Ainda na sequência do post anterior, que será esmiuçado aqui e, espero, noutros blogues, há um outro tema que não deve ser esquecido.
É óbvio que, dada a dimensão do país, não podemos ter uma política de imigração de portas escancaradas, em que entra toda a gente que queira. Faz todo o sentido definir quotas (limites máximos anuais compatíveis com a actividade económica do país), assim como definir políticas de acompanhamento e inserção desses imigrantes na sociedade. Também faz todo o sentido que o Estado, dentro das suas actuais competências, controle a imigração e fiscalize a actividade económica, para evitar que empresários menos escrupulosos se aproveitem da fragilidade de imigrantes ilegais e mesmo incentivem a sua existência.
Mas quando o Estado tem estas responsabilidades e não as cumpre, é justo que nos viremos contra os imigrantes, legais ou ilegais, aos quais foi permitido entrarem neste país e que procuram uma vida melhor?
Faz sentido limitar as entradas, tal como faz sentido punir fortemente quem fomenta as entradas ilegais.
Mas também faz sentido promover a reunificação familiar dos que já cá estão legalmente! E nada é feito nesse sentido!
Afixado por: João Carvalho Fernandes em dezembro 16, 2003 09:42 AMConcordo plenamente com o João.
Afixado por: NunoP em dezembro 16, 2003 10:16 AM