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setembro 22, 2003

Arbitragens De uma forma

Arbitragens De uma forma geral, como já
vem sendo hábito desde a primeira jornada, as arbitragens este fim de semana na
"SuperLiga Galp Energia" foram uma autêntica vergonha, com algumas a
influenciarem de forma directa os resultados (Marítimo-Braga e
Moreirense-Sporting) ou de forma indirecta (Gil Vicente-Estrela da Amadora e
Porto-Benfica). Ainda dou o benefício da dúvida no erro humano quando apenas há
um erro durante o jogo ou quando o árbitro erra para os dois lados, mas quando
os erros são todos para o mesmo lado, a isso chama-se premeditação. Senão
vejamos os casos apenas deste fim de semana: Marítimo-Braga - O mais desculpável
de todos, no penalty a favor do Marítimo a falta é fora da área, mas a jogada é
muito rápida. Também o 1º amarelo a Jorge Luíz é discutível, o jogador veria um
2ª amarelo e, consequentemente, foi expulso (semelhante a Edson do Leiria, a
semana passada); Moreirense-Sporting - Vista grossa de Martins dos Santos a 2
penalties sobre Silva, especialmente o 1º, pois o 2º é um lance (infelizmente)
comum no nosso campeonato, que os árbitros raramente apitam). Incompreensível é
como é que nem árbitro, nem fiscal de linha vêm a falta sobre Polga, antes do
cruzamento para o golo do Moreirense. Gil Vicente-Amadora - Depois de um início
de jogo empolgante do Estrela, o árbitro Jacinto Paixão (provavelmente, com
Elmano Santos, os piores árbitros em actuação em campeonatos profissionais na
Europa), decide expulsar um jogador do Estrela por palavras (curiosamente,
aquele que estava a ser o melhor em campo), antes da meia hora. Ainda que
concorde com a atitude, é pena que em todas as outras jogadas e outros jogos
este e outros árbitros não tenham o mesmo critério, nenhum jogo chegava ao fim.
Resultado, antes da expulsão 0-1, no final, 5-1. Depois foi um chorrilho de
asneiras, com penalties não assinalados de parte a parte. Uma vergonha, descendo
ainda ao nível de quase se envolver fisicamente com o treinador do Estrela no
final do jogo. Porto-Benfica - Arbitragem "habilidosa" de Lucílio Batista, com
critério disciplinar dúbio. Poupou por várias vezes o cartão a Jorge Costa, mas
Ricardo Rocha, que durante todo o jogo fez uma falta, viu amarelo nessa falta e
iria ver o segundo numa simulação de Deco. Deco mergulhou pelo menos 3 vezes
para a piscina e nem um amarelo por simulação. Maniche agrediu Petit à frente do
fiscal de linha e passou em claro e Costinha agrediu Simão com uma entrada
violenta por trás e viu amarelo (numa jogada semelhante há menos de 15 dias,
este mesmo árbitro expulsou Edgar Davids, no Rep.Checa-Holanda). Curiosamente,
neste jogo viu-se duas vezes Jorge Costa mandar o árbitro para o cara..o e nem
amarelo houve. Um árbitro que não esconde ser adepto sportinguista e, isto é que
é importante, anti-benfiquista (basta ir à Piedade e perguntar aos seus amigos e
vizinhos), deveria ser nomeado para este jogo? São casos a mais para a mesma
jornada de um só campeonato. Deixo aqui apenas umas questões: Porque não são os
critérios de arbitragem entre jogos iguais do campeonato? Porque insiste a APAF
e o Sr. Luís Guilherme em defender todos os árbitros, mesmo quando eles fazem
porcaria da grossa, como é o caso de Jacinto Paixão? Até quando vão continuar a
ser permitidas as incompatibilidades de árbitros trabalharem para empresas que
são intervenientes directos em clubes/Liga (veja-se o caso Paulo Costa,
levantado por Pimenta Machado, mais 3 árbitros que trabalham no BES (Lucílio
Batista e outros 2 que não me recordo de momento) e outro que trabalha na PT
(Martins dos Santos)). Para quando árbitros profissionais? E assim, o campeonato
nacional que antecede o Euro'2004 promete ser o campeonato com a mais baixa
média de espectadores nos estádios e com a mais baixa média de visionamento
televisiva, isto porque já ninguém acredita minimamente que os jogos se resolvam
dentro de campo, para além do preço dos bilhetes. E é pena, pois existem equipas
interessantes nesta SuperLiga e o Porto, que naturalmente ganhará esta
competição, vê o seu mérito ser colocado sob suspeição, sem necessidade disso.
Mas como o Papa é que manda, nem equipas com treinadores fiéis a Cristo se
safam...

Publicado às 19:28:07

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