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setembro 09, 2004

[1255/2004] É muito mais que uma língua traçoeira...

Continuamos a divulgar o conteúdo da caixa do correio, com este interessante texto, que demonstra as potencialidades da língua portuguesa.
Ora vejam lá por vocês mesmos...

Pedro Paulo Pereira Pinto, pequeno pintor português, pintava portas, paredes, portais. Porém, pediu para parar porque preferiu pintar panfletos.
Partindo para Portimão, pintou prateleiras para poder progredir. Posteriormente, partiu para Paris, pois pretendia praticar pinturas para pessoas pobres. Passando pelos Pirineus, pretendeu pintá-los ... pareciam plácidos. Porém, pesaroso, percebeu penhascos pedregosos, preferindo pintá-los parcialmente, pois perigosas pedras pareciam precipitar-se principalmente pelo Pico, porque pastores passavam pelas picadas para pedirem pousada, provocando provavelmente pequenas perfurações, pois, pelo passo percorriam, permanentemente, possantes potrancas.
Pisando Paris, pediu permissão para pintar palácios pomposos, procurando pontos pitorescos, pois, para pintar pobreza, precisaria percorrer pontos perigosos, pestilentos, perniciosos, preferindo Pedro Paulo precaver-se. Porém, pouco praticou, porque Padre Paulo pediu para pintar panelas. Porém posteriormente pintou pratos para poder pagar promessas. Profundas privações passou Pedro Paulo; pensava poder prosseguir pintando, porém, pretas previsões passavam pelo pensamento, provocando profundos pesares, principalmente por pretender partir prontamente para Portugal.
Povo previdente!
Pensava Pedro Paulo...
"Preciso partir para Portugal porque pedem para prestigiar patrícios, pintando principais portos portugueses."
-Paris! Paris! Proferiu Pedro Paulo.
Parto, porém penso pintá-la permanentemente, pois pretendo progredir. Pisando Portugal, Pedro Paulo procurou pelos pais, porém, Pai Procópio partiu para Província.
Pedindo provisões, partiu prontamente, pois precisava pedir permissão para Pai Procópio para prosseguir praticando pinturas.
Profundamente pálido, perfez percurso percorrido pelo pai. Pedindo permissão, penetrou pelo portão principal.
Porém, Pai Procópio puxando-o pelo pescoço proferiu:
- Pediste permissão para praticar pintura, porém, praticando, pintas pior.
Pegando Pedro Paulo pelo pulso, penetrou pelo patamar, procurando pelos pertences, partiu prontamente, pois pretendia pôr Pedro Paulo para praticar profissão perfeita: pedreiro!
Passando pela ponte precisaram pescar para poderem prosseguir peregrinando. Partindo pela picada próxima, pretendiam pernoitar pertinho, para procurar primo Péricles primeiro. Pisando por pedras pontudas, Pai Procópio procurou Péricles, primo próximo, pedreiro profissional perfeito.
Poucas palavras proferiram, porém prometeu pagar pequena parcela para Péricles profissionalizar Pedro Paulo.
Primeiramente Pedro Paulo pegava pedras, porém, Péricles pediu-lhe para pintar prédios, pois precisava pagar pintores práticos. Particularmente Pedro Paulo preferia pintar prédios.
Pereceu pintando prédios para Péricles, pois precipitou-se pelas paredes pintadas. Pobre Pedro Paulo, pereceu pintando...
Permita-me, pois, pedir perdão pela paciência, pois pretendo parar para pensar... Para parar, preciso pensar.... Pensei. Portanto, pronto. Pararei.

Depois disto, ainda acha difícil dizer: "O Rato Roeu a Rica Roupa Rasgada do Rei da Rússia."?!?!?!

Publicado às 15:14:34

Comentários

Riquíssima Língua portuguesa.
E ainda há quem não goste...

Publicado por: Mocho às setembro 10, 2004 05:29 PM

A língua portuguesa é fantástica :)

Publicado por: cachucho às setembro 9, 2004 09:10 PM