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junho 27, 2004
[1151/2004] Balanço do Euro
Agora que está definido o quadro das meias-finais do Euro'2004, com os jogos Portugal-Holanda (4ª feira, 30/06/2004, no Estádio Alvalade XXI) e Rep.Checa-Grécia (5ª feira, 01/07/2004, no Estádio do Dragão), é tempo de fazer um primeiro balanço.
Para já, os pontos a ressalvar são que as equipas tradicionalmente mais fortes não o conseguiram provar em campo e já não estão em prova. Restam os "normais" outsiders Portugal, Holanda e Rep.Checa e a grande revelação da prova, a Grécia.
Curioso ainda que dos 4 grupos iniciais, dois foram "dizimados" pelos outros dois, ou seja, chegaram às meias-finais os dois primeiros dos grupos A e D e ficaram pelo caminho os dos grupos B e C.
A Rep.Checa é a única equipa que conta por vitórias os jogos disputados, tendo estada incluída naquele que era considerado o grupo mais forte e sendo a única equipa que nos quartos conseguiu ganhar por mais de um golo. Racionalmente, é claramente a grande favorita à vitória final, onde, caso passe a Grécia, encontrará uma de duas das selecções que melhor futebol praticou igualmente neste Euro, Portugal e Holanda, que prometem dar-nos a presenciar uma excelente meia-final.
Em termos de jogadores, as figuras são sem dúvida Milan Baros, Wayne Rooney, Van Nistelrooy, Robben, Sorensen, Isaksson, Maniche e Ricardo Carvalho. Basicamente, uma nova geração de jogadores, onde as esperadas estrelas falharam quase todas redondamente, fruto de uma época muito sobrecarregada nos seus clubes, especialmente as estrelas do Real e do Arsenal.
Para o que falta, a minha maior esperança é que daqui por uma semana não tenha condições de fazer nenhuma crónica, sinal de que estarei a fazer figura de louco nas ruas de Lisboa a comemorar o título!!!
Publicado às 23:12:21
Comentários
Oxalá o Luiz tenha razão.
E daqui de Portugal um grande abraço para o Brasil!
Publicado por: NunoP às junho 28, 2004 01:35 AM
Acompanhando do Brasil a Euro, concordo plenamente com o seu balanço.
Baroš é o jogador mais perigoso da Euro. Sozinho infiltrou-se na zaga alemã e deu a vitória aos reservas tchecos.
Para vencer a França, a Grécia contou com a ajuda de Jacques Santini, que foi muito conservador ao ver sua equipe perdendo por 1x0, ao retirar 2 meio-campistas e colocando outros dois, e ao trocar um atacante por outro. Ou seja, mexeu nos homens, mas não tocou na "tática". Aqui no Brasil, isto é "trocar seis por meia-dúzia".
Podemos falar o que for de Scolari, mas coragem ele teve contra a Inglaterra. Após o insucesso de atacar "convencionalmente" até os 75min (aqui nós falamos 30 minutos do segundo tempo), ele "simplesmente" tirou um meia e colocou um atancante, tirou um volante e colocou outro atancante. Portugal ficou sem meio de campo. Então ele pôs-se a tirar o lateral-direito e colocou um meia. O contrário fez Eriksson, colocando o time atrás. No final, venceu quem se dispôs a atacar, merecidamente nas loterias deu Portugal.
A Holanda empatou com uma fraca Alemanha, fez o mesmo com a Suécia, que já é melhorzinha. Mas ainda é a Holanda, um time de certa tradição... Portugal favorito.
A França entrou "dormindo" diante da Grécia. Não acredito que a República Tcheca vá fazer o mesmo, sendo a favorita.
Em caso de uma final entre República Tcheca e Portugal, não haverá favoritos.
Fechando, percebi em Portugal uma vantagem diante das demais seleções: a vontade, que diante de um preparo físico exuberante e de jogar n'um clima ao qual está habituado. Este time com a aplicação que teve nos primeiros 30 minutos diante da Rússia, com a vontade que teve diante da Espanha, e com a perseverança que teve ante a Inglaterra, partida a qual esteve perdendo até o final, é sem dúvida uma seleção difícil de ser batida. Se vier a perder, será por um preço muito caro.
Publicado por: Luiz às junho 28, 2004 01:22 AM