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agosto 29, 2003

306 - De volta à braçadeira

N'A Bola de ontem Leonor Pinhão (LP) faz o seguinte comentário na sua crónica:
"...3. Nem a invulgar proximidade do planeta vermelho operou o milagre. Mas o destino europeu deste esforçado Benfica não estava escrito nos céus. A eliminatória não ficou decidida nem no primeiro nem no segundo jogo. Foi no dia do sorteio. A Taça UEFA também terá os seus encantos. E, enquanto não chega o primeiro adversário, podem os benfiquistas entreter-se a discutir se mais vale comprar os quatro jogadores que Camacho quer ou, numa situação mais modesta, se mais vale devolver a braçadeira de capitão a Simão Sabrosa."
Subentende-se das palavras de LP que o menor rendimento de Simão é devido à questão da braçadeira.
Acredito, ainda que isso venha demonstrar uma tremenda falta de profissionalismo do atleta. De qualquer forma, isto para mim levanta uma questão mais interessante, que é a de o Benfica, com atitudes destas, se arriscar a substituir o Sporting como eterno campeão desse campeonato, que é o Campeonato de Tiros no Pé!
Pergunto-me o que faz uma equipa decidir tirar a braçadeira de capitão ao seu melhor jogador, depois de este ter demonstrado ser merecedor dela (basta comparar as tristes figuras que João Pinto fez enquanto capitão de equipa, face à actuação equilibrada de Simão), para o entregar a um outro jogador, mais velho e com maior historial no clube, mas que pela idade já se previa não ser um titular indiscutível (sendo inclusive o único a já ter sido campeão por esse clube).
A conclusão é óbvia: o tal melhor jogador apresenta-se desmotivado, pela "traição" dos colegas e o novo capitão passa a maior parte do tempo com o rabo sentado no banco dos suplentes (e agora com o novo reforço, Luisão, ainda mais se notará isso...), não exercendo essa mística sobre a equipa (sim, porque para estar sentado no banco a transmitir mística do clube já lá está o Álvaro Magalhães e,se for preciso, o Eusébio)!
Aposto que Camacho e Luís Filipe Vieira já devem estar mais que arrependidos deste seu rasgo de democracia, de deixar os jogadores escolherem o capitão...

Publicado às 12:11:29

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