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julho 24, 2003

166 - Visita à FNAC

Fui almoçar ao Colombo e, como não podia deixar de ser, passei pela FNAC. Algumas notas sobre a visita:
1) Uma agradável surpresa, o primeiro album de um dos cantores da Operação Triunfo, o Filipe Gonçalves, é composto por temas inéditos. Sempre pensei que iríamos gramar com 15 álbuns de covers, um de cada concorrente, mas logo à primeira a regra foi quebrada. Ainda bem!
2) Estão na moda os revivalismos: para além do álbum das Doce, em versão original e remisturas 2003, uma compilação com o melhor do rock português entre 1980 e 1984, da responsabilidade de Nuno Galopim. Qualquer uma das duas tem músicas com 20 ou mais anos, pelo que me fez sentir nostálgico e entradote, lembro-me daquilo tudo como se fossem êxitos de ontem (Xutos, Roquivários, Lena d'Água, Manuela Moura Guedes, GNR, Taxi, entre muitos outros)
3) Estive a folhar o livro de Eva Joly, a juíza que fez a instrução do processo Elf em França, relacionado com um escândalo de corrupção envolvendo altas figuras da política e economia francesa. É impressionante o paralelismo das situações por que ela passou (pressões, exposição pública, notícias falsas sobre a sua pessoa) com a situação actual do caso Casa Pia e, consequentemente do Juíz Rui Teixeira. Obrigatório para quem tem curiosidade em perceber como funciona a justiça e como se tenta que ela não funcione nestas situações.
4) O Harry Potter em inglês continua número 1 no Top de Vendas. Há assim tanta gente a ler calhamaços de 800 páginas em inglês ou anda muita gente a enfeitar bibliotecas a quilo?
5) É incrível como Os Tribalistas andaram por aí durante meses aclamados pela crítica, mas com vendas medianas e mal uma das músicas passou a ter bastante air play na novela da noite da SIC o álbum chegou a nº 1 de vendas. Pessoalmente, ainda bem, pois acho que é um dos melhores albuns do ano passado, mas é curiosa esta situação.
6) A informática está muito mais avançada do que eu penso. Já está em comercialização um jogo que funciona tipo realidade virtual, sem joysticks, nem teclados, mas através dos nossos movimentos, que são captados por uma câmara de vídeo ligada ao jogo. Para já é um jogo simples, tipo Arkanoid, mas deixa num ar um manancial de oportunidades a curto-prazo, como pode vir a ser o desaparecimento do rato e uma enorme interactividade entre o homem e a máquina.
E como entretanto tive que voltar ao trabalho, foi tudo o que vi!

Publicado às 16:10:20

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