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novembro 28, 2003

Quotas

"O primeiro-ministro, Durão Barroso, anunciou esta sexta-feira que vão ser criadas quotas obrigatórias de emprego para pessoas com deficiência." (in Diário Digital)

Discordo completamente desta medida, com o Estado a intervir mais uma vez onde não deve. Aceito que haja subsídios específicos para estas pessoas, que tenham apoio especial no sistema educativo e até que sejam dados incentivos fiscais às empresas que voluntariamente os contratem. Agora tornar o seu recrutamento obrigatório, é uma medida retrógada e desincentivadora da criação de emprego.
Enfim, é uma forma de o Governo terminar a semana da mesma forma que a começou: a meter a pata na poça!
Primeiro rebentam com a (já pouca) credibilidade da sua única política, o controlo do défice e agora mostram o quão deslocados da realidade estão...

Note-se que nada tenho contra os deficientes, antes pelo contrário, apenas acho que num País onde o desemprego cresce diariamente, apenas se conseguirá uma maior hostilidade para com estas pessoas. O desempregado passará a olhar para o deficiente como aquele que lhe roubou a oportunidade de emprego e os colegas de trabalho, em vez de lhe reconhecerem o mérito, vão tratá-lo como aquele que está aqui por favor.
Estou ainda curioso de conhecer o conceito de deficiente e a taxa de crescimento do número de deficientes em Portugal...

Já estou a imaginar uma entrevista de recrutamento:
- Olhe, o senhor é exactamente aquilo que estamos à procura, mas...sabe...com a nova lei tenho que o informar que a sua vaga será preenchida por um deficiente. Mas olhe, se estiver disposto a amputar uma perna, o emprego é seu!

Publicado às 17:30:09

Comentários

Não podia dizer melhor! Os deficientes são pessoas como as outras, apenas com um problema extra. E tirando esse extra, devem ser tratados em pé de igualdade com os outros Portugueses. Ou seja, se a tarefa é feita por um funcionário sentado, não devia haver diferença ente um amputado e alguém com o uso das pernas, se os dois tivessem as capacidades necessárias.
Era melhor que o Governo obrigasse as empresas a manterem os empregos - para pessoas. Se houvesse civismo, educação, respeito, as pessoas eram todas consideradas em pé de igualdade, sem se fazer distinções senão aquelas que têm a ver com a tarefa que a pessoa desempenha.
Tudo o resto é parvoíce, burrice, ignorância ou estupidez natural.
E disse.

Publicado por: Vi às novembro 28, 2003 11:11 PM

O Estado é que devia absorver estes deficientes, não os privados.
Mas estas são as leis impostas por governantes “deficientes”

Publicado por: vmar às novembro 28, 2003 07:19 PM