« [1156/2004] Treinos | Entrada | [1158/2004] Gratidão »

junho 29, 2004

[1157/2004] Pronto, já é certo!

Definitivamente, o Durão "borrou-se" e fugiu mesmo para Bruxelas, mesmo depois de perceber o enorme caos que deixou atrás de si.
Pessoalmente, acho que é um cargo prestigiante, mas depois de perceber o cataclismo que irá acontecer em Portugal, um político com sentido de Estado teria recuado na sua posição. Não o fez. Pois bem, se mais alguma vez se submeter a votações em que eu tenha direito de voto cá estarei para relembrar este momento e votar contra! Neste momento, não posso deixar de considerar a "fuga" de Durão bem mais cobarde do que a de Guterres, especialmente depois de dois anos a exigir esforços, sempre com Durão apelando ao ingrato papel que estava a representar porque Guterres tinha "fugido" antes do final da legislatura.
Farinha do mesmo saco, é o que eu acho. E o pior é que isto não é a excepção, é uma amostra real da nossa classe política, que põe os seus interesses pessoais sempre acima dos interesses do País.
Muito sinceramente, o que eu gostava era de poder fazer nas próximas eleições aquilo que se fez na Selecção Nacional de futebol e na TAP: entregar o Governo a mãos estrangeiras, a ver se a mentalidade e profissionalismo se mudam de vez!
Infelizmente, parece-me que teremos que "gramar" com uma solução interna do PSD. E sinceramente, não sei o que é pior, se um Primeiro-Ministro que ouve concertos para violino de Chopin e escreve cartas a Machado de Assis, se um Primeiro-Ministro que não consegue sequer dizer o nome do seu país, saindo sempre um macarrónico "Pogtugal"...

Publicado às 23:58:13

Comentários

Caro Daniel Tecelão
"Quiz" com Z é na página da Brigada Anti-Lacoste. "Quis" com S é outra coisa.
Se não sabe a diferença, porque não concorrer?

Publicado por: Brigada Anti-Lacoste às julho 1, 2004 03:53 PM

Para quem conhce a estrutura mental de D. Barroso,formatada e caldeada no MRPP,este comportamento não constitui surpresa,procurou sempre o protagonismo e a sua promoção.
Assim foi no MRPP,como lider do PPD,foi 1º ministro sem saber ler nem escrever,e finalmente é um 4ª escolha para a Europa,aceitou para fugir às suas responsabilidades,deixou o país pior que o que encontrou.
Barroso só enganou quem se quiz deixar enganar!!!

Publicado por: daniel tecelão às junho 30, 2004 07:03 PM

Pois é, Bruno, a Esquerda Radical no poder também não me agrada nada. Mas Ferro já esteve no governo, com bem mais competência que Santana na Cultura (conheço responsáveis do PSD na segurança social que me disseram maravilhas dele). Entre um e outro, preferia indubitavelmente Ferro.

Publicado por: João Pedro às junho 30, 2004 04:26 PM

Mas a nomeação de Santana como primeiro ministro também é democracia. E é democracia porque não viola a constituição. Constitucionalmente é possível que Santana seja nomeado PM. Com Ferro como PM sou eu que começo a procurar emprego fora de Portugal...

Publicado por: Bruno às junho 30, 2004 12:48 PM

Ambos são males maiores, um Santana não legitimado ou um Ferro legitimado.
Se a escolha for entre esses dois, claro que voto Santana (e depois emigro! :-D), mas eu quero dizer isso nas urnas.
E o risco de se viver em democracia é ter que aceitar que a maioria dos portugueses possa dizer que, na ausência de Durão Barroso, prefere mesmo o PS e o BE, por muito que isso me desgoste.
Isso é a democracia, goste-se ou não dos resultados que ela produza!

Publicado por: NunoP às junho 30, 2004 12:35 PM

Caro NunoP agora sou eu que concordo com o Carlos. Quando se falou em Vitorino ninguém dizia que o presidente da União não manda nada. Para mim que coloca a estabilidade do país em causa é a união do PS com a esquerda radical. Se reparar nós ultimos meses o PS reage sempre depois do BE e a reacção é sempre igual à do BE. Eu volto a colocar a questão de forma mais explicita: o que é preferível, ou se quiser qual é o mal menor: Ferro ou Santana.

Publicado por: Bruno às junho 30, 2004 12:24 PM

O cargo é prestigiante para o País, mas não é mais importante que a estabilidade interna do País. Além disso, qualquer pessoa bem informada, sabe que o Presidente da Comissão não manda nada, muito menos a partir do momento em que a nova Constituição Europeia prevê a figura do Presidente do Conselho e do Ministro dos Negócios Estrangeiros Europeu, esses sim, que terão algum poder efectivo de decisão!

Publicado por: NunoP às junho 30, 2004 12:19 PM

Concordo com o Bruno, e acrescento que é no mínimo estranho, que para aqueles que o cargo era de enorme importância, na altura em que se falava do António Vitorino, agora falem dum cargo sem importância nenhuma. Mas é a linha de argumentação a que o PS nos tem habituado... Coitados...

Publicado por: Carlos às junho 30, 2004 12:16 PM

E eu vejo um pais nas tintas quando um dos seus cidadãos alcança o cargo mais importante da UE. Só se vêem as criticas mesquinhas e reveladoras da pequenez lusitana. Porra! Um português vai ser presidente da Comissão durante 5 anos e o máximo que se diz é que ele fugiu. Quando Freitas do Amaral teve um cargo irrelevante nas NU andava tudo a apregoar o prestigio para Portugal. O "cataclismo" que Durão deixa para trás deriva da pequenez dos politicos à esquerda em Portugal que congelaram em 1975 e adoram agitação, manifs, governos de 6 meses e eleições antecipadas. Eu votei em 2002 para a Assembleia da República. Com a ida de Durão Barroso para a CE nada se altera na AR como tal nada impede que a mesma AR possa suportar um novo governo. Pior do que uma solução interna do PSD será Ferro coligado com a esquerda radical.

Publicado por: Bruno às junho 30, 2004 12:05 PM

Eu não verjo nenhum cataclismo depois da decisão de Durão Barroso.
Vejo sim uma esquerda cheia de vontade de ir para o poder, esquecendo-se que, mesmo em eleições antecipadas, isso não é assim tão certo como julja.
Por outro lado, vejo uma coligação com capacidade para continuar a cumprir o programa de Governo e que não se furta às suas responsabilidades governativas.

Publicado por: Peixoto às junho 30, 2004 09:30 AM