se comprometerem. Cavaco não é desses. Tem os seus defeitos, como todos, mas a frontalidade e a clareza de ideias são virtudes nele, não defeitos.
E é por Cavaco ser assim que teria o meu voto nas Presidenciais, mas julgo que isso não passa de teoria, o partido (bem como a Oposição) não estão dispostos a ter um homem tão forte e convicto na Presidência. Espero estar enganado e que ele seja mesmo candidato. Já votei duas vezes nele, votarei igualmente uma terceira.
Publicado por Nuno Peralta às 01:10 PM | Comentários (3)
Compras no Pingo Doce poderão ser feitas com escudos em Dezembro
Isto é o que eu chamo de uma excelente ideia, quase sem custos e com elevado retorno, em termos de aumento de consumidores!
Publicado por Nuno Peralta às 02:47 AM | Comentários (0)
Dia sem Compras
Hoje comemora-se o Dia Sem Compras, no qual se apela a que ninguém compre nada, na luta contra o consumismo desenfreado.
Em teoria a ideia até é engraçada, mas escusado será dizer que está votada ao fracasso, pois fazer esta acção num dos 3 fins de semana anteriores ao Natal, que ainda por cima coincide com o final/início do mês (isto é, salários fresquinhos) só pode ser proposta de gente utópica.
E depois, falando por mim, nem pensem que eu vou deixar de comprar o DN, para voltar a ter contacto com a Grande Reportagem e o Público, num número histórico (este ponto desenvolverei mais à frente).
Publicado por Nuno Peralta às 02:43 AM | Comentários (2)
novembro 28, 2003
Prenda repetida
Como não tive muito tempo de procurar algo especial para dar aos leitores deste blogue neste 5º mensário, vou repetir a do 4º, o Guia Fiscal, até porque os portugueses gostam de deixar tudo para a última...
Vejam aqui a prenda, o Guia Fiscal 2003...
Publicado por Nuno Peralta às 11:20 PM | Comentários (0)
Visitas
Primeiro foram milhares de militares, ontem foi George W. Bush, hoje Hillary Clinton, amanhã concerteza outros políticos se seguirão.
Enquanto os 'tugas se dirigem todos para Sierra Nevada, os americanos estão claramente a escolher o Iraque como destino de férias predilecto.
Empresários que gostam do risco, vamos a apostar no turismo iraquiano!
Publicado por Nuno Peralta às 08:44 PM | Comentários (1)
Acidentes de Trabalho
Segundo o IDICT, citado pelo Público, morrem cerca de 170 trabalhadores por ano em acidentes de trabalho, maioritariamente na Construção (cerca de metade).
E ainda dizem que trabalhar faz bem à saúde...
Publicado por Nuno Peralta às 06:28 PM | Comentários (0)
Plantu
Por cá há quem cague no segredo de justiça, na Europa há quem mije no PEC...

(Cartoon de Plantu, no Le Monde de hoje, via Estrangeirados)
Publicado por Nuno Peralta às 06:11 PM | Comentários (2)
Quotas
"O primeiro-ministro, Durão Barroso, anunciou esta sexta-feira que vão ser criadas quotas obrigatórias de emprego para pessoas com deficiência." (in Diário Digital)
Discordo completamente desta medida, com o Estado a intervir mais uma vez onde não deve. Aceito que haja subsídios específicos para estas pessoas, que tenham apoio especial no sistema educativo e até que sejam dados incentivos fiscais às empresas que voluntariamente os contratem. Agora tornar o seu recrutamento obrigatório, é uma medida retrógada e desincentivadora da criação de emprego.
Enfim, é uma forma de o Governo terminar a semana da mesma forma que a começou: a meter a pata na poça!
Primeiro rebentam com a (já pouca) credibilidade da sua única política, o controlo do défice e agora mostram o quão deslocados da realidade estão...
Note-se que nada tenho contra os deficientes, antes pelo contrário, apenas acho que num País onde o desemprego cresce diariamente, apenas se conseguirá uma maior hostilidade para com estas pessoas. O desempregado passará a olhar para o deficiente como aquele que lhe roubou a oportunidade de emprego e os colegas de trabalho, em vez de lhe reconhecerem o mérito, vão tratá-lo como aquele que está aqui por favor.
Estou ainda curioso de conhecer o conceito de deficiente e a taxa de crescimento do número de deficientes em Portugal...
Já estou a imaginar uma entrevista de recrutamento:
- Olhe, o senhor é exactamente aquilo que estamos à procura, mas...sabe...com a nova lei tenho que o informar que a sua vaga será preenchida por um deficiente. Mas olhe, se estiver disposto a amputar uma perna, o emprego é seu!
Publicado por Nuno Peralta às 05:30 PM | Comentários (2)
Luz de Lisboa
Olho pela janela (a outra, que não dá para o rio) e vejo Lisboa, mas uma Lisboa cinzenta e deprimida em pleno Outono.
Dá-me neura. Pensar que até a luz de Lisboa já aderiu ao clima deprimente deste país...
Publicado por Nuno Peralta às 04:36 PM | Comentários (2)
Euro volta a atingir máximo face ao dólar
Ao contrário das piores expectativas, a decisão do ECOFIN não causou a desvalorização do euro, antes pelo contrário, este, depois de uma ligeira quebra imediatamente após a decisão, apresenta um interessante fortalecimento, quer face ao dólar, quer face ao iene, bem como se mantém estável face à libra.
Iso significa que o mercado reagiu assumindo que a recuperação económica provável com o maior investimento do Estado alemão e francês são mais significativos que algum descontrolo orçamental temporário.
Quanto à minha falha de previsão enquanto economista, já não me admira, pois algo que aprendi na vida prática é que o mercado financeiro não é um mercado muito racional, pois a informação disponível é muito dispar entre agentes. Às vezes penso que um bom analista económico seria alguém formado em psicologia, não em economia.
PS: O euro já vale quase 1,20 dólares, ou seja, cada 4 euros compram 5 dólares.
Penso que já era tempo de os jornalistas quando dão o valor de algo em dólares colocarem à frente que é sensivelmente o mesmo em euros, pois já há muito tempo que isso deixou de ser verdade. Alguém lhes explica isto?
Publicado por Nuno Peralta às 11:43 AM | Comentários (0)
Jorge Sampaio contra revisão constitucional
Que me recorde, penso que é das poucas vezes que Sampaio diz com todas as letras aquilo que pensa sobre algo, neste caso a Revisão Constitucional. Ainda que não concorde com a sua opinião, tenho que lhe dar os parabéns por assumi-la, em vez de ter mais um daqueles seus discursos redondos que ninguém percebe directamente e em que cada um lê nas entrelinhas o que mais lhe convém.
Será que finalmente, ao fim de 7 anos, Sampaio acordou e vai começar a ser um Presidente interventivo? Concordando ou não com as suas decisões, espero bem que sim.
Publicado por Nuno Peralta às 10:47 AM | Comentários (1)
DN
O DN inicia hoje mais uma pequena revolução nos seus conteúdos.
Os habituais suplementos de Sábado DN+ e DNA saem agora à 6ª feira, enquanto o Sábado fica com a Grande Reportagem como o suplemento âncora.
De destacar a promoção de lançamento, que hoje permite a aquisição de 2 excelentes DVD's por apenas 9,90€ (Memento e Disponível para Amar) e amanhã o Jornal por apenas 0,50€, no lançamento da Grande Reportagem.
Quanto ao caderno principal, parece manter-se igual, com uma linha editorial semelhante, que pessoalmente não me apela à compra, eu sou mesmo cliente é do DN+ e agora da Grande Reportagem (pelo menos se esta não defraudar o nome e a história que traz consigo, que é o que eu espero da excelente equipa que está à frente desse projecto).
Publicado por Nuno Peralta às 09:52 AM | Comentários (0)
Taça de Portugal
A 5ª eliminatória (16 avos-de-final) da Taça de Portugal, a disputar a 17 de Dezembro, ditou 3 jogos entre equipas da Superliga, dos quais se destaca a deslocação do Benfica a Coimbra. Porto e Sporting jogam em casa contra equipas da Liga de Honra, respectivamente contra Maia e Vitória de Setúbal.
Eis a lista completa dos jogos:
Académica de Coimbra - Benfica
União de Leiria - Marítimo
Rio Ave - Beira-Mar
FC Porto - Maia (LH)
Sporting - Vitória de Setúbal (LH)
Nacional da Madeira - Salgueiros (LH)
Vitória de Guimarães - Naval 1º de Maio (LH)
Paços de Ferreira - Portimonense (LH)
Belenenses - Penafiel (LH)
Sanjoanense (II B) - Moreirense
Felgueiras (LH) - Vilafranquense (II B)
Estoril-Praia (LH) - Leça (II B)
Marco (LH) - Pedrouços (III)
Stº António (II B) - Cinfães (III)
Ficou isento o Sporting de Braga (SL), que se apurou automaticamente para os oitavos-de-final.
Publicado por Nuno Peralta às 03:02 AM | Comentários (0)
Vitória sóbria
Acabo de ser notificado pela Brigada Anti-Lacoste que ganhei o quizz mais recente do blogue deles.
Apesar do contentamento com a vitória, posso desde já assegurar que as casas de banho cá de casa estão perfeitamente intactas!
Publicado por Nuno Peralta às 01:51 AM | Comentários (1)
Links
Estou a proceder a uma reorganização dos links.
É a prenda de 5 meses que este blogue merece!
Publicado por Nuno Peralta às 12:27 AM | Comentários (0)
novembro 27, 2003
UEFA
Depois da saborosa vitória do Benfica na Noruega por 2-0, mais por fraqueza do Molde do que por grande exibição do Benfica (até deu para a estreia do jovem Hélio Pinto e para tirar Zahovic, Simão e Tiago...), fui jantar descansadamente, pensando que o Sporting, a jogar em casa, concluiria o pleno português, fazendo com pela 1ª vez nos últimos 10 anos os 3 grandes chegassem a Janeiro nas competições europeias.
Liguei a televisão à 15 minutos e o que eu vejo? O Sporting a levar 3 secas dos turcos de nome impronunciável! Aparentemente Fernando Santos não viu a cassete do jogo da eliminatória anterior, em que estes mesmos turcos foram a Blackburn ganhar por 3-1.
Não comento mais porque não vi a maior parte do jogo, mas cheira-me, até pelos apupos dos últimos minutos, que Fernando Santos tem os dias contados em Alvalade...
E assim a primeira derrota do Sporting no Alvalade XXI significou o adeus à Taça UEFA.
Publicado por Nuno Peralta às 10:58 PM | Comentários (0)
Abandonos...
Enquanto uns quantos famosos começam a chegar, alguns valiosos bloggers começam a debandar.
Depois do liberal Rui, hoje dei com o fim do blogue do cinéfilo Nuno e com a ameaça de abandono de um colega generalista...
Não deveria o Inverno e a proximidade das férias do Natal ser propício ao regresso em vez do abandono? Quer dizer, andaram o Verão todo a escrever nos blogues e agora que chega o Inverno e é tempo de ficar em casa é que se lembram de ir embora!
Enfim, felicidades a todos eles. Só espero é que os que deixam de escrever não deixem de ler e comentar.
Publicado por Nuno Peralta às 06:53 PM | Comentários (1)
O outro Rio...
"A Alta Autoridade para a Comunicação Social (AACS) aprovou ontem a nomeação de Manuel Falcão para a direcção do canal A Dois, mas apontou novamente insuficiências ao novo projecto televisivo ligado à sociedade civil e que deverá começar a emitir já no próximo mês." (in Publico)
Vamos a ver se com isto não ficamos igualmente com menos um blogue de qualidade, por falta de tempo a resolver as ditas insuficiências...
De qualquer forma, desejo as maiores sortes ao Manuel Falcão neste novo projecto, a ver se finalmente os nosso impostos servem para pagarmos um canal televisivo de qualidade.
Publicado por Nuno Peralta às 06:05 PM | Comentários (0)
Moderna
Vejo nas notícias grande entusiasmo porque hoje se vai finalmente saber a sentença e, com isso, terminar o processo.
Os jornalistas acreditam mesmo nisto ou é só para vender a notícia?
Acreditam mesmo que, qualquer que seja a sentença, não faltam ainda 2 ou 3 recursos de uma parte ou outra até à decisão final?
Publicado por Nuno Peralta às 11:33 AM | Comentários (1)
Ainda o PEC
A ler o artigo de Pacheco Pereira no Público de hoje, mais importante por ser das poucas vozes críticas do interior do PSD a criticar abertamente a decisão de voto de Portugal no último ECOFIN.
Sublinho um parágrafo específico deste seu artigo:
"Se a comissão não fosse o órgão enfraquecido e anémico que é hoje, e Prodi um fraco presidente, escolhido exactamente porque era fraco, o mínimo que o seu presidente devia fazer era demitir-se, obrigando o conselho a defrontar-se com uma crise reveladora da sua usurpação de poderes."
Eu pessoalmente penso que isto se aplica a Prodi e a todos os conselheiros, especialmente a Pedro Solbes, o mais directamente afectado pela situação, pois não só é sua a responsabilidade pelo controlo do cumprimento do PEC, como é originário de um dos 4 países que ainda têm algum pingo de coerência na sua política económica.
Publicado por Nuno Peralta às 09:23 AM | Comentários (1)
Wacko Jacko 2
O desblogueador caprichou desta vez!

Publicado por Nuno Peralta às 01:02 AM | Comentários (1)
e-redução do défice
Primeira compra electrónica poupa 9600 euros ao Estado.
Será que este cantinho à beira-mar plantado está finalmente a entrar na modernidade?
Será que uma notícia destas chega para que se faça o click na mentalidade de muitos empresários portugueses para, à sua escala, terem este tipo de benefícios?
Pessoal e profissionalmente espero que sim.
Publicado por Nuno Peralta às 12:48 AM | Comentários (0)
novembro 26, 2003
Globalização
Gostei bastante deste post do Manuel Jorge Marmelo, sobre a globalização:
"No Rio de Janeiro, um incêndio num supermercado permitiu matar a fome a centenas de pessoas. Ainda decorria o rescaldo das chamas e já uma massa de corpos revolvia os escombros, em busca de algo que pudesse ser comido. As imagens impressionam pela sua crueza e pela extrema violência que lhes está inerente, mas o pior é saber que, em todo o mundo, segundo dados hoje divulgados, continua a aumentar o número de sub-nutridos a cada dia que passa. Enquanto na Europa os governos se entretêm a estabelecer multas que penalizem a produção excessiva, há homens, mulheres e crianças que não conseguem prover o pão, a água e o leite de cada dia. Debelar este mal seria a melhor forma de começar a globalização. Se o tivessem feito, a coisa não teria adversários ou opositores. Mas não é para isto que ela serve, pois não?"
Publicado por Nuno Peralta às 11:53 PM | Comentários (2)
Um mal nunca vem só...
Este é um daqueles dias...
Primeiro perdemos a America's Cup para os nuestros hermanos, depois o Porto despacha a qualificação logo à 5ª ronda e agora isto!
Catalaxia is over!
Com tanta porcaria de blogue que eu por aí encontro, tinha que ser logo mais um dos bons a fechar a porta...
Enfim, caro Rui, boa sorte para o doutoramento e vê lá se reconsideras.
Publicado por Nuno Peralta às 11:03 PM | Comentários (2)
Telelé
"Um telemóvel que impossibilita a realização de escutas telefónicas por terceiros vai ser lançado. A empresa alemã GSMK anunciou que o «Cryptophone» incluirá um sistema de codificação, que impossibilitará a intercepção das chamadas telefónicas."
(in Diário Digital)
Aposto que de Portugal estão a receber encomendas que nunca mais acabam, mesmo custando 700 contos...
Publicado por Nuno Peralta às 10:51 PM | Comentários (0)
Sem comentários
Luís Afonso no seu melhor estilo, corrosivo como só ele...

Publicado por Nuno Peralta às 10:41 PM | Comentários (2)
Espero bem que sim
Arnaut garante reconversão da zona ribeirinha entre Lisboa e Oeiras, independentemente de já não haver America's Cup.
Publicado por Nuno Peralta às 05:11 PM | Comentários (1)
Triste sina a nossa...
Taça América: trabalhadores da Docapesca satisfeitos com vitória de Valência
É esta mesquinhez tão típica do portuguesinho que faz de nós, um povo outrora grande, cada vez mais pequenino e subalterno...
Publicado por Nuno Peralta às 04:24 PM | Comentários (3)
O Belo e o Feio
Da janela do 12º andar onde estou a luz resplandecente de 2ª feira deu lugar a uma neblina quase sebastiânica. Onde se via Lisboa agora vêem-se figuras disformes. É o Inverno a querer anunciar-se em definitivo, não haja dúvida.
Publicado por Nuno Peralta às 04:12 PM | Comentários (2)
Buraco em Campolide: situação vai repetir-se
É bom que sejam levadas em considerações estas palavras do Arquitecto Ribeiro Teles, antes que um destes dias acordemos todos a chorar por familiares ou amigos atingidos...
"(...) continua-se a seguir um modelo de encanamento de águas pluviais que é perigosíssimo. Vai haver mais casos destes. Em Alvalade há uma zona idêntica à de Campolide. Em Chelas, no Vale da Montanha, e no Vale de Santo António (onde a EPUL vai construir) está-se a cometer o mesmo erro, sem qualquer cuidado com a circulação das águas pluviais. E o resultado vai ser este (...)".
"O que aconteceu hoje é gravíssimo. Não pelo acidente do autocarro, em que não morreu ninguém, mas porque se continua a seguir um modelo de encanamento de águas pluviais que é perigosíssimo. Vai haver mais casos destes. Em Alvalade há uma zona idêntica à de Campolide. Em Chelas, no Vale da Montanha, e no Vale de Santo António (onde a EPUL vai construir) está-se a cometer o mesmo erro, sem qualquer cuidado com a circulação das águas pluviais. E o resultado vai ser este".
O aviso vem de uma das pessoas que melhor conhece o sistema de águas subterrâneas da cidade, que coordenou a elaboração do Plano Verde de Lisboa, no âmbito da revisão do PDM, o arquitecto Gonçalo Ribeiro Teles.
O acidente de ontem, explicou, resulta do encanamento da ribeira de Alcântara (o caneiro de Alcântara), que até aos anos 40 do século passado corria entre muros de pedra seca com cerca de um século que foram cobertos por betão. "Não se pode pensar que toda a água pluvial, que vem de longe, da Amadora, acerte no caneiro, alguma vai sempre para fora, forma lençóis de água na estrada, infiltra-se no solo, procura outros escoamentos", explica. Ao fazê-lo, criam-se zonas mais frágeis ou ocas no terreno. Que cede facilmente.
Em Novembro de 2000, a equipa de Ribeiro Teles propôs à Câmara Municipal de Lisboa (CML) o "regresso" da ribeira de Alcântara ao vale onde está encanada, mas esta operação de "renaturalização" não foi acolhida.
"O problema é que o projecto para a circulação de águas pluviais para Lisboa não foi realizado, apesar de estar feito. A água não pode estar toda canalizada, tem, antes disso, de correr ao ar livre passando por bacias de retenção que permitam, entre outras coisas, controlar os caudais. Hoje já ninguém se lembra de meter a água da chuva em canos. Essa água aproveita-se. Já no tempo de João Soares os técnicos não quiseram fazer isto. O que se quer é canalizar para depois se poder construir à balda. É o modelo que se está a seguir em Chelas. E, no entanto, a câmara de Lisboa tem toda a zona frágil da cidade - a chamada zona húmida - em plantas. E a actual equipa que revê o PDM continua a apostar nas canalizações", critica o arquitecto paisagista.
Por isso, Ribeiro Teles não se espanta com o sucedido e não tem dúvidas que se estão a criar as condições para que novos casos se sucedam.
O caneiro de Alcântara causou outros dois aluimentos graves: a 25 de Outubro de 1999 uma cratera com 20 metros de profundidade - "capaz de engolir uma camioneta", como se disse na altura - surgiu na estrada de acesso à Av. Calouste Gulbenkian, à saída da ponte 25 de Abril; a 10 de Dezembro desse ano, novo aluimento obrigava ao fecho da ligação da Av. de Ceuta à Praça de Espanha. A meio do ano seguinte, a CML lançava um concurso para a consolidação do caneiro.
Publicado por Nuno Peralta às 12:56 PM | Comentários (5)
Snif...
O sindicato suíço Alinghi escolheu a candidatura de Valência para organizar a 32ª Taça América em vela, a realizar em 2007.
Publicado por Nuno Peralta às 11:03 AM | Comentários (0)
Igualdade
Depois das prostitutas, também os padres vão pagar IRS.
A amiga Manela faz tudo para agradar a Deus e ao Diabo e, pelo caminho, (tentar) controlar o tamanho do buraco do défice...
Publicado por Nuno Peralta às 10:53 AM | Comentários (1)
???
Já falta menos de meia-hora para sabermos se a America's Cup passa por aqui...

Esperemos sinceramente que sim, pois é uma prova que nos trará um prestígio internacional extraordinário, para além de ser muito mais rentável que o Euro'2004 (os custos, no limite, não chegam a 1/3 do que se gastou no Euro e as receitas são, no mínimo, o dobro...).
Publicado por Nuno Peralta às 10:49 AM | Comentários (0)
Afinal foi por isto!
Estava a achar estranho o voto português na questão do défice, até que me deparei com esta notícia:
Ministro francês (das finanças) admite que a UE exigiu demais a Portugal
Afinal está tudo explicado, os franceses e alemães perdoam Portugal pelo passado, que nós perdoa-mos-lhes o passado, o presente e, se necessário for, o futuro!
Publicado por Nuno Peralta às 08:12 AM | Comentários (0)
HIV
Há 40 milhões de pessoas infectadas com HIV em todo o mundo.
4 vezes a população de Portugal!
Numeros preocupantes estes que nos chegam diariamente sobre doenças, maus tratos e falta de direitos humanos.
É nestes momentos que ganho a real consciência do "rico" que sou, que estou provavelmente nos 5% a 10% da população mundial com melhores condições de vida...
Publicado por Nuno Peralta às 07:04 AM | Comentários (0)
Ecofin
Ao adoptar por maioria qualificada a proposta dos Ministros da Economia dos 12 sobre as medidas especiais para França e Alemanha, o Conselho Europeu dos Ministros da Economia e Finanças (ECOFIN) estabeleceu igualmente uma nova nomenclatura, pelo menos no que toca à credibilidade internacional do Euro, o ECOFIM!
Publicado por Nuno Peralta às 02:37 AM | Comentários (0)
Gostei!
Tenho que agradecer à Inês a publicidade, a mais original que tive até hoje. Mas também não devia ser de admirar, visto que vem de um dos mais originais blogues portugueses...
Portanto, toca a adivinhar o que isto é:
+ 
Publicado por Nuno Peralta às 02:20 AM | Comentários (0)
Cavaco
Concordo com o Paulo, a única pessoa que eu gostava de ouvir pronunciar-se sobre a posição portuguesa face ao défice francês e alemão era a do Professor Cavaco Silva.
O quão não deverão estar neste momento a arder as orelhas dos seus discípulos queridos, Manuela Ferreira Leite e Durão Barroso...
Publicado por Nuno Peralta às 02:01 AM | Comentários (0)
novembro 25, 2003
Papel de embrulho
Para quem como eu já não suporta esta histeria consumista de Natal (e ainda estamos em Novembro), eis a forma de tirar igualmente algum proveito da situação, quanto mais não seja umas boas gargalhadas com a cara de quem receber as nossas prendas embrulhadas com um dos modelos da colecção de Papel de Embrulho Natal'03, que em seguida se apresenta (fresquinha, fresquinha, acabada de sair do mail...):
Publicado por Nuno Peralta às 11:01 PM | Comentários (1)
Foi em Portugal, sim senhor!

Um autocarro, vazio, foi «engolido», hoje, por um buraco junto à Avenida Calouste Gulbenkian, em Lisboa, devido a um aluimento de terras, avançou à agência Lusa fonte da Divisão de Trânsito da PSP.
Segundo o oficial de dia da PSP, o autocarro estava estacionado no terminal sem o condutor, que tinha ido fazer um telefonema, quando o chão cedeu.
O buraco está situado junto à encosta do Bairro da Liberdade, onde, de acordo com os residentes locais, «há muitos anos, passava o leito de um rio».
O autocarro, que estava, ainda, fora de serviço, não transportando por isso qualquer passageiro, pertence a uma empresa privada contratada para integrar o sistema de alternativos à Carris, que hoje está em greve.
Publicado por Nuno Peralta às 04:54 PM | Comentários (1)
Uma boa notícia para variar um pouco...
Índia e Paquistão acordam cessar-fogo em Caxemira, depois de 14 anos de conflito aberto. O cessar-fogo tem início à meia-noite de hoje.
Publicado por Nuno Peralta às 12:38 PM | Comentários (2)
Pacto de Estabilidade 2
"Quando um pequeno país tem um grande problema, é um grande problema para esse país, mas quando um grande país tem um grande problema, é sobretudo um grande problema para a Europa".
Henri Grethen, Ministro Luxemburguês da Economia
(citado pelo Público)
Com esta frase fico esclarecido sobre os níveis de solidariedade entre os Estados da UE. E gosto deste novo conceito de coesão: se os pequenos tiverem problemas, amanhem-se. Se os grandes tiverem problemas, estamos cá todos para ajudar...
Faz lembrar aquela máxima da Banca:
"Se um cliente deve 1.000 contos ao Banco e não paga, o cliente tem um problema. Se deve um milhão, o Banco tem um problema..."
Publicado por Nuno Peralta às 12:08 PM | Comentários (2)
Suspensão do Pacto de Estabilidade
A decisão tomada esta madrugada pelos Ministros das Finanças da zona euro, ao "suspenderem" o Pacto de Estabilidade para que França e Alemanha possam recuperar as suas economias sem serem atingidos pelas pesadas multas previstas veio mostrar bem como funcionam as coisas na Europa e que, de facto, como diria Orwell, todos os países são iguais, mas a França e a Alemanha são mais iguais que os outros.
Mais lamentável ainda é que uma Ministra que obriga o seu povo a fazer os necessários esforços de contenção para controlar o défice no seu país não vote contra esta medida de concorrência desleal, como o fizeram os seus colegas da Áustria, Espanha, Holanda e Finlândia, assim como o comissário europeu Pedro Solbes. Como é que Manuela Ferreira Leite vai justificar o seu voto, sem que os portugueses se sintam (mais uma vez) enganados?
Este facto pode abrir mais uma grave crise institucional na U.E., não sendo de excluir algumas demissões na Comissão Europeia e a oposição feroz do Banco Europeu.
Por outro lado, antevejo dias negros para o Euro no mercado bolsista, pois esta decisão pode bem ter sido uma machadada bem forte na credibilidade do euro nos mercados internacionais.
Não acredito que o efeito moralizador sobre as economias francesa e alemã, mais capazes de investir sem as amarras impostas pelo P.E., seja suficiente para cobrir este impacto negativo da credibilidade.
Irónico é que seja o país que mais se bateu pela existência deste P.E. que agora venha ser o principal responsável pela sua suspensão (que na prática quer dizer o seu fim, pois depois desta violação, qual a moral para no futuro punir outros?).
Aguardemos pois as reacções dos mercados e das instituições, nomeadamente qual a posição dos 3 estados da UE que não estão no Euro, Inglaterra, Suécia e Dinamarca...
(em anexo a notícia da Lusa, que agora não permite fazer links directos a notícias)
PS: Se virmos a notícia do Público de hoje, antes de terminar a reunião, a sensibilidade era que Portugal era contra. O que é que nos terá feito mudar de opinião?
Ministros das Finanças da zona euro contornam regras do Pacto de Estabilidade
Os ministros das Finanças da zona euro chegaram terça- feira de madrugada a um acordo que exige um compromisso de diminuição dos défices por parte da Franca e Alemanha, mas não o cumprimento imediato do Pacto Estabilidade.
A França comprometeu-se a reduzir em 2004 o seu défice estrutural em 0,77% do Produto Interno Bruto (PIB) e em 0,6% em 2005, contra a previsão de que as reduções fossem de 0,7% em 2004 e de 0,5% em 2005.
Por seu lado, também no final da reunião, o ministro alemão das Finanças, Hans Eichel, considerou que o acordo conseguido se "situa no âmbito do pacto de estabilidade".
O acordo, conseguido por maioria qualificada, mereceu o desacordo de Áustria, Finlândia, Holanda e Espanha e da Comissão Europeia.
O comissário europeu Pedro Solbes considerou que o acordo sobre os défices francês e alemão desrespeita as regras e o espírito do Pacto de Estabilidade, que regula a disciplina orçamental entre os países membros da zona euro e impõe um limite de 3% nos respectivos défices.
O documento será submetido ainda esta terça-feira à aprovação dos ministros das Finanças dos Quinze.
Lusa/fim
Publicado por Nuno Peralta às 09:39 AM | Comentários (0)
Esclarecimentos
"Todo o contexto em que regressei ao Parlamento está cabalmente esclarecido e não carece de novas intervenções."
(Paulo Pedroso)
Só hoje li estas declarações de 6ª feira passada, do deputado do PS.
Ora dado que na A.R. não o ouvi falar sobre o assunto, suponho que os esclarecimentos cabais de que fala são as mil e uma entrevistas dadas às rádios, jornais, televisões e revistas cor-de-rosa (sem conotação política...).
É apenas impressão minha, ou foi o facto de Paulo Portas ter escolhido a televisão para falar sobre o Caso Moderna em vez de ir ao Parlamento prestar esclarecimentos sobre o processo que fez com que o PS exigisse a sua demissão do Governo?
A coerência na política é extraordinária...
Publicado por Nuno Peralta às 02:31 AM | Comentários (4)
Tricas
Até nos blogues as mulheres se pegam umas com as outras pelos motivos mais fúteis. Estas duas senhoras aparentemente não se conhecem, não defendem posições extremadas sobre nada, mas conseguem ofender-se mais do que um benfiquista e um portista depois de um polémico Benfica - Porto com 4 penalties e 3 expulsões!
Enfim, também a peixeirada já chegou à blogoesfera, só que numa versão (ainda) sem palavrões à moda do Bolhão...
Publicado por Nuno Peralta às 02:25 AM | Comentários (11)
Nem mais um minuto

A ler igualmente esta notícia do Público, sobre os custos sociais e económicos da violência contra as mulheres.
Publicado por Nuno Peralta às 02:13 AM | Comentários (0)
25 de Novembro
Portugal tem hoje, felizmente, uma democracia consolidada, independentemente das vicissitudes inerentes à sua juventude.
A democracia e a sua efectiva consolidação são fruto de um processo que teve a sua origem no 25 de Abril de 1974, com o derrube do regime autoritário, e que se afirmou no 25 de Novembro de 1975, com a vitória da liberdade e da democracia.
Na realidade, o 25 de Novembro nunca teria existido sem o 25 de Abril, mas o 25 de Abril sem o 25 de Novembro teria conduzido o país por caminhos não democráticos.
Por isto mesmo, o 25 de Abril e o 25 de Novembro foram dois momentos de grande importância na nossa história, que deveriam ser recordados e comemorados, ambos com a devida dignidade.
Não fora a intervenção decidida do MFA e a uma ditadura de direita opressora teria sucedido um regime marxista-leninista não menos opressor. Felizmente houve o 25 de Novembro, em que os militares e os partidos moderados conseguiram tomar as rédeas do poder e colocar Portugal na rota de democracia.

Os factos que nos levam ao 25 de Novembro
11 de Março de 1975
Divisões profundas entre oficiais do MFA. A ala spinolista é levada a tentar um golpe de estado. Insurreição na Base Aérea de Tancos e ataque aéreo ao Quartel do RAL1. Fuga para Espanha do General Spínola e outros oficiais. Reforço da capacidade de intervenção do COPCON chefiado por Otelo Saraiva de Carvalho.
12 de Março de 1975
São extintos a Junta de Salvação Nacional e o Conselho de Estado e em sua substituição é criado o Conselho de Revolução. O Governo dá início à execução de um grande plano de nacionalizações (Banca, Seguros, Transportes etc...).
26 de Março de 1975
Tomada de Posse do IV Governo Provisório, chefiado por Vasco Gonçalves.
11 de Abril de 1975
Plantaforma de acordo MFA/Partidos assinada por CDS, FSP, MDP, PCP, PPD, PS. O acordo visava o reconhecimento, por parte dos partidos, da necessidade de se manter a influência do MFA na vida política do país por um período de transição de três a cinco anos o qual terminaria por intermédio de uma revisão constitucional.
25 de Abril de 1975
Eleições para a Assembleia Constituinte com uma taxa de participação de 91,7%. Resultados dos Partidos com representação parlamentar: PS 37,9%; PPD 26,4%; PCP 12,5%; CDS 7,6%; MDP 4,1%; UDP 0,7%.
19 de Maio de 1975
Início do chamado Caso República . Raul Rêgo é afastado da direcção do jornal pelos trabalhadores, acusado de ter tornado o República no órgão oficioso do Partido Socialista.
25 de Maio de 1975
Ocupação pelos trabalhadores das instalações da Rádio Renascença, propriedade do Episcopado.
6 de Junho de 1975
Em Ponta Delgada realiza-se a primeira manifestação pública da Frente de Libertação dos Açores (FLA). Este movimento sem grande expressão e peso político reivindicava a autodeterminação dos Açores.
25 de Junho de 1975
Independência de Moçambique.
Julho de 1975
Reagindo ao curso dos acontecimentos e à situação criada no jornal República o Partido Socialista desencadeia manifestações de massas - a maior das quais foi a da Fonte Luminosa, abandonando o Governo em 16 de Julho. O Partido Popular Democrático segue-lhe o exemplo. Iniciam-se as diligências para a formação de novo Governo.
5 de Julho de 1975
Independência de Cabo-Verde.
8 de Julho de 1975
MFA divulga o Documento "Aliança POVO/MFA. Para a construção da sociedade socialista em Portugal."
12 de Julho de 1975
Independência de S. Tomé e Príncipe.
13 de Julho de 1975
Assalto à sede do PCP em Rio Maior. Têm aqui início uma série de acções violentas contra as sedes de partidos e organizações políticas de esquerda, registadas por todo o país mas com maior intensidade no Norte e Centro. Esta onda de violência conotada com as forças conservadoras ficou conhecida por Verão Quente.
27 de Julho de 1975
Fuga de 88 agentes da ex-PIDE/DGS da prisão de Alcoentre.
30 de Julho de 1975
É criado no Conselho da Revolução o Triunvirato que passa a orientá-lo. Constituem-no Vasco Gonçalves, Costa Gomes e Otelo.
7 de Agosto de 1975
É divulgado o Documento Melo Antunes, apoiado pelo Grupo dos Nove, um grupo de militares que representava a facção moderada do MFA, e que se opõem às teses políticas do Documento Guia Povo/MFA apresentado em 8 de Julho.
8 de Agosto de 1975
Tomada de posse do V Governo Provisório, chefiado por Vasco Gonçalves.
10 de Agosto de 1975
Melo Antunes e apoiantes são afastados do Conselho da Revolução.
12 de Agosto de 1975
Aparecimento do "Documento do COPCON", em contraposição ao "Documento dos Nove", e reforçando a ideia de ser atribuído um papel político relevante às Assembleias Populares (democracia de base).
30 de Agosto de 1975
Vasco Gonçalves é demitido do cargo de Primeiro Ministro. Iniciam-se as negociações para a formação do VI Governo Provisório, PS/PPD/PC.
10 de Setembro de 1975
Desvio de 1000 espingardas automáticas G3 do DGM 6 em Beirolas.
11 de Setembro de 1975
Manifestação dos SUV no Porto, numa tentativa de criar no seio das Forças Armadas uma zona de influência adepta do Poder Popular de Base como advogavam alguns partidos da chamada esquerda revolucionária.
19 de Setembro de 1975
Tomada de posse do VI Governo Provisório, chefiado por Pinheiro de Azevedo.
21 e 22 de Setembro de 1975
Agudiza-se a luta política nas ruas: manifestação dos Deficientes das Forças Armadas com ocupação de portagens de acesso a Lisboa e tentativa de sequestro do Governo. Prosseguem as nacionalizações: SETENAVE e Estaleiros de Viana do Castelo.
25 de Setembro de 1975
Nova manifestação dos SUV em Lisboa. Na intenção de retirar poderes ao COPCON o Governo cria o AMI - Agrupamento Militar de Intervenção.
26 de Setembro de 1975
O Governo decide retirar ao COPCON "os poderes de intervenção para restabelecimento da ordem pública".
27 de Setembro de 1975
Manifestantes de partidos de esquerda assaltam e destroem as instalações da Embaixada de Espanha como medida de protesto contra a execução pelo garrote de cinco nacionalistas bascos, decidida pelo governo ditatorial do Generalíssimo Franco.
15 de Outubro de 1975
O Governo manda selar as instalações da Rádio Renascença, ocupada desde Maio pelos trabalhadores. Mas a ocupação mantém-se.
7 de Novembro de 1975
Por ordem do Governo, o recém criado AMI, faz explodir os emissores da Rádio Renascença.
Confrontos violentos na região de Rio Maior entre representantes das UCP's e Cooperativas Agrícolas da Zona de Intervenção da Reforma Agrária (ligadas ao sector do trabalhadores rurais) e representantes da CAP - Confederação de Agricultores Portugueses, instituição ligada aos interesses dos proprietários agrícolas.
11 de Novembro de 1975
Independência de Angola.
12 de Novembro de 1975
Manifestação de trabalhadores da construção civil cerca o Palácio de S.Bento sequestrando os deputados.
15 de Novembro de 1975
Juramento de bandeira no RALIS - os soldados quebram as normas militares que regulamentam os juramentos de bandeira e fazem-no de punho fechado.
20 de Novembro de 1975
O Conselho da Revolução decide substituir Otelo Saraiva de Carvalho por Vasco Lourenço no comando da Região Militar de Lisboa.
O Governo anuncia a suspensão das suas actividades alegando "falta de condições de segurança para exercício do governo do país".
Manhã de 25 de Novembro de 1975
Na sequência de uma decisão do General Morais da Silva, CEMFA, que dias antes tinha mandado passar à disponibilidade cerca de 1000 camaradas de armas de Tancos, paraquedistas da Base Escola de Tancos ocupam o Comando da Região Aérea de Monsanto e seis bases aéreas. Detêm o general Pinho Freire e exigem a demissão de Morais da Silva. Este acto é considerado pelos militares ligados ao Grupo dos Nove como o indício de que poderia estar em preparação um golpe de estado vindo de sectores mais radicais, da esquerda. Esses militares apoiados pelos partidos políticos moderados PS e PPD, depois do Presidente da República, General Francisco da Costa Gomes ter obtido por parte do PCP a confirmação de que não convocaria os seus militantes e apoiantes para qualquer acção de rua, decidem então intervir militarmente para controlar inequivocamente o destino político do país. Assim:
Tarde de 25 de Novembro de 1975
Elementos do Regimento de Comandos da Amadora cercam o Comando da Região Aérea de Monsanto.
Noite de 25 de Novembro de 1975
O Presidente da República decreta o Estado de Sítio na Região de Lisboa. Militares afectos ao governo, da linha do Grupo dos Nove, controlam a situação.
Prisão dos militares revoltosos que tinham ocupado a Base de Monsanto.
26 de Novembro de 1975
Comandos da Amadora atacam o Regimento da Polícia Militar, unidade militar tida como próxima das forças políticas de esquerda revolucionária. Após a rendição da PM, há vítimas mortais de ambos os lados.
Prisões dos militares revoltosos..
27 de Novembro de 1975
Os Generais Carlos Fabião e Otelo Saraiva de Carvalho são destituídos, respectivamente, dos cargos de Chefe de Estado Maior do Exército e de Comandante do COPCON.
O General António Ramalho Eanes é o novo Chefe de Estado Maior do Exército.
Por decisão do Conselho de Ministros a Rádio Renascença é devolvida à Igreja Católica.
28 de Novembro de 1975
O VI Governo Provisório retoma funções. O Conselho de Ministros promete o direito de reserva aos donos de terras expropriadas.
Publicado por Nuno Peralta às 01:28 AM | Comentários (6)
novembro 24, 2003
Irão
Arrepiante o depoimento sobre o que é ser preso político no Irão, via Fumaças.
Publicado por Nuno Peralta às 11:52 PM | Comentários (1)
Deco
O mágico não conseguiu iludir o Conselho de Disciplina e apanhou 3 jogos de suspensão pela "bota voadora".
É justo, castiga o acto, de alguém com algum historial de mau comportamento disciplinar, mas não é exagerado, tendo em conta que o acto não teve consequências físicas.
De realçar a relativa rapidez da decisão, evitando polémicas de favorecimento a clubes terceiros.
Publicado por Nuno Peralta às 08:17 PM | Comentários (0)
Mais 21...
21 pessoas morreram e outras 635 ficaram feridas, 57 delas com gravidade, nos 2.068 acidentes ocorridos na última semana nas estradas portuguesas, de acordo com a BT da GNR.
Apenas para comparação de dimensão, os atentados terroristas levados a cabo na manhã de 20 de Novembro em Istambul fizeram 26 mortos e cerca de 450 feridos.
Os atentados de Istambul foram uma catástrofe, mas basta olhar para os números para termos a verdadeira dimensão da catástrofe que todas as semanas se abate sobre as nossas estradas.
Desde o início do ano a BT já contabilizou 1.058 mortes nas estradas portuguesas.
Publicado por Nuno Peralta às 04:54 PM | Comentários (1)
Adopte uma atitude!
Publicado por Nuno Peralta às 03:43 PM | Comentários (2)
Curiosidade
O programa Ídolos, da SIC, também tem um blogue.
Publicado por Nuno Peralta às 03:27 PM | Comentários (2)
Fumar Mata!
Publicado por Nuno Peralta às 03:00 PM | Comentários (0)
Aplaudo de pé!
Porque muito mal se tem falado dos estudantes do ensino superior nos últimos tempos, é preciso louvar a acção tomada pelo Órgão Máximo da Praxe do Instituto Superior Politécnico de Viseu, que incluiu no seu programa de recepção aos caloiros uma campanha de "Inscrição na Base de Dados Internacional de Dadores de Medula Óssea".
Aplaudo de pé e peço bis pela atitude!
(notícia descoberta através do nóveis Radicais pela Ética).
Publicado por Nuno Peralta às 02:47 PM | Comentários (0)
A ler
Eduardo Cintra Torres é daquelas pessoas com quem tenho uma inexplicável antipatia, não gosto da sua figura. No entanto, é talvez o mais lúcido cronista a falar sobre televisão em Portugal, todas as 2ªs feiras no Público.
Hoje é impiedoso com a cobertura dos ataques aos jornalistas portugueses no Iraque.
Publicado por Nuno Peralta às 01:06 PM | Comentários (0)
Prémios
Obrigado ao Mata-Mouros pela distinção, ainda por cima na categoria de Melhor Posta da Semana!
Este obrigado é especial porque o post em causa é para mim o mais sentido de todos os que aqui foram escritos até hoje...
Publicado por Nuno Peralta às 11:16 AM | Comentários (1)
Os Melhores Fundos para Fugir ao IRS
Porque é que os nossos jornalistas insistem em chamar de fuga algo que é pura e simplesmente gestão fiscal?
Fuga é não pagar impostos que são devidos, é, por exemplo, não passar factura quando se presta um serviço.
Investir em contas poupança-habitação ou num PPR/E não é fuga aos impostos, é aproveitar um benefício que está consagrado na Lei, sem subterfúgios!
O que mais chateia nesta notícia do suplemento de Economia do Público é que no texto usam as designações correctas. A isto chama-se vender a notícia de uma forma pouco ética...
Publicado por Nuno Peralta às 11:11 AM | Comentários (1)
Uma questão de perspectiva
Finanças traçam cenário negro do investimento estrangeiro (Diário Económico)
A economia portuguesa encontra-se «cercada» na captação de investimento directo estrangeiro (IDE), estando ameaçada por algumas províncias espanholas, com maiores vantagens competitivas, como é o caso da Catalunha e da Andaluzia, e pelos países da Europa Central e de Leste. Este diagnóstico é feito pelo Departamento de Prospectiva e Planeamento do Ministério das Finanças num estudo recente.
Portugal está menos difícil de vender (Público)
Reformas estruturais, baixa de IRC e sinais de retoma, são alguns dos novos argumentos que a API está a utilizar para captar investidores. Até ao fim de Outubro, tinham sido assinados 21 contratos de investimento, no valor de 450 milhões de euros de investimento, e havia 102 em negociação, no montante de dois mil milhões de euros.
Ainda que compatíveis, eis duas maneiras diferentes de vender o mesmo peixe: o pessimismo do Ministério das Finanças e o optimismo da Agência Portuguesa de Inovação.
Publicado por Nuno Peralta às 11:00 AM | Comentários (0)
Cartas abertas
As cartas abertas viraram moda, só hoje o Público trás duas (aqui e aqui).
A continuarmos a este ritmo, em breve os jornais diários têm o tamanho do Expresso e os CTT estarão na falência...
Publicado por Nuno Peralta às 10:42 AM | Comentários (0)
A ler...
A entrevista ao Público de Leal Martins, ex-Presidente do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil.
Esta entrevista tem demasiado conteúdo criminal para passar despercebida ao Ministério Público e ao Ministério da Administração Interna: corrupção, tráfico de influências, ameaças de morte, utilização indevida de fundos públicos e eventual gestão fraudulenta são alguns dos tópicos abordados.
As expressões ali utilizadas exijem a devida investigação e eu fico a aguardar desenvolvimentos sobre essas investigações. Nem que seja para concluir que o homem é paranóico e/ou irresponsável e que o seu afastamento foi um benção para todos.
Infelizmente, sou levado a crer que a maior parte das acusações devem ser verdadeiras, os lobbies ligados ao fornecimento de material de combate aos incêndios são bastante fortes e existe um elevado grau de promiscuidade entre estes fornecedores e as direcções das corporações de bombeiros.
Publicado por Nuno Peralta às 10:34 AM | Comentários (1)
Durão e Ferro reúnem-se hoje depois de um intervalo de sete meses
Penso que esta é uma boa notícia para o País.
Espero que não seja uma operação de charme de ambos, mas que signifique que Governo e Oposição finalmente compreenderam que, apesar das divergências que os separam, os portugueses esperam que haja pontos de contacto nas áreas primordiais, que haja uma estratégia nacional que, independentemente de sermos governados pelo partido A ou B, seja seguida. Na minha humulde opinião, precisamos claramente de uma estratégia para a educação, outra para a economia e ainda uma para a segurança, não sendo de excluir que haja outros tipos de acordos estratégicos.
Infelizmente, não acredito que os nossos partidos estejam preparados para este tipo de entendimento, que tem permitido a países como a Irlanda e Espanha um desenvolvimento sustentado, descolando claramente de Portugal.
Publicado por Nuno Peralta às 10:01 AM | Comentários (1)
Aborto
Vasco Rato escreveu um interessante artigo sobre a despenalização do aborto este fim de semana no Independente.
Interessante porque deve ser das primeiras pessoas assumidamente de direita que eu vejo a defenderem publicamente esta opção, mesmo sabendo que isso poderá gerar alguns anti-corpos junto dos que o rodeiam.
Deixo aqui o último parágrafo do seu artigo, que mais que polémico, deixa a porta aberta a uma solução de entendimento entre defensores e opositores, mostrando que para além do branco e do negro existem vários tons de cinzento...
"Em Portugal, devemos descriminalizar o aborto, mas não devemos ignorar que muitos portugueses se opõem a essa medida. De facto, julgo que seria uma afronta a estes cidadãos se o aborto fosse pago pelos seus impostos. A solução política é, portanto, permitir o funcionamento de clínicas privadas, mas o custo do aborto seria sempre suportado por quem opta por esse caminho. Tal como o Estado não deve criminalizar uma decisão individual, não há razão para que o Estado pague as despesas dessa decisão através do Serviço Nacional de Saúde. Numa sociedade pluralista, julgo que esta solução é a única que poderá respeitar as sensibilidades de todos os cidadãos. Não terá a «coerência» dos absolutistas, mas poderá humanizar uma lei hipócrita que é sistematicamente violada com toda a impunidade."
Publicado por Nuno Peralta às 02:06 AM | Comentários (2)
Rómulo Gedeão

Lágrima de preta
Encontrei uma preta
que estava a chorar
pedi-lhe uma lágrima
para a analisar.
Recolhi a lágrima
com todo o cuidado
num tubo de ensaio
bem esterilizado.
Olhai-a de um lado,
do outro e de frente:
tinha um ar de gota
muito transparente.
Mandei vir os ácidos,
as bases e os sais,
as drogas usadas
em casos que tais.
Ensaiei a frio,
experimentei ao lume,
de todas as vezes
deu-me o que é costume:
nem sinais de negro,
nem vestígios de ódio.
Água (quase tudo)
e cloreto de sódio.
Publicado por Nuno Peralta às 01:09 AM | Comentários (0)
Pontualidade
Ainda a propósito da celeuma que levantou a recente visita do actor brasileiro António Fagundes a Portugal com a sua peça "7 minutos", apenas posso dizer que concordo plenamente com a sua atitude.
Para quem não sabe, o que o actor fez foi fechar as portas da sala à hora marcada para o início da peça (segundo sei, às 21h30), tal como mencionava o cartaz da peça.
Escusado será dizer que o bom do povinho ignorou o aviso e cerca de 200 espectadores com bilhete bateram com o nariz na porta e ficaram do lado de fora. Indignados, lançaram impropérios contra a o actor, alguns deles de cariz bem xenófobo, dignos de quem está habituado a fazer da falta de pontualidade um hábito de vida, numa sociedade em que se considera chique chegar atrasado, seja no trabalho ou na vida social.
Conforme discutia à pouco com o Rui, tenho para mim que os atrasos típicos da nossa sociedade, mais do que uma tremenda falta de respeito pelos nossos interlocutores (sejam eles os colegas de trabalho, os actores de uma companhia de teatro e os outros espectadores ou os nossos amigos) são uma das principais causas da falta de produtividade dos portugueses.
Mudar a mentalidade portuguesa, incutindo a cultura da pontualidade, faria mais pela nossa produtividade e, consequentemente, pela nossa economia, que uma reforma radical do código de trabalho.
Publicado por Nuno Peralta às 12:06 AM | Comentários (0)
Ainda Bush em Londres
Por sugestão do Cidadão Livre, li o discurso de Bush em Londres.
Acho que é um documento que merece ser lido, quanto mais não seja para perceber um pouco melhor a política externa norte-americana desta Administração.
Deixo aqui um excerto seleccionado para abrir o apetite:
"(...) The peace and security of free nations now rests on three pillars:
First, international organizations must be equal to the challenges facing our world, from lifting up failing states to opposing proliferation. (...)
The second pillar of peace and security in our world is the willingness of free nations, when the last resort arrives, to restrain aggression and evil by force. There are principled objections to the use of force in every generation, and I credit the good motives behind these views.(...)
The third pillar of security is our commitment to the global expansion of democracy, and the hope and progress it brings, as the alternative to instability and to hatred and terror. We cannot rely exclusively on military power to assure our long-term security. Lasting peace is gained as justice and democracy advance.(...)"
Publicado por Nuno Peralta às 12:01 AM | Comentários (0)
novembro 23, 2003
Saudades de ti
Passam hoje 64 anos sobre o teu nascimento.
Infelizmente, ao contrário dos outros 63, já não estás entre nós, pelo que não te posso dar pessoalmente os parabéns.
Onde quer que estejas, espero que possas ver que hoje é um dia que recordamos com alegria e que vejas igualmente o sorriso lindo que o neto que não chegaste a conhecer tem!
Irónico, não é? Tu partiste, ele chegou. A mim dizem-me que sou igual a ti, a ele dizem que é igual a mim, ou seja, igual a ti...
O teu dia de anos sempre foi o teu dia preferido, o único que te via festejar com prazer, pelo que espero o possas continuar a fazer nessa terra para além da vida, onde com toda a certeza o teu verdadeiro espírito já deve ter feito imensas amizades e onde reencontraste muitos dos teus bons amigos.
Se eu te conheço, hoje é dia de fados por aí, na companhia dos teus amigos. Espero que sim, que seja um dia perfeito.
Parabéns Pai!
Publicado por Nuno Peralta às 10:20 AM | Comentários (6)
Casa Pia
E já passou um ano desde que foi dado a conhecer à sociedade o caso Casa Pia...
Publicado por Nuno Peralta às 09:13 AM | Comentários (2)
Roger
Os predestinados da bola são assim, capazes de se arrastar pelo campo de futebol durante um jogo inteiro (ou mesmo vários jogos), mas num repente de fantasia e improviso fazerem algo que nos fica na retina para a vida.
Roger é um desses jogadores, que marcou hoje mais um magnífico golo, daqueles que não marca quem quer, marca quem pode, com o talento que a Natureza lhe deu.
Publicado por Nuno Peralta às 03:23 AM | Comentários (0)
novembro 22, 2003
Já sei para que serve a Taça...
Finalmente percebi qual a grande vantagem da Taça de Portugal. Dado que a FPF acha que deve pedir balúrdios pelos jogos e ninguém os compra (salvo raros jogos, como o Porto-Boavista), aproveitamos para relembrar velhos tempos, em que o jogo apenas nos entrava pela casa a dentro através das ondas da rádio.
Não fui ver o jogo ao estádio, pois quero ver primeiro os relatos de como são as condições daquele estádio em dia de chuva...
E foi mesmo recordar os bons tempos da bola na rádio, pois tal como nesses tempos, o Benfica ganhou!
Publicado por Nuno Peralta às 09:25 PM | Comentários (0)
Milhares de turcos manifestaram-se hoje contra o terrorismo
Porque será que nos blogues de referência à esquerda isto não é destacado, da mesma forma que regozijaram com a manifestação anti-Bush em Londres?
Publicado por Nuno Peralta às 08:42 PM | Comentários (1)
Vícios
Basta olhar para qualquer indicador estatístico sobre a blogoesfera para percebermos que ao fim de semana os posts/visitas têm sempre uma quebra significativa...
O que é que isto quer dizer?
a) O pessoal bloga no trabalho, porque a internet é à borla e o patrão não se apercebe que não estão a trabalhar?
b) A esposa/mulher/filhos/amigos enchem-vos a agenda e não vos deixam tempo para a blogada, ao contrário da semana?
c) Continuam a comprar o Expresso, cuja leitura integral impede qualquer um de ter tempo para blogar, ainda que saibamos que chegado ao fim nos arrependemos sempre do tempo dispendido...
d) Outra razão.
Eu pessoalmente, dado o nível de vício já instalado, tenho o mesmo nível de intervenção ao longo de toda a semana. Aliás, com o novo trabalho e dadas as tarifas da internet, a tendência para escrever mais ao fim de semana do que durante a semana terá tendência a aumentar...
E vocês, o que é que acham?
(posta simultânea com a Bloga?!)
Publicado por Nuno Peralta às 07:19 PM | Comentários (4)
Desemprego?
Há situações que eu enquanto economista tenho dificuldade em compreender.
Fui à pouco à engomaderia onde mando passar as minhas camisas, onde tive que estar uma hora à espera, pois o trabalho (para 6ª feira passada) ainda não estava concluído.
Durante essa espera a dona esteve a desabafar comigo, que está a ter muitos problemas com o negócio, pois tem um anúncio publicado há três meses, ao qual apenas teve uma resposta. Há um mês foi ao IEFP, de onde ainda não lhe enviaram ninguém.
As empregadas que tem, por motivos pessoais, têm faltado 1 a 2 dias por semana.
E ela disse-me igualmente que até paga um pouco acima do mercado, pois sabe que esta é uma profissão ingrata, pelo que quer garantir que retém as boas empregadas.
Mas a realidade é que, das 3 empregadas que deve ter, 1 está de baixa há 3 semanas, na 2ª feira não teve empregadas e no resto da semana só tem tido uma. E não tem candidatas a fazer o trabalho disponível.
Ora se as estatísticas nos dizem que o desemprego tem subido em flecha (22% entre Outubro de 2002 e Outubro de 2003), não deveria haver imensa gente a responder a esta vaga? Ou só temos desempregados licenciados, que não se dispõem a trabalhar a passar a ferro um dia inteiro? Ou ainda, o subsídio de desemprego é muito melhor do que passar o dia a fazer este tipo de trabalhos?
Ah, é verdade, a única pessoa que respondeu ao anúncio foi uma romena, que ainda começou a trabalhar, mas que acabou por se ir embora, segundo percebi por uma falcatrua qualquer...
Publicado por Nuno Peralta às 06:56 PM | Comentários (10)
Just a litlle bit crazy...
Clique aqui quem estiver farto desta versão deste blogue e quiser uma versão mais animada...
Publicado por Nuno Peralta às 09:57 AM | Comentários (0)
J.F.K. (Revisto)

Aos interessados, deixo em anexo o discurso da tomada de posse de J.F.K., que lido hoje, continua a ser de uma actualidade impressionante (e ao lê-lo não se esqueçam que ele era democrata, não republicano).
John Fitzgerald Kennedy's Inaugural Address
Given on Friday, January 20, 1961.
Vice President Johnson, Mr. Speaker, Mr. Chief Justice, President Eisenhower, Vice President Nixon, President Truman, reverend clergy, fellow citizens,
we observe today not a victory of party, but a celebration of freedom--symbolizing an end, as well as a beginning--signifying renewal, as well as change. For I have sworn before you and Almighty God the same solemn oath our forebears prescribed nearly a century and three quarters ago.
The world is very different now. For man holds in his mortal hands the power to abolish all forms of human poverty and all forms of human life. And yet the same revolutionary beliefs for which our forebears fought are still at issue around the globe--the belief that the rights of man come not from the generosity of the state, but from the hand of God.
We dare not forget today that we are the heirs of that first revolution. Let the word go forth from this time and place, to friend and foe alike, that the torch has been passed to a new generation of Americans--born in this century, tempered by war, disciplined by a hard and bitter peace, proud of our ancient heritage--and unwilling to witness or permit the slow undoing of those human rights to which this Nation has always been committed, and to which we are committed today at home and around the world.
Let every nation know, whether it wishes us well or ill, that we shall pay any price, bear any burden, meet any hardship, support any friend, oppose any foe, in order to assure the survival and the success of liberty.
This much we pledge--and more.
To those old allies whose cultural and spiritual origins we share, we pledge the loyalty of faithful friends. United, there is little we cannot do in a host of cooperative ventures. Divided, there is little we can do--for we dare not meet a powerful challenge at odds and split asunder.
To those new States whom we welcome to the ranks of the free, we pledge our word that one form of colonial control shall not have passed away merely to be replaced by a far more iron tyranny. We shall not always expect to find them supporting our view. But we shall always hope to find them strongly supporting their own freedom--and to remember that, in the past, those who foolishly sought power by riding the back of the tiger ended up inside.
To those peoples in the huts and villages across the globe struggling to break the bonds of mass misery, we pledge our best efforts to help them help themselves, for whatever period is required--not because the Communists may be doing it, not because we seek their votes, but because it is right. If a free society cannot help the many who are poor, it cannot save the few who are rich.
To our sister republics south of our border, we offer a special pledge--to convert our good words into good deeds--in a new alliance for progress--to assist free men and free governments in casting off the chains of poverty. But this peaceful revolution of hope cannot become the prey of hostile powers. Let all our neighbors know that we shall join with them to oppose aggression or subversion anywhere in the Americas. And let every other power know that this Hemisphere intends to remain the master of its own house.
To that world assembly of sovereign states, the United Nations, our last best hope in an age where the instruments of war have far outpaced the instruments of peace, we renew our pledge of support--to prevent it from becoming merely a forum for invective--to strengthen its shield of the new and the weak--and to enlarge the area in which its writ may run.
Finally, to those nations who would make themselves our adversary, we offer not a pledge but a request: that both sides begin anew the quest for peace, before the dark powers of destruction unleashed by science engulf all humanity in planned or accidental self-destruction.
We dare not tempt them with weakness. For only when our arms are sufficient beyond doubt can we be certain beyond doubt that they will never be employed.
But neither can two great and powerful groups of nations take comfort from our present course--both sides overburdened by the cost of modern weapons, both rightly alarmed by the steady spread of the deadly atom, yet both racing to alter that uncertain balance of terror that stays the hand of mankind's final war.
So let us begin anew--remembering on both sides that civility is not a sign of weakness, and sincerity is always subject to proof. Let us never negotiate out of fear. But let us never fear to negotiate.
Let both sides explore what problems unite us instead of belaboring those problems which divide us.
Let both sides, for the first time, formulate serious and precise proposals for the inspection and control of arms--and bring the absolute power to destroy other nations under the absolute control of all nations.
Let both sides seek to invoke the wonders of science instead of its terrors. Together let us explore the stars, conquer the deserts, eradicate disease, tap the ocean depths, and encourage the arts and commerce.
Let both sides unite to heed in all corners of the earth the command of Isaiah--to "undo the heavy burdens ... and to let the oppressed go free."
And if a beachhead of cooperation may push back the jungle of suspicion, let both sides join in creating a new endeavor, not a new balance of power, but a new world of law, where the strong are just and the weak secure and the peace preserved.
All this will not be finished in the first 100 days. Nor will it be finished in the first 1,000 days, nor in the life of this Administration, nor even perhaps in our lifetime on this planet. But let us begin.
In your hands, my fellow citizens, more than in mine, will rest the final success or failure of our course. Since this country was founded, each generation of Americans has been summoned to give testimony to its national loyalty. The graves of young Americans who answered the call to service surround the globe.
Now the trumpet summons us again--not as a call to bear arms, though arms we need; not as a call to battle, though embattled we are--but a call to bear the burden of a long twilight struggle, year in and year out, "rejoicing in hope, patient in tribulation"--a struggle against the common enemies of man: tyranny, poverty, disease, and war itself.
Can we forge against these enemies a grand and global alliance, North and South, East and West, that can assure a more fruitful life for all mankind? Will you join in that historic effort?
In the long history of the world, only a few generations have been granted the role of defending freedom in its hour of maximum danger. I do not shank from this responsibility--I welcome it. I do not believe that any of us would exchange places with any other people or any other generation. The energy, the faith, the devotion which we bring to this endeavor will light our country and all who serve it--and the glow from that fire can truly light the world.
And so, my fellow Americans: ask not what your country can do for you--ask what you can do for your country.
My fellow citizens of the world: ask not what America will do for you, but what together we can do for the freedom of man.
Finally, whether you are citizens of America or citizens of the world, ask of us the same high standards of strength and sacrifice which we ask of you. With a good conscience our only sure reward, with history the final judge of our deeds, let us go forth to lead the land we love, asking His blessing and His help, but knowing that here on earth God's work must truly be our own.
Publicado por Nuno Peralta às 08:49 AM | Comentários (1)
Votações na A.R.
Para que é nós contribuintes pagámos um sistema de votação electrónica para a Assembleia da República se eles continuam todos a votar à moda antiga, levantando-se?
Publicado por Nuno Peralta às 06:49 AM | Comentários (0)
Wacko Jacko
Vi há pouco imagens da detenção de Michael Jackson, antes de ser libertado sob fiança.
Acho que de tudo o que se está a passar, o que lhe deve custar mais é continuar a ver este tipo de atrocidades escritas sobre ele:
"Race: Black"
Publicado por Nuno Peralta às 01:43 AM | Comentários (0)
Yes, Minister
Já está à venda em DVD aquela que foi provavelmente a melhor série de humor político alguma vez produzida. Sim, Senhor Ministro é um divertimento a não perder, aconselhável como prenda de Natal a muitos dos politico-blogólicos que por aqui andam...

Publicado por Nuno Peralta às 01:30 AM | Comentários (4)
Terrorismo 3
"(...)Culpar Bush [pela actual situação do terrorismo] é esquecer um ataque feito na década de 80 contra os Marines no Líbano e que matou 200 soldados dos EUA, é ignorar que o primeiro atentado contra o World Trade Center ocorreu em 1993 e que no Quénia uma embaixada dos EUA foi pelos ares, matando mais quenianos que americanos. Tudo aconteceu quando W. Bush nem sequer sonhava ser presidente norte-americano.(...)"
(Hermínio Santos, in Diário Digital)
Publicado por Nuno Peralta às 12:27 AM | Comentários (1)
O futebol é viável em Portugal?
Vem esta questão a propósito desta notícia, que nos informa que a empresa ligada ao clube que mais títulos ganha em Portugal, que é cliente regular da Champions League (ou quando não o é, ganha a Taça UEFA), que vende alguns dos seus melhores jogadores sem comprar estrelas a preços equivalentes, está à beira da falência técnica!
É isso mesmo, a F.C.Porto SAD, se não vir reforçado o seu capital com novos accionistas até Junho de 2004 ou o mesmo reduzido com os actuais accionistas, corre o sério risco de ser dissolvida.
Se isto acontece com a F.C.Porto SAD, como não andarão as contas dos outros clubes?
Penso que depois do Euro'2004 se verá a verdadeira dimensão do descalabro...
Publicado por Nuno Peralta às 12:23 AM | Comentários (2)
novembro 21, 2003
Israel poderá desmantelar alguns colonatos no próximo ano
Uma réstia de esperança ou apenas mais um passo à frente antes que os falcões israelitas ou alguns homens-bomba decidam dar mais dois passos atrás na relação israelo-palestiniana?
Publicado por Nuno Peralta às 11:51 PM | Comentários (0)
Evolução
Não resisto a colocar aqui esta animação criada pelo Desblogueador de Conversa, baseada naquela ideia da família argentina que se fotografa todos os anos:

(notável a evolução no partido mais à direita do banner...)
Publicado por Nuno Peralta às 04:51 PM | Comentários (3)
'A' pergunta
Quem nos Ameaça: a América Ou Os Terroristas?
É o título do texto de opinião de José Manuel Fernandes, no Público de hoje.
Apenas tenho duas certezas nisto tudo:
1) Os terroristas, nomeadamente os fundamentalistas (neste casom islâmicos, mas regra geral, todos os fundamentalistas religiosos) são uma grave ameaça à paz mundial.
2) É preciso combatê-los, desarmá-los, demonstrar-lhes que o mundo não os aceita nem tolera. Os aliados, depois do 11 de Setembro, decidiram que isso implicava um contra-ataque militar, persegui-los na terra deles e dos regimes que lhes dão suporte.
Agora as dúvidas:
Será esta a melhor forma de os combater? Não sei, talvez até não seja, pois o resultado tem sido uma guerra sem quartel, que causa a morte a milhares de inocentes um pouco por todo o mundo. Mas qual é a alternativa? Ficar quietos à espera de novos ataques? Claro que não, já se percebeu que estes seres não se vai lá com diálogo e negociações. Penso que o que falta é algum esforço entre todo o mundo democrático de conciliar posições e de combater unido este grande flagelo do início do século XXI. Enquanto o Ocidente se apresentar dividido como hoje acontece, a margem de manobra para a actuação de organizações como a Al-Qaeda vai ser grande.
Há um ponto em que concordo totalmente com JMF: não é compreensível que cerca de 100.000 se manifestem contra Bush e Blair (têm todo o direito a isso), mas não se veja a menor manifestação pública contra os ataques da Al-Qaeda, como o que aconteceu ontem em Istambul, ou mesmo quando foi atacada a ONU e a Cruz Vermelha.
Onde está a coerência destes manifestantes?
Quem nos Ameaça: a América Ou Os Terroristas?
Por JOSÉ MANUEL FERNANDES
Sexta-feira, 21 de Novembro de 2003
Há uns dias, aquando da primeira vaga de atentados em Istambul, então dirigidos contra a comunidade judia (os de ontem visaram os britânicos), Pacheco Pereira interrogava-se no seu "blog": "Quantos dos milhares, dezenas de milhares, centenas de milhares, que vão chamar a Bush assassino, sairiam para a rua contra a Al-Qaeda? Não é uma pergunta retórica, é uma provocação pela verdade. Um em dez mil?"
Talvez nem isso, como ontem se percebeu: apesar dos atentados da manhã, à tarde dezenas de milhar de britânicos não saíram à rua para protestar contra os que pela manhã tinham morto compatriotas inocentes, e pelo caminho um número indeterminado de turcos muçulmanos, mas contra os dois líderes mundiais que de forma mais determinada decidiram dar combate a esses terroristas. Razão tinha Pacheco Pereira: "Como estão confundidas as nossas prioridades!" E baralhadas as nossas referências.
No entanto, as nossas referências e as nossas prioridades deviam ser o ponto de partida, o que permitia identificar ameaças e escolher objectivos.
E onde está a ameaça? Naqueles que, por fanatismo religioso, por obediência a uma leitura distorcida e falsa do Islão, se atiram com explosivos contra gente pacífica e inocente - como fizeram em Nairobi, no Iémen, em Nova Iorque, em Bali, em Riade, em Bagdad, em Nassiryah, agora em Istambul -, ou nos que procuram combatê-los derrubando regimes tão opressores como o dos taliban e o de Saddam Hussein? Infelizmente para muitos europeus, a acreditar nos resultados de uma recente sondagem encomendada pela União Europeia, a ameaça reside nas nações democráticas.
É o mundo de pernas para o ar. É não entender que, se até se deveriam discutir os riscos ou a legitimidade de desencadear uma guerra contra os taliban e o Iraque, isso teria de ser feito sabendo sempre quem são os amigos e os inimigos e de que lado estamos. Mas não foi assim que sucedeu. Nem é assim que continua a suceder, quando ontem se ouviu culpar Bush, e não os terroristas, pelos atentados de Istambul.
Identificar correctamente a ameaça implica identificar aqueles que, pelo terror, procuram minar a nossa civilização humanista: os que fizeram o 11 de Setembro. Identificar correctamente os objectivos implica perceber que essa ameaça só se vence a prazo e disseminando a liberdade e a democracia, e com elas a prosperidade.
Melhor ou pior foi isso que George W. Bush e Tony Blair fizeram desde a primeira hora. E foi isso que não fizeram todos os que, por todos os meios, se lhes opuseram.
Melhor ou pior, Bush e Blair convergiram no essencial apesar do muito que possam ter divergido no acessório. Essa convergência permitiu que se complementassem, permitiu que fossem levadas às Nações Unidas discussões que, sem tal aliança, porventura nunca lá teriam chegado. Em contrapartida, os que optaram por seguir outra via, com destaque para a França, não entenderam o essencial de ser-se aliado. Não entenderam que, se tivessem colaborado, poderiam ter ajudado a evitar erros e divisões. Que teriam tornado tudo mais fácil - ou menos difícil - no Afeganistão, no Iraque e no Médio Oriente.
A América não pode ir sozinha, mas isso não depende apenas dela e do seu Presidente. Se o unilateralismo não serve o Mundo, o multilateralismo só é eficaz se se apoiar numa liderança forte e com real capacidade de intervenção - ou seja, se tiver os Estados Unidos no seu centro. Os aliados, aqueles que, sobretudo na Europa, devem em boa parte a sua liberdade aos soldados americanos que combateram duas guerras mundiais neste continente e aqui ficaram de guarda à "cortina de ferro", têm de entender que, se essa liderança é inevitável, foi porque eles mesmos dela desistiram há muito.
É fácil, quando nada se pode fazer, criticar os que têm capacidade de agir. É fácil, por exemplo, dizer que os Estados Unidos não fazem o suficiente para pressionar o governo israelita (e, para além de fácil, até é justo) - só que é hipócrita fazê-lo quando, do nosso lado, não só a impotência é absoluta como tudo se faz para dar força a quem, do lado palestiniano, merecia ser contrariado (na circunstância, Arafat, hoje por hoje um obstáculo tão grande à paz como Ariel Sharon).
É também muito cómodo dizer o que fazer no Iraque ou lembrar como Washington preparou o mal o pós-guerra, mas é ridículo pedir num dia para os Estados Unidos "iraquizarem" a administração e apressarem a retirada das suas forças para, logo a seguir, sugerir que uma aceleração do calendário de transição decorre exclusivamente das urgências eleitorais do Presidente americano.
O que é difícil é dizer, com clareza, se se está ou não de acordo com o programa de promoção da democracia no Médio Oriente; se se está disposto a secundar as críticas dos Estados Unidos a países como a Arábia Saudita e o Egipto; no fundo, se se é capaz de assumir que se está pronto a deixar cair as oligarquias "amigas". E se se está disposto a ir até ao fim, mesmo que isso tenha custos políticos pesados no curto prazo.
Em Londres, George W. Bush afirmou que, no Iraque, "apenas temos duas opções: manter a nossa palavra ou quebrar a nossa palavra". Tony Blair secundou-o. E isso significa que, transferindo mais ou menos depressa a soberania para autoridades iraquianas representativas, os Estados Unidos e o Reino Unido - e esperemos que todos os seus aliados - não cederão à chantagem terrorista. A qual, naturalmente, não tem fim próximo à vista.
Logo a seguir ao 11 de Setembro disse-se que esta era uma guerra de anos, muitos anos. Pode ser uma tarefa para mais de uma geração, como foi para derrotar as ameaças totalitárias que germinaram na Europa do século passado, o fascismo e o comunismo. É uma tarefa que irá para além do mandato deste Presidente americano, seja ele reeleito ou não. E deste primeiro-ministro britânico. Ela devia ser travada em conjunto, até porque será muito difícil vencê-la se entre os aliados triunfarem as tendências para valorizar a rivalidade em lugar de promover a cooperação construtiva, mesmo que crítica.
No momento em que a Al-Qaeda ataca indiscriminadamente americanos e italianos, britânicos e turcos, sauditas e judeus, quando mata friamente tanto soldados como funcionários da ONU ou médicos da Cruz Vermelha, quando nem sequer poupa os companheiros da mesma fé, temos de entender aquilo que ontem disse Tony Blair: "O que causou o ataque terrorista na Turquia não é o Presidente dos Estados Unidos, não é a aliança entre a América e a Grã-Bretanha. O que este último ultraje terrorista nos mostrou é que isto é uma guerra e o seu principal campo de batalha é o Iraque". E agir em conformidade.
Publicado por Nuno Peralta às 03:09 PM | Comentários (5)
Terrorismo 2
Hoje os terroristas voltaram a atacar, desta vez em Bagdad, ainda que com menos impactos que ontem em Istambul. A semana passada já tinham atacado em Nassíria e em Istambul.
Parece clara a estratégia de guerrilha que a Al-Qaeda está a seguir, preferindo pequenos golpes diários com um número mais reduzido de vítimas, preferencialmente aliadas, em vez de preparar novos 11 de Setembro. Mais que criar datas marcantes, o que a Al-Qaeda está a fazer é tornar o terrorismo e, consequentemente, o medo parte do nosso dia a dia.
A forma como a guerra ao terrorismo está a ser conduzida está a transformar o mundo num global Médio Oriente, em que culturas e religiões parecem não conseguir conviver, ainda por cima com ambos os lados liderados pelos mais extremistas.
Os ataques já estão na fronteira da Europa, na Turquia, o país que tenta fazer a ponte entre o islamismo e o ocidentalismo. Mas será que vão demorar muito a atingir directamente a Europa? Poderá ser amanhã?
Publicado por Nuno Peralta às 12:00 PM | Comentários (1)
Preparativos para o sorteio do Euro'2004

Pote A: PORTUGAL, França, Suécia e República Checa.
Pote B: Itália, Espanha, Inglaterra e Alemanha.
Pote C: Holanda, Croácia, Rússia e Dinamarca.
Pote D: Bulgária, Suíça, Grécia e Letónia.
Portanto, Portugal apanhará com pelo menos um "tubarão" no seu grupo (a sair do pote B) e um osso duro de roer (a sair do pote C). Veremos que surpresas sairão do pote D, as equipas teoricamente menos fortes em prova.
Num cenário pessimista podemos calhar num grupo assim:
Portugal, Itália, Holanda e Grécia
Num cenário teoricamente mais positivo pode ser assim:
Portugal, Alemanha, Rússia e Letónia
Veremos dia 30 o que o sorteio dita...
Publicado por Nuno Peralta às 11:21 AM | Comentários (2)
Também nós...
PSD está baralhado sobre a revisão constitucional.
Já não bastava um partido líder da Oposição em total desnorte, agora o partido líder do Governo também não sabe a quantas anda!
'Tá bonito, sim senhor...
Publicado por Nuno Peralta às 11:10 AM | Comentários (0)
A descobrir
A página do Carrilho...
Publicado por Nuno Peralta às 01:31 AM | Comentários (1)
Quem diria ao que isto chegaria...
Maioria e Bloco de Esquerda aprovam cruzamento de dados fiscais, com os votos contra do PS e do PCP.
Ou seja, aparentemente o PS já consegue estar mais à esquerda que o BE...
Publicado por Nuno Peralta às 01:22 AM | Comentários (1)
novembro 20, 2003
Dúvidas
Alguém me explica o que é um plenipotenciário?
Um decano eu ainda sei...
Publicado por Nuno Peralta às 11:59 PM | Comentários (1)
Terrorismo
Eu bem tento, mas o meu intelecto não me deixa alcançar o que ganham os terroristas que perpetram estes ataques contra civis indefesos.
Para aumentar o meu grau de incompreensão, agora o alvo preferidos ão civis de países com crenças religiosas semelhantes.
É em momentos como estes, em que me explicam que os homens que causam estas tragédias são movidos pelas suas imperturbáveis crenças religiosas, as quais lhes são ensinadas desde petizes, que eu compreendo o motivo de nos chamarem infiéis. É verdade, eu sou incapaz de uma fé que me leve a fazer algo de semelhante...

(imagens dos ataques de hoje em Istambul, que causaram pelo menos 27 mortos)
Publicado por Nuno Peralta às 07:11 PM | Comentários (3)
Economia 2
Ainda sobre o tema anterior, aconselho a leitura de um interessante texto da Joana sobre os (des)equilíbrios entre o Dólar e o Euro e os seus impactos.
Afinal descobri que sempre há um indicador positivo na política deste Governo, que é uma melhoria da Balança de Transacções com o Exterior, em virtude da diminuição das importações (pela contracção) e ligeira melhoria das exportações. No entanto, esta ainda continua de sinal negativo (importações > exportações).
Publicado por Nuno Peralta às 05:05 PM | Comentários (1)
Economia
O défice que se quer controlar, para ser de perto de 0% em 2006, anda perto dos 5%.
O PIB continua com crescimentos negativos.
O desemprego continua a aumentar de forma galopante.
Os impostos continuam a subir, chamem-se eles taxas ou o raio que os parta.
Afinal de contas, haverá algum indicador positivo a retirar desta política de contenção total?
É que lá fora os outros países começam a mostrar sinais de retoma, enquanto aqui o barco se afunda cada vez mais...
Publicado por Nuno Peralta às 03:53 PM | Comentários (2)
Código da Estrada
O Governo tem em estudo e apresentará brevemente à Assembleia uma Proposta de Lei que revê alguns artigos do Código da Estrada, nomeadamente com o intuito de agravar multas e aumentar os instrumentos de segurança.
De acordo com o que o Público noticia hoje, serão estas as medidas a propor:
- Aumentar as coimas para valores entre 500 e 2500 euros para punir a condução com mais de 0,8 g/l de álcool;
- Passar a contra-ordenação grave (com possibilidade de inibição de conduzir de um mês a um ano) o estacionamento no passeio e nas passadeiras;
- Considerar contra-ordenação grave excesso de velocidade em 20 quilómetros/hora e muito grave em 40;
- Passar a contra-ordenação grave o uso de telemóvel quando se conduz, sem sistema de mãos livres;
- Agravar coimas por desrespeito à prioridade dos peões;
- Tornar obrigatório o uso de material retroreflector (coletes) em caso de paragem e utilização do triângulo;
- Exigir saber ler e escrever para tirar a carta de condução;
- Aumentar de dois para três anos o período probatório dos recém-encartados;
- Criação de lei especial para acelerar prazos de recursos das decisões judiciais;
- Punir os condutores ou passageiros que atirem objectos acesos e incandescentes (beatas, por exemplo) da janela do carro.
Concordo com todas (acho impressionante como é que saber ler e escrever não é já obrigatório), mas penso que a concretização da sua maioria implica um grande esforço de fiscalização, caso contrário fica tudo na mesma.
Noto que se aumenta o período probatório dos recém-encartados, mas que se continua a não exigir acções periódicas de reciclagem aos condutores até fazerem 65 anos.
Percebo as objecções que a ACA-M faz a esta proposta, por considerar que são medidas avulsas, mas discordo completamente da ideia de escalonar as multas em função dos rendimentos. Essa é função dos impostos. Perante a Lei, todos os cidadãos têm que ser tratados de forma igual. O escalonamento das multas deve existir sim, mas para punir comportamentos incorrectos reiterados.
Já agora, aqui fica uma dúvida que sempre tive: quais são os mecanismos que existem para garantir que quem tem carta de condução toma conhecimento das alterações ao Código da Estrada, as compreende e interpreta correctamente?
Publicado por Nuno Peralta às 11:10 AM | Comentários (6)
Ainda os cadeados
No seu artigo de opinião de hoje no Público, Pacheco Pereira diz tudo aquilo que deve ser dito sobre esta atitude dos estudantes de Coimbra e os princípios que lhe estão inerentes, bem como a crítica à não actuação das entidades competentes para garantir o regular funcionamento das instituições.
E eu subscrevo as suas palavras.
O Cadeado de Coimbra
Por JOSÉ PACHECO PEREIRA
Quinta-feira, 20 de Novembro de 2003
À data em que escrevo, alguns estudantes de Coimbra vão fechar de novo a Universidade a cadeado e a "barricar" as faculdades. Mais uma vez, o Estado de direito em Portugal acaba às portas da Universidade de Coimbra. Responsáveis universitários manifestam-se incomodados com os eventos, mas não tomam qualquer iniciativa para repor a legalidade. Prestam assim o pior dos serviços à Universidade. Por seu lado, o governador civil, representante do Governo, também permanece indiferente a uma violação da ordem pública, anunciada publicamente, com "escândalo" público e reiterada. Dificilmente pode invocar o facto de as autoridades universitárias não lhe pedirem para actuar, porque as violações flagrantes da ordem pública atingem a cidade e milhares de pessoas, estudantes, professores, funcionários, fornecedores, empresas com contratos, etc., e o direito de liberdade de circulação garantida na lei.
Cá por fora, no mundo real, os operários desempregados das fábricas da Marinha Grande ou de Vale de Ave ou os vizinhos e fregueses que não querem um aterro sanitário na sua terra sabem bem que se colocassem cadeados, pedras, árvores, quaisquer obstáculos à liberdade de circulação, ninguém teria com eles qualquer complacência. Chamavam logo a polícia. Para eles, o governo do PS fez legislação repressiva especial que está em vigor em todo o país, menos na Universidade de Coimbra. Não me venham com o argumento do horror de "chamar a polícia". Como se, numa democracia, a intervenção legítima das autoridades seja alguma coisa de vergonhoso. O que é vergonhoso é não as chamar quando pela força se quer impor interesses particulares, em prejuízo de todos.
Fui dirigente estudantil, participei e tive responsabilidade directa por greves e confrontos com a polícia, e tive a minha dose de desacatos e "ilegalidades", só que num Portugal em que não havia legalidade, nem liberdade, antes de 25 de Abril. Nessas lutas, conquistou-se aquilo que os cadeados de Coimbra estão a pôr em causa: direitos, direito de greve, direito de manifestação, direito de cada um pensar e actuar pela sua própria cabeça, incluindo o direito de decidir se faz greve ou não, direito à liberdade. A liberdade emana da legalidade democrática e a lei permite aos estudantes de Coimbra uma vasta panóplia de meios de protesto: permite manifestarem-se, permite-lhes fazer greve. Qualquer destes actos exprime uma liberdade essencial e não oprime ninguém: quem quer ir à manifestação vai, quem não quer ir às aulas não vai. Talvez porque neste caso só houve liberdade na manifestação é que esta teve um papel a favor dos estudantes na opinião pública. A greve, obtida a cadeado, ou seja, sem verdadeira liberdade de escolha, com violência, coloca em dúvida se os estudantes estão ou não com os seus dirigentes associativos. Coloca em dúvida a legitimidade da greve imposta, porque esta não vem da vontade individual de cada estudante, mas sim da força bruta de alguns.
Por último, nada há de socialmente mais injusto do que a reivindicação do "não pagamos". A reivindicação de um ensino superior público gratuito, numa universidade pública, em que a maioria dos estudantes que fazem a escolaridade obrigatória não entram, em que as distinções sociais favorecem os estudantes filhos de famílias com posses e que podem pagar as propinas, é um insulto a todos aqueles que não têm condições para a frequentar e têm de pôr os seus filhos a trabalhar mais cedo.
Uma luta por mais bolsas, por critérios mais rigorosos na sua concessão, pelo aumento do seu valor quando justificado, tem todo o sentido. Lutar para que os que não podem entrar para a universidade por razões económicas o pudessem fazer teria mérito. Lutar para subsidiar os custos do curso a uma maioria que o pode pagar é socialmente injusto, e é a defesa da institucionalização da desigualdade. Admito que muitos pais apoiem os seus filhos nesta luta, porque há hoje uma desresponsabilização social das famílias em relação aos custos do ensino. Nos planos económicos familiares, mais uma semana no Algarve, ou um electrodoméstico caro, tem mais sentido do que colocar uma parcela de parte para pagar os estudos aos filhos. Só que o estado não pode prescindir de repor esta injustiça, por muito impopular que seja.
É uma questão de prioridades e vontades e o governo não pode ceder nesta matéria. Não pode admitir que, pela força, se tenha chegado na principal Universidade do país, ao fim de Novembro, sem aulas dadas. Não pode permitir o primado da força. Tem que chamar a polícia, quebrar os cadeados e manter as portas abertas, só isso. Não precisa de usar qualquer força desproporcionada, só garantir as portas abertas e a liberdade de circulação das pessoas.
Se os dirigentes associativos que as fecham à força estão convictos do apoio que têm, os estudantes não irão às aulas, mesmo sem os cadeados. A luta terá então mais peso, porque é livremente assumida. Mas duvido que isso aconteça - a maioria dos estudantes, a começar pelos que têm mais dificuldades económicas, sabem que é injusto o ensino gratuito. Eles sabem quem são a maioria dos seus colegas e como eles vivem. Melhor que nós.
Publicado por Nuno Peralta às 10:56 AM | Comentários (0)
Salas de Chuto
Em teoria as salas de chuto são algo que eu rejeito, pois a minha lógica levou-me a pensar que seria uma forma mais de aceitar e incentivar ao consumo de drogas.
No entanto, depois de analisar os dados concretos apresentados no editorial de hoje do Público, a confirmarem-se estes dados, sou obrigado a rever a minha posição e a aceitar esta solução como uma boa solução, visto que:
"As salas de injecção assistida são uma realidade em vários países da Europa. Suíça, Itália, Bélgica, Áustria, Grécia, Espanha e Alemanha adoptaram-nas com bons resultados. As estatísticas oficiais alemãs são esclarecedoras: o número de óbitos devido ao consumo de drogas injectáveis baixou 10 por cento no ano passado."
Por outro lado, os números apresentados sobre as doenças infecciosas nas nossas prisões são assustadores:
"em 13.168 reclusos, 1884 estão infectados com o vírus da sida, 3950 com hepatite B e C e 326 com tuberculose."
Contas rápidas dizem então que em 13.168 reclusos, cerca de 47% (6.160 reclusos) estão infectados por uma destas doenças, qualquer uma delas com elevadas taxas de mortalidade.
Era bom que os Ministros da Saúde e da Justiça olhassem bem para estes números e tivessem a consciência das vidas que podem ser salvas com estas medidas, consciência que eu pessoalmente não tinha até hoje.
Claro que em paralelo é preciso tomar algumas medidas dissuasoras, pois também não é benéfico para ninguém transmitir a imagem que o consumo de drogas deixa de ser tão perigoso, pois isso poderia levar ao aumento do consumo...
Publicado por Nuno Peralta às 10:32 AM | Comentários (1)
Estreia
Coloquei hoje a minha primeira posta na Bloga?!, a qual vos convido a visitar para discutir um tema mais pessoal sobre vocês enquanto blogueiros:
1) Quantos de vós divulgam junto dos vossos amigos/familiares/colegas de trabalho do mundo real que têm um blogue?
2) Quem é a última pessoa que vocês querem que descubra que vocês têm um blogue e porquê?
As minhas respostas estão lá, espero que coloquem lá as vossas (comentem lá, em vez de aqui, para permitir uma análise conjunta).
Publicado por Nuno Peralta às 10:11 AM | Comentários (0)
A ler e reter!
De acordo com o Público, "o professor universitário Augusto Mateus defendeu hoje que as tecnologias de informação e comunicação são cruciais para um país pequeno e periférico como Portugal para vencer os desafios num contexto de globalização.
O mesmo responsável considerou que tudo aconselhava a que Portugal estivesse a investir fortemente nesta área, porque não há muito tempo para fazer as mudanças necessárias.
Para Augusto Mateus, Portugal tem no máximo 15 anos para mudar radicalmente e ter empresas modernizadas e mais eficientes, capazes de competir na economia global.(...)"
É importante que estas palavras façam eco sobre os nossos decisores políticos e económicos, pois são a mais absoluta das verdades. Visto que foram ditas por alguém que como poucos estuda e conhece a economia portuguesa, é bom que sejam levadas em consideração, sob pena de a esperada convergência com a Europa acontecer "dia de são nunca à tarde"...
Publicado por Nuno Peralta às 08:42 AM | Comentários (1)
Agora muito a sério...
De acordo com os dados da APAV (Associação Portuguesa de Apoio à Vítima), divulgados pelo Público, cerca de 60 (sessenta!) mulheres morrem por ano em Portugal em consequência de maus tratos e violência doméstica e mais de 300 são vítimas de crimes contra a vida!
Só em 2002 foram registados mais de 17 mil crimes de violência doméstica, 60 por cento dos quais relativos a maus tratos físicos, perpetrados, na sua grande maioria, pelo cônjuge ou companheiro (e estes são os números conhecidos...).
A situação em Portugal não difere grandemente da registada em Espanha, Itália, Grécia ou França, embora não exista em nenhum destes países uma recolha nacional de dados, que reúna os registos das polícias e das associações não-governamentais.
Na Europa em geral, uma em cada cinco mulheres é vítima, pelo menos uma vez na vida, de agressões no espaço doméstico. A violência doméstica é uma das primeiras causas de morte nos países do Conselho da Europa, onde cinco mulheres são agredidas por mês.
Sinceramente, não tinha a noção da dimensão da situação, pensei que hoje em dia já eram bastante esporádicas estas situações, mas afinal não, ainda continuamos a viver num mundo muito retrógado...
E fica aqui o número telefónico da linha verde da APAV, que nunca se sabe quando pode ser necessário: 707 200 077
Publicado por Nuno Peralta às 07:45 AM | Comentários (1)
Já saiu a Periférica nº7
Para os interessados, podem encontrar aqui, o mais recente número da Periférica, uma das melhores revistas culturais portuguesas, mantida por um grupo de colegas de uma pequena aldeia portuguesa, de Trás-Os-Montes, Vilarelho de seu nome.

Publicado por Nuno Peralta às 05:30 AM | Comentários (0)
A flor da casa
De acordo com estudos da Bloga!?, eu sou uma Sonchus tenerrimus (Grespino spinoso, em italiano):

Publicado por Nuno Peralta às 03:32 AM | Comentários (0)
Sexo Oral
Agora que chamei a atenção de todos, aqui fica o conteúdo do último e-mail recebido...

Publicado por Nuno Peralta às 01:17 AM | Comentários (2)
Selecções apuradas para a fase final do Euro2004
São estas as selecções que se apuraram para o Europeu de Futebol de 2004, a disputar em Portugal.
PORTUGAL
Alemanha
Bulgária
Croácia
Dinamarca
Espanha
França
Grécia
Holanda
Inglaterra
Itália
Letónia
Rep. Checa
Rússia
Suécia
Suíça
É uma lista que só pode agradar à organização portuguesa, pois melhor apenas de o País de Gales hoje se tivesse classificado, tal como a Irlanda.
Destaca-se a estreia da Letónia, que hoje eliminou a Turquia, causando a surpresa deste Europeu e limitando à partida alguns dos problemas de segurança que já se antecipavam em confrontos entre Turcos e Ingleses, Alemães ou Franceses.
Tendo em conta esta lista e a fase de qualificação, a França parte como franca favorita à revalidação do título. Numa segunda linha estão Portugal (mercê do estatuto de jogar em casa), Itália e Alemanha. Interessantes de seguir devem ser as carreiras de Holanda, Espanha, Inglaterra e Rep.Checa, que podem surpreender. Das restantes espera-se que joguem à bola e que, surpreendam, mas não devem trazer grandes expectativas na bagagem.
Publicado por Nuno Peralta às 12:53 AM | Comentários (0)
Novos sinais de trânsito

Publicado por Nuno Peralta às 12:15 AM | Comentários (0)
novembro 19, 2003
Finalistas do Europeu Sub-21
Estas são as selecções que vão disputar o Europeu de Sub-21, no próximo mês de Maio, na Suíça.
Para além do título, estará em jogo a presença nos Jogos Olímpicos, para os 3 primeiros classificados. Depois da eliminação de França e Espanha, parece bem possível uma participação portuguesa nos Jogos Olímpicos de Atenas, desde que no Europeu esteja a selecção de ontem, não a de Sábado...
Finalistas:
Alemanha
Bielorrússia
Croácia
Itália
Portugal
Sérvia e Montenegro
Suécia
Suíça
Publicado por Nuno Peralta às 11:58 PM | Comentários (0)
Ena, ena!
Sim senhor, 8-0 ao Koweit!
Aposto que nos jornais de amanhã já somos os maiores outra vez, a equipa maravilha. Aliás, até Scolari vai voltar a ser bestial.
Claro que a ninguém interessa que este Koweit teria imensas dificuldades para ganhar o Liechenstein ou a San Marino, mas isso agora não interessa, somos os maiores outra vez!
Publicado por Nuno Peralta às 11:33 PM | Comentários (0)
Ainda o Estádio do Dragão
Para além do despesismo público da transmissão da RTP, a inauguração do Estádio do Dragão não teve nada de novo porque:
Apareceu lá um gajo de preto, cheio de truques...
... que já sabia o resultado final do jogo...
... pago pelo Pinto da Costa!
Publicado por Nuno Peralta às 11:06 PM | Comentários (0)
Boas notícias!
Então aqui vão as boas notícias, que acabo de receber por mail:
- O ano de 2004 é um ano bissexto -> mais um diazinho de trabalho;
- O 25 de Abril calha a um Domingo -> mais um diazinho de trabalho;
- O 1º de Maio calha a um Sábado -> mais um diazinho de trabalho;
- O 10 de Junho é também o dia de Corpo de Deus -> dois feriados num só, mais um diazito de trabalho;
- O 13 de Junho calha a um Domingo -> que sorte para os lisboetas, mais um diazinho de trabalho;
- O 15 de Agosto calha a um Domingo -> mais um diazinho de trabalho;
- O Natal calha a um Sábado -> mais um diazinho de trabalho;
- O dia 1 de Janeiro de 2005 também calha a um Sábado -> mais um diazinho de trabalho.
Ou seja, um ano excelente, com mais 8 dias para trabalhar do que é costume.
Hã, digam lá se não é uma excelente oportunidade para terminar aquelas tarefas pendentes?
PS: Se a produtividade do País não melhorar agora, não melhora nunca... ou será que isto é mais uma armadilha que António Guterres deixou a Durão Barroso?
Publicado por Nuno Peralta às 11:00 PM | Comentários (1)
Festa do Livro
A 6ª edição da Festa do Livro, com entrada livre, abre 5ª feira ao público, na FIL, numa área de perto de 6.000 metros quadrados, com cerca de 350 mil livros (novos e usados, portugueses e estrangeiros) de 31 livrarias e alfarrabistas, parte deles para vender "ao preço da chuva".

Publicado por Nuno Peralta às 08:47 PM | Comentários (0)
Universidade de Coimbra Fechada a Cadeado
Uma pequena dúvida, a mesma Constituição que permite o direito à greve não estabelece igualmente o direito ao trabalho?
Onde está a legitimidade de não deixar docentes, discentes e alunos discordantes com a greve frequentarem o seu espaço de trabalho?
Cada vez mais me convenço que os estudantes estão a fazer todos os possíveis para levarem com uma carga policial em cima, para poderem aparecer novamente na pele de coitadinhos.
Infelizmente para eles (e para todos os que são afectados por estas sucessivas greves), o Reitor não parece disposto a fazer-lhes a vontade. Já os professores, se dependesse de muitos deles, intervinham directamente!
Publicado por Nuno Peralta às 06:56 PM | Comentários (0)
Aumento das vagas nos cursos de Medicina
Ao contrário do Bastonário da Ordem dos Médicos, cuja função é protejer os interesses dos médicos (não da população em geral nem dos que pretendem vir a ser médicos), concordo plenamente com a abertura de mais vagas nos cursos de Medicina, bem como que estes possam ser ministrados nas privadas. Afinal de contas, estamos anualmente a desperdiçar alunos com médias de 17 e 18 cuja vocação é a Medicina, que mudam de área ou vão para o estrangeiro. Em troca, por falta de quadros, recebemos os excessos da produção de médicos espanhóis, normalmente os menos bons, como nota e bem o Catalaxia.
Depois do aumento das bolsas de acção social, a nova ministra da Ciência e do Ensino Superior marca mais uns pontos positivos na minha opinião sobre ela.
Publicado por Nuno Peralta às 05:25 PM | Comentários (0)
Afinal não é só por cá...
"As autoridades judiciais da Califórnia emitiram hoje um mandado de captura sobre Michael Jackson, a estrela "pop" que durante os últimos anos tem sido alvo de notícias que o relacionam com pedofilia. Os motivos do mandado de captura são exactamente o abuso sexual de um menor, avançam as televisões norte-americanas."
(o resto da notícia aqui)
Publicado por Nuno Peralta às 01:58 PM | Comentários (0)
Ironias...
Eu que sou um utilizador assíduo do Soulseek e do eMule, ou seja, tecnicamente um "piratinha" informático, no sentido de obter música, filmes e programas para uso pessoal à borlex, tenho uma nova missão no meu trabalho: coordenar a certificação da segurança da informação da empresa.
E uma das primeiras medidas vai ser a proibição de utilização deste tipo de programas!
A partir de agora, se começarem a ver-me escrever sobre coisas como backups, logs, encriptação assíncrona, standards, perfis de utilizador, informação sensível ou confidencial, passwords e outros palavrões do género, não se admirem, significará excesso de trabalho...
Publicado por Nuno Peralta às 12:51 PM | Comentários (0)
Ainda o défice
Ainda a propósito da falta de coragem para tomar decisões impopulares e da quebra de receitas fiscais (a principal causa do aumento do défice), é interessante ler este artigo de Vítor Malheiros, sobre a actual campanha das facturas.
Quer com Factura?
Por JOSÉ VÍTOR MALHEIROS
Terça-feira, 18 de Novembro de 2003
A última campanha publicitária de incentivo ao pagamento de impostos lançada pelo Ministério das Finanças mostra alguns indivíduos que exigem de mecânicos e canalizadores a garantia de que estes lhes vão passar uma factura antes de lhes mostrarem o carro ou a torneira que carece de reparação.
A campanha estaria muito bem - é meritório promover o pagamento de impostos -, se não se desse o caso de ela apenas realçar que o pagamento de impostos é em Portugal, pelo menos no tipo de situações retratadas, deixado ao livre arbítrio de cada um, não restando ao Estado nenhuma alternativa senão apelar ao bom coração do cidadão e ao seu sentido cívico.
O que o anúncio não mostra, mas todos sabemos, é que exigir uma factura numas obras em casa ou na reparação do carro equivale a pagar, à laia de sobretaxa, não só o IVA, mas também o IRC da empresa em questão e um pequeno arredondamento só pela chatice. Uma conta de cem euros sem factura transforma-se assim com frequência em 150 com factura, ou seja, exigir uma factura é visto como um luxo a que a maior parte dos cidadãos não se pode dar.
Esta campanha está apoiada num "incentivo fiscal" que permite subtrair à colecta do IRS 25 por cento do IVA pago até um máximo de 50 euros por ano. Não é preciso fazer contas para perceber que basta não pedir factura numa única reparação do carro ou dos canos para obter um muito maior benefício financeiro. O que é necessário fazer? Acabar com a situação em que pedir factura não é uma escolha do pagador, punindo os prevaricadores de uma forma desincentivadora.
A campanha é tanto mais estranha quanto, recentemente, o mesmo Ministério das Finanças obrigou os profissionais por conta própria (que usam o chamado "recibo verde") a escolher entre o regime da contabilidade organizada, que obriga cada um deles a contratar um técnico oficial de contas, e o chamado "regime simplificado", que não exige contabilidade. É evidente que muitos milhares de profissionais liberais escolheram o último regime, menos oneroso.
A consequência foi que quem optou por este regime simplificado deixou de poder apresentar despesas relativas à sua actividade. De uma penada, o Ministério das Finanças deixou assim de poder contar com a colaboração de muitos milhares de profissionais que, por interesse próprio, pediam facturas em todo o tipo de serviços (cafés, restaurantes e táxis, por exemplo) e que deixaram de o fazer por esse interesse ter desaparecido. Se houve uma medida incentivadora da pequena fraude fiscal e da subdeclaração das receitas do comércio, foi essa.
De uma forma tristemente demagógica, o que a campanha do Ministério das Finanças pretende dizer é que, se existe fraude fiscal, a culpa é nossa, dos clientes dos pequenos serviços, que devíamos controlar o desempenho fiscal das pequenas empresas e não o fazemos. Será que seria difícil ao Ministério das Finanças determinar as verdadeiras receitas de um restaurante ou de um consultório médico? Ver se passam ou não os recibos que devem? Claro que não. É fácil fazê-lo por amostragem, como se faz noutros países. Mas isso obrigaria a tomar medidas que fariam franzir o sobrolho à base social de apoio do PSD. É mais fácil pedir às donas de casas (os anúncios mostram sempre mulheres) que obriguem os pequenos empresários a passar facturas. Da mesma maneira que é mais fácil cruzar os dados do fisco com a segurança social, para garantir que os trabalhadores por conta de outrem que pagam impostos não estão a fugir a alguns cêntimos, do que investigar os sinais exteriores de riqueza para encontrar as discrepâncias entre rendimentos declarados e rendimentos reais e obrigar a pagar quem nunca pagou.
Publicado por Nuno Peralta às 04:11 AM | Comentários (1)
A culpa não é nossa!
Na sequência do relatório do Banco de Portugal e das subsequentes críticas de toda a oposição, nomeadamente Ferro Rodrigues, Durão Barroso veio dizer que as responsabilidades pela crise são do anterior Executivo PS.
Eu não tenho dúvidas que o PS deixou o país num estado de endividamento quase sufocante, mas ao fim de de dois anos continuar a usar a mesma ladaínha já cansa!
Ao fim de dois anos, as responsabilidades já são muito repartidas, para não dizer que o maior quinhão já é do Governo PSD/CDS. O PS faria melhor? Quase de certeza que não, mas já é tempo de ter um discurso do Governo pela positiva, assumindo as suas responsabilidades.
Com este discurso, não há confiança que resista e retoma que resista!
Publicado por Nuno Peralta às 02:02 AM | Comentários (0)
Engordador de Site-Meter
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Publicado por Nuno Peralta às 01:48 AM | Comentários (0)
novembro 18, 2003
Associação inglesa descreve Portugal como «paraíso» de pedófilos
Mas até neste tipo de "negócio" a adesão dos países de Leste é um perigo para o turismo português, como se pode ver na notícia anexa.
De acordo com a NSPCC, Portugal é, a par da Holanda, da Áustria, da Alemanha e da Irlanda, um dos países mais procurados pelos pedófilos por ter «um fraco sistema de protecção infantil» e não dispor, ao contrário do Reino Unido, um registo nacional de abusadores sexuais.
Downing Street já prometeu, entretanto, dar todo o seu apoio à campanha da NSPCC, da qual a cantora australiana Kylie Minogue é embaixadora, considerando que algo tem de ser feito para evitar a proliferação destes «paraísos» na iminência do alargamento da União Europeia, já em 2004.
Segundo a associação, muitos pedófilos deixaram já de recorrer a paraísos sexuais tradicionais, como são os casos da Tailândia e das Filipinas, preferindo agora o espaço europeu, onde impera a livre circulação de pessoas e onde as legislações dos diferentes países relativamente ao assunto são ainda bastante diferentes. Para a NSPCC, uniformizar e restringir deverão ser as palavras de ordem.
Contudo, de acordo com dados da UNICEF, Portugal não é caso único no panorama da pedofilia, pois na República Checa, país que deverá aderir à UE em 2004, existe o «maior bordel» da Europa.
Segundo relata o Diário de Notícias, o abuso sexual de crianças ter-se-á tornado, na zona da Boémia, perto da fronteira entre a República Checa e a Alemanha, um verdadeiro negócio, com bairros onde os habitantes colocam ursos de peluche à janela para que os pedófilos, especialmente alemães, percebam que são bem-vindos. Depois, a cor das cortinas (azul ou rosa) indica o sexo dos menores.
Publicado por Nuno Peralta às 11:24 PM | Comentários (0)
Portugal
Tenho que dar a mão à palmatória, o conjunto de vedetas mais uma vez percebeu que se jogar como equipa tem um potencial fantástico, mesmo contra a melhor equipa europeia de sub-21 da actualidade, a França (só Quaresma parece não perceber isto, ainda ninguém lhe conseguiu explicar que o futebol é um jogo colectivo. Ou muito me engano ou temos ali o Porfírio 2).
Claro que temos que agradecer um pouco a Cissé aquela asneira que o levou à expulsão, mas foi impressionante a maturidade da equipa portuguesa durante todo o jogo e especialmente nos penalties. Mais uma vez,
E sendo assim, em 2004 Portugal vai estar em dois Europeus!
Parabéns à selecção, que me surpreendeu muito positivamente, sinceramente já não esperava esta qualificação.
Publicado por Nuno Peralta às 10:49 PM | Comentários (1)
Banco de Portugal prevê défice de cinco por cento do PIB sem medidas extraordinárias
O que esta notícia vem provar é que este País está "Para restringir o défice público a 2,9 por cento do PIB, conforme continua a prever o Governo, o BP não tem dúvidas de que a única forma de o fazer é através da aprovação de medidas extraordinárias, das quais se conhece a transferência do fundo de pensões dos CTT para a Caixa Geral de Aposentações, a titularização de créditos fiscais e da segurança social e a venda de património do Estado."sem rumo: os que nos governam demonstram ser tão ou mais incompetentes que os que os antecederam, mas os da oposição demonstram que não têm igualmente capacidade para serem alternativa.
Entretanto continuam a vender-se os anéis, qualquer vão mesmo os dedos...
Pobre Portugal...
(o que vale é que os Espanhóis estão a comprar isto aos poucos, pode ser que quando tiverem mais de 50% isto melhore, aí terão mais hipóteses de influenciar a escolha do Governo, isto se o Governo não estiver já em Bruxelas por essa altura).
Publicado por Nuno Peralta às 10:32 PM | Comentários (0)
Portugal no seu melhor...
Em Portugal tudo acontece, até com marcas de prestígio internacional.
Mas desconfio que este caso não deve ser único, provavelmente esta senhora deve é ser a única que se digna a divulgar a sua história, de uma forma no mínimo original.
É a Internet em serviço público.
Publicado por Nuno Peralta às 09:45 PM | Comentários (1)
Estado
Mas porque é que o Estado, ainda por cima com a direita no poder, tem que continuar a achar que manda nas empresas privadas?
Eu tenho todo o respeito pelos deficientes, mas impôr quotas de deficientes nas empresas é ridículo.
Que criem incentivos (benefícios fiscais) para quem o faça, que proporcionem condições de estudo e formação, que o Estado crie postos para estas pessoas, muito bem, agora que obrigue as empresas a terem, forçadamente", deficientes nos seus quadros, parece-me um grande abuso.
Publicado por Nuno Peralta às 08:37 AM | Comentários (2)
Ainda o Iraque...
Mas porque raio é que deve o Estado responsabilizar-se pela segurança dos jornalistas que, por decisão das redacções dos seus jornais/televisões/rádios decidem fazer a cobertura de um cenário de guerra?
E pior ainda, com que critério é que diz quantos jornalistas está disposto a "proteger"?
Publicado por Nuno Peralta às 03:23 AM | Comentários (0)
Blogues Portugueses
Vamos eleger os blogs portugueses do ano?
Este é o repto do Paulo, ao qual eu respondo afirmativamente!
Contem comigo, para a votação e divulgação.
Publicado por Nuno Peralta às 01:19 AM | Comentários (0)
novembro 17, 2003
Odéon
Transcrevo aqui a mensagem que o Paulo me enviou e que penso merecer a nossa atenção:
"Caros colegas da blogosfera,
Como devem saber, o Cinema Odéon encontra-se encerrado e em sério risco de vir a ser desvirtuado, senão destruído totalmente.
Porque achamos que Lisboa precisa do Odéon e que jamais voltarão a ser construídas salas de cinema como aquela, lançámo-nos numa aventura: o projecto Novo Odéon, cujo endereço é http://novoodeon.tripod.com/odeon, para o qual chamamos a vossa atenção.
Neste momento estamos a lançar um «leilão» (simbólico) das cadeiras que compõem a plateia e os balcões do Odéon, com o objectivo de trazermos para esta causa o maior número possível de pessoas. Convidamos todos os colegas também a aderir a ele, comprando virtualmente uma das cadeiras, acedendo ao endereço http://www.lisboa-abandonada.net/odeon/ ...não fiquem indiferentes, venham daí!"
Publicado por Nuno Peralta às 10:24 PM | Comentários (0)
Fumadores
Eu nunca fumei e tenho orgulho nisso!
Publicado por Nuno Peralta às 09:18 PM | Comentários (2)
A que filme pertenço?
Eu já tinha algumas desconfianças que estava no mundo errado, mas este teste dissipou-me as dúvidas, este é o filme ao qual pertenço:

E.T.!
What movie Do you Belong in? (many different outcomes!)
brought to you by Quizilla
Publicado por Nuno Peralta às 08:35 AM | Comentários (2)
Dia da Memória
Ontem celebrou-se um pouco por todo o país, um pouco por toda a Europa, um pouco por todo o mundo, o Dia da Memória -- em homenagem às vítimas da morte à solta nas estradas.
A ACA-M, Associação de Cidadãos Auto-Mobilizados, fala em guerra civil nas estradas portuguesas, porque se trata de uma verdadeira guerra, com a morte por ano de milhares de vítimas inocentes e de estropiados de guerra, pessoas que nunca mais voltarão a poder circular, de carro ou a pé, em pleno uso das suas funções motoras.
Os ingleses falam em road rage , fúria nas estradas. Dizem eles que algumas pessoas parece que ficam possessas, de carneiros mansos tornam-se leões ferozes, feras sem eira nem beira, sem respeito pela vida própria ou alheia.
Em Portugal, como é nosso hábito cultural, só nos apercebemos da tragédia quando ela nos bate à porta. Infelizmente, o número dos cidadãos conscientes não pára de aumentar. Digo infelizmente porque isso significa também que a contagem de vítimas não pára de aumentar.
O Dia da Memória foi um dia de reflexão e um dia de acção. Reflexão pelos nossos familiares e amigos, pelos soldados desconhecidos desta guerra suja e miserável, soldados que a maior parte das vezes nem sabem que são, soldados que são mortos mesmo antes de deixarem de serem meninos. Ou mesmo, como aconteceu recentemente em Aveiro, antes de serem meninos. O direito à vida foi-lhes roubado, em nome de um direito que, pelos vistos, no nosso país é superior: o direito ao excesso de velocidade, à sensação de impunidade, o direito a conduzir alcoolizado, falando ao telemóvel, o direito a não parar nas passadeiras, o direito a não respeitar a integridade física dos nossos concidadãos.
O Dia da Memória foi também um dia de acção. Um gesto, mesmo simbólico, tem a força da razão que está por detrás dele. A ACA-M não recorre a acções sangrentas, tipo atirar tomates à hipocrisia sistemática dos governantes, furar os pneus dos carros estacionados em cima dos passeios ou retaliar contra a velocidade excessiva e ameaçadora de um carro quando se aproxima de um peão com rajadas de metralhadora. Esta é uma guerra que não queremos vencer pela razão da força mas pela força da razão.
Não há, em Portugal, monumentos à dor colectiva das dezenas, centenas de milhares de portugueses que perderam familiares e amigos nas estradas. Os únicos existentes são as cruzes nos cemitérios. Por isso, ontem, a ACA-M promoveu e encorajou acções simbólicas um pouco em todo o país junto dos monumentos mais parecidos com estes que não há: os monumentos aos mortos de outras guerras.
Uma coroa de flores vale o que vale. A memória, como as flores, é mais frágil que a força do hábito e da insensatez dominante. A humanidade já viveu muitas épocas assim, em que o horror era banal. Houve um tempo em que, no nosso país, as pessoas achavam normal ter escravos, queimar hereges na fogueira, desfigurar as mulheres e tratar as crianças como carne para canhão. Esses tempos passaram, graças a Deus, mas também graças ao poder da inteligência humana. E não há inteligência, nem luz, sem memória.
É uma decisão que cabe a cada um de nós. Eu, pessoalmente, acredito na vida – e você?
Rui Zink, aqui
Publicado por Nuno Peralta às 03:53 AM | Comentários (0)
Justiça
Não queremos apenas o nome, queremos que seja despedido com justa causa!
Mas estamos na República das Bananas, pelo que ainda vai ser promovido ou condecorado...
Publicado por Nuno Peralta às 12:19 AM | Comentários (1)
novembro 16, 2003
Dragão
O Estádio é bonito, sim senhor, mas ver os recursos da RTP, que todos nós pagamos, praticamente há 48 horas quase sem interrupção a dar "notícias" sobre o Estádio do Dragão já é demais.
No Benfica eu já tinha considerado um exagero, mas enfim, a TVI é privada, faz o que quiser com o seu dinheiro. Isto que se presenciou esta semana é um verdadeiro abuso, à custa de todos nós!
Publicado por Nuno Peralta às 11:31 PM | Comentários (1)
Love Actually
Este tem sido um final de semana pródigo em cinema. Hoje eu e a minha esposa fomos ver "O Amor Acontece", de Richard Curtis, argumentista de "4 Casamentos e um Funeral" e "O Diário de Bridget Jones".
O que dizer deste filme? Tecnicamente é um filme normal, sem grandes requintes, que alguns críticos classificarão de "pastilha elástica".
Eu sinceramente gostei, da mesma forma que gostei de Notting Hill e de 4 Casamentos e um Funeral, porque são filmes que criam uma atmosfera propícia a que nos esqueçamos das barbaridades do dia a dia no mundo real e nos concentremos num mundo bom, cheio de amor, humor e amizade, onde tudo é simples e positivo.
Foram duas horas de agrado que passei e que me permitem encarar o mundo com um sorriso durante as próximas horas.
Para além de tudo isto, é impressionante a constelação de estrelas do filme, quase ao nível de um filme de Woody Allen: Hugh Grant, Emma Thompson, Alan Rickman, Rowan Atkinson, Liam Neeson, a nossa Lucia Moniz (ok, não é ainda uma estrela...), Colin Firth, Laura Linney, Keira Knightley e muitos outros bons actores.
Outros motivos de interesse: Parte do filme é em português, há alguma crítica mordaz à subserviência política do Reino Unido aos EUA (Hugh Grant a fazer de Primeiro Ministro inglês pós Blair e Billy Bob Thornton a fazer de Presidente dos EUA) e a banda sonora é mesmo à medida. Aliás, acho que este é um dos pontos fortes dos filmes com o toque de Richard Curtis, uma excelente selecção de temas para a banda sonora, que criam toda a atmosfera do filme.
A não perder este filme, preferencialmente em boa companhia...
Publicado por Nuno Peralta às 01:34 AM | Comentários (5)
novembro 15, 2003
Portugal Sub-21
A equipa frente a França hoje hipotecou praticamente todas as hipóteses de participar no Europeu do próximo ano, ao perder em Guimarães, por 1-2.
Acima de tudo fica a imagem de uma equipa (França) que sabe bem o que tem a fazer, com praticamente todos os jogadores a jogarem em França, na 1ª Divisão, contra uma equipa de vedetas, que pensam que o peso das camisolas dos seus clubes ganham jogos, sem a mínima noção do que é um colectivo.
Aliás, o jogador português que melhor se safou esta noite foi Jorge Ribeiro, curiosamente o único que joga na Liga de Honra. As estrelas de Inglaterra e Espanha foram uma nulidade quase completa.
Se este é o futuro garantido do futebol português, então está tudo dito, continuaremos a penar por um lugarzinho de vez em quando numa final de uma competição europeia ou mundial...
Publicado por Nuno Peralta às 09:08 PM | Comentários (0)
Boas notícias!
O jornalista Carlos Raleiras foi libertado pelos seus sequestradores no deserto iraquiano, junto à fronteira com o Kuwait, avança a TSF.
De acordo com a TSF, o jornalista contactou a redacção da rádio para informar que foi libertado.
Felizmente parece que todo este incidente acabará em bem para os jornalistas portugueses. Ainda bem.
Publicado por Nuno Peralta às 05:42 PM | Comentários (1)
O crime realmente compensa
Depois da detenção no passado fim de semana de José Castelo Branco e posterior libertação, num caso de tráfico de jóias, conclui-se que o crime compensa e que até deve ter sido auto-denúncia: o homem (?!) é capa de 3 revistas esta semana, que devem ter pago as entrevistas a peso de ouro (nomeadamente, do ouro que ilegalmente queria fazer entrar em Portugal...).
Publicado por Nuno Peralta às 08:10 AM | Comentários (0)
Para reflectir
Sábias palavras as do Carlos Vaz Marques sobre a situação dos seus colegas no Iraque e do conceito de repórter de guerra em Portugal.
Publicado por Nuno Peralta às 04:19 AM | Comentários (0)
As horas extraordinárias
Aparentemente a banca tanto abusa das horas extraordinárias, que é impossível ao IDICT não dar por isso. Parece que o Totta é o mais useiro e vezeiro nesta prática.
O que é extraordinário é o argumento usado: não paga porque não tem verbas, mas promete que regulariza para o ano!!!
Em pequenino a mim ensinaram-me que quem não tem dinheiro, não tem vícios, Se não pode pagar horas extraordinárias, não as exija aos seus funcionários! Mas a verdade é que 95 por cento de horas extraordinárias neste banco (e bem investigado, nos outros o número não será muito diferente) são não remuneradas!
Sempre quero ver como é que esta imoralidade/ilegalidade acaba, mas para já é melhor actualizarem o slogan:
Queres Dinheiro? Então não vás ao Totta!
Publicado por Nuno Peralta às 03:26 AM | Comentários (3)
Mimos
O João Pereira Coutinho classificou este blogue como belíssimo!!!
Elogios assim é que massajam a alma, mas se continuam assim ainda me estragam de mimos...
Pronto, terminado o momento de umbiguismo, voltemos ao mundo real.
Publicado por Nuno Peralta às 01:26 AM | Comentários (0)
Globalização
Penso que muitos já devem ter lido isto algures, mas pela enésima vez recebi isto por mail e achei interessante publicar:
"Se reduzíssemos a população mundial a uma pequena localidade de 100 pessoas distribuídas proporcionalmente ao panorama mundial, essa localidade seria mais ou menos assim:
57 asiáticos, 21 europeus, 14 americanos (norte e sul), 8 africanos.
52 mulheres, 48 homens.
70 não brancos, 30 brancos.
70 não cristãos, 30 cristãos.
89 heterosexuais, 11 homosexuais.
6 pessoas seriam proprietárias de 59% das riquezas mundiais, e todas elas seriam dos EUA.
80 não teriam uma habitação aceitável
70 seriam analfabetos
50 seriam subalimentados
1 morreria
2 nasceriam
1 teria um PC
1 teria uma formação académica
Se considerarmos o mundo nesta perspectiva, torna-se claro que a necessidade de fraternidade, compreensão e saber é muito grande.
Se acordares hoje bem disposto e de saúde, tens mais sorte que 1 milhão de pessoas que não sobreviverá à próxima semana.
Se nunca passaste por uma guerra, isolamento numa cadeia, tortura e fome, então tens mais sorte do que 500 milhões de pessoas pelo mundo fora.
Se fores a uma igreja sem receio de ameaças, de prisão ou de vida, tens mais sorte que 3 biliões de pessoas.
Se tens comida no frigorífico, roupas no corpo, tecto sobre a cabeça e uma cama para dormir, és mais rico do que 75% da população mundial.
Se tens uma conta no banco e uns trocos na algibeira ou num mealheiro, pertences a um grupo de 8% da população mundial com uma situação económica confortável.
Se leres esta mensagem, a tua sorte é muito grande porque não pertences a um grupo de 2 biliões de pessoas que não sabe ler... e tens um PC!"
Pois é, por vezes é bom lembrar o bem que temos, antes de nos queixarmos do que está mal...
Publicado por Nuno Peralta às 12:39 AM | Comentários (0)
Soros abre os cordões à bolsa para derrotar o Presidente
"O multimilionário George Soros que já gastou milhões de dólares para promover a democracia no antigo bloco soviético, em çfrica e na çsia, tem agora um novo projecto: derrotar o Presidente George W. Bush. "É o foco central da minha vida" disse Soros ao "Washington Post". As eleições presidenciais de 2004 transformaram-se para ele "numa questão de vida ou de morte". Ao todo, Soros já desembolsou 15,5 milhões de dólares para derrotar Bush. O dinheiro não vai directamente para o Partido Democrata (porque estes não podem receber o chamado "soft money") mas para organizações ligadas àquele partido que vão fazer campanha contra os republicanos." (in Publico)
E ainda ache que política e economia não andam de mãos dadas...
Publicado por Nuno Peralta às 12:32 AM | Comentários (0)
novembro 14, 2003
TVI
Após os trágicos acontecimentos de hoje no Iraque, as linhas telefónicas na TVI não têm parado de estar ocupadas. Aparentemente há muitos espectadores a pedirem insistentemente que o correspondente da TVI junto das tropas portuguesas seja substituído por Manuela Moura Guedes...
Publicado por Nuno Peralta às 04:44 PM | Comentários (2)
Iraque
O ataque desta manhã à coluna de viaturas em que seguiam os correspondentes portugueses no Iraque é um facto lamentável.
Lamentável pela jornalista que foi baleada (aparentemente livre de perigo de vida) e pelo jornalista que foi raptado, bem como pelo pânico em que ficaram os restantes jornalistas envolvidos na situação. No entanto, desconfio que o mais lamentável de tudo, assumindo que o jornalista raptado e a baleada se salvam ilesos, é que a já pouca independência jornalística neste processo ficará seriamente em risco. Todos os relatos feitos de agora em diante por estes jornalistas estarão enviesados pelo que sofreram na pele (o que é perfeitamente normal, visto que os jornalistas são humanos).
E o irónico disto tudo é que, depois de tanta preocupação com os militares da GNR, acabem por ser os jornalistas portugueses as primeiras vítimas da intervenção portuguesa no Iraque. Espero que a informação proveniente do Iraque não seja a segunda vítima. Era se calhar preferível os orgãos de comunicação social substituirem os seus correspondentes no Iraque, se possível.
Acima de tudo, tal como com os militares, espero que os jornalistas, estes ou outros, retornem todos sãos e salvos a Portugal.
Publicado por Nuno Peralta às 04:06 PM | Comentários (0)
Dogville
Só hoje vi este magnífico filme.
Aliás, Dogville não é um filme, é uma lição de vida.
É cruel, sim senhor, mas é muito real e verdadeiro, destapando a essência da natureza humana.
Este filme demonstra que não são precisos grandes efeitos especiais para fazer um grande filme. Uma boa história, um excelente naipe de actores, um óptimo realizador e um extraordinário director de fotografia são mais que suficientes.
São 3 horas de filme, mas que valem bem a pena. E para quem não está para aí virado, tem sempre a vantagem da magnífica Mrs. Kidman encher o écran!

Publicado por Nuno Peralta às 03:21 PM | Comentários (3)
Eu Hein
Para quem gosta de umas boas gargalhadas com humor mais ou menos subtil made in Brasil, não pode perder este blogue/site.
Aqui fica uma amostra, com uma nova revista para mulheres:

Ou um novo filme brasileiro, Lulita:

Publicado por Nuno Peralta às 01:36 PM | Comentários (0)
A Ciência também engana...
A não perder este artigo do Guardian, sobre as 15 maiores "fraudes" da ciência.
Publicado por Nuno Peralta às 07:35 AM | Comentários (1)
Dia Mundial da Diabetes
É importante lembrar esta doença, a Diabetes, que está a aumentar assustadoramente na população mundial. Em Portugal existem actualmente 350 a 500 mil diabéticos (ou seja, quase 1 em cada 20 habitantes).
Segundo a OMS e a Federação Internacional da Diabetes, prevê-se que daqui a 20 anos o número de pessoas com Diabetes duplique, um número que poderá atingir 750 mil portugueses e 140 milhões de pessoas em todo o mundo!
A Diabetes é hoje a 4ª causa de morte em Portugal e a principal causa de cegueira, de problemas renais e cardiovasculares e de amputações.
Para mais informações, visitem este site.
Publicado por Nuno Peralta às 01:07 AM | Comentários (0)
novembro 13, 2003
Fórum Social Europeu
Não que eu acredite muito nas propostas que daqui sairão, mas custa-me ver um movimento que consegue reunir 25.000 europeus em discussão ser praticamente ignorado pela Comunicação Social portuguesa (e também em quase toda a Europa).
Sendo assim, a quem estiver interessado em acompanhar o que por lá se discute e a que conclusões se chega, a melhor fonte de informação portuguesa é mesmo o Blog Social Português.
E isto sim, é serviço público na blogoesfera nacional.
Publicado por Nuno Peralta às 08:15 PM | Comentários (0)
Conflito de Gerações
Mais um contributo da caixa de correio, devidamente adaptado do brasileiro macarrónico:
Falando sobre conflitos de gerações, o médico inglês Ronald Gibson iniciou uma conferência proclamando estas quatro frases:
1) "A nossa juventude adora o luxo, é mal-educada, não respeita a autoridade e não tem o menor respeito pelos mais velhos. Os nossos filhos hoje são verdadeiros tiranos. Eles não se levantam quando uma pessoa idosa entra, respondem torto aos pais e são simplesmente maus."
2) "Não tenho mais nenhuma esperança no futuro do nosso país se a juventude de hoje tomar o poder amanhã, porque esta juventude é insuportável, desenfreada, simplesmente horrível."
3) "Nosso mundo atingiu seu ponto crítico. Os filhos não ouvem mais os pais.
O fim do mundo não pode estar muito longe."
4) "Esta juventude está estragada até o fundo do coração. Os jovens são malandros e preguiçosos. Eles jamais serão como a juventude de antigamente.
A juventude de hoje não será capaz de manter a nossa cultura."
Após ter lido as quatro frases, ficou muito satisfeito com a aprovação que os espectadores davam às mesmas.
Então, revelou a origem delas:
A primeira é de Sócrates (470-399 a.C.);
A segunda é de Hesíodo (720 a.C.);
A terceira é de um sacerdote do ano 2000 a.C.;
E a quarta estava escrita num vaso de argila descoberto nas ruínas da Babilónia e tem mais de 4000 anos de existência.
Publicado por Nuno Peralta às 06:19 PM | Comentários (3)
Eu sou um português...
Também eu não resisti à curiosidade e fiz o Mises Quiz.
A conclusão a que chego é que isto anda um pouco baralhado, podemos dizer que eu sou um Chicago Boy com grandes influências keynesianas e uma piscadela de olho à escola austríaca. Claramente não quero nada com o socialismo económico...
E pensar que tirei o curso de Economia no ISEG! Realmente a experiência profissional muda muito a maneira de ver as coisas...
Resultado final: 54 em 100.
Escola Austríaca: 6 respostas
Escola de Chicago: 11 respostas
Escola Keynesiana/Neoclássica: 8 respostas
Escola Socialista: 0 respostas
Your score is: 54 out of 100.
Each question is followed by an Austrian School answer (4 points), a Chicago School answer (2 points), a Keynesian-Neoclassical School answer (1 point), and a Socialist answer (no points)--all broadly defined.
Thank You Nuno Peralta (nunoaerperalta@yahoo.com) for taking the Mises Quiz "Are You an Austrian?". You will find the results below.
1. What is the correct economic status of private property?
A. Property is a naturally arising relationship between human beings and material things. Property and enforceable property rights make possible economic calculation, a wider and more productive division of labor, and therefore increasing levels of prosperity. Indeed, civilization itself is inconceivable in the absence of private property. Any encroachment on property results in loss of freedom and prosperity. The Austrian answer. http://www.mises.org/libprop.asp
B. Property is at the heart of most serious inequalities and oppressions in modern civilization. Only by regulation, transfer payments, redistribution of property, and common ownership can society arrive at fairness, justice, and human dignity for all. Socialist answer
C. Property is an important component of our social system but its status as a "right" is contingent. It must be subject to regulation and modification for the general good. The state must intervene to prevent abuses of economic power, even at the cost of reducing traditional prerogatives of owners. Keynesian/Neoclassical answer
D. Property is central to prosperity and economic growth. Accordingly, it is of the utmost importance that the state, or more abstractly the law, maintain and modify the bundle of property rights in such a way as to allocate transactions costs in such a way as to promote maximum growth and economic efficiency. Property does not arise naturally, but is the end product of the legal system. Chicago answer
Your answer: A
The Austrian answer. http://www.mises.org/libprop.asp
You chose the Austrian Answer!
2. What is the proper method to conduct research in economic science?
A. The economist should not mimic the behavior of the natural scientists, because the social sciences involve human beings. Human action is characterized by intentional behavior, which involves the rational use of means to achieve desired ends. The very subject matter of economics—capital goods, money, wage rates, etc.—is not defined by physical or chemical properties, but instead by the mental or subjective attitudes that human minds take toward these things. Consequently, the proper method for an economist is to start with self-evident axioms—such as that people try to achieve the highest satisfaction at the lowest cost—and logically deduce conclusions from them. The Austrian answer: http://www.mises.org/StudyGuideDisplay.asp?SubjID=3
B. Like the physicist, the economist (if he wants to be scientific) should construct a precise model that yields quantitative predictions about economic variables, such as GDP and unemployment. Then the economist should test those predictions against the actual data as collected by statistical researchers. At any given time, the best explanation or "theory" of a certain economic phenomenon is that model which yields the best fit between predictions and actual data. The Chicago answer
C. The question is misleading; economics cannot really be scientific in the conventional sense of the term. In physics we have fixed "laws" that are the same in every society and every time period. In contrast, there are no fixed laws in economics. The economist might study a certain historical episode and conclude that, say, rent control didn’t achieve its objectives when it was tried in Manhattan after World War II. Nonetheless, it may still be true that rent control could work in Paris in 2004 if the people in charge take care to avoid the mistakes of the past. There is no distinctly Keynesian answer. This is a historical school answer.
D. To be scientific, we need to modify the traditional economistic approach of viewing society as nothing but a collection of atomistic, egoistic individuals. In reality, human beings consider themselves to be part of a greater social whole. A more fruitful avenue of research would be to study the complex groups with which people identify, whether class, race, or sex. Such an analysis would reveal the undeniable power of relationships in society, and give a much better understanding of economic events than typical, simplistic economic models. The Socialist answer
Your answer: C
There is no distinctly Keynesian answer. This is a historical school answer.
For optimal results the answer must be: A
The Austrian answer: http://www.mises.org/StudyGuideDisplay.asp?SubjID=3
3. What is the reason for the interest rate, and should the rate be regulated?
A. Interest payments compensate investors for their loss of liquidity when they sink cash into a business project or lend it out for a certain period; the interest rate is the price of liquidity. Interest is a monetary phenomenon, not a "real" one (as the classical economists thought). Modern economics recognizes the role of expectations or what might generically be called "confidence in the future." For example, if the interest rate jumps from 5% to 10%, this does not mean that people have become more oriented towards present consumption; it could simply reflect heightened anxiety about the economy. Government manipulation of the interest rate is certainly one of several tools needed to smooth economic fluctuations, but by itself this approach is relatively impotent. If everyone fears a worsening recession, employers will not hire more workers or build more factories, no matter how low the interest rate is pushed. Keynesian answer
B. Interest payments are a return on capital, and the interest rate in equilibrium equals the marginal product of capital. The situation is perfectly analogous to labor, where the wage rate equals the marginal product of labor. There are various technological recipes yielding output at various future dates, and consumers have preferences for consumption at various future dates. On the margin, present consumption will be preferred to future consumption, and an extra unit of capital invested will yield an increment in output (available in the future) that just makes the consumer indifferent between consuming now or waiting an additional unit of time and consuming the higher yield made possible by the productivity of capital. The government should not meddle with interest rates, for the same reasons that the government should not meddle with wage rates. Chicago answer
C. "Interest" is just a codeword for profit; a capitalist earns interest when he spends less on wages and raw materials than he earns from selling the final product. This surplus value arises from the exploited workers hired by the capitalist. Under the wage system, workers are paid the bare minimum they need to survive, even though the full product of their labor far exceeds their compensation from the employer. In this respect, the wage system is no different from traditional slavery, where the slave owner keeps the product yielded by his slaves’ toil, and from this fund only "pays" them enough to maintain their bare survival. Obviously interest is a barbaric feature of capitalist societies, and will disappear once the system of wage slavery is overturned. The socialist answer
D. Interest payments reflect the higher value of present goods over future goods. Other things equal, everyone wants to consume sooner rather than later. The current price of a computer might be $1,000, but the price of a claim to a computer delivered in one year would currently sell for less than that, say $900. An entrepreneur might invest $900 in labor and raw materials in order to sell a product next year for $1,000; his implicit interest return is due to the fact that the factors of production represent technological "claims" on future consumption goods, and thus their current price (the $900) is less than their ultimate sale price ($1,000). Obviously the government need not interfere with the market interest rate, since it merely reflects the subjective premium individuals place on a marginal present good over a marginal future good. The Austrian answer. http://www.mises.org/StudyGuideDisplay.asp?SubjID=10
Your answer: A
Keynesian answer
For optimal results the answer must be: D
The Austrian answer. http://www.mises.org/StudyGuideDisplay.asp?SubjID=10
4. What is the economic impact of saving?
A. In normal times, saving is not economically harmful but in a recessionary environment it can cause the economy to spiral downward. Saving reduces consumer spending and may not be translated into investment spending because of investor pessimism. This will reduce total demand in the economy and lead to unemployment. One way of
correcting this is to expand the money supply to keep interest rates low. This will support private investment and stimulate total spending in the economy. Fiscal and monetary managers need to implement policies that discourage hoarding and encourage current expenditure. As for saving over the life cycle of individuals, we need a social safety net that will provide for people in their older years. Keynesian/Neoclassical answer
B. The vast accumulation of wealth within select classes and families creates an economic oligarchy that shuts out those who cannot gain a foothold within the economic system. Inheritance taxes, and taxes on dividends, are essential to a society that values equality. After all, the yield from vast bank accounts really amounts to unearned income. No society can tolerate some people living off interest while others live paycheck-to-paycheck off the meager sums offered by minimum wages. Socialist answer
C. Saving (which means forestalling current consumption) is essential for capital formation, but there is no socially optimal ratio of consumption to saving that should predominate in society. It all depends on the social rate of time preference, that is, the extent to which people prefer goods sooner to later. Individuals may choose consumption over investment or vice- versa. Government intervention can skew these choices, subsidizing or taxing savings or consumption or both. In order to have the mix reflect the most economical choices, government should have no policy toward saving, even in the case of saving for old age. The Austrian answer. http://www.mises.org/humanaction/chap18sec9.asp
D. There is no investment, and hence no economic growth, without saving. For this reason, the encouragement of saving should be an economic priority. Inflation discourages savings, which is a major reason why a policy of stable money should be the central-banking policy. Empirical studies show that saving takes place over the life-cycle of individuals. Miscalculations can occur, which is why the government might need to encourage private retirement accounts, a system that is more efficient than Social Security because it yields higher returns. The Chicago answer.
Your answer: D
The Chicago answer.
For optimal results the answer must be: C
The Austrian answer. http://www.mises.org/humanaction/chap18sec9.asp
5. What is the source of economic value?
A. Physical objects such as a banana or an automobile do not possess intrinsic economic value. On the contrary, only a human mind can attribute value to such items, and only then do economists classify them as goods. An object is valuable only because there is at least one human being who believes that this object can help satisfy his or her subjective desires. For example, even if a particular root cures cancer, if no one knows this fact, then the root has no economic value, and people will not trade money for it. Consequently, value is caused by an individual's subjective desires and his or her beliefs about the causal properties of a particular item. The Austrian answer. http://www.mises.org/StudyGuideDisplay.asp?SubjID=4
B. The value of a commodity is equal to the amount of total labor used in its construction. If one bicycle has the same market value as, say, 500 eggs, then we can write 1 bicycle = 500 eggs. In what does this equality consist? Obviously the bicycle is not "equal" to the eggs because of any of its physical properties. If we examine the matter carefully, we will conclude that the one thing that the two have in common is the amount of labor used in their construction. The socialist answer.
C. The value of a good is determined by the interdependence of supply and demand, or what might be called the interaction of cost and utility. In contrast to some schools of thought, which try to explain value on the basis of utility alone, the correct approach is that of Alfred Marshall, who realized that economic value is due to both subjective preferences and to objective technological conditions. To see this most clearly, consider that if the costs of production go up for a particular good, in the new equilibrium its final price must be that much higher. Chicago answer
D. Economic value is a complex matter that cannot be explained through simple formulas. To understand why the people in a particular society value some things more than others, we must study their culture and history. For example, a Native American tribe might have valued a particular animal as sacred. The white Europeans, of course, did not share this value system and thus slaughtered the animals. The same is true of a good or service on the market. Historical School (there is no distinctly Keynesian answer to this question)
Your answer: A
The Austrian answer. http://www.mises.org/StudyGuideDisplay.asp?SubjID=4
You chose the Austrian Answer!
6. What is money and how does it originate?
A. Money can emerge from barter, but private interests will probably not develop it to suit the needs of a modern economy. We need central banks to sustain the financial sector. Efforts to manipulate the economy using the money supply will at best fail, and at worst cause severe problems. Monetary authorities should not increase the money supply at their discretion. They should increase it at a steady rate, matching the long term growth rate of the economy. Chicago answer
B. Money is a vehicle for exploitation that distorts real values. Money is neither necessary nor desirable, but is an arbitrary artifact of history. Social progress will lead to revolutionary social changes, including the elimination of money. This will end exploitation and result in a society that aims at satisfying real values, instead of aiming at private financial profit. Socialist answer
C. Money always emerges out of barter. The difficulties of finding trading partners under barter systems results in the emergence of commodity monies. Durable, portable, and divisible commodities, like gold and silver, typically fit the bill as money best. Money and related institutions emerge as an unintended consequence of self interested trading. The evolution of such institutions is best left to the competitive market forces that created them in the first place, as governmental intervention will result in inflation and other distortions. Austrian answer. http://www.mises.org/rothbard/money.pdf
D. Money is a creature of the state. Sound monetary institutions require planning and a central bank. Central banks can also stabilize markets. Central bankers can counteract booms and busts in the private sector by expanding the money supply during recessions and slowing it during booms. Public control of the institution of money is key to running the economy. Keynesian/Neoclassical answer
Your answer: A
Chicago answer
For optimal results the answer must be: C
Austrian answer. http://www.mises.org/rothbard/money.pdf
7. What causes the business cycle?
A. Variations in the money supply cause GDP growth to deviate from its general trend. Absent these variations the economy is relatively stable. Variations in the money supply cause inflationary booms and crashes. Lags in the adjustment of wages with these cycles mean that financial booms and busts will entail significant changes in unemployment rates. Chicago answer
B. Competition in the face of declining profits and increasing monopolization generates increasingly large crises under capitalism. Capitalists invest in labor saving devices to keep unemployment high and wages down. Competition leads to falling profit rates and crashes. Some capitalists will then get good deals on capital from bankrupt capitalists, raising their profitability for the moment. However, the tendency of capitalism to reduce profit rates will lead to further unemployment and another crash. Socialist answer
C. Expansion of the money supply artificially reduces interest rates. This causes a boom in consumer and investor spending. With businesses thinking longer term, and consumers thinking shorter term, a discoordination emerges in the economy. The time relationship between saving and investment, production and consumption, is disrupted. Market processes reveal that many investments are not really profitable but instead are clusters of errors. Businesses then liquidate these investments, causing a recession. Austrian answer. http://www.mises.org/StudyGuideDisplay.asp?SubjID=12
D. Booms begin in excessive optimism, often prompted by technological shifts, resulting in speculative frenzies. Deficient total spending then causes recessions/depressions. When total savings exceed total investment, total spending on goods falls. This decreases the demand for labor to produce these goods. Then pessimism among business investors leads to insufficient aggregate demand and economic hard times. Keynesian/Neoclassical answer
Your answer: D
Keynesian/Neoclassical answer
For optimal results the answer must be: C
Austrian answer. http://www.mises.org/StudyGuideDisplay.asp?SubjID=12
8. What is the right anti-recession policy?
A. Recessions serve as a reminder to society that laissez-faire is a failed policy. Policymakers should learn from recessions that it is long past time to reign in stock speculators and out-of-control corporations. More sectors should be brought under public control, even if it means nationalizing industry. We owe it to the real victims of boom and bust: the workers. Socialist answer
B. The recession reveals underlying discoordinations and malinvestments brought about through reckless monetary policy. It is an essential phase that should be permitted to run its course. Countercyclical policy is counterproductive. Future recessions can be prevented by reforming the monetary system that creates the boom in the first place. Austrian answer
C. The Federal Reserve can stimulate the economy through low interest rates, and Congress can increase aggregate demand, even if it results in deficits. Once the economy gets back on course, the Fed can permit rates to rise and Congress can curtail spending. Chicago answer
D. In addition to traditional fiscal and monetary measures, it is essential that government protect industries hit particularly hard during recession. Government should also protect workers from layoffs and provide benefits for the unemployed. Consumers should not to hoard cash but rather spend, while the business sector should freely borrow from both banks and government to restore a productive equilibrium. Keynesian/Neoclassical answer
Your answer: D
Keynesian/Neoclassical answer
For optimal results the answer must be: B
Austrian answer
9. How viable is socialism?
A. Capitalism is productive but capitalists themselves, left to their own devices, put profit before people, and selfishly discount the interests of workers and consumers. Institutions in society such as labor unions, minimum wages, antitrust regulation, child labor laws, safety regulations, and other legal structures, are essential to bridging the conflict between capitalists and workers/consumers. Public ownership is essential in some sectors such as utilities and education while private ownership seems to work in other sectors, provided regulation is present. In establishing such institutions, we have learned from the socialists. We should stop treating socialism as if it were some kind of bogeyman. Keynesian/Neoclassical answer
B. Socialism is an eminently viable option, one to which history is inexorably leading. But it faces resistance because of the influence that business interests exert over current political systems. How can socialism work? As with wartime planning, socialist planners can watch inventories of goods and increase (decrease) prices when inventories fall (rise), and adjust prices to match consumer demand. They can also direct local managers to carry out production and innovation efficiently. This kind of trial-and-error process conducted by people of good will can work at least as well as the market, and without the social cost. Socialism is not rocket science; it is viable and may work better than capitalism. Socialist answer
C. Experience has shown thus far that free enterprise has been more productive than most known socialist experiments. This may be due to the lack of incentives to produce or it could be due to the poor quality of planning under socialism. A completely unregulated market, however, has its share of failures as well, which is why it must be tempered in some respects. In any case, it is futile to search for a general theory that allows us to say, a priori, that all socialist planning fails. History shows us that some forms of central planning do work. Central bankers engage in planning, as do judges and regulators, and rather successfully so. The desirability of government intervention beyond its role as a rule maker and enforcer will depend upon the severity of market imperfections compared to governmental imperfections. Chicago answer
D. Common ownership of the means of production (e.g., factories) precludes markets for capital goods (e.g., factory machinery). Absent market prices emerging from exchange within a framework of private property, there is no profit and loss and thus no rational basis for directing the use of capital goods towards the most urgent consumer demands in the least-cost manner. In contrast, private owners of capital employ property and use market signals (prices, including wages and interest) as guides. Freedom of exchange results in prices that reflect consumer preferences and directs the use of capital toward the most urgent uses, while entrepreneurial judgment contends with constant change. Socialism, which requires a total state, is not a viable option to capitalism. Any step toward socialism is a step toward economic irrationality. Austrian answer. http://www.mises.org/econcalc.asp
Your answer: C
Chicago answer
For optimal results the answer must be: D
Austrian answer. http://www.mises.org/econcalc.asp
10. What is the proper size and scope of government?
A. Markets deliver ordinary consumer and producer goods in a relatively efficient fashion. However, for various economic and political reasons, private transactions for fundamental services and institutions, like law, money, and defense, fail badly. There is no sense in even discussing markets without the prior need of a state. Government must exist to enforce the 'rules of the game' for society to emerge from chaos. Government must establish and enforce basic rules for society, but avoid discretionary or destabilizing intervention into markets. Chicago answer
B. Markets fail to provide fundamental institutions and suffer from serious imperfections concerning ordinary goods and services. For example, instability in markets causes recurring crises and leads to growing inequality. We should retain markets for most goods and services, but government must have discretionary authority to intervene in every market based on observed failures. In this way, the state and market can work together in a public-private partnership model. Keynesian/neoclassical answer
C. Markets are an arena for powerful business interests to exploit workers and consumers. Capitalism impoverishes and alienates the masses while enriching a few elites. It also devastates the environment and entrenches violence. A truly humane society would abolish private property, except for personal possessions (e.g. clothing and shoes). Communal arrangements in the production and distribution of goods deliver a more just and fulfilled society for all. Socialist answer
D. Order in society can emerge through voluntary transactions between individuals. People can engage in private transactions for anything they value, including laws and security. Since all choices concern alternative future states of the world, each individual alone understands which goods best suit him or her, including protection and dispute resolution. Ideally, government would be limited to protecting rights, but government as we know it serves elites and violates rights to self-ownership, and efforts to limit governmental powers tend to fail. Private institutions for security and arbitration are more efficient and moral than public equivalents. Austrian answer. http://www.mises.org/StudyGuideDisplay.asp?SubjID=16
Your answer: A
Chicago answer
For optimal results the answer must be: D
Austrian answer. http://www.mises.org/StudyGuideDisplay.asp?SubjID=16
11. Who should regulate consumer products and how?
A. Empirical studies indicate that consumer preferences do not change much in response to things like advertising. Consumers react rationally to information concerning products, so consumer safety is not necessarily a big issue. Governmental safety regulations may have perverse effects that increase harm to consumers, but government might play a positive role in providing better information to consumers, insuring that retailers and others tell the whole truth and nothing but the truth. Chicago answer
B. Consumer products develop through experimentation. Consumer preferences also change and develop gradually through time. To meet them requires entrepreneurial judgment. Aside from a few innate demands concerning hunger and temperature, consumer preferences emerge as a result of interaction between many individuals. Each consumer regulates the consumer products he consumes by spending money. There is no good substitute for the market process concerning the development and dissemination of consumer goods. Austrian answer. http://www.mises.org/rothbard/newliberty9a.asp
C. Capitalism has within it a culture industry that manufactures false preferences. People might think that modern consumer culture satisfies them best, but this is not true. Businesses gain through wasteful competition among consumers for social status and the creation of preferences for goods that no one really needs. Capitalism alienates consumers from their true selves while businesses exploit them for profit. Proper consumer products regulation requires revolutionary changes in society. Socialist answer
D. Businesses mislead and manipulate consumers with advertising and other marketing devices, drawing them to and from products, creating an artificial sense of need, and bringing about waste. This can result in serious harm to consumers, or at least excessive prices. Faulty or dangerous products and fads are serious problems that government can and should address. There are also "merit goods" that consumers do not appreciate adequately, and should therefore get public subsidies. Keynesian/Neoclassical answer
Your answer: D
Keynesian/Neoclassical answer
For optimal results the answer must be: B
Austrian answer. http://www.mises.org/rothbard/newliberty9a.asp
12. What are wages?
A. Wages are the basis for capitalist exploitation. All value derives from labor. But capitalists pay workers less than the value of their work so as to collect profits. Common ownership of the means of production will eliminate wage exploitation by eliminating private profits. Socialist answer
B. Wages represent the discounted productivity of labor in satisfying consumer demand. Demand for consumer goods translates into demand for workers. Markets enable us to calculate the value of different types of labor, so that we can direct the use of labor to its most highly valued uses. Governmental intervention in labor markets (e.g. minimum wage laws) cause unemployment among less productive workers. Austrian answer. http://www.mises.org/StudyGuideDisplay.asp?SubjID=13
C. Wages determine the income that creates demand for products. Raising wages increases demand for goods, and leads to prosperity. Capitalists will often pay workers too little to generate full employment. Government should pay subsidies to households and push for higher wages because this will increase demand and improve economic conditions. Keynesian/Neoclassical answer
D. Wages represent the productivity of workers in satisfying consumer demand. However problems with monitoring workers cause employers to pay higher wages to increase productivity. This increases unemployment among low productivity workers. Governmental subsidies can correct this failure of markets, but this is not always necessary. Chicago answer
Your answer: D
Chicago answer
For optimal results the answer must be: B
Austrian answer. http://www.mises.org/StudyGuideDisplay.asp?SubjID=13
13. What causes economic growth?
A. A balanced relationship between aggregate demand and aggregate supply is the leading determinant of economic growth. Because private markets cannot always provide this, stable institutional environments are necessary. The public sector plays a vital role in securing economic growth by providing a framework of legal and financial institutions. A variety of public-sector efforts such as low-interest rates and subsidies may also play a positive role. A limited amount of regulation is necessary, but this is not necessarily true. Chicago answer
B. Private consumer demand is not enough for economic growth. Overall private spending is often too little, too manipulated by business, and rife with choices that overlook social priorities. Consumers may save too little or too much. This sometimes makes public deficit spending necessary to stimulate the economy. Also, private spending fails to supply public goods. Public spending in such areas is necessary for economic growth—particularly in education, infrastructure, and scientific research. Keynesian/Neoclassical answer
C. The capitalist process causes economic growth, but this is a non sequitur. While capitalism is the most productive system, the distribution of wealth under capitalism is wrong. Whole classes of citizens are left out. Capitalists take advantage of workers by paying them the lowest possible wage instead of the value of their labor. So capitalism delivers the goods, but to the wrong addresses. What we need are workers' democracies where productivity can go hand-in-hand with a more just distribution of wealth. Socialist answer
D. The source of economic growth is mutually beneficial, voluntary exchange. Within the exchange economy, consumers spend part of their income on goods and services to satisfy their most immediate wants. This drives current production. Consumers save part of their income according to their less immediate wants. This drives entrepreneurial investment in future production and leads to the development of sophisticated capital markets. Private contracts, competition in markets, and private institutions that allow for capital investment and accumulation are all you need to attain optimal economic growth. Austrian answer. http://www.mises.org/journals/qjae/pdf/qjae2_2_5.pdf
Your answer: D
Austrian answer. http://www.mises.org/journals/qjae/pdf/qjae2_2_5.pdf
You chose the Austrian Answer!
14. What is your view of economics and the environment?
A. Pollution is a visible example of market failure. So long as business is earning a profit, it tends to overuse resources and impose the environmental costs on others. As for valuable lands, old-growth forests, and endangered species, the tendency is to poach what is valuable and otherwise disregard the social interest in preservation. This is why environmental regulations must play a role in setting aside lands, preserving species, limiting pollution, cleaning up air and water, and otherwise policing business so that its profits do not come at the expense of the natural environment. The Keynesian/Neoclassical answer.
B. The only long-term solution to the problem of the pollution and environmental degradation is a severe limit on economic development. This is precisely what local communities have done in order to preserve the quality of life. They have told developers: "this community values more than just production and material gain." Nor is it the case that people and profits are all that matter. The delicate ecosystem must be guarded in every respect, from the smallest life-form to the largest body of water and reaching upward to the earth's atmosphere. This also means controlling population. The socialist answer.
C. Most issues concerning the environment are best solved through reliance on market incentives. Courts should be attentive to the need to establish clarity concerning property lines when conflicts arise. Issues of externalities can be solved through compensation exchanges between owners, arrived at through arbitration. As for pollution, it can be minimized through a market for pollution rights, and these can be traded so that the costs of pollution are borne by the polluters. Fees for use of public lands are generally set too low so as to encourage overuse. Higher prices are the key to conservation. The Chicago answer.
D. Virtually all issues concerning the environment involve conflicts over ownership. So long as there is private ownership, owners themselves solve these conflicts by forbidding and punishing trespass. The incentive to conserve is an inherent feature of the market incentive structure. So too is the incentive to preserve all things of value. The liability for soiling another's property should be borne by the person who caused the damage. Common ownership is no solution. Because national parks, for example, are not privately owned, the goal of economical management will always be elusive. The Austrian answer. http://www.mises.org/StudyGuideDisplay.asp?SubjID=6
Your answer: C
The Chicago answer.
For optimal results the answer must be: D
The Austrian answer. http://www.mises.org/StudyGuideDisplay.asp?SubjID=6
15. What do taxes fund?
A. Taxes often serve corporate interests and the wealthy. Businesses want private revenue and profits, but socialized costs. This is due to the inordinate influence of business and the rich on politics. True democracy would not allow for this. Measures like campaign finance reform or public funding of elections might help greatly. Better still, movements towards community ownership of industry by the workers will make industry responsive to public needs, rather than private profit. This is important because the laissez-faire system leaves the public largely unserved in their essential needs. The socialist answer.
B. Since markets are imperfect, public spending could go to subsidize the provision of some of a variety of public or merit goods that the market would not otherwise provide. Taxes can also mitigate social costs and deter the consumption of goods that should not be made available through the market. Ideally, political competition between interest groups transfers income to those who value it most. It is possible that taxes are employed in uneconomical ways, but political competition will probably mitigate the worst examples of governmental waste. The Chicago answer.
C. Taxes make up for the deficiencies of private expenditures, which do not reflect the benefits that the general public derives from some goods. Taxes fund public goods like law and order, roads, education, and scientific research that benefit the public at large. There are also social costs (i.e., pollution) of private production that need to be countered. Taxes also fund "merit goods" whose worth is not apparent to the general public, as well as discourage some "demerit goods" that the public should not want, but does. Experts in government can and should tax demerit goods and the sources of social costs to fund public and merit goods. The Keynesian/Neoclassical answer.
D. Taxes raise money for transfers to special interests and public employees. In contrast to private businesses that supply the goods that consumers are willing to buy, public officials have no means to assess data as to what consumers truly demand, much less how to go about meeting those demands economically. Lacking the ability to act economically, public officials respond to interest groups, so tax money will necessarily end up with narrow interest groups rather than going to fund the provision of public goods. Taxes typically go to waste or to special interests that do not and should not own the funds. The Austrian answer. http://www.mises.org/StudyGuideDisplay.asp?SubjID=115
Your answer: C
The Keynesian/Neoclassical answer.
For optimal results the answer must be: D
The Austrian answer. http://www.mises.org/StudyGuideDisplay.asp?SubjID=115
16. What caused the Great Depression and how effective was the New Deal?
A. The stock market crash of 1929 represented the most visible sign of a necessary correction in an economy artificially inflated by expansionary monetary policy. Instead of permitting liquidation, Hoover attempted to resuscitate the economy through interventionist measures, including protectionism, which only drove the economy further into depression. FDR built on this record and embarked on a disastrous course of central planning, which ended up saddling the US economy with bureaucracy and wage and price controls. The economy didn't fully recover until after WWII. Austrian answer. http://www.mises.org/rothbard/agd.pdf
B. All market economies face the problem of recurring crises, but Hoover failed to intervene in time and instead pursued a laissez-faire approach. The New Deal, for all its faults, was the right approach at the right time, an effort to deal with new economic realities. The New Deal boosted aggregate demand in the face of lost public confidence and represented a bold effort to employ both fiscal and monetary stimulus to make up for the deficiencies of the market. Where the New Deal fell short, the war made up the difference. The lesson is that active policy measures are essential to stabilize the economic system. Keynesian/Neoclassical answer
C. The Great Depression put the failures of the market in sharp relief, and the New Deal was a wrong-headed attempt to save the market from itself. Business interests worked to prevent it from going nearly far enough, however. In this sense, the New Deal wasn't so much an experiment in economic democracy and planning as an attempt to save capitalism. The main beneficiaries were corporate interests, which is exactly what we might expect from an administration closely connected to the corporate elite. Where the New Deal failed, the national mobilization of wartime planning succeeded. Socialist answer
D. The Great Depression began as a conventional business cycle, characterized by deflation that might have been fought through by monetary expansion. But Hoover failed to see the seriousness of the situation and permitted banks to fail rather than restore faith in the nation's money. This led to the election of FDR, who was right to take the nation off the gold standard but wrong to institute excessive controls over the nation's economy. It was World War II, not the New Deal, that ended the depression. With fiat money and a Fed that stands ready to intervene, the experience never needs to be repeated. Chicago answer
Your answer: D
Chicago answer
For optimal results the answer must be: A
Austrian answer. http://www.mises.org/rothbard/agd.pdf
17. Do markets create and sustain monopolies and what should be done about it?
A. If the history of capitalism shows us anything, it is that it leads to business concentration. With fewer and fewer firms dictating the terms, the result is ever higher prices combined with ever lower wages. Unions and antitrust enforcement have had some measure of success in curbing this, but neither institution goes far enough to counter the trend toward monopoly within market settings. We must also question the idea that competition itself should be a policy goal. Most often, it is socially wasteful and a slogan repeated by monopolists to justify exploitative behavior. The ideal of cooperation between all, a truly democratic economy, should be the ideal. Socialist answer
B. The market tends to generate monopolies of varying sizes and types. Business should not be permitted to exercise monopoly power in pricing. It can be detected by various formulas comparing costs with output price according to a perfectly competitive model. Geographic monopolies may not be as important as they once were due to advances in transportation technology. What we face today are a variety of technologically driven monopolies, such as the example of Microsoft shows. Still, regulators need to be constantly on the lookout for businesses that attempt to employ market power, enriching themselves at consumer expense. Competition needs rigorous enforcement. Keynesian/Neoclassical answer
C. Economists of the classical school were right to define a monopoly as a government-grant privilege, for gaining legal rights to be a preferred producer is the only way to maintain a monopoly in a market setting. Predatory pricing cannot be sustained over the long haul, and not even the attempt should be regretted since it is a great benefit to consumers. Attempted cartel-type behavior typically collapses, and where it does not, it serves a market function. The term "monopoly price" has no effective meaning in real market settings, which are not snapshots in time but processes of change. A market society needs no antitrust policy at all; indeed, the state is the very source of the remaining monopolies we see in education, law, courts, and other areas. Austrian answer. http://www.mises.org/StudyGuideDisplay.asp?SubjID=7
D. Monopoly regulation has caused more harm than good by protecting particular competitors, not competition. Some types of regulation against trusts are based on flawed models that fail to understand that some firms gain market share solely because of their products' desirability to consumers. Most cited cases of "path dependency" turn out to be mythical. What is left for regulators to do? As Adam Smith said, they should prevent business conspiracy, blatantly predatory behavior, and otherwise assure a level playing field leading toward genuine competition. Finally, some goods lend themselves to being best provided by monopolies, e.g. courts and defense. Chicago answer
Your answer: D
Chicago answer
For optimal results the answer must be: C
Austrian answer. http://www.mises.org/StudyGuideDisplay.asp?SubjID=7
18. What is the role of equality and inequality?
A. The modern emphasis on equality is the great policy advance of the last century. No longer does the political and economic system exclude women and minorities from participation but rather includes them as a matter of law. These groups tend to be artificially undervalued by the "invisible hand" of the market, which is why there is a role for anti-discrimination and public-accommodations law. The welfare state, too, has benefited society by insuring that the benefits of rising wealth are spread throughout society, so that the rich do not become richer at the expense of the poor. We've come a long way, but we still have a long way to go. Keynesian/Neoclassical answer
B. Equality is a term that properly relates to mathematics but not to social science. Human beings are unequal in their endowments, opportunities, and will to achieve. Unequal does not mean inferior or superior; it merely means different. Differences are the very source of the division of labor, and, within a market setting, lead not to conflict but cooperation. While differences should be celebrated, property owners have every right to treat people unequally because it is owners that bear responsibility. Legislators, however, should not have any concern for bringing about equality of result or opportunity, either between individuals or groups of individuals classified according to any criterion. The only place for equality concerns the law, which should treat all individuals the same without regard to their station in life. Austrian answer. http://www.mises.org/fipandol.asp
C. Inequality is an intrinsic feature of a social structure that is mired in a prejudicial overhang from the long and shameful history of the manner in which Western society has treated women and other minorities. The prejudicial impulse, rooted in the spirit of conquest that gave birth to Western capitalism in the first place, is a form of violence and yet part of the corrupt infrastructure of the market economy itself. If the owners of capital were left to their own devices, excluded groups would remain so in perpetuity, so society had to act to restrain them. Full equality will continue to elude us, so long as we have a society that treats people as goods to be bought and sold, and so long as we put private ownership for the few above the common interests of us all. Socialist answer
D. It is a great mistake to make equality of result a policy goal, because egalitarian legislation can kill incentives to improve. Punishing the rich is self defeating, even for the poor striving to make their way. Equality of opportunity, however, is different. It something everyone merits by their very dignity as a human being. Thus should a nation strive for quality educational institutions, institute a limited inheritance tax, and otherwise assist those who, through no fault of their own, lack the means to gain entry into the division of labor. Once these institutions are in place, we will find that the forces of market competition will achieve egalitarian goals through predominantly voluntary means. Chicago answer
Your answer: B
Austrian answer. http://www.mises.org/fipandol.asp
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19. What is your view of free trade and globalization?
A. International trade increases living standards through productivity enhancing specialization. Increased specialization and division of labor increases labor productivity. Globalization also allows for improvements in capital goods and the organization of production. The spread of global capitalism is key to sustained economic development the world over. Issues like environmental damage turn on local property rights enforcement, not the spread of global capitalism. Globalism is good both for consumers in the developed world and workers in the developing world. Austrian answer. http://www.mises.org/mmmp/mmmp10.asp
B. Economic internationalization has both positive and negative effects. Free Trade and globalization can increase productivity and increase consumer welfare. But, multinationals will exploit the workers and damage the environment in many places unless some authorities regulate them and work toward regulatory and tax harmonization. We need detailed regulation by global authorities to avoid the negative effects of international trade. A world government that would undertake such responsibilities would be of great benefit to mankind. Keynesian/Neoclassical answer
C. Globalism sails under the flag of free trade but is really a vehicle for the exploitation of consumers and workers. Multinationals that can't find markets at home exploit workers in the developing world by paying near subsistence wages. This also damages indigenous cultures and leads to a commodification of people. The drive to do this stems from the nature of capitalist nations, which inevitably experience declining profit rates. The only cure to the ills of globalization is the abolition of global capitalism itself. Socialist answer
D. Free trade has positive effects, but requires some public support. Labor specialization and capital investment by multinationals increase productivity and raise living standards. However, we need global governance through the World Trade Organization to provide the legal and financial conditions, such as transparency laws and protection of intellectual property rights, if we are to realize the advantages of global economic cooperation. Some global public institutions are needed for International trade and globalization to work to the good of all. Chicago answer
Your answer: B
Keynesian/Neoclassical answer
For optimal results the answer must be: A
Austrian answer. http://www.mises.org/mmmp/mmmp10.asp
20. What is the function of the stock market?
A. The stock market can play a positive role in society, but it is also subject to waves of speculative frenzy and abuse, typically by large institutions who take advantage of smaller investors. This can lead to stock overvaluation, insider trading, and other practices that benefit a handful of CEO's, promoters, and large investors at the expense of small investors. Large players can and do rig the system to their own benefit, which is why governmental regulation of stock markets can and should deal with these practices through severe fines, limits on CEO pay, mandated audits and reports, and vigilant audits of financial statements. Public authority is vital for a well-functioning financial market. Keynesian/Neoclassical answer
B. The stock market constitutes a vital part of the process by which we coordinate production. Stock market prices reflect the productivity of business firms as well as entrepreneurial judgments concerning future productivity. Competition in stock markets enables us to ascertain the value of real investment. Takeovers, mergers, and insider trading are wrongly maligned because these practices represent real competition. Without the stock markets, rational coordination of production in modern society would be impossible. Governmental regulation cannot improve on the workings of stock markets because it is the market that most directly informs us regarding the best use of resources. Austrian answer. http://www.mises.org/fullstory.asp?control=1014
C. The stock market represents the interests of an unproductive class in society. The investor class profits off of the labor of others, while roping the public into the system through investing schemes. Stock market speculation, insider trading, takeovers, and mergers, work to destabilize the economy. Financial acquisitions concentrate control of the means of production in the hands of a few. Bull markets produce no real wealth, and are really financial bubbles. These waves of stock market speculation lead to financial panics that disrupt the production of real wealth. What we need are not more high-flying financial centers but more common work at the local level toward common goals. Socialist answer
D. The stock market helps to align incentives in production and sort out productive from unproductive companies. At any moment, the prices on the stock exchange reflect all available and relevant information, which is why forecasts are right on average and no one investor can outwit the market on average. Takeovers and mergers put pressure on CEO's to serve the interests of investors, large and small. The system works so long as regulations mandate full transparency and no relevant knowledge is deliberately withheld. In this way, government intervention can improve the workings of stock markets. Chicago answer
Your answer: D
Chicago answer
For optimal results the answer must be: B
Austrian answer. http://www.mises.org/fullstory.asp?control=1014
21. What are labor unions for?
A. Unions are labor market monopolies because they benefit from government privilege. Unions work to raise wages above competitive levels. This reduces the employment of low productivity workers and decreases the overall production of consumer goods. Union leadership is often corrupt and takes great advantage of union workers themselves. Unions also work to concentrate power into the hands of pro-union politicians in government. The concentration of this power is inimical to free societies. Austrian answer. http://www.mises.org/StudyGuideDisplay.asp?SubjID=13
B. Unions are monopolistic, but may serve some positive purposes. Their historic role has been to offset the concentration of industrial power. At the same time, too much union domination may also raise wages above competitive levels and reduce employment and production. The effects of unions vary with particular circumstances, so there is no basis for forming a general opinion as to the merits of unions. It depends on circumstances of time and place. Chicago answer
C. Unions, as currently constituted, cannot repair the defects of capitalism. Capitalism exploits workers by its very nature. Since all capital comes from labor, capitalists must pay workers less than their work is worth in order to exist. Unions cannot change this. The only thing that can change this is the abolition of capitalism and community ownership of the means of production. To the extent that unions represent a vanguard movement to bring this about, they should be defended and empowered. Socialist answer
D. Unions are vital to free societies. Unions act as a countervailing power to offset the influence of business. Capitalism naturally concentrates great power in the hands of business leaders. So unions are necessary to prevent the exploitation of workers by big business. Government should support unions with laws guaranteeing the right to organize, and workers are usually always better off with union representation than without. Keynesian/Neoclassical answer
Your answer: B
Chicago answer
For optimal results the answer must be: A
Austrian answer. http://www.mises.org/StudyGuideDisplay.asp?SubjID=13
22. What are the economic implications of national defense?
A. National defense is neutral to the market. On the one hand, it cost taxpayers money, but, on the other, it provides a stable environment that permits peace to flourish and rights to be protected. By its very nature, government should maintain a monopoly over the use of force, and defending the nation against external and internal foes flows from this primary obligation. Before we can even talk about economic production, government-provided security and defense must be firmly in place. Otherwise, we are back to the Hobbesian jungle. Chicago answer
B. National defense is desirable on its own terms, but the strongest economic impact, as with many public-sector programs, is that it creates jobs and boosts incomes to strengthen the economy. It is especially beneficial to the GDP because so much of military production involves heavy industry. The funding does more good for the nation overall if spent on large projects than if spent on small consumer goods. Moreover, public funding generates technological spin offs that assist all of society, and also employs many people who otherwise would lack the training and discipline to earn high wages in a market setting. The military, in fact, is a great example of government planning at work, serving all of society. Socialist answer
C. Government spending on the military is a social cost that crowds out private alternatives, even as its alleged benefits are unquantifiable. Security, like any good desired by individuals in society, can and is provided by the market economy, which is to say, by individuals organizing themselves voluntarily within the matrix of private property and exchange. Private security works vastly better than the government system that squanders trillions, is riddled with bureaucracy, provokes enemies, and doesn't actually work to defend the nation. Governments have used the excuse of "defense" to start wars that reinforce the power of the state over the market. Austrian answer. http://www.mises.org/journals/scholar/Hoppe.pdf
D. National defense supplies a public demand that would not otherwise be produced in sufficient quantity if supplied only by the market. This is because national defense is an example of a public good. Everyone benefits from it and these benefits are not excludable in the way market goods are. Because of free riders, and the sheer expense associated with its provision, individuals have no particular incentive to purchase the good for themselves. This is why most societies from time immemorial have charged government with the main obligations of security provision. The benefits surely outweigh the costs. Keynesian/Neoclassical answer
Your answer: D
Keynesian/Neoclassical answer
For optimal results the answer must be: C
Austrian answer. http://www.mises.org/journals/scholar/Hoppe.pdf
23. What about goods like education and roads?
A. There is no reason to debate whether roads and education are essential needs, and yet the market will likely not provide them in sufficient quantity. The only real question concerns the public administration. There are good and bad ways to provide these services. Market incentives can increase their efficiency. Construction and administration can be contracted out. Traffic problems can be addressed through tolls and other forms of market rationing. Schools can be made more competitive through vouchers and innovative systems of government chartering to meet special needs. Chicago answer
B. There are some goods that the market cannot provide in a way that meets social needs. Private schools are fine for those who can afford them but a democratic society must provide education to all. So too with roads, which are part of the public infrastructure of a modern society and hence should not be subjected to the wiles of free enterprise. That doesn't mean there isn't room for reform. Schools are inadequately funded and teachers underpaid. Roads are subject to overuse, and should be supplemented by generous provision of public transportation systems. Carpooling should be encouraged. Keynesian/Neoclassical
C. These are goods like any other: they can be supplied by markets and markets alone. The state cannot construct educational institutions that pass the test of economic rationality because it must attempt to do so without the benefit of direct consumer feedback. Instead it collects taxes and spends them arbitrarily. The same is true of government roads: how many are built, in what quality and where, ultimately comes down to political choices influenced primarily by political considerations. In a market economy, the range of quality, quantity, and type of goods and services correspond to social needs. These goods are services that are valued by consumers, and hence, they will be provided if it is economically feasible to do so relative to other social priorities. Austrian answer. http://www.mises.org/StudyGuideDisplay.asp?SubjID=16
D. It is often claimed that free enterprise is the answer to our economic problems, and that public authority cannot provide. But the example of modern schools and roads are a clear contrary case. Public schools have educated millions and public roads are a key to making the open society accessible to all. Indeed, the success of these institutions points the way to the vast possibilities available to society that has the courage to move beyond laissez-faire and toward true social provision of all that we value, but which the narrow interests of business will not and cannot make accessible to all. Social answer.
Your answer: A
Chicago answer
For optimal results the answer must be: C
Austrian answer. http://www.mises.org/StudyGuideDisplay.asp?SubjID=16
24. What are the economic implications of warfare?
A. Warfare reduces economic welfare by destroying real resources. It can benefit a select few who benefit from military spending on the winning side only. For most consumers and businesses it means drastically reduced prosperity. The only justifiable reason for a war is pure self defense. Austrian answer. http://www.mises.org/fullstory.asp?control=1189
B. War reduces economic welfare by destroying real resources. It may benefit only a select few from military spending, but could also be important in terms of national goals. If diplomacy fails, the general welfare of society may increase as a result of attaining important national objectives via warfare. Defensive wars are always justified. Offensive wars may be good in some circumstances. Chicago answer
C. Warfare stimulates the economy by increasing demand. While wars appear to be destructive, we generate more wealth by rebuilding the things that wars destroy. This employs idle resources and makes for increased prosperity. Keynesian/Neoclassical answer
D. Warfare exists to increase capitalist profits. As competition forces profit rates for domestic ventures down, capitalists go overseas to collect profits. This leads to conflicts between capitalists in different nations. Nations go to war over such competing imperial claims. Capitalism is the main force behind wars. Warfare will end with the end of Capitalism. Socialist answer
Your answer: A
Austrian answer. http://www.mises.org/fullstory.asp?control=1189
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25. Who serves society best?
A. Legislators and policy experts, along with consultation from a variety of advisory groups, have the public interest in mind when they formulate and execute policies. They are willing and capable of improving the welfare of society. Entrepreneurs pursue profit, and care little for overall public welfare. They serve the public interest only insofar as they earn a profit in the process. Given numerous and severe defects in the way markets work, informed civic leaders officials need to work to improve public welfare—a viable project provided that we limit the influence of business interests in politics. The Keynesian/Neoclassical answer.
B. Entrepreneurs play an indispensable role in society. Entrepreneurs are alert to profit opportunities and make judgments concerning the future. Competition concerning these opportunities results in profit and loss statements that generate prices for labor and capital. This competition directs resources to the satisfaction of the most urgent consumer wants. Successful politicians are those who are the best at retaining and wielding political power. These are typically the most ruthless people in our society. The Austrian answer. http://www.mises.org/humanaction.asp
C. Capitalism serves entrepreneurs and entrepreneurs serve themselves. The capitalist system is predicated on the exploitation of consumers and workers. The only solution to these problems is to do away with capitalism, and with it the capitalist class of entrepreneurs. A truly democratic or socialist society will end exploitative tendencies. People will no longer pursue private profit because private profits will no longer exist. People will have better motives and be more publicly spirited under socialism. The leaders, if there are any, in the future socialist society will promote the common good. The socialist answer.
D. Politicians pursue their own interests, but political competition and the public-policy process leads them to serve the public to some extent. Entrepreneurs also serve the public to some extent, because they earn a profit by serving customers. The question as to whether civic leaders or entrepreneurs serve the public best is an open one. This depends upon particular circumstances of time and place. The democratic society has shown itself capable to sorting out questions of social management over time. The Chicago answer.
Your answer: B
The Austrian answer. http://www.mises.org/humanaction.asp
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Publicado por Nuno Peralta às 04:52 PM | Comentários (3)
Visão
A entrevista a Ferro Rodrigues é o tema de capa da Visão desta semana.
Para quem culpou Judite de Sousa por a entrevista na RTP ter sido essencialmente sobre pedofilia e pouco sobre política, por questões de tempo, vejam o resultado final desta entrevista: vitória implacável da pedofilia sobre a política, com uns 60% de destaque para o primeiro tema e cerca de 40% para tudo o resto.
Sem câmaras e sem cronómetros, com possibilidade de edição. E numa revista de influência editorial socialista!
Mas claro, de certeza que é a comunicação social que continua a insistir no tema, com imagens e entrevistas de arquivo. Ferro Rodrigues já deixou de falar no assunto da pedofilia desde a Comissão Nacional de Sábado passado, todas as conversas, entrevistas e reacções desta semana são maquinações e urdiduras da oposição e das forças ocultas...
Publicado por Nuno Peralta às 03:12 PM | Comentários (2)
Fama
Tenho estado a ver uns anúncios a uma nova revista "Tipo Jet-Set" que vai sair em breve, chamada "Fama".
Pelo nível da publicidade, parece-me que a nossa comunicação social vai conseguir descer mais um degrau no nível de decência e ataques à intimidade de cada um...
Eis algumas das frases promocionais (citadas de cor, podem ter alguma imprecisão):
"Saiba quem é a vedeta grávida e refugiada em Paris";
"Saiba quem é o político que tem uma amante".
Se a revista fizer juz à promoção, vai ser um sucesso em Portugal!
Infelizmente...
Publicado por Nuno Peralta às 08:30 AM | Comentários (2)
Nunca Mais!

Tive a possibilidade de presenciar pessoalmente o triste cenário negro em que se tornou a Galiza no Outono/Inverno que passou e não o esqueço, assim como o esforço de milhares de voluntários que tentavam remediar a situação. São daquelas imagens que não desaparecerão nunca da minha memória. E para a vossa memória deixo-vos algumas imagens do trágico Novembro de 2002.
Publicado por Nuno Peralta às 07:22 AM | Comentários (1)
As time goes by
Descobri na internet esta homepage, de uma família argentina que todos os dias 17 de Junho se fotografam, desde 1977.
É engraçado ver a evolução dos seus rostos e o crescimento da família.
Publicado por Nuno Peralta às 05:54 AM | Comentários (1)
Carris
A Carris é uma das empresas públicas que mais prejuízos dá e uma das que piores serviços presta aos seus utentes: atrasos sucessivos, desadequada cobertura da cidade, condução agressiva, entre outros. É um facto que tem havido uma aposta na modernização da frota, mas ainda é pouco.
E quando surge uma Administração com vontade de fazer algo, tentando baixar os prejuízos da empresa e permitir a melhor prestação de serviços aos utentes, qual é a resposta dos sindicatos?
Greve. Greve ontem, que prejudica o tráfego em Lisboa. Mais 6 greves até final do ano.
Depois admiram-se que as pessoas recorram a transportes alternativos, nomeadamente o seu próprio carro.
Pode ser que um destes dias o Estado tenha a coragem de privatizar esta empresa ou de a deixar falir. Nesse dia talvez os sindicatos percebam o belo serviço que estão a prestar aos trabalhadores.
Publicado por Nuno Peralta às 03:06 AM | Comentários (7)
Meatrix
Afinal sempre descobri algo de positivo no universo Matrix, esta paródia (mas com uma mensagem muito séria!) chamada The Meatrix.
(com os agradecimentos ao Crítica Lusa)
Publicado por Nuno Peralta às 12:41 AM | Comentários (0)
Marítimo-Benfica
Muito pobre este jogo de futebol. Pensar que foi entre duas equipas candidatas a um lugar na Europa!
O Benfica conseguiu a proeza de rematar a primeira vez aos 53 minutos! E só jogou alguma coisa depois de estar a perder, conseguindo o empate sem saber muito bem como...
O gosto amargo que fica é a incapacidade do Benfica fazer dois jogos seguidos como deve de ser, mas ao menos desta vez demonstraram personalidade a reagir à adversidade.
Impressionante a malapata física da equipa. No estaleiro estão neste momento Mantorras (que de lá não deverá sair tão depressa, ainda que eu tenha esperança que seja o Ronaldo 2), Petit, Luisão, Nuno Gomes, Geovanni e Miguel! Qualquer deles titular de caras (Ok, talvez Mantorras de momento não o seja...).
Uma palavra de elogio a Moreira, que se está a tornar rapidamente num grande guarda-redes, que espero tenha o prémio na convocação para o Euro'2004.
Publicado por Nuno Peralta às 12:20 AM | Comentários (1)
novembro 12, 2003
Matrix
Só hoje vi o 3º capítulo da saga, que me transmitiu a mesma sensação do 2º: mais valia terem estado quietos!
É que aquilo que me foi dado a ver foi o resultado de um orgasmo visual dos irmãos Warchovski, muitos efeitos especiais, muitas cenas de ficção, orçamento que quase decuplicou, mas o resultado final é muito pobre, perdeu o essencial do 1º capítulo, em que a história da Matrix dominava o filme e os efeitos especiais, ainda que fenomenais, eram a rede que suportava o filme. Agora há só rede...
Depois notam-se alguns remendos, como as vagas explicações sobre a mudança de aspecto da Oráculo (em virtude da morte da actriz original). Ficamos sem saber como fica a relação entre as máquinas e os humanos. Aliás, como produto de marketing que são estes 2 últimos filmes, o que fica é uma porta escancarada para um Return of the Matrix...
Enfim, tempo e dinheiro perdido para quem esperava mais do que efeitos especiais de grande escala. Esse Oscar o filme até é capaz de ganhar, mas no resto é mais candidato aos Razzies...
Publicado por Nuno Peralta às 09:32 PM | Comentários (2)
Atentado em Nassíria
Hoje, no dia previsto para a partida da força militar de paz da GNR para o Iraque houve um atentado suicida contra o quartel onde deverão ficar alojados esses soldados, fazendo algumas vítimas mortais, maioritariamente militares italianos e civis iraquianos.
Ainda que seja de condenar o atentado (ao ritmo de 1 ou mais por dia no Iraque), qualquer revisão da posição portuguesa sobre o envio de tropas para o Iraque em função do atentado me parece ser completamente descabida, uma facada nas costas de quem é nosso aliado nesta guerra, a não ser que, em função da realidade, os aliados em conjunto decidam rever a sua presença no Iraque.
O tempo da discussão já passou, bem ou mal foi decidido enviar forças de paz para o Iraque. Os 128 militares que vão são voluntários, treinados para o efeito e aparentemente conscientes dos perigos que vão enfrentar.
Mudar agora unilateralmente de posição é dizer ao mundo, nomeadamente aos nossos aliados que podem contar connosco até ao dia em que seja perigoso. Aí, por favor mandem os vossos homens (e mulheres) fazer o trabalho sujo, que os portugueses já não estão dispostos a correr riscos.
Que morram os italianos, americanos e ingleses, os nossos homens (e mulheres) é que não vão para lá!
Interessante forma de solidariedade esta...
Afinal Portugal quer ser um país periférico e neutral, como na 2ª Guerra Mundial ou quer ser um país europeu de corpo e alma, que apoia/ é apoiado pelos seus aliados quando é necessário?
Reafirmo as minhas palavras de hoje de madrugada, antes do atentado:
Boa sorte para todos os militares da GNR que hoje partem para o Iraque.
Que regressem todos sãos e salvos e ajudem de alguma forma a minorar os problemas daquele país...
Publicado por Nuno Peralta às 05:51 PM | Comentários (2)
Ferro Rodrigues 4
Eu sei que escrevi que não ia voltar a este tema, mas os comentários e posts de contra-argumentação obrigam-me a voltar ao tema.
Vamos por pontos:
1) Pessoalmente, sempre tive alguma estima por Ferro Rodrigues enquanto foi Ministro de António Guterres. Parecia-me um homem preocupado com o País e com o bem-estar social dos portugueses e que no Ministério da Solidariedade e Segurança Social (MSSS) tentou fazer um trabalho meritório. Nem tudo lhe saiu bem, mas o balanço foi positivo.
2) Aquando da saída de Jorge Coelho do Governo, devido ao caso de Entre-Os-Rios, a sua substituição no Ministério das Obras Públicas (MOP) por Ferro Rodrigues demonstrava a importância e popularidade deste socialista.
3) A inesperada demissão de António Guterres do Governo e do PS trouxe um vazio ao partido. Ferro Rodrigues, embora não hipótese imediata (devem lembrar-se que o nome mais falado foi Jaime Gama, depois de António Vitorino e Jorge Coelho terem recusado), foi a melhor hipótese que o PS encontrou. Era um homem com carácter, bem visto na opinião pública. Não tinha presença? Isso resolvia-se com o tempo e a acção, diziam uns. Assim como assim é um líder transitório, como o foi Fernando Nogueira no PSD pós-Cavaco, diziam outros.
4) O início foi complicado, pois Ferro encontrava-se numa posição incómoda: ter uma linha de rumo própria no PS sem mostrar falta de solidariedade para com o Governo que terminou funções, Governo esse a que pertenceu e nunca criticou. Ainda por cima, ver-se confrontado com os ataques diários do PSD ao anterior Governo, não se conseguindo distanciar de ser ele o rosto visível desse Governo, depois da "fuga" do chefe Guterres.
5) E é durante este período de pressão interna e externa que Ferro Rodrigues, talvez sem se aperceber do que fazia, comete o seu erro mais crasso, que o tem impedido de ser líder da Oposição: quando confrontado com a suspeita sobre o seu colega de Direcção do Partido, ex-colega do MSSS e amigo pessoal, em vez de reagir a título pessoal, envolveu todo o partido na situação, reagindo enquanto líder do PS, nas instalações do PS, com comunicados do PS e assumindo que um caso que até aquele momento era um caso em que "a justiça estava a funcionar" numa cabala contra o PS!
6) É preciso memória, tal como Ferro exigiu ontem quando falava (e bem!) do TGV! Quem envolveu o partido neste lamaçal de areias movediças foi Ferro Rodrigues e continua-o a fazer cada vez que o caso é posto.
7) A Comunicação Social, que é eminentemente constituída por entidades privadas, procura o lucro (e como quase todos concordam, deve ser assim, com o mínimo possível de interferência do Estado). Confrontados com uma benesse destas do Secretário Geral do PS, o que estavam à espera? Que olhassem para o lado e não aproveitassem aquela mina de ouro, um partido político envolvido num caso de pedofilia (que por si só já era o prato forte da comunicação social por esses dias, graças a Carlos Cruz), suspeitas de maquinação e interferência da justiça na política e vice-versa, acusações veladas sem revelar nomes...
8) Em vez de reconhecer o erro e tentar arrumar o assunto na gaveta, continuaram a persistir na teoria da cabala/maquinação/urdidura. Já esqueceram as inúmeras entrevistas de membros do PS falando sobre o Estado do País, com Manuel Alegre a chegar ao ponto de dizer que estávamos piores que no tempo da PIDE/DGS, como que esquecendo por momentos o que ele e os seus colegas de partido soferam às mãos dessa polícia (contra estas afirmações já Luís Tito não tem nada a comentar?)
9) E para garantir que o assunto acalmava, montaram aquela recepção a Paulo Pedroso na Assembleia da República, como se tivesse sido proclamado inocente por algum Tribunal. Mais, fizeram questão de garantir que a Comunicação Social estava lá em peso, para testemunhar e perpetuar o momento.
10) O momento em que são divulgadas as escutas telefónicas é o único momento em que o PS tem efectivas razões de queixa e ainda espero que seja divulgado o resultado do Inquérito interno da PGR. Não posso é esquecer-me que as escutas já eram do conhecimento de todos os advogados de defesa dos arguidos envolvidos...
11) Quando percebem o erro cometido, querem agora que a Comunicação Social largue a galinha dos ovos de ouro? Já deviam saber que isso só vai acontecer quando esta não tiver mais ovos, mas o Secretariado Geral do PS tem garantido que os ovos não se extinguem...
12) Sobre o tempo da entrevista de ontem, já que reage a tanta notícia disparatada, dando-lhe a credibilidade que não merecem, porque não reage Ferro Rodrigues, dizendo que o que estava previsto não era aquela distribuição de tempo, que foi enganado, que a RTP (ou pelo menos Judite de Sousa, que, calha bem, até é casada com um Presidente de Câmara PSD...) também está envolvida na cabala?
13) Eu sou novo para me lembrar bem da história, mas os mesmos que exigem memória e dizem que esta é a maior campanha orquestrada contra um político no pós 25 de Abril, investiguem o que se passou com Sá Carneiro no final dos anos 70, em que até a sua vida pessoal e o seu relacionamento com Snu Abecassis serviu para ataques torpes de todas as frentes...
14) Pessoalmente, porque não gosto que forças ocultas triunfem, gostava que Ferro Rodrigues resistisse a estes ataques, até porque como disse em 1), é uma pessoa que estimo e que não consigo acreditar que tenha um envolvimento directo no caso.
15) Agora não posso esquecer que ele é o principal culpado pelo envolvimento do PS e do seu próprio nome no caso. E que os últimos dias demonstram que não aprendeu quase nada com os erros passados, continuando a envolver o PS quando é atacado pessoalmente.
16) Por tudo isto, penso que o País não pode continuar sem uma alternativa credível ao actual Governo. Não pode continuar a ser o partido da anarco-utopia que é o Bloco de Esquerda a liderar a Oposição, que é o que tem acontecido nos últimos meses. O PS precisa efectivamente de rostos novos, que não estejam já envolvidos neste caso e em quem a população possa reconhecer a credibilidade que já falta a esta liderança.
17) Querem nomes? José Sócrates, Jorge Coelho, Jaime Gama, António Vitorino, Francisco Assis e Henrique Neto. Renovem o partido e dêem o devido destaque a alguns nomes vindos da JS, tais como Sérgio Sousa Pinto, Afonso Candal ou Jamila Madeira.
Como vêem, não é por falta de alternativas, de rostos que a situação não muda, desde que a prática seja diferente, separando as águas entre a política e os processos judiciais em curso, coisa que, mesmo que queira, as feras que Ferro soltou não o deixarão fazer.
Mas mudem, o País precisa do PS de volta à Oposição, longe dos Tribunais!
Publicado por Nuno Peralta às 04:32 PM | Comentários (2)
Contra-ataque
Para todos os portistas que se indignaram com o excesso de destaque que foi dada à cobertura da inauguração do Estádio da Luz, gostaria de saber o que têm a dizer agora sobre o destaque já dado e previsto dar pela comunicação social, nomeadamente a RTP, à inauguração do Estádio do Dragão.
Publicado por Nuno Peralta às 09:10 AM | Comentários (4)
A democracia dos partidos...
PSD/Beja quer sanções para militantes que criticaram empresa do aeroporto.
PS expulsa três dezenas de militantes da Mealhada.
Publicado por Nuno Peralta às 05:32 AM | Comentários (0)
Bloco de Esquerda
As últimas propostas do BE demonstram que eles devem viver noutro mundo, ou andam sobre efeitos de substâncias ainda não legalizadas...
Trazer de volta a questão do referendo à legalização do aborto nesta altura do campeonato é do mais irracional que pode haver. Deixando de lado o facto de ter havido recentemente um referendo que foi contra essa legalização (para que conste, votei favoravelmente à sua legalização), penso que trazer de novo para a mesa este assunto, um dos mais fracturantes na nossa sociedade, numa altura em que a união entre os portugueses é importante para ultrapassar esta época de crise, só demonstra o quão desligados da realidade estão os bloquistas.
Já quanto à votação aos 16 anos prevista na sua proposta de revisão, eu poderei considerá-la no momento em que derem todos os outros direitos e deveres a quem tem 16 anos. Se têm maturidade para votar, têm maturidade para trabalhar, ser julgados, casar sem autorização parental, entre outros.
Quanto à defesa de Ferro Rodrigues e ao ataque a Bagão Félix, era bom que apresentasse a prova de que é um ataque pessoal sem justificação factual. Não tarda muito ainda vou ouvir dizer que é Bagão Félix que está por trás dos ataques a Ferro Rodrigues e que por trás de Bagão Félix (salvo seja!) está Paulo Portas...
Publicado por Nuno Peralta às 03:04 AM | Comentários (0)
Ferro Rodrigues 3
Prometo que este é o último post que dedico ao assunto nos próximos tempos, mas não consigo resistir a comentar os desenvolvimentos das últimas 48 horas.
Depois de no Sábado o Conselho Nacional do PS ter defendido que o PS se devia afastar o mais possível do caso Casa Pia, o que aconteceu desde aí?
1) O Correio da Mnhã faz uma manchete em que ataca Ferro Rodrigues, numa sua actuação enquanto cidadão.
2) Ferro Rodrigues cidadão nada diz, deixando a um seu colega de partido que leia uma Comunicado seu, escrito em papel timbrado do Secretariado Geral do PS.
3) Quando parece que a poeira vai acalmar, por decidir processar o jornal e a PGR dar-lhe razão, o que faz Ferro Rodrigues?
4) Vai a uma entrevista na RTP, com duração de cerca de hora e meia, enquanto Secretário-Geral do PS e líder da Oposição, em que 1 hora é passada a falar da pedofilia e justiça e cerca de 30 minutos a falar dos problemas do país...
5) Escusado será dizer que as capas dos jornais de amanhã farão manchetes com mais declarações sobre a pedofilia, pois no resto a abordagem foi tão superficial que nem deu para perceber as opções do PS, salvo no ponto do TGV em que atacou a incoerência de Durão Barroso e Paulo Portas.
Portanto, quanto mais não seja por incompetência em cumprir com as decisões do Conselho Nacional, era bom que o PS equacionasse seriamente o buraco em que se está a enfiar.
É irónico chegarmos ao ponto de ser Francisco Louçã a fazer de advogado de Ferro Rodrigues, atacando as acções de Bagão Félix, mas isso é assunto sumarento para outro post...
Publicado por Nuno Peralta às 12:51 AM | Comentários (4)
Boa sorte!
Para todos os militares da GNR que hoje partem para o Iraque.
Que regressem todos sãos e salvos e ajudem de alguma forma a minorar os problemas daquele país...
Publicado por Nuno Peralta às 12:36 AM | Comentários (0)
novembro 11, 2003
Segurança
É irónica a forma como se vê a polícia em Portugal. Hoje que um polícia foi morto por atropelamento no decorrer de uma operação policial a população em geral está indignada com a falta de meios destes e com a falta de segurança, bem patente nas inúmeras reportagens sobre os problemas na Linha de Sintra.
A ironia tem a ver com o facto de, se por algum motivo, na operação policial tivesse acontecido o contrário, em legítima defesa o polícia ter atingido um dos fugitivos, hoje teríamos toda a gente a bradar contra o inadmissível abuso de poder da polícia.
É pena que tenha morrido o polícia em causa, que deixa concerteza em sofrimento familiares e amigos. Mas que a sua morte não seja em vão e que sirva para que todos percebam que atingimos o ponto limite de desautorização das nossas forças da ordem. Não pretendo que exista uma polícia acima da Lei como no tempo do Estado Novo, mas também não pretendo uma polícia como a de hoje, que ninguém respeita.
A polícia tem que ter meios e ver reconhecida a sua autoridade, pois é uma força essencial à manutenção da ordem pública. E a prova que algo está muito mal é que a insegurança é uma das maiores preocupações da população portuguesa, a par com o desemprego.
Publicado por Nuno Peralta às 11:29 PM | Comentários (0)
Saúde em Portugal
Infelizmente, a vida real consegue ser sempre muito mais cruel que a ficção. Eis o que nos espera se um dia tivermos que, numa urgência, utilizar os serviços de saúde públicos. Esta história passa-se em Santa Maria, mas não acredito que no São João, São José ou qualquer outro fosse diferente.
Mesmo as últimas notícias mostram que o Amadora-Sintra não é muito melhor...
Transcrevo a crónica, porque é daquelas que não devemos esquecer e que daqui a uma semana já não é possível consultar online.
Um Dia em Santa Maria
Por JOSÉ VÍTOR MALHEIROS
Terça-feira, 11 de Novembro de 2003
São 11h45 quando entro na Urgência do Hospital de Santa Maria, a acompanhar um familiar que sofreu uma queda. Mandam-nos para uma sala de espera e dizem-me que temos de esperar que nos chamem para ir à triagem. Um quadro branco afixado na parede tem escrito em cima "Tempo de espera". Na coluna da esquerda tem escritos os códigos que representam a gravidade de cada doente ou acidentado: "Vermelho", "Laranja", "Amarelo", "Verde", "Azul". À frente de cada cor, na coluna seguinte, está assinalado o tempo médio de espera. À frente de "Verde" está escrito "35 minutos", todas as outras cores têm um traço à frente. Pergunto o que significa o traço. Quer dizer que não há tempo de espera? Que não se sabe? Dizem-me que quer dizer que não há qualquer espera. Mas a sala de espera está cheia! A empregada no balcão de informações encolhe os ombros e volta-se para um recém-chegado.
As pessoas na sala de espera começam a desfiar as suas queixas para o ar. Uma delas espera há uma hora, outra quase há três. Volto ao balcão de informações e pergunto como se explica a diferença entre o quadro e a realidade. A funcionária finge que não me ouve mas um segurança explica-me que o tempo marcado na tabela é o tempo que leva um doente da triagem até ser visto pelo médico. O tempo que se espera até à triagem não é contabilizado. É excelente para as estatísticas! Tão bom como a maneira de contabilizar as listas de espera de cirurgia - só se contam os casos que se quer, da maneira que se quer, até se chegar a um número confortável.
Às 12h50 um enfermeiro vem actualizar o quadro. Apaga os 35 minutos que estavam na mesma linha que "Verde" e escreve um traço. Digo-lhe que estou à espera há uma hora e cinco minutos e que o seu quadro é uma fraude. Responde-me a mesma coisa que o segurança: o quadro mede o tempo desde a triagem até ao médico. Repito-lhe que o quadro induz os utentes em erro e que não passa de uma fraude. Responde-me que é enfermeiro, que não lhe compete ouvir a minha reclamação, que posso falar às funcionárias no balcão de atendimento.
Às 13h20 chamam o nome do meu familiar. Entramos na triagem. Um interrogatório sumário, uma medida de tensão, nenhuma observação. Regresso à sala de espera. Chamam-nos de novo passados quatro minutos. Uma hora e 40 minutos depois de ter visto escrito preto no branco que na Urgência de Santa Maria ninguém espera sequer um minuto para ser atendido, vemos à nossa frente o primeiro médico.
Interrogatório, exame, a papeleta começa a encher-se de pedidos de exames, de análises, de notas. Do médico passamos para uma sala de tratamentos. Às 14h00 o meu familiar é enviado para o Serviço de Observação, onde já não o posso acompanhar. Dizem-me para esperar no corredor, pois um médico virá falar comigo, para me pedir pormenores da história clínica. Espero meia hora, uma hora, duas horas. Ando de um lado para o outro frente ao guichet da enfermeira para que veja que estou por ali, de vez em quando pergunto quando poderei falar ao médico, peço informações. A dada altura a enfermeira, sempre delicada, explica-me que é mais urgente tratar os doentes que falar aos familiares. Claro que concordo, mas os dados da história clínica não serão necessários?
Às 17h30 vejo passar, numa maca, a pessoa que acompanho. Dizem-me que vai fazer uma ecografia e uma TAC. Posso acompanhá-la se quiser. Deixam-nos na sala de espera da Imagiologia. Um pouco depois das 19h00 faz a ecografia. Às 19h13 vai fazer a TAC.
Estamos no hospital há sete horas e meia mas a tabela afixada na urgência diz que o nosso tempo de espera é zero minutos. Nunca saberei quanto tempo demoraria todo o processo até ao diagnóstico porque a minha mãe morreu na mesa da TAC durante o exame.
Publicado por Nuno Peralta às 10:15 PM | Comentários (1)
De volta!
Pronto, estou de volta, depois de um dia quase inteiro longe do trabalho e de PC's.
Pensar que eu nunca quis montar um restaurante pela prisão que tal negócio é, que nos obriga a uma disponibilidade diária, 7 dias por semana, com pouca ou nenhuma folga ou feriado. No entanto, desde que me dediquei aqui ao blogue, o nível de "prisão" é igual ou pior.
"Será que vão dar pela minha falta? Será que o SiteMeter vai ter um grande rombo? Devia escrever qualquer coisa sobre o dia do casamento? E que tal sobre este restaurante? Este sítio é mesmo digno de ser destacado lá no blogue! E estas notícias na rádio, tão sumarentas, aposto que se estivesse em casa ou no trabalho não havia tanta matéria-prima!"
É pois assim um dia quase inteiro longe do blogue fisicamente, um dia com o blogue sempre presente na mente.
Devido a isto, dado que as reclamações cá em casa começam a ser algumas, não tenho dúvidas que sou um blogólico!
Por isso, ainda que não pretenda curar-me do vício, pelo menos para já, é melhor que aprenda a viver melhor com ele e a controlá-lo um pouco melhor, para garantir um equilíbrio entre este vício, a família e o novo trabalho.
Pronto, agora que já tive a minha primeira intervenção enquanto blogólico, gostava de ouvir/ler os outros blogólicos...
Publicado por Nuno Peralta às 09:53 PM | Comentários (0)
Falta justificada
Aqui o dono desta Janela faz 3 anos de casamento, pelo que as comemorações longe de computadores impedirão a normal actualização do blogue.
Depois informarei a Bloga!? dos efeitos de um dia inteiro praticamente sem postar.
- Nuno, já chega, larga lá isso ou não há comemoração para ninguém!
- Estou a ir amorzinho, estou a ir...
Publicado por Nuno Peralta às 12:37 AM | Comentários (4)
Ferro Rodrigues 2
Procuradoria Geral da República desmente notícia avançada pelo Correio da Manhã, indicando que Ferro Rodrigues não foi confrontado no DIAP com depoimento de jovens.
Esperamos agora que a justiça se pronuncie sobre o processo que Ferro Rodrigues vai mover ao Correio da Manhã, bem como o esperado contra-ataque desse diário.
Publicado por Nuno Peralta às 12:03 AM | Comentários (1)
novembro 10, 2003
Alunos da Universidade de Coimbra suspendem protesto
Assim que alguém lhes fez frente, encolheram o rabinho e acabaram com a rebaldaria do fecho das instalações da reitoria.
Publicado por Nuno Peralta às 11:06 PM | Comentários (0)
Inenarrável!
Quando leio pérolas como esta até fico com vontade de me juntar aos estudantes nas suas reinvindicações!
Os seus colegas chamam-lhe extra-terrestre? Olhe que são bastante simpáticos, eu usaria outras palavras bem menos simpáticas.
Se isto é um professor universitário do ensino público a falar, realmente estamos muito mal no que toca ao critério do ensino de qualidade...
E mais me custa que seja o Público, um jornal que bastante estimo, a dar cobertura a tanta patetice junta.
Sobre as Propinas, Os Estudantes Que Não Estudam e Muito Mais...
Por FERNANDO LOBO
Segunda-feira, 10 de Novembro de 2003
(Entrevista ficcionada)
Bom dia. O meu nome é Joaquim Perguntas. Hoje tenho o prazer de ter comigo o Professor Fernando Lobo que se predispôs a falar sobre as propinas, um problema que tanto tem atormentado os nossos estudantes universitários.
Joaquim Perguntas - Bom dia. Que comentário tem a fazer sobre o protesto dos estudantes?
Fernando Lobo - São protestos que não se justificam.
J.P. - Mas os estudantes queixam-se de que muitos vão deixar de poder pagar as propinas e que passaremos a ter um ensino superior elitista a que só os ricos terão acesso.
F.L. - Só os ricos? O senhor sabe quanto dinheiro é que os nossos estudantes pobres gastam por mês em telemóvel, cigarros e copos?
J.P. - Não.
F.L. - Eu também não sei. Mas tenho a certeza que ultrapassa largamente o valor mensal das propinas. Muitos dos nossos estudantes não sabem que 2+2=4, e também não sabem o que significa ser pobre.
J.P. - Mas os estudantes protestam de norte a sul...
F.L. - Uma prova cabal de que as propinas são baratas é o elevado número de alunos fantasmas, alunos que pagam as propinas mas que nunca põem os pés na universidade, nunca vão às aulas e nunca aparecem aos exames. Nós temos cerca 50% de alunos fantasmas. Por outras palavras, deitam o dinheiro das propinas para o lixo. Isso é uma prova evidente de que as propinas são baratas.
J.P. - Mas não admite que haja estudantes com dificuldades para pagar?
F.L. - Admito que haja. Mas repare que as propinas representam aproximadamente 10 a 15% das despesas mensais de um estudante. Por outras palavras: não é o facto de as propinas passarem a ser cerca de 10 contos por mês que vai fazer com que só os ricos as possam estudar. Infelizmente, aqueles que são realmente pobres têm poucas hipóteses de estudar, com ou sem propinas.
J.P. - Presumo então que é da opinião de que o aumento pecou por escasso...
F.L. - Meu caro amigo, o valor das propinas mesmo após o aumento é simbólico. Apenas dá para as despesas correntes da universidade. Nenhuma parte desse dinheiro é usada para melhorar substancialmente as suas infra-estruturas, nem para pagar o salário dos professores e funcionários. A questão essencial é decidir se o ensino superior deve ser um direito que todos devem ter, e se esse direito deve ser totalmente subsidiado pelo Estado. Na minha opinião, nem todos deveriam ter acesso gratuito ao ensino superior. O Estado só deveria subsidiar o ensino superior para aqueles que merecem.
J.P. - E quem é que merece?
F.L. - São aqueles que estudam. Os que andam na vadiagem são colocados fora, ou então pagam o preço real do ensino superior.
J.P. - E como é que isso poderia ser feito?
F.L. - Uma forma simples seria qualquer coisa assim: os estudantes com média superior a 16 não só não pagariam as propinas, como receberiam um subsídio mensal do Estado de 100 contos; aqueles com média entre 14 e 16 também ficariam isentos das propinas mas apenas receberiam um subsídio mensal de 50 contos; os estudantes com média inferior a 14, mas que passam às disciplinas à primeira, pagariam propinas com o valor simbólico 150-200 contos anuais. Os outros, aqueles que chumbam sistematicamente, teriam de pagar o custo real do ensino, qualquer coisa como 1500/2000 contos anuais.
J.P. - Humm...
F.L. - Uma abordagem deste tipo daria incentivos para que os estudantes estudem. Além disso, seria socialmente justa. Aí sim, todos teriam acesso ao ensino superior, incluindo os que são realmente pobres. Seria uma espécie de medida à Robin dos Bosques. A diferença é que em vez de tirar aos ricos para dar aos pobres, tirava-se aos calões para dar aos que estudam.
J.P. - Pelas suas palavras, fico com a impressão de que a maioria dos alunos anda na vadiagem.
F.L. - Se não andam, parece. O que acontece é o seguinte. Dez por cento dos alunos têm realmente interesse em aprender. Dos outros 90%, uma parte anda na vadiagem e a outra parte até se esforça, mas não vai lá. Como lhe disse, alguns chegam à universidade sem saber que 2+2=4. É impossível transformar esses alunos em bons engenheiros.
J.P. - Que justificação é que encontra para a existência desse tipo de situação?
F.L. - Não faço a mínima ideia. No que diz respeito ao ensino superior, fico com a impressão de que os governos que temos tido estão essencialmente interessados nas estatísticas, em dizer que estamos ao nível dos outros países europeus em termos de licenciados.
J.P. - E não devemos ter mais licenciados?
F.L. - Sim, desde que sejam licenciados competentes. Não interessa termos engenheiros que fazem pontes que caem, nem licenciados em Matemática que dizem que 0.9 = 1/9. O nosso Estado investe em quem não merece. Já reparou que o Estado investe nos estudantes vadiolas, mas não investe num estudante que tem média de 16 e que quer estudar medicina?
J.P. - Sabe porque é que isso acontece?
F.L. - Não, mas suspeito que um estudante de Medicina é capaz de custar ao Estado dez vezes mais do que um estudante de Literatura. Um necessita de equipamento caro, o outro necessita de papel e lápis. Mas para as estatísticas ambos contam o mesmo. Do ponto de vista de quem faz contas de merceeiro, é mais um licenciado.
J.P. - Voltando à sua ideia de tirar aos calões para dar aos que estudam. Não receia de que num cenário desses a universidade fique com muito poucos alunos?
F.L. - Infelizmente sim.
J.P. - E havendo poucos alunos, ficava com professores a mais, certo?
F.L. - Infelizmente sim.
J.P. - E se calhar o senhor ficava sem emprego.
F.L. - Provavelmente sim.
J.P. - Não tem receio disso?
F.L. - Um bocadinho.
J.P. - Mas então não era melhor estar calado?
F.L. - Não consigo ficar calado perante situações absurdas. Um exemplo de uma situação absurda é muitas universidades portuguesas necessitarem de alunos fantasmas e de alunos vadiolas para sobreviver. São esses pseudo-estudantes que justificam o ordenado de muitos professores, incluindo o meu próprio.
J.P. - Os professores não debatem esses problemas internamente?
F.L. - Nas raras oportunidades que tive de exprimir estas ideias, senti que a grande maioria olhou para mim como se fosse um extra-terrestre.
Publicado por Nuno Peralta às 07:46 PM | Comentários (4)
A ler...
O artigo de Luís Salgado de Matos, sobre as diferenças entre o PIB Real e o PIB estatístico.
A Galinha dos Ovos de Ouro
Por LUÍS SALGADO DE MATOS
Segunda-feira, 10 de Novembro de 2003
O Produto Interno Bruto (PIB) português desacelera ou cai. Empobrecemos. Há uma explicação alternativa: o PIB legal torna-se clandestino. A ser assim, talvez até estejamos mais ricos. O PIB clandestino não é contabilizado nas estatísticas oficiais. E não paga impostos. Mas existe: o leitor que compra uma camisola na feira de Carcavelos é tão aquecido por ela como o que compra igual camisola num hipermercado. O cliente do hipermercado foi o único que pagou impostos e foi o único contabilizado pelo INE e pelo Eurostat para efeitos de cálculo do rendimento nacional.
O PIB efectivo é a soma do PIB legal e do PIB clandestino. Só que, de facto, ninguém faz esta soma. Ninguém a pode fazer. O PIB clandestino está na massa dos impossíveis estatísticos porque é ilegal.
É sabido que o mero anúncio da recessão aumenta a tendência para reter as contribuições obrigatórias, a fim de conservar o rendimento disponível ou minimizar a sua diminuição. Esta tendência equivale a aumentar o PIB clandestino. Alguns indícios sugerem iso mesmo. Com efeito, a arrecadação fiscal cai mais do que o PIB. Ora, descontando o desfasamento temporal na cobrança, a receita do imposto sobre as transações devia evoluir de modo quase paralelo ao PIB. Se a taxa do IVA aumentou e a sua receita cresce menos do que o PIB, aumentaram a fuga ou a evasão - o que, dito de um modo mais optimista, significa que aumentou o produto clandestino. Seriam pois milhões a fugirem ao fisco e não aquela meia dúzia de milionários sem escrúpulos que está no nosso imaginário colectivo.
Os indicadores exteriores de riqueza sugerem que não empobrecemos tanto como isso. É certo que as vendas de carros diminuíram - mas o nosso parque automóvel está rejuvenescido. A compra de casas mantém-se em bom ritmo. Os programas de férias nas Caraíbas continuam a esgotar. As lamentações de empobrecimento são menos ruidosas do que seriam se os pobres o fossem de facto - ou são ruidosas demais, pois alguém tão pobre não teria força para gritar tanto.
Os que vivem apenas dos salários têm menos oportunidade de serem criativos do ponto de vista fiscal. Deveriam, portanto, empobrecer mais - pois não beneficiam do PIB clandestino. Não beneficiam? Talvez beneficiem: fazem biscates.
Mesmo assim, ficam a perder: a economia clandestina castiga os funcionários públicos - os quais, durante os governos socialistas, conseguiram aumentar os seus vencimentos mais do que a produtividade e mais do que os rendimentos dos trabalhadores da privada - e é normal que os outros portugueses queiram pôr as contas em dia.
É triste, porém, não podermos saber se de facto empobrecemos ou se, pelo contrário, descobrimos a galinha dos ovos de ouro. A maior parte dos indícios são subjectivos ou circulares o que nos impede de fazer uma comparação rigorosa.
Publicado por Nuno Peralta às 05:59 PM | Comentários (1)
Ferro Rodrigues
Começa bem a 2ª fase da liderança de Ferro Rodrigues à frente do PS. Depois de no fim de semana ter recebido um voto de confiança do seu partido (quase tão unânime como o do PND a Manuel Monteiro), mais por falta de quem queira colocar neste momento a cabeça no cepo do que por realmente os socialistas acreditarem que esta é realmente a melhor liderança para o PS, surgem já as primeiras notícias a confirmar o vaticínio de Ferro Rodrigues, de que iriam haver novas calúnias.
O Correio da Manhã de hoje fala em 3 testemunhas que implicaram Ferro Rodrigues em actos de pedofilia entretanto prescritos por falta de queixa dos visados.
O que me deixa confuso é:
a) Como é que na sua intervenção de Sábado na Comissão Nacional Ferro Rodrigues já antecipava esta notícia? Mais uma fuga de informação ou haverá algum fundamento na notícia (que eu, pessoalmente tenho dificuldade em admitir como possível, mas...)?
b) Existe segredo de justiça em Portugal, mas "fontes próximas da investigação" puderam pôr a notícia a circular, isto porque o segredo de justiça não vincula jornalistas, os quais ao abrigo do princípio da protecção das fontes não as divulgam, continuando-se com este processo de perversidade total, em que a protecção das fontes serve para encobrir todos e quaisquer vis ataques ao segredo de justiça. Não deveria haver limites a este princípio da protecção das fontes, em casos bem definidos de superior interesse público, nos quais eu incluiria todas as situações de violação do segredo de justiça?
De qualquer forma, independentemente da notícia em si, que é mais do foro político do que judicial, o que fica cada vez mais claro é que com Ferro Rodrigues na liderança o PS não funciona, dado que todas as suas forças têm que estar canalisadas para a sua defesa e de Paulo Pedroso no caso Casa Pia. E esta impossibilidade de funcionamento da Oposição continua a deixar o País de pés atados, sem que o Governo tenha quem o confronte devidamente, alguém que os portugueses vejam como alternativa de governação...
PS: Ferro Rodrigues diz que vai processar o Correio da Manhã. Acho muito bem, apenas espero que o processo surja mesmo e que seja célere a sua análise na Justiça, para sabermos quem fala verdade.
Publicado por Nuno Peralta às 05:14 PM | Comentários (1)
A libertação d'"A Coisa"
Não consigo resistir a transcrever aqui o artigo de Sábado do Correio da Manhã, sobre a libertação d'"A Coisa", também conhecido por José Castelo Branco.

(...) "Foi a noite mais divertida que já passámos na prisão". A frase é de João Braga Gonçalves e foi proferida ontem, durante o café da manhã (...)
Tudo por causa de José Castelo Branco, cuja passagem pelo EPPJ dificilmente será esquecida. (...) Tudo começou quando Castelo Branco teve de se despir, regra da prisão. O facto de estar de 'collants' de lycra e cueca fio dental foi, obviamente, alvo da maior chacota. (...)
Três horas após ter sido libertado, ontem, do Estabelecimento Prisional junto à Polícia Judiciária de Lisboa (EPPJ) – onde esteve detido e passou a noite por posse não declarada de jóias avaliadas em dois milhões de euros – a maior preocupação de José Castelo Branco era conhecer o paradeiro da sua mulher:
“Ainda nem vi a Betty”, confidenciou ao CM o negociante de arte que, já em liberdade, seguiu para a sua casa, em São Pedro de Sintra, onde o esperavam alguns jornalistas.
O mediático ‘marchant’ de arte, que saiu em liberdade total depois de ter sido interrogado no Tribunal de Instrução Criminal, acrescentou que a sua noite no estabelecimento prisional, onde pernoitou numa cela sozinho, não foi nenhum drama: "Eu estou bem. Estou óptimo. Fui muito bem tratado", revelou, bem-disposto.
O CM sabe que José Castelo Branco, durante a permanência no EPPJ, não tomou nenhuma refeição, recebendo, contudo, pelas 18h45, o habitual “reforço” – um saco com uma sandes de fiambre ou queijo; pacote de leite e peça de fruta. Já a sua mulher, Betty Grafstein, passou a noite na casa de uma amiga, talvez para fugir ao assédio dos jornalistas ou buscar algum conforto.
Quando questionado sobre a sua detenção no Aeroporto da Portela, Castelo Branco deu como certo "a inveja das pessoas que me querem mal". E sem nunca perder a boa-disposição, uma característica que o domina – faça chuva ou sol a vida para ele é feita de leveza e boa-disposição – ainda conseguiu esboçar uma graça: "Só posso deduzir que neste País basta alguém vestir-se com uma camisa lavada para nos terem um ódio horrível".
Sobre a hipótese de o casal ter sido alvo de denúncia de algum conhecido, o negociante de arte não se revelou surpreendido: "Há muita gente que odeia a minha maneira de ser e o meu estilo de vida", disse.
Depois da breve conversa telefónica, José Castelo Branco mostrou-se atarefado e explicou estar cansado e a precisar de recuperar: "Agora vou descansar, porque amanhã [hoje] tenho um baile no Porto e quero estar em perfeitas condições físicas e psicológicas.".
Na verdade, esta detenção pode ter sido fruto de confusão na Alfândega do Aeroporto de Lisboa, já que Betty Grafstein viaja sempre com a sua mala “necessaire”, em tons de creme e castanho, da marca Channel, carregada de jóias pessoais e, curiosamente, não a larga em lado nenhum. O CM chegou a constatar que mesmo sentada no banco do avião coloca a mala sobre o colo devido ao valor do seu conteúdo.
O cronista social Carlos Castro garantiu ao CM ser “o Zé uma excelente pessoa, mas muito extravagante e isso faz despoletar o seu lado negativo, havendo imensas pessoas que não gostam porque se sentem agredidas com o seu comportamento”, afirmou. “Penso que este susto o vai fazer mudar, tanto mais que é um homem casado e tem um filho que precisa de bons exemplos”.
DORMIU DE PORTA ABERTA E DIVERTIU
"Foi a noite mais divertida que já passámos na prisão". A frase é de João Braga Gonçalves e foi proferida ontem, durante o café da manhã, no Estabelecimento Prisional junto à Polícia Judiciária (EPPJ). Na mesma mesa, João Vale e Azevedo e José Braga Gonçalves, outros dos notáveis daquela prisão, assentiram e o riso foi geral.
Tudo por causa de José Castelo Branco, cuja passagem pelo EPPJ dificilmente será esquecida, de acordo com aquilo que os irmãos Braga Gonçalves contaram ontem a uma das suas visitas. Tudo começou quando Castelo Branco teve de se despir, regra da prisão. O facto de estar de 'collants' de lycra e cueca fio dental foi, obviamente, alvo da maior chacota. Depois, o 'marchant' ex-modelo, não aguentou ficar fechado na cela. Gritava bem alto que sofria de "afrontamentos" e "claustrofobia".
Numa primeira fase, os guardas iam-lhe abrindo a porta da cela a espaços. Mas face à gritaria, com frases como "são os invejosos", "eu sou um senhor, casado com uma dama multimilionária e conhecido em todo o mundo" e "é por causa desta inveja que eu detesto este País, quero voltar para Nova Iorque", quando a espertina já tinha atingido toda a ala e todos riam, foi tomada a decisão de deixar a porta da cela aberta e colocar um guarda de vigia.
De manhã, na tal mesa do café, continuaram as lamentações. Castelo Branco queria estar "apresentável" para ir a interrogatório, até porque só veste grandes marcas. Pediu gel e um elástico para o cabelo. Como não havia, protestou alto e bom som. Voltando às suas frase preferidas – "Eu sou um lorde, um senhor, vocês são uns invejosos, não posso ir assim ao juiz" –, Castelo Branco lá conseguiu um elástico de borracha normal e puxou o cabelo para trás com água.
440 MIL EUROS PARA PAGAR
As palavras “não tenho nada a declarar”, de José Castelo Branco, quando anteontem foi interrogado pelos elementos da alfândega do Aeroporto de Lisboa, ter-lhe-ão custado 440 mil euros, que deverá entregar já às Finanças.
Segundo apurou o CM, o negociador de arte vai ter de pagar todos os impostos e taxas que recaem sobre as jóias. Assim, as 100 peças que viajaram num “necessaire” foram sujeitas ao IVA de 19 por cento. Por outro lado, o material proveniente de Nova Iorque terá, ainda, de pagar uma taxa especial sobre jóias de 12,5 por cento. Tudo isto somado dá uma taxa marginal de impostos de 22 por cento, o que, em dois milhões de euros representa 440 mil euros.
Mas, se as contas de Castelo Branco com as Finanças estão feitas, deverá agora sujeitar-se à Justiça por alegadamente ter praticado contrabando. Assim, caberá ao juiz tomar uma de duas opções: ou arquiva o processo no qual Castelo Branco é agora alvo de inquérito, ou então deduz a acusação. Caso adopte esta última solução, Castelo Branco irá a julgamento, correndo o risco de ser considerado culpado.
O negociador de arte ficou debaixo “da mira policial” desde o momento em que esteve no programa “Herman SIC”, onde exibiu várias peças concebidas pela mulher Betty Grafstein. Por isso, logo na sua primeira viagem que efectuou ao estrangeiro foi, junto com a mulher, controlado e depois detido pela Brigada Fiscal da GNR, no aeroporto. Betty Grafstein viria a ser posta em liberdade logo na quinta-feira, depois de Castelo Branco ter assumido ser o único responsável por não ter declarado a posse das jóias.
ADVOGADO DE VALE
O “senhor Castelo Branco está em liberdade”, esclareceu ontem, pelas 12h45, o advogado José António Barreiros, que actualmente representa também o antigo presidente do Benfica João Vale e Azevedo. “Não há caução”, precisou, ainda, o causídico, adiantando que José Castelo Branco é alvo de um inquérito por “uma questão aduaneira, que tem a ver com a posse de jóias pessoais”.
O interrogatório de José Castelo Branco no Tribunal de Instrução Criminal (TIC) de Lisboa teve a duração de apenas 45 minutos.
Publicado por Nuno Peralta às 03:52 PM | Comentários (3)
Políticos são os principais responsáveis pela má imagem do país
De acordo com uma Sondagem RTP-Público divulgada por este último, a imagem de Portugal melhorou globalmente nos últimos dez anos (41%), mas os principais responsáveis pela má imagem do país no estrangeiro são, maioritariamente, os governantes e diplomatas (59%).
Esta é uma síntese possível desta sondagem, onde, segundo o universo inquirido, o aspecto que melhor imagem projecta de Portugal é "a nossa maneira de ser" (45%), seguido das "condições para o turismo" (41%) e, mais abaixo, "os desportistas" (27%).
Ainda gostava que um dia alguém me explicasse o que é esta "nossa maneira de ser". Será que é sermos uns xico-espertos e aldrabões, sempre com um sorriso na cara, à espera que o Estado resolva os nossos problemas?
Governantes e diplomatas são penalizados, mas seguidos de perto pelo "nível de desenvolvimento económico" que a maioria dos inquiridos (51%) considera ser igualmente responsável pela má imagem externa. A outros factores, como "a qualidade dos nossos produtos" é atribuída importância residual (12%).
A Expo-98 ainda é o farol da auto-estima nacional: 82% dizem que melhorou a imagem do país no estrangeiro. Também o fizeram, mas "menos", a Lisboa Capital da Cultura (52%) e o Porto Capital da Cultura (50%). Muita confiança no Euro 2004 para este objectivo é revelada na sondagem: 66% dos inquiridos acha que vai melhorar a imagem externa.
Não há uma percepção clara sobre se a imagem do país é "globalmente positiva" (36%) "globalmente negativa" (28%) ou "indiferente" (23%).
O universo apresenta-se muito dividido sobre esta matéria.
Ficha técnica
Esta sondagem foi realizada pelo Centro de Estudos e Sondagens de Opinião da Universidade Católica para a RTP no dia 6 de Novembro de 2003. O universo alvo é a população com 18 ou mais anos residente em Portugal continental em alojamentos com telefone fixo. Foram obtidos 741 inquéritos válidos, 54% deles a indivíduos do sexo feminino e a taxa de resposta foi de 72%. A margem de erro da amostra é de 3,6%, com um nível de confiança de 95%.
Publicado por Nuno Peralta às 12:42 PM | Comentários (1)
DIA EUROPEU DA MEMÓRIA DAS VÍTIMAS DA ESTRADA
É já no próximo dia 16 de Novembro, Domingo.

Para mais informações visitem a ACA-M, bem como o seu recém-criado blogue, Paz na Estrada.
Publicado por Nuno Peralta às 06:17 AM | Comentários (1)
Bola
Finalmente o F.C.Porto lá perdeu mais 2 pontitos, mostrando que afinal não é de outro mundo como já se começava a pensar.
Ainda assim, por muito que gostasse de pensar que o campeonato está relançado, a verdade é que foi apenas um pequeno acidente de percurso. Tivesse o Benfica apanhado este Moreirense e o Porto este Alverca e provavelmente o Benfica até perdia e quanto ao Porto, não sei até onde goleava.
Mas o facto é que a diferença fica reduzida a 6 ou 8 pontos para o 2º, o que é sempre bom para o espectáculo.
E por falar em equipas de outro mundo, grande tareia que os Galácticos levaram em Sevilha (4-1, com 4-0 ao intervalo), mostrando que são bem terráqueos e provando que têm um plantel muito desiquilibrado.
Publicado por Nuno Peralta às 04:19 AM | Comentários (0)
PND
"Manuel Monteiro foi eleito presidente do Partido Nova Democracia (PND), com 231 votos a favor e uma abstenção, no congresso fundador da nova formação política, que termina hoje em Famalicão."
1 abstenção!? Cheira-me que o amigo Monteiro não quis ser confundido com certos regimes de inspiração marxista-leninista... Mas ao menos podia ter votado contra!
PS: Ou será que o PND já tem o seu Carrilho de estimação?
Publicado por Nuno Peralta às 03:07 AM | Comentários (5)
novembro 09, 2003
Estado da (afu)N(d)ação
O Conselho Nacional do PS decidiu rejeitar a hipótese de congresso extraordinário, assumindo a manutenção da actual Direcção, liderada por um esgotado Ferro Rodrigues.
Essa mesma Direcção do PS decidiu escolher o Prof. Sousa Franco para cabeça de lista nas eleições europeias de Junho de 2004, um dos piores políticos que Portugal já teve (em termos políticos, não em termos de competência técnica, entenda-se) mostrando que ainda é possível fazer pior do que até agora e que nenhum nome forte do País se quer associar a esta moribunda equipa directiva.
O PS arrisca-se a ter um dos seus piores resultados eleitorais de sempre, acima de tudo por culpa própria, numa altura em que a oposição ao Governo lhe permitiria ter uma vitória retumbante.
Miguel Portas (BE) e Manuel Monteiro (PND) agradecem, pois dada a conjuntura, a sua eleição começa a ser muito mais que uma miragem, torna-se quase uma certeza, dado que os votos do descontentamento terão que ir para algum lado e não acredito que a maioria vote branco ou nulo, já que a abstenção não conta para o apuramento de lugares.
Publicado por Nuno Peralta às 06:43 PM | Comentários (4)
Governo e Oposição
Eis algumas palavras de António Barreto, hoje no Público, um dos mais lúcidos analistas políticos do País, um homem com um passado de esquerda, ligado ao Partido Socialista Para não dizerem que apenas a direita que não vota PS acha que o partido precisa de mudar:
"Não é só o governo que deve mudar. Nem é só o governo que não consegue encontrar energias suficientes para substituir responsáveis falhados e reorganizar as políticas. Na oposição encontramos deficiências semelhantes. No Partido Socialista, muito especialmente. Já toda a gente percebeu, dentro e fora do partido, que o secretário geral Ferro Rodrigues e a sua direcção estão esgotados. A sua permanência apenas prejudica o partido, o que tem implicações negativas para a política geral do país."
Ousar Mudar
Por ANTÓNIO BARRETO
Domingo, 09 de Novembro de 2003
A aprovação do orçamento está a acabar. Podia não ser, mas é sempre um mau momento para a política, a do governo e a da oposição. Pelos hábitos da tribo, os governos são inflexíveis, nada querem alterar, até porque não podem. E a oposição, entre berros, diz que tem orçamentos alternativos, o que é falso, e apresenta uma miríade de propostas impraticáveis capazes de levar à falência o tesouro de qualquer país. A população não fica a saber muito mais. Anunciam-se uns aumentos de pensões acima da inflação e promete-se melhor para o ano ulterior. Com pequenas variantes, a partitura é a mesma há muitos anos. Enquanto o essencial do orçamento não for conhecido pelos interessados (instituições, empresas, patronato, sindicatos, profissionais, etc.), pelo menos três ou quatro meses antes, a fim de poder ser convenientemente estudado e "negociado"; e enquanto não houver verdadeiros relatórios de execução e resultados dos dois últimos anos, esta operação será sempre assim. Paciência.
Terminado o orçamento, espera-se (ainda... mas já sem muitas ilusões) que a política retome o seu lugar, que o governo se ocupe das reformas e das mudanças necessárias e que a oposição, a fim de ganhar novo fôlego, se recomponha do estado miserável em que se encontra. Mas sei que a "agenda", como agora se diz com sofisticação, já está preenchida. O referendo europeu, o futebol do 2004, as eleições europeias e as grandes manobras para as presidenciais são tentações irresistíveis. O que é pena, para dizer o menos. Na verdade, Portugal está a viver um dos mais difíceis períodos da sua vida das últimas décadas. Com sinais de agravamento. E dificuldades crescentes. Por isso precisávamos de dirigentes à altura, com saber e ousadia. No governo e na oposição. Mas parece que os não temos.
Do lado do governo, uma coisa surpreende: que ele não tenha percebido há meses que o PS estava, por um largo período, perturbado e confuso, com elevada tendência para a asneira. Apesar dos votos, da maioria parlamentar, do PP como refém, da oportunidade e do pesadelo socialista, o governo, em vez de passar à ofensiva política, entrou em aparente sabático, deixando activas raras excepções, entre as quais Manuela Ferreira Leite, Bagão Félix e Marques Mendes. Começa a recear-se que as promessas mais interessantes, na educação, nas universidades e na saúde, percam energia e saber. Há já quem pense que, nesses ministérios, corroídos pelas manobras das corporações, se pensa em recuar, moderar os ímpetos iniciais, não abrir crises, não criar sarilhos e não provocar manifestações. Por outras palavras: naqueles departamentos, deixar-se-ia a obra a meio, o que quer dizer que se afundariam os projectos. Noutros ministérios, o caso é pior, pois nem sequer há esses receios: já se percebeu que houve erros de escolha e que certas experiências terminaram. Na justiça, no ambiente, nas obras públicas e na administração interna, sem falar de várias secretarias de Estado, já se passaram todos os prazos de experiência, avaliação e validade. No particular sector da economia, a perplexidade é a regra. Alguns sectores de potencial desenvolvimento e de específicas vantagens, o mar, a floresta e certo agro-alimentar, parecem abandonados à sua sorte. Não se conhece a política industrial do governo, nem se sabe se tem uma. E a confusão deliberada que rodeia, entre outros, o comboio rápido, o aeroporto, a energia e a Portucel, não são de molde a esclarecer ninguém. Há, na economia, casos estranhos a mais. Não se conhece uma estratégia ou uma política capazes de combater o excessivo défice externo, realidade com a qual, sob pretexto das directivas e regras europeias, o governo parece não se preocupar. Já não se vive com planos cheios de ilusões soviéticas, mas, na economia, ninguém vive decentemente sem rumo. Este não se conhece. O caso é ainda mais grave quanto as finanças impõem uma disciplina feroz. Se, por um lado, me parece ser de aceitar (e aplaudir) a obsessão com o défice, por outro, é nessas condições que mais falta fazem o conhecimento e a partilha de uma intenção programática para a economia de um país. A sua ausência é fonte de abstenção e de prudência excessiva por parte dos operadores.
Não é só o governo que deve mudar. Nem é só o governo que não consegue encontrar energias suficientes para substituir responsáveis falhados e reorganizar as políticas. Na oposição encontramos deficiências semelhantes. No Partido Socialista, muito especialmente. Já toda a gente percebeu, dentro e fora do partido, que o secretário geral Ferro Rodrigues e a sua direcção estão esgotados. A sua permanência apenas prejudica o partido, o que tem implicações negativas para a política geral do país. Apesar disso, o maquiavelismo, a espera pelo beijo da morte e a esperança na derrota do "amigo" fazem com que a substituição e a mudança sejam extraordinariamente difíceis. Antes de perceberem que são vítimas de si próprios e da sua péssima direcção, os socialistas tentam os subterfúgios dos manuais da política para crianças. Resistem. Fazem o quadrado. Procuram cabalas e conspirações do exterior. Denunciam perseguições. Sentem-se traídos. Lançam-se à busca de inimigos internos. Comportam-se como marialvas enganados que já só acreditam nos seus próprios fantasmas. E o mais confrangedor é que muitos sabem o que se passa, mas não o dizem. Sabem o que é necessário fazer, mas não ousam. Não ignoram, de todo, o jogo de cabra-cega a que, forçados, se entregam, mas sentem que "não é chegado o momento", "que não se pode derrubar um líder", "que é preciso primeiro dar sinais de bom comportamento ao partido e só depois estar preparado para qualquer eventualidade". Eles sabem. Só se enganam porque acham que estas são as leis da vida partidária. Na verdade, são as leis da morte. De que, a curto prazo, dificilmente se libertarão.
Publicado por Nuno Peralta às 05:15 PM | Comentários (0)
Campanhas...
Ontem o aeroporto de Faro ficou sem luz durante um largo período, gerando o caos nas partidas.
Hoje houve uma ameaça de bomba no aeroporto da Portela, causando mais atrasos e caos, desta vez nas chegadas.
Começo a perceber para que são necessários os 650 milhões de euros/ano na rede ferroviária, uma boa parte é para pagar estas campanhas de dissuasão da utilização do transporte aéreo...
Publicado por Nuno Peralta às 01:53 PM | Comentários (0)
Estradas nacionais sem conservação há três anos
Porque a culpa dos imensos acidentes de viação não é apenas da má condução dos automobilistas, aqui deixo o artigo de ontem do DN.
É caso para dizer que com uma rodovia assim, é de pensar muito bem antes de investir milhões e milhões nas ferrovias...
A conservação das estradas portuguesas está sem rei nem roque. Dos 36 concursos de manutenção que deveriam ter sido lançados pelo Instituto para a Conservação e Exploração da Rede Rodoviária em 2000 - fim do ciclo dos concursos precedentes - apenas metade foram lançados.
Destes, somente 50% foram adjudicados, sendo que mais de metade estão em processos contenciosos levantados pelos concorrentes perdedores. O que significa que uma enormíssima extensão de estradas nacionais não são alvo de qualquer reparação de fundo há pelo menos três anos. Com consequências directas na sinalização, escoamento de águas, limpeza das bermas e repavimentação.
Parte da verba para a abertura destes concursos chegou a estar contemplada no PIDDAC (Plano de Investimento e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central) de 2000. Foi, aliás, nesse ano que entrou em vigor o actual modelo de contratualização de conservação de estradas, o qual prevê o lançamento de cerca de dois concursos por distrito por vigência de três anos.
Cada uma das empreitadas a adjudicar estava orçada em cerca de 3,4 milhões de euros. Os contratos previam a limpeza dos órgãos de drenagem (essenciais ao escoamento de águas), a ceifa das bermas, a reparação de buracos e algumas obras de repavimentação.
Mas, três anos depois, a não concretização desta reabilitação ordenada tem provocado uma deterioração acentuada de algumas estradas. Em resposta, o Instituto de Estradas (IEP) tem procurado implementar soluções pontuais para minorar as situações de maior degradação. Nesse sentido, o IEP tem lançado alguns concursos a conta-gotas para reparações localizadas, que não ultrapassam os 100 mil euros.
MAIS CARO Para já, o adiamento da conservação de estradas permitiu libertar verbas inscritas no PIDDAC para outras rubricas. Só que o Governo arrisca-se a pagar muito mais quando finalmente eleger a reabilitação das estradas como um objectivo prioritário. Um exemplo. A deterioração da sinalização tem estado na origem de muitos acidentes com elevados custos em vidas humanas e materiais.
Outro caso. A falta de drenagem provoca acumulação de água nos pavimentos, originando mais despistes de automóveis e deterioração rápida dos pisos. Feita atempadamente, esta manutenção evita buracos e minimiza acidentes. De outra forma, a intervenção exigida é maior, obrigando a uma repavimentação total, o que pode quadruplicar ou quintuplicar os custos iniciais.
Publicado por Nuno Peralta às 05:51 AM | Comentários (1)
Plano Estratégico Ferroviário
De acordo com o Público, para além do TGV, Durão Barroso anunciou que o Governo vai apresentar o Plano Estratégico Ferroviário para o Século XXI na segunda-feira, sublinhando que as decisões incluídas nesse documento representam a "solução perfeita".
As soluções que serão adoptadas "servem plenamente" o objectivo de criar um equilíbrio entre as diferentes regiões de Portugal, em particular entre o Norte e Sul.
A concretização das decisões estabelecidas irá representar um aumento em 2,8 por cento do PIB, criar cerca 91.500 postos de trabalho, beneficiar 81 por cento da população e implicar um esforço do país na ordem dos 650 milhões de euros por ano.
Eu tenho muita curiosidade de ver este plano, mas parece-me que dificilmente algo me irá convencer de que é um investimento adequado à realidade e dimensão do país, será mais um "elefante branco" que ficará de herança para as futuras gerações.
Num país onde o transporte ferroviário de passageiros e mercadorias perde clientes todos os anos, onde todas as empresas intervenientes dão prejuízo operacional, que "milagre" prepara o Governo para reconciliar os portugueses com o comboio, seja lá qual for a velocidade?
E meus senhores, 650 milhões de euros/ano é muito dinheiro, ainda que, pelo que percebi, destes "só" 130 milhões (20%) sejam financiados pelo Orçamento de Estado. Esperemos pois por 2ª feira...
Publicado por Nuno Peralta às 03:13 AM | Comentários (0)
BlogA!?
Este blogue é membro da BlogA!? -" Blogólicos Anónimos".

Publicado por Nuno Peralta às 12:58 AM | Comentários (1)
novembro 08, 2003
PS
O PS rejeitou as propostas a favor de congresso extraordinário, na Comissão Nacional de hoje, reafirmando a confiança no líder Ferro Rodrigues.
Todos os partidos da oposição, da esquerda à direita, agradecem a benesse!
Aparentemente ninguém com suficiente credibilidade está disponível para colocar a cabeça no cepo, pelo que preferem ver Ferro Rodrigues arder na primeira eleição a que for sujeito, que aparentemente serão as europeias de Junho próximo.
Publicado por Nuno Peralta às 10:06 PM | Comentários (0)
Bond
Cada vez que vejo um filme de James Bond, nomeadamente aqueles em que participou Roger Moore, mais me convenço que esta foi/é a melhor série de filmes que o humor britânico já trouxe à luz...
Publicado por Nuno Peralta às 09:01 PM | Comentários (1)
Esta noite há um eclipse total da Lua
Esta noite há um eclipse total da Lua, e é apenas o primeiro deste mês. De 22 para 23 de Novembro, na Lua Nova, regista-se mais um.
Hoje, o eclipse total começa oito minutos depois da 1h00 de domingo, embora a entrada na sombra aconteça mais de uma hora e meia antes. Vinte e um minutos depois, começa o bordo esquerdo da Lua a reaparecer e quatro minutos depois das três da madrugada voltará a ver-se todo o disco lunar.
Como durante a totalidade se poderá ver o céu sem o incómodo do luar, a ocasião poderá ser aproveitada para observar (com um binóculo em ambientes de poluição luminosa ou à vista desarmada em locais escuros) a nebulosa de Orionte (M42), a galáxia de Andrómeda (M31) ou, mais facilmente, o enxame das Plêiades (M45).

Um eclipse lunar ocorre porque o cone de sombra do nosso planeta se projecta até uma distância superior à que a Lua gira à nossa volta e, além disso, porque o nosso satélite natural atravessa essa sombra. No entanto, não há eclipses em todas as fases de Lua Cheia. Isso deve-se ao facto de a órbita lunar ser inclinada em relação ao plano da órbita da Terra, pelo que a Lua passa quase sempre fora da sombra, ou seja, “acima” ou “abaixo” dela.
Em rigor, o eclipse começa com a Lua a esconder-se na penumbra, uma espécie de sombra muito ténue, o que não é facilmente perceptível. Depois, com a entrada na sombra, começa a notar-se o desaparecimento do bordo esquerdo da Lua até ficar completamente escondida.
A partir de então, decorre um período mais ou menos longo em que só se percebe a sua posição no céu através de alguma luz solar refractada na atmosfera terrestre que incide na superfície lunar, dando-lhe uma coloração que revela como está a atmosfera do nosso planeta. A cor mais ou menos acobreada ou acinzentada dá aos meteorologistas indicações sobre, por exemplo, o tipo de partículas em suspensão.
A duração da fase de totalidade, ou seja, o tempo que a Lua está completamente ocultada na sombra da Terra, está relacionada com a velocidade a que ela se desloca em volta da Terra (cerca de 3600 quilómetros por hora, mas ligeiramente mais ou menos, conforme a Lua se encontre perto do perigeu ou do apogeu, respectivamente) e ainda com o facto de a Lua atravessar a sombra exactamente pelo seu meio (segundo o diâmetro) ou efectuar esse percurso mais ao lado. Por isso, a fase de totalidade — que pode durar mais de 100 minutos — no eclipse lunar de hoje não ultrapassará 21 minutos.
Naturalmente, a rotação da Terra fará com que todo o céu “rode” para Oeste, razão por que a Lua — visível, no princípio do eclipse, numa direcção ligeiramente à esquerda do ponto cardeal Sul — se vai deslocando para a direita, juntamente com as estrelas, a ponto de, no final, se encontrar quase a Oeste e muito mais perto do horizonte.
Menos perceptível — mas de fácil observação — é o “atraso” da Lua relativamente às estrelas, em consequência do seu movimento próprio em sentido directo, ou seja, de Oeste para Este. Tomando algumas estrelas como referência, no princípio do eclipse, ver-se-á no final que a Lua se desloco relativamente a elas, um pouco mais de três vezes o seu diâmetro, para a esquerda (Este), embora seja muito mais evidente o deslocamento de todo o céu... para a direita (Oeste)!
Publicado por Nuno Peralta às 12:33 PM | Comentários (1)
Mais música
Após alguns anos de silêncio, os Rádio Macau estão de volta e com um álbum que nada fica a dever aos anteriores, antes pelo contrário, mostrando que Xana, Flak e companhia são como o vinho do Porto, melhora com os anos.
A não perder este "Acordar".

Publicado por Nuno Peralta às 05:12 AM | Comentários (0)
Música
Sou o espectador assíduo da "Operação Triunfo" e dos "Ídolos".
Acho que ambos os programas demonstram que é uma pena não se apoiar mais a produção nacional, pois boas vozes é o que não faltam por aí.
E não me perguntem qual dos dois é o melhor programa, cada um tem características que me agradam, um mais numa lógica de competição pura e dura, outro mais numa lógica de academia.
Em ambos me convenço do mesmo: quando cantam em português quase todos sobem na minha escala de preferências.
Há uma coisa que no início me incomodou, que foi o jurí dos "Ídolos", mas cada vez mais me convenço que foi a "pedrada no charco" necessária, de demonstrar que um jurí está lá para avaliar, não apenas para dizer bem ou dizer banalidades. E depois tem a vantagem de, gostando-se ou não das personagens, serem pessoas com créditos firmados no mundo da indústrial musical e/ou da rádio.
Publicado por Nuno Peralta às 01:49 AM | Comentários (0)
novembro 07, 2003
Dragão
Estou a ver algumas imagens do Estádio do Dragão. Não tenho problema nenhum em admitir que me parece um recinto muito bom e confortável, utilizando algumas das mais modernas tecnologias em termos de comunicações. Não fica em nada atrás do Estádio da Luz.
Acho que Porto e Lisboa ficam com dois ex-libris dignos de orgulho de todo o país.
Afinal de contas, já que o nosso dinheiro foi utilizado para ajudar a construir os estádios do Euro, ao menos que nos possamos orgulhar da obra final.
Publicado por Nuno Peralta às 09:58 PM | Comentários (1)
G&C
De vez em quando o meu amigo João lá de deixa de classificar beldades femininas e escreve algo de interessante.
Isso aconteceu hoje, num post sobre a viabilidade do TGV, a propósito da Cimeira Ibérica. Vale a pena ler e discutir, até porque muito do que ele diz é a mais pura das verdades.
Publicado por Nuno Peralta às 08:23 PM | Comentários (0)
Benfiquite aguda
Depois de ler a crónica de Mário Bettencourt Resendes no Diário Digital de hoje fico mais descansado, não foi apenas este blogue que foi atacado pelo vírus da benfiquite aguda, até um dos mais respeitáveis cronistas aproveita o seu espaço de hoje para falar da(s) inauguração(ões) da Catedral da Luz, deixando para segundas núpcias Orçamentos, Consituições, Cimeiras, Justiça, Educação ou qualquer outro dos temas relevantes da actualidade.
Afinal parece que este vírus é mesmo altamente contagioso...
Velório na catedral
Mário Bettencourt Resendes
Tinha tudo preparado para a grande inauguração: bilhetes comprados com a antecedência devida, a ida para o estádio e o lugar para deixar o carro cuidadosamente estudados para evitar atrasos, enfim, uma noite em cheio. Mas eis que uma maldita intoxicação alimentar mandou-me para o estaleiro e fui forçado a assistir à estreia da nova catedral através da transmissão da TVI. «Foi bonita a festa, pá», mas eu preferia ter lá estado, com «a minha gente, pá»...
Já recuperado, e depois de ouvir os comentários maravilhados de quantos tinham presenciado, ao vivo, a vitória sobre o Nacional de Montevideu e outros episódios curiosos e menos desportivos que ocorreram na mesma noite, decidi ir ao primeiro jogo oficial. A coisa prometia, o Benfica vinha embalado com várias vitórias consecutivas, o adversário era o respeitável (mas pouco mais...) Beira-Mar, o tempo estava ameno.
A compra dos bilhetes foi um calvário. Escapei ao suplício, mas quem me fez o favor de lá ir esteve quatro horas na fila. Ainda pensei que seria «casa cheia», mas, depois de entrar no estádio e ver uns largos milhares de cadeiras vazias, percebi que era «apenas» má organização. Mas enfim, a verdade é que a catedral é mesmo um deslumbramento e, depois de muita música mobilizadora («papoilas saltitantes») e de muito grito de guerra (SLB, SLB, glorioso...), o jogo começou e Simão Sabrosa permitiu que fossemos para intervalo com uma vantagem curta, mas tranquilizadora.
O que se passou na segunda parte é do conhecimento público e deveria ser apagado da história, à boa maneira de José Estaline. A festa passou a velório e os desgraçados adeptos ainda foram forçados a comprimir-se, em acessos estreitos, para conseguir abandonar a zona do estádio.
A alma benfiquista não merecia tal desgraça...
Publicado por Nuno Peralta às 06:30 PM | Comentários (2)
Frase do Dia
"Vivemos num mundo onde precisamos de nos esconder para fazer amor, enquanto que a violência é praticada em plena luz do dia."
John Lennon
Publicado por Nuno Peralta às 05:08 PM | Comentários (1)
Israel e UE
Ainda sobre a famosa sondagem que dava Israel como o perigo número um para o mundo, de acordo com os europeus, convém ler o artigo de Miguel Sousa Tavares, no Público.
Aliás, dado que ninguém me paga estas citações e praticamente todas as semanas eu destaco as suas crónicas, vale sempre a pena à 6ª feira ler a crónica de Miguel Sousa Tavares no Público, nem que seja para discordar dele.
Publicado por Nuno Peralta às 01:15 PM | Comentários (2)
Prazeres
Sinto um inexplicável prazer sádico a cada hora que a SIC Notícias informa que José Castelo Branco, o mais proemimente dos Frankensteins do artificialíssimo Jet-Set português, foi detido no aeroporto e vai passar a noite nos calabouços do DIAP, aparentemente por contrabando de jóias.
Publicado por Nuno Peralta às 05:06 AM | Comentários (4)
Realeza
Parece-me que as nossas televisões, revistas e jornais já andam a abusar um bocado com esta coisa do casamento real espanhol.
Querem ver que o D.Duarte ainda vem aí pedir um referendo à monarquia e é capaz de ganhar?
Publicado por Nuno Peralta às 03:47 AM | Comentários (1)
Mais futebóis
Não resisto a transcrever aqui este excelente post do Miguel, d'A Origem do Amor:
"Por um lado, temos o Benfica, o meu clube. Uma equipa de grande glórias no passado, o maior clube de Portugal (em adeptos), o maior estádio, uma verdadeira instituição como lhe costumam chamar. Ora, analisando os últimos dez anos, o Benfica é uma sombra muito difusa daquilo que já foi. Não ganhou um único campeonato nacional, é afastado das taças nacionais por equipas de escalões bastante inferiores, provoca vergonha e pior ainda esquecimento a nível internacional, e muda de dirigentes e treinadores como quem muda de cuecas (se for asseado, claro está).
Por outro lado, o Futebol Clube do Porto. Nos últimos dez anos, arrecadou vários títulos de campeão desde campeonatos, taças nacionais e europeias. É um dos clubes que mais cartas dá actualmente na Europa, provocando calafrios até a equipas como o Milan. Mantém a mesma presidência e possui uma das mais estáveis estruturas desportivas que provocam os excelentes resultados em quase todas as modalidades do clube. Se não estou em erro, pertence ao G8 do futebol e é responsável por mais de 40% dos pontos portugueses no ranking. O Futebol Clube do Porto é o representante português do chamado futebol moderno.
Agora, há alguém que me consiga explicar porque razão que de cada vez que é colocada uma câmara de televisão em frente a um adepto do FCP ele acabe sempre por falar do Benfica?
Publicado por Nuno Peralta às 01:37 AM | Comentários (2)
Teste a sua Agressividade ao Volante
Acha que é um "bom condutor"? Já "pisou o risco"? Tem a certeza que não é um "assassino ao volante"? Sabe quais são os sinais que identificam a condução agressiva, violenta ou criminosa?
No quadro abaixo, dividimos os comportamentos em três tipos, de diferente intensidade. Verifique as frases com que se identifica e procure determinar que tipo de condutor é. Se se reconhecer como condutor agressivo, procure fazer uma introspecção. Se for um condutor violento, procure apoio psicológico. Se for um condutor criminoso, provavelmente não irá querer reconhecer que constitui um perigo para a sociedade e que tem poucas hipóteses de reabilitação. Se tiver um momento de lucidez, aproveite-o e rasgue imediatamente a sua carta de condução (se é que chegou a fazer o exame de condução).
Atenção: mesmo se só seleccionar uma frase de um nível de maior intensidade agressora, deve-se considerar como pertencendo a esse tipo de condutor. E basta seleccionar uma frase do primeiro nível para se considerar um condutor agressivo e uma potencial vítima rodoviária.
Faça o teste. Quando terminar, olhe-se ao espelho e pergunte-se: "Como posso acabar com a guerra civil nas estradas portuguesas?
Teste disponível no site da Associação de Cidadãos Auto-Mobilizados, a partir de um original do American Institute for Public Safety.
Condutor AGRESSIVO
01.É habitual estar com pressa e mudar constantemente de faixa.
02.Estou sempre a tentar ultrapassar e acho que o carro da frente é um obstáculo.
03.Limito-me a abrandar nos stops e por vezes passo no vermelho.
04.Faço inversões de marcha mesmo que proibidas.
05.Conduzo por vezes com pouca atenção ou com sono.
06.Acelero ao ver um sinal amarelo porque detesto parar nos semáforos.
07.Mudo de faixa sem usar os piscas.
08.Fico nervoso ou incomodado quando vejo um veículo da polícia de trânsito.
09.No carro ando normalmente mal disposto e praguejando.
Condutor VIOLENTO
10.Não deixo passar os outros mesmo que tenham prioridade.
11.Ridicularizo ou critico os outros condutores enquanto conduzo.
12.Faço manobras arriscadas enquanto fumo, como, bebo ou uso o telemóvel.
13.Impeço os outros carros de entrar na minha faixa, chegando-me ao carro da frente.
14.Conduzo regularmente mais de 30 km/h acima do limite legal indicado.
15.Ultrapasso a alta velocidade ou aumento as rotações do motor como sinal de protesto.
16.Impeço outros carros de me ultrapassar, sempre que isso me apetece
17.Conduzo colado ao carro da frente para o obrigar a acelerar ou a sair da minha frente.
18.Imagino vingar-me de forma violenta de um outro condutor.
19.Uso os máximos para retaliar.
20.Apito ou grito de janela aberta contra os outros utentes da estrada.
21.Faço gestos visivelmente insultuosos a outros condutores.
22.Uso o meu carro para retaliar, fazendo manobras repentinas e ameaçadoras.
23.Saio do meu carro para discutir aos gritos.
Condutor CRIMINOSO
24.Saio do meu carro para bater ou atirar alguma coisa a outro carro.
25.Transporto uma arma e ameaço outros condutores.
26.Agrido ou espanco por uma discussão de estrada.
27.Tento empurrar um outro carro para a berma para punir o condutor.
28.Ameaço atropelar alguém que me enraiveceu.
29.Alvejo outros carros.
30.Já matei por uma disputa de trânsito.
Publicado por Nuno Peralta às 12:05 AM | Comentários (0)
novembro 06, 2003
Cunhal
Anda por aí meio mundo em alvoroço por causa de um artigo de Álvaro Cunhal, em que este ataca o imperialismo americano e defende com unhas e dentes os regimes comunistas em vigor.
Ora pergunto eu: acham que era aos 90 anos que ele iria dizer algo de diferente do que sempre disse durante toda a vida?
Acham que a alcunha de Cassete Cunhal caiu do céu aos trambolhões?
Goste-se ou não, o homem mantém a sua coerência de sempre. Nunca simpatizei com ele, mas essa crença num ideal que defendeu ao longo de toda uma vida deve ser louvada, especialmente num país onde a grande maioria dos políticos diz uma coisa numa semana e, se necessário e conveniente, na semana seguinte, senão no dia seguinte, defende com a maior desfaçatez exactamente o contrário.
Publicado por Nuno Peralta às 11:43 PM | Comentários (1)
UEFA
Resumo da tarde/noite uefeira: um Sporting q.b. com um resultado interessante mas perigoso (não esquecer que o Blackburn também empatou 1-1 na Turquia, mas acabou eliminado em casa, por 3-1) e um Benfica com um bom resultado, que podia ter sido muito melhor, não fossem as benesses e tremideira do costume. De qualquer forma, os 3-1 devem permitir uma deslocação descansada à Noruega. É importante notar a importância de Zahovic na equipa, coincidindo com a sua saída o período negro do jogo do Benfica.
Para o Ranking UEFA fica 1 vitória e 1 empate, a somar à vitória do Porto. Isso sim, é o que conta para Portugal.
Publicado por Nuno Peralta às 10:57 PM | Comentários (1)
Maria Elisa
Sinceramente, não consigo descortinar onde está a apregoada "lisura e correcção" na renúncia de Maria Elisa ao cargo de deputada, conforme afirma o líder da bancada parlamentar Guilherme Silva.
"Lisura e correcção" teria havido se no dia em que entrou de baixa na Assembleia da República para começar a trabalhar na RTP tivesse renunciado ao mandato, ou quando descobriu que afinal era incompatível trabalhar na RTP e ser deputada em simultâneo.
E também não vejo muita "lisura e correcção" na forma como a Comissão de Ética da A.R. e a bancada parlamentar do PSD pactuaram com a situação.
Mas isso sou eu que ainda dou algum valor às palavras lisura e correcção.
Publicado por Nuno Peralta às 09:08 PM | Comentários (2)
Saudades...
O Rui pergunta e bem para quando afinal o retorno da Grande Reportagem, que deveria em Novembro passar a ser suplemento semanal do DN/JN, aos Sábados.
Será que o Francisco, o Joel ou o Pedro podem adiantar algo sobre o assunto?
Também eu gostava de saber a resposta, assim como para quando o regresso do Francisco à sua Íntima Fracção, no éter de qualquer rádio?
Publicado por Nuno Peralta às 05:57 PM | Comentários (0)
Lições do Orçamento
O editorial de hoje do Público, da autoria de Manuel Carvalho, é de leitura obrigatória para quem queira perceber o actual momento político português.
Transcrevo-o em seguida porque daqui a uma semana desaparece e é daqueles textos que vai ser interessante rever daqui a um ano.
Durante dois dias de debate sobre o Orçamento do Estado para 2004, repetiu-se o paradoxo: o Governo de um país com a pior situação económica da Europa dos 25, com um défice que só se segura à custa de receitas extraordinárias e com uma taxa de desemprego que sobe e já chega aos 7,4 por cento, apresentou um orçamento restritivo e venceu facilmente a oposição no duelo parlamentar. Com excepção da brilhante interpelação de José Sócrates no debate sobre a situação económica do mês passado, o fenómeno tem vindo a repetir-se e nem as "gaffes" da ministra das Finanças, que em pleno Parlamento acusa sem fundamento um organismo público de lhe impedir o cruzamento dos dados do fisco com os da Segurança Social, nem a incoerência política do ministro da Economia, que ao contrário do resto do Governo acha mal que se privilegiem em termos fiscais as empresas do Interior, foram capazes de macular o passeio triunfal de Durão Barroso e seus pares. Esta capacidade de flutuar sem danos sobre os problemas começa a ser caso de estudo para a ciência política.
Podemos explicar a façanha do Governo dizendo que os seus deputados e ministros estão mais bem preparados, que a oposição está fragilizada ou que seria melhor que Sócrates desse a cara pelo PS e Lino de Carvalho pelo PCP, em vez de Ferro Rodrigues e Carlos Carvalhas. Essa, porém, seria sempre uma tentativa de olhar a questão pela rama, quando o essencial se encontra numa razão profunda, de convicção e de determinação política. É que as linhas mestras da política financeira do Governo implicam opções difíceis e profundamente impopulares. Pode não ser a melhor receita para os problemas do país, mas, ao adoptar sem flexibilidade medidas severas que exigem esforços imediatos aos portugueses, o Governo ganha autoridade moral e reforça a sua capacidade de intervenção política. A jactância de Durão Barroso - houve momentos em que só lhe faltou dizer "Safa!" para lembrar Cavaco Silva -, o estilo professoral de Manuela Ferreira Leite ou as palavras arrogantes de deputados da maioria são disso perfeito exemplo.
Mas se esta coerência e firmeza política ficam bem ao Governo, convém lembrar que este é o seu terceiro orçamento (incluindo o rectificativo de 2002) e que as promessas de recuperação anunciadas para 2004 e hoje remetidas para 2006 tardam em aparecer. Dizer que o PS insiste em "mitos", que tudo se deve à "pesada herança" do guterrismo ou que se "esperava mais" do PCP ou do BE são paliativos para o essencial da questão: até à data, o Governo tem falhado rotundamente as suas previsões, só controla o défice à custa de artifícios e expedientes orçamentais e serve até como (mau) exemplo para que os franceses se disponham a violar alegremente o limite do défice que, em teoria, têm de respeitar como nós. O facto de, no final, o Governo ter conseguido embrulhar o debate sobre o Orçamento numa teia que bloqueou a oposição só mostra como está mal a oposição em Portugal.
Publicado por Nuno Peralta às 05:01 PM | Comentários (1)
Sondagens
De acordo com dados da TNS Euroteste publicados pela revista Visão, o Presidente da República Jorge Sampaio (79%), o juíz Rui Teixeira (58%) e o comentador televisivo Marcelo Rebelo de Sousa (53%) são as três personalidades que merecem maior confiança dos portugueses.
Por outro lado, tanto a governação do primeiro-ministro, Durão Barroso (43% acham negativa), como a actuação do líder do maior partido da oposição, Ferro Rodrigues (56% acham negativa), não agradam aos portugueses.
Num cenário de eleições legislativas, o PSD seria o mais votado (32%), seguido do PS (29%), da CDU (6%), do Bloco de Esquerda (5%) e do CDS/PP (4%). A abstenção seria de 27%, os votos nos outros partidos, brancos ou nulos significariam 7% e os indecisos atingiriam os 17%.
Publicado por Nuno Peralta às 04:13 PM | Comentários (1)
Coimbra
A cada dia que passa eu mais dúvidas tenho: em Coimbra é suposto haver uma academia onde estudam alunos universitários que serão um dia arquitectos, doutores ou engenheiros ou aquilo não passa de uma escola de arruaceiros e mandriões?
É que este ano já fizeram não sei quantas greves gerais, mais manifestações locais e nacionais, mais ameaças de perturbação da ordem pública, mais boicotes ao regular funcionamento do Senado, agora fecham a reitoria a cadeado...
Esta frase diz tudo: "Ou o Senado recua na má-fé que teve hoje ou, se não nos quiserem ouvir, não os deixamos trabalhar".
Escusado será dizer que eles próprios (os estudantes) estão pouco se lixando se eles próprios podem trabalhar, isto é, estudar, aprender e ter aproveitamento escolar, rentabilizando o dinheiro que a família deles e o Estado (isto é, todos nós) investimos anualmente.
Aulas, alguém tem? Alguém vai? Alguém está interessado em ter/ir?
É que se realmente não querem estudar, eu percebo que as propinas são elevadas, especialmente para quem pretende ficar por lá 10 ou mais anos, em constantes licenças sabáticas em nome do superior interesse dos estudantes (a.k.a. trampolim para a política partidária)...
Mas se não querem estudar, então mudem-se directamente para uma J qualquer e deixem o lugar a quem quer estudar. Proponham que se crie a profissão de dirigente associativo e deixem o lugar a estudantes verdadeiros.
Ponham a mão na consciência e percebam que a imagem que transmitem para o país neste momento é uma imagem que apenas prejudica a mais antiga instituição de educação do país!
E por muita razão que até possam ter os vossos argumentos, com este tipo de atitudes toda essa razão cai por terra.
Publicado por Nuno Peralta às 01:03 PM | Comentários (3)
Gematriculator
Deixei-me guiar pelo impulso da curiosidade e fui até este site para descobrir a bondade e maldade deste blogue, de acordo com uma análise matemática das palavras usadas.
Depois de efectuado o teste, os resultados dizem que o resultado é maioritariamente bom, mas com uma boa dose de malícia.
Portanto é um blog tipicamente português!

Publicado por Nuno Peralta às 12:36 PM | Comentários (3)
10.000!
É com muito prazer que constato que este blogue atingiu há uns minutos atrás o seu visitante 10.000, correspondente a quase 15.000 visitas.
Obrigado a todos os que têm contribuído para o sucesso deste blogue com as suas visitas e comentários.
Espero que continue a merecer a vossa atenção, pois é para quem está desse lado que eu escrevo.
Publicado por Nuno Peralta às 12:19 PM | Comentários (2)
Maria Rita
Maria Rita Mariano tem 26 anos e é filha da grande Elis Regina.

Desde que começou a cantar que as comparações com a mãe têm sido inevitáveis.
Lançou o mês passado o seu primeiro disco, de título homonimo, que adquiri esta semana.
Para os apreciadores da verdadeira música popular brasileira é um disco imprescindível, como que a dizer que filha de peixe sabe nadar.
Será concerteza um dos álbuns a constar do meu Top 10 de 2003.
Estão à espera de quê para irem já atrás da vossa cópia?

Publicado por Nuno Peralta às 05:43 AM | Comentários (5)
Mónaco - Corunha
São jogos como este, que a SporTV transmitiu em diferido há pouco que me fazem gostar de futebol.
Quem ao princípio da tarde sequer admitia imaginar uma vitória do Mónaco por 8-3, ainda por cima num jogo em que a principal estrela do Mónaco não jogou (Morientes) e em que o jogo terminou de 11 contra 11?
É que não foram apenas muitos golos, foram igualmente bons golos. Curiosamente, penso que o 3º golo do Corunha (o 7-3, por Diego Tristán) terá sido o mais bonito.
E depois de um jogo destes, até já consigo ter alguma motivação para ver os jogos do Sporting e Benfica hoje!
Por falar nisso, será que hoje conseguirei comprar bilhetes para o Benfica vs. Molde? Não admito ficar na fila mais de 20 minutos para comprar bilhetes, disso podem ter a certeza...
Publicado por Nuno Peralta às 03:34 AM | Comentários (1)
Afinal a Manif sempre serviu para alguma coisa...
Senado da Universidade de Coimbra fixou propinas na ausência dos alunos.
Publicado por Nuno Peralta às 12:55 AM | Comentários (0)
Dia Europeu em Memória das Vítimas de Acidentes Rodoviários
A ACA-M, membro da Federação Europeia de Vítimas das Estradas, propõe-se de novo celebrar o Dia da Memória das Vítimas da Estrada no Domingo, 16 de Novembro próximo.
O espírito desta celebração é de que a evocação pública da memória daqueles que perderam a vida nas estradas e ruas portuguesas significa um reconhecimento, por parte do estado e da sociedade, da trágica dimensão da sinistralidade, e ajuda os sobreviventes a conviver com o trauma de memórias dolorosas resultantes da morte súbita e sangrenta em desastres rodoviários.
A celebração do Dia Europeu da Memória no nosso país é um importante passo para o reconhecimento colectivo de que a sinistralidade rodoviária é uma tragédia com um impacto social sem paralelo em termos de saúde pública em Portugal.
Este ano, no Dia da Memória, será feita uma breve evocação junto ao Monumento aos Mortos da Grande Guerra, na Avenida da Liberdade em Lisboa, pela 11 horas do dia 16 de Novembro, depondo uma coroa de flores aos milhares de mortos da grande guerra civil nas estradas portuguesas.
A ACA-M pretende assim chamar a atenção do público para a necessidade de o Estado e a sociedade portugueses reconhecerem que a memória das vítimas da guerra civil nas estradas portuguesas merece uma evocação material equivalente à que foi materializada na memória das vítimas da Grande Guerra e da Guerra Colonial.

Publicado por Nuno Peralta às 12:01 AM | Comentários (1)
novembro 05, 2003
Benfica e Selecção
Um sinal evidente do momento conturbado da selecção é constatar que a equipa que mais jogadores lhe cede para a próxima convocatória é o Benfica, com 4 jogadores, Benfica...
Petit e Nuno Gomes voltam à selecção, enquanto que Ricardo Carvalho é de novo excluído, aparentemente a pedido do Porto.
Inqualificável é a chamada de Rogério Matias à selecção. Por este andar, o Fernando Aguiar só não pode sonhar com o Euro'2004 porque é canadiano!
Lista de convocados:
Guarda-redes: Ricardo (Sporting) e Quim (Sp. Braga);
Defesas: Miguel (Benfica), Caneira (Bordéus), Jorge Andrade (D. Corunha), Fernando Couto (Lázio), Rogério Matias (V. Guimarães), Beto e Rui Jorge (Sporting);
Médios: Petit (Benfica), Rui Costa (A.C. Milan), Luís Figo (Real Madrid) e Costinha e Deco (F. C. Porto);
Avançados: Luís Boa Morte (Fulham), Simão (Benfica) Pauleta (PSG) e Nuno Gomes (Benfica).
Publicado por Nuno Peralta às 09:04 PM | Comentários (0)
Manifestação
De acordo com as notícias, hoje de tarde vai haver uma manifestação nacional de estudantes frente à Assembleia da República, contra as propinas.
São esperados mais de 7.000 alunos de todo o país.
Só a deslocação de estudantes de Coimbra deverá ter um custo superior a 1.500 contos, de acordo com as palavras do seu presidente, hoje de manhã na TSF.
Portanto, não têm dinheiro para propinas, mas têm dinheiro para estas manifestações, para comprarem 8.000 apitos e para fazerem propaganda a estas e outras actividades de boicote à actividade normal das universidades.
Aliás, depois de ultrapassada esta febre da luta contra as propinas até já sei qual será a próxima: pelo adiamento dos exames ou por uma época especial de exames, visto que por causa da luta contra as propinas ainda ninguém conseguiu pegar num livro que fosse este ano lectivo!
Já começo a ficar demasiado farto destas greves dos estudantes do ensino superior por tudo e por nada. Aliás, para eles é fácil, fazer greve não tem inconvenientes, os pais dão-lhes a mesada na mesma, os professores atrasam a matéria e a falta é justificada.
A greve estudantil hoje em dia, sendo usada a torto e a direito, é uma forma organizada de faltar às aulas justificadamente. Já não mobiliza ninguém, tenha ou não fundamento, para a opinião pública é apenas mais uma, só chamando a atenção daqueles que são directamente importunados por estas.
Longe vão os tempos do Maio de 68, em que uma greve estudantil tinha a capacidade de mobilizar a opinião pública, hoje apenas perturbam a ordem pública.
PS: Sempre quero ver quantos se vão baldar à Manif e aproveitar para ver a estreia do Matrix Revolutions!
Publicado por Nuno Peralta às 11:33 AM | Comentários (0)
Retratos
A não perder este post do Hugo, do Abram Os Olhos, um retrato frio, fiel e pessimista da sociedade portuguesa.
Caro Paulo, afinal ainda tem aqui mais um concorrente ao prémio do maior pessimista da blogoesfera.
Publicado por Nuno Peralta às 11:14 AM | Comentários (0)
Futebóis

Publicado por Nuno Peralta às 03:13 AM | Comentários (0)
Matrix
É hoje, às 14 horas de Portugal, que estreia mundialmente em simultâneo em mais de 50 cidades do mundo o terceiro e último episódio de Matrix, The Matrix Revolutions.

No primeiro filme, Neo descobriu que o mundo em que vivemos não passa de uma ilusão, é uma reprodução fictícia que permite à Matrix, um programa de computador gerado por máquinas, servir-se da energia dos humanos para perpetuar a sua dominação. E Neo (Keanu Reeves) é o Escolhido, o único que poderá conduzir (e eventualmente vencer) a luta contra a Matrix. Em "Reloaded", Neo, Trinity (Carrie-Anne Moss) e Morpheus (Laurence Fishburne) enfrentaram mais uma vez a Matrix e Neo teve o destino dos rebeldes nas mãos. Mas o Eleito teve também grandes revelações, que puseram em causa o futuro de Zion.
Em "Revolutions" assiste-se à batalha final. Sobreviverão os humanos à Matrix? O que acontecerá a Zion?
Estas e muitas outras revelações esperam-no num cinema perto de si, a partir das 14 horas de hoje...
Publicado por Nuno Peralta às 02:44 AM | Comentários (0)
Adopção
O Aviz trouxe à baila uma questão pertinente:
Com a Casa Pia em tanto destaque há quase um ano, porque se discute apenas o lado negro da situação (a pedofilia) e ninguém discute porque é que aquelas crianças estão entregues aos cuidados do Estado, porque não estão com as suas famílias naturais (os que as têm) ou porque não são adoptados?
Era bom que debatessemos por aqui o tema da adopção em Portugal, trazendo algum valor acrescentado positivo a toda esta polémica sobre a Casa Pia.
PS: A propósito deste tema, é indispensável conhecer este blogue. Obrigado à Gin pela informação.
Publicado por Nuno Peralta às 12:08 AM | Comentários (2)
novembro 04, 2003
(Im)pertinência
Será que o debate de hoje foi o último de Ferro Rodrigues enquanto líder do PS?
E o que se pode esperar daqui até ao dia 8, sabendo-se já da disponibilidade de João Soares para concorrer pela liderança do Partido?
Quem mais surgirá, que possa reunir o consenso?
Será que apesar da doença Jorge Coelho irá fazer o sacrifício pelo PS?
Parece-me que os candidatos naturais, por motivos diversos, não estarão disponíveis para aparecer agora. Refiro-me a António Vitorino, José Sócrates e António Costa, por esta ordem de preferência.
Aguarda-se um final de semana muito interessante para as bandas do Rato...
Publicado por Nuno Peralta às 11:42 PM | Comentários (1)
Dúvidas existenciais
Se o Natal é só daqui a quase 2 meses, porque é que em todos os Centros Comerciais o Natal começou este fim de semana ou antes?
Depois venham-me tentar convencer que o Natal ainda tem um significado eminentemente religioso e não o de símbolo máximo do mercantilismo em que a nossa sociedade se tornou...
Publicado por Nuno Peralta às 08:10 PM | Comentários (0)
Orquestra Metropolitana de Lisboa nomeia nova direcção
De acordo com a notícia divulgada pelo Público, a nova direcção é constituída pela pianista Gabriela Canavilhas, o maestro Jean Marc Burffin e pelo economista Luís Azevedo Coutinho, merecendo apenas um voto contra.
Finalmente vemo-nos livre do excelente maestro mas intratável pessoa e gestor Miguel Graça Moura!
Com esta nova direcção, esperemos voltar a ter uma Orquestra credível e de nível mundial.
E esperemos que tenham aprendido o Princípio de Peter: "Numa administração estruturada hierarquicamente, as pessoas tendem a ser promovidas até ao seu nível de incompetência"
Ou seja, perdeu-se um bom maestro, ganhou-se um gestor incompetente.
Publicado por Nuno Peralta às 07:52 PM | Comentários (1)
Baihanese Le Mix
Cliquem aqui e divirtam-se com os ritmos de uma batucada brasileira...
(só para quem tem som no PC)
PS: Este tem um agradecimento especial ao Crítica Lusa.
Publicado por Nuno Peralta às 06:35 PM | Comentários (1)
Pipizada
Com um especial agradecimento aos meus fornecedores de conteúdos via correio electrónico:
P: Porque razão as vegetarianas não gritam quando têm um orgasmo ?
R: Porque não querem admitir que um pedaço de carne lhes dá tanto prazer...
Publicado por Nuno Peralta às 05:47 PM | Comentários (0)
Orçamento
Tenho estado a acompanhar o debate parlamentar sobre o Orçamento de Estado de 2004.
Atrevo-me a adaptar uma famosa frase de Mário Wilson:
Com esta Oposição, qualquer mau Governo se arrisca a fazer boa figura!
Publicado por Nuno Peralta às 05:37 PM | Comentários (0)
A inocência das crianças...

Publicado por Nuno Peralta às 12:04 AM | Comentários (1)
novembro 03, 2003
Para reflectir...
O eurobarómetro publicado hoje sobre «Iraque e a Paz no Mundo», refere que 59 por cento dos europeus consideram que Israel representa o maior risco para a paz no mundo, seguido do Irão, Coreia do Norte e Estados Unidos (todos com 53 por cento das respostas) e do Iraque (52 por cento), numa lista que incluía ainda Afeganistão, Paquistão, Síria, Líbia, Arábia Saudita, China, Índia, Rússia, Somália e a própria União Europeia (UE).
Os portugueses remetem o Estado hebraico para o quarto lugar da lista, depois do Iraque, Coreia do Norte e Irão, os três países que os EUA integraram no "eixo do mal".
Mais de dois terços dos cidadãos europeus consideram injustificada a ofensiva militar desencadeada no Iraque.
As reacções europeias e israelitas a estes dados foram algo alarmantes, com os líderes europeus a ignorarem a opinião do barómetro (a opinião pública é para eles irrelevantes):
"A presidência da UE, revelou a sua "surpresa" face aos resultados de Israel na sondagem, realçando que ela "não reflecte a posição da UE".(...) a questão colocada no eurobarómetro era "ambígua"."
e os israelitas a reagirem nuns casos de "cabeça quente" (Centro Simon Wiesenthal):
"exigiu a exclusão da UE do processo de paz israelo-palestiniano. Criticada foi também a ausência da lista da Autoridade Nacional Palestiniana, que a UE justifica com a não existência de um país com fronteiras definidas."
e noutros de forma inteligente e ponderada (Missão Israelita junto da UE):
"declarou-se "desiludida e indignada" com os resultados do eurobarómetro, lamentando que os europeus pareçam "cegos face aos sofrimentos e vítimas israelitas". Nesse sentido, indica a missão em comunicado, "a Europa deve fazer muito mais para melhorar o diálogo com Israel. "Os resultados desta sondagem não são apenas um problema para Israel. A Europa deve ser a primeira a responder", sustenta a declaração."
Para mim parece claro que esta sondagem é paradigmática da forma como os europeus, que sempre sentiram alguma admiração por Arafat (vá-se lá saber porquê...), não aceitam a política de olho por olho do Governo de Ariel Sharon. Era bom que Israel entendesse este cartão amarelo dos europeus como um sinal de que as coisas têm que mudar, a diplomacia ganhar algum terreno aos tanques e bombas, mas para isso é preciso que Ahmad Qorei mostre uma maior capacidade de controlar os suicidas do outro lado da fronteira.
Interessante ainda perceber como o "eixo do mal" norte-americano é tão distinto do "eixo do mal" europeu...
Publicado por Nuno Peralta às 08:35 PM | Comentários (1)
Vinte cinco pessoas morreram na última semana nas estradas portuguesas
De acordo com o Público, "vinte e cinco pessoas morreram na semana passada nas estradas portuguesas, mais dez do que nos sete dias anteriores, revela o balanço hoje divulgado pela Brigada de Trânsito da GNR.
Entre os dias 27 de Outubro e 2 de Novembro registaram-se 2.616 acidentes, ou seja quase mais 345 sinistros do que na semana anterior. Também o número de sinistrados subiu, tendo-se registado 69 feridos graves (contra os 49 da semana anterior) e 745 feridos ligeiros (contra 606)."

"Desde o início do ano, a BT registou nas estradas portuguesas um total de 99.978 acidentes, que causaram em 995 mortos, 3.014 feridos graves e 30.860 ligeiros.
Na semana que passou, a BT registou 322 infrações muito graves ao código da estrada e 2.377 infracções graves. Foram também detectados 313 condutores com taxa de alcoolemia superior ao máximo previsto para efeitos de condução (0,5 gramas por litro de sangue), dos quais 129 ficaram detidos por apresentarem valor igual ou superior a 1,2 gramas.
Outros 40 condutores foram detidos por não possuírem carta de condução, enquanto 2.289 foram autuados por excesso de velocidade.
O comunicado da BT refere, também, a detecção de 372 condutores e/ou passageiros de veículos automóveis que não faziam uso do cinto de segurança ou do sistema de retenção obrigatório."
Publicado por Nuno Peralta às 08:13 PM | Comentários (1)
Transportes Públicos
Por alterações na rotina profissional, ao fim de um ano voltei hoje a recorrer aos transportes públicos da Carris, concluindo que, desde que o orçamento o permita, a experiência não se repetirá tão cedo:
- Um percurso que de automóvel, com trânsito intenso, demora 30 a 40 minutos, demorou de autocarro 55 minutos, fora os 20 minutos à espera que aparecesse o bendito 21!
- Os autocarros estão mais cómodos, é um facto, mas os condutores continuam a achar que as estradas de Lisboa são o autódromo do Estoril! O que mais me incomodou foi o desrespeito com idosos e deficientes motores, arrancando de repente, sem deixar que estes se sentem.
- Num ponto de vista mais pessoal e, admito, um pouco mais elitista, não suporto as conversas entre comadres, em que cada uma partilha os seus achaques e operações, quando podia estar no meu carro a ouvir música ou um qualquer programa de informação.
Portanto, amanhã volto ao meu pópó, que a Carris continua a não prestar um bom serviço aos clientes.
Publicado por Nuno Peralta às 03:49 PM | Comentários (3)
Vida nova
A partir de hoje, as rotinas alteram-se.
Mudei de trabalho e de instalações. Consequentemente, a disponibilidade é outra.
Como Sérgio Godinho um dia cantou, hoje é o 1º dia do resto da minha vida.
Não abandonarei o blogue nunca, mas as rotinas vão concerteza ser outras.
Vamo-nos vendo por aqui.
O PRIMEIRO DIA
A principio é simples, anda-se sózinho
passa-se nas ruas bem devagarinho
está-se bem no silêncio e no borborinho
bebe-se as certezas num copo de vinho
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
Pouco a pouco o passo faz-se vagabundo
dá-se a volta ao medo, dá-se a volta ao mundo
diz-se do passado, que está moribundo
bebe-se o alento num copo sem fundo
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
E é então que amigos nos oferecem leito
entra-se cansado e sai-se refeito
luta-se por tudo o que se leva a peito
bebe-se, come-se e alguém nos diz: bom proveito
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
Depois vêm cansaços e o corpo fraqueja
olha-se para dentro e já pouco sobeja
pede-se o descanso, por curto que seja
apagam-se dúvidas num mar de cerveja
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
Enfim duma escolha faz-se um desafio
enfrenta-se a vida de fio a pavio
navega-se sem mar, sem vela ou navio
bebe-se a coragem até dum copo vazio
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
E entretanto o tempo fez cinza da brasa
e outra maré cheia virá da maré vazia
nasce um novo dia e no braço outra asa
brinda-se aos amores com o vinho da casa
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida.
Publicado por Nuno Peralta às 03:46 PM | Comentários (2)
novembro 02, 2003
Frase do Dia
"Alguma coisa está mal quando sabes o teu número de beneficiário da Segurança Social de cor."
in Vítima da Crise
Publicado por Nuno Peralta às 11:03 PM | Comentários (0)
Rebaldaria 2
E ainda bem que não arranjei bilhetes, assim apenas tive que assistir aquela miséria pela televisão.
Excelente o Beira-Mar, a mostrar que quem arrisca ser feliz muitas vezes o é, arriscou... ganhou!
Péssimo o Benfica, que marcou um golo sem o merecer e não mostrou estofo para dar a volta ao resultado.
Pelo andar da carruagem, o Porto ainda se arrisca a ser campeão no final da primeira volta.
Publicado por Nuno Peralta às 10:10 PM | Comentários (0)
Rebaldaria
Não era suposto estar aqui a escrever esta posta, era suposto estar na Nova Luz a ver o Benfica, mas a grandiosidade do Estádio acaba na obra, a organização é terceiro mundista: num jogo como este, não devem estar mais de 40.000 pessoas no Estádio, tudo porque há apenas uma bilheteira para vender os bilhetes, onde havia uma fila superior a 5.000 pessoas há menos de uma hora atrás.
Escusado será dizer que em vez de contribuir para a enchente do Estádio, voltei para casa, onde o vou seguir pela SporTV.
Já ontem ouvi que em Alvalade ao intervalo ainda havia fila para comprar bilhetes, pela ineficiência do sistema de vendas...
Em suma, temos novos estádios de classe mundial, mas a organização continua a ser tipicamente portuguesa, uma autêntica rebaldaria!
Publicado por Nuno Peralta às 08:10 PM | Comentários (1)
1115
É este o número oficial de mortos na estrada em Portugal em 2003 até 26 de Outubro.
Ainda assim, 100 acidentes a menos que em 2002, mas estes últimos dias já fizeram reduzir essa diferença.
Tendo em conta que estamos na época das chuvas e ainda falta a sempre mortífera quadra do Natal e Ano Novo, podemos esperar mais um ano com cerca de 1500 mortes derivadas de acidentes de viação, muitas delas de inocentes, que apenas tiveram o azar de estar no sítio errado, na hora errada...

Como pouco mais posso fazer que divulgar e protestar, até que quem tem poder para mudar alguma coisa actue, vou continuar a insistir neste tema.
Diz a sabedoria popular que tantas vezes o cântaro vai à fonte que algum dia há-de lá ficar.
Pois bem, espero que de tanto insistir no assunto ele seja aqui bastante debatido e que se faça alguma luz junto dos decisores políticos e dos executores das leis que já existem...
Publicado por Nuno Peralta às 04:00 PM | Comentários (1)
Dia de Alguns Santos
O 1º de Novembro é uma data conhecida como o Dia de Todos os Santos, mas este ano não foi de todos, claramente não foi dia do Engº Fernando...
Ou eu muito me engano, ou este senhor não saboreia o perú de Natal em Alvalade...
PS: Parabéns ao Rio Ave, que demonstrou que para pontuar com os grandes defender com 11 não é a melhor táctica, antes pelo contrário (se exceptuarmos os últimos 10 minutos, em que aí sim, foi defender o pontinho com unhas e dentes).
Publicado por Nuno Peralta às 03:16 AM | Comentários (0)
Dirigentes das Áreas Protegidas Proibidos de Falar à Imprensa
De acordo com o Público de 6ª feira, "os dirigentes das áreas protegidas estão proibidos de falar à comunicação social, sob ameaça de processos disciplinares. Uma ordem neste sentido foi dada no passado dia 15, pelo secretário de Estado do Ordenamento do Território, Paulo Taveira de Sousa, e reiterada num despacho da última terça-feira."
(...)
"Essas declarações constituem um claro desrespeito pelas instruções que dei em reunião realizada no dia 15 de Outubro", lê-se no despacho enviado ontem a todos os dirigentes das áreas protegidas. Taveira de Sousa ordena que os dirigentes "cessem imediatamente ou se abstenham de prestar quaisquer declarações à imprensa, sob pena de instauração de competente procedimento disciplinar".
Em declarações ao PÚBLICO, o secretário de Estado do Ordenamento diz que o sigilo é uma obrigação legal dos funcionários públicos. "Impressiona-me muito que questões internas da instituição sejam discutidas na praça pública", afirma. "As pessoas têm o dever de apresentar as questões à tutela. Não me parece bem que eu saiba dos assuntos pela comunicação social".
(...)
De acordo com o governante, o desrepeito das ordens do dia 15 é que justifcaram o despacho de agora. "O que seria anormal é que eu tivesse dado instruções e ficasse impassivo com o não cumprimento destas orientações", afirma. Paulo Taveira de Sousa nega, no entanto, que se trate de uma "lei da rolha", admitindo até que se venha a elaborar um regulamento sobre em que circunstâncias os dirigentes podem ou não prestar declarações públicas. "O objectivo não é tapar a boca de ninguém", garante.
"Podem falar à imprensa, desde que me informem"."
Para todos os que dizem "volta Salazar, estás perdoado" ou "o que este País precisa é de um novo Salazar", pois bem, não procurem mais, aqui o têm, chama-se Paulo Taveira de Sousa e é membro do Governo!
E ninguém por aqui comenta isto?
Publicado por Nuno Peralta às 12:59 AM | Comentários (2)
novembro 01, 2003
Aurora Boreal
Com as tempestades solares que se têm registado nos últimos dias, causando alguma instabilidade magnética, são imagens magníficas como as seguintes que têm deliciado os habitantes mais perto dos pólos, como os do Alaska, Finlândia ou Sibéria, as sempre imponentes auroras boreais.

Publicado por Nuno Peralta às 11:38 PM | Comentários (1)
Miguel Graça Moura
Eu até admito que o homem esteja a ser "despachado" pela Câmara Municipal de Lisboa, mas não consigo estar do seu lado de cada vez que ele abre a boca. Há ali prepotência e xenofobia a transpirar por todos os poros.
A última dele ouvi agora na SIC Notícias, em que despediu um flautista por ser estrangeiro (francês!), o que, como é óbvio, foi anulado pelo Tribunal do Trabalho, que obrigou à sua reintegração e pagamento do salário.
O salário tem sido pago, mas a reintegração nem vê-la, visto que já está lá um outro flautista, português. Segundo MGM, "nunca despedirá um português para dar lugar a um estrangeiro".
Indepedentemente do facto de ter sido o português a tirar o lugar ao estrangeiro e de se estar a pagar o salário aos dois, há mais de um ano, com dinheiros maioritariamente públicos...
Publicado por Nuno Peralta às 11:29 PM | Comentários (0)
Porto
É uma pena que uma obra com a dimensão e grandeza do Estádio do Dragão, que será um novo ex-libris da cidade, não haja um mínimo de entendimento entre a Câmara Municipal do Porto e a Direcção do Futebol Clube do Porto, independentemente do que o cidadão Rui Rio pensa do cidadão Jorge Nuno Pinto da Costa e vice-versa.
Em vez do elogio à obra, vamos ter que continuar é a ouvir notícia irrelevantes sobre as picardias de parte a parte, que não nos trazem nenhum valor acrescentado...
Publicado por Nuno Peralta às 11:15 PM | Comentários (0)
Negócio das Arábias
De acordo com o Expresso, Saudita compra dívidas ao fisco.
É justo, afinal de contas há muitos anos que lhes compramos o petróleo, já era tempo de eles nos comprarem alguma coisa tipicamente portuguesa...
Publicado por Nuno Peralta às 12:42 PM | Comentários (1)
Ainda há esperança
Resta alguma esperança sobre o Benfica: Guerra Madaleno teve menos votos que os votos em branco, tendo ganho aos nulos por uma unha negra!
0,7% dos votos!
Publicado por Nuno Peralta às 02:05 AM | Comentários (0)
Benfica
Pronto, está decidido, Luís Filipe Vieira é o novo presidente do Benfica.
Segundo a projecção da RTP poderá inclusive bater o record de Damásio e ter mais de 90% dos votos!
Ainda bem que tudo termnou da forma menos má possível.
Agora podemos todos voltar à realidade e discutir os reais problemas do país.
Já que tanta gente se preocupou em falar sobre a falência do Benfica, que tal discutirmos agora o Orçamento Geral do Estado?
É um assunto sobre o qual vou dormir e amanhã postar.
Publicado por Nuno Peralta às 12:17 AM | Comentários (2)
